Vasco

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

VASCAMENGUISTAS-8 - CA DIAS

Reproduzido de álbum de figurinhas
 Carlos Alberto Dias foi um desses jogadores chamados de “ciganos”. Passou por 13 clubes. Em São Januário, esteve entre 1992 e1993, quando disputou 50 partidas e marcou 14 tentos – seis na primeira temporada e oito na segunda. Fez parte do time bicampeão estadual que tinha as estrelas Edmundo, Roberto Dinamite e Bismarck.
A estreia do habilidoso meia ofensivo ocorreu em 31 de outubro de 1992, no 0 x 0 Madureira, pelo Campeonato Estadual, em jogo de pequeno público – 1.453 pagantes – , no estádio suburbano do adversário, à Rua Conselheiro Galvão. O primeiro gol cruzmaltino dele, também, foi pouco visto: por 11.722 pagantes, em 1 x 1 Flamengo, em São Januário, em 4 de outubro do mesmo 1992, também valendo pelo Estadual.
Em sua temporada de chegada ao Vasco, Dias participou de 15 dos  24 jogos do título estadual, marcando seis gols. Na segunda, entrou em 14 dos 24 compromissos, deixando apenas uma bola na rede.
 Em 1992, o time-base tinha: Carlos Germano; Winck, Jorge Luís, Tinho e Cássio; Luisinho, Dias, Bismarck e Roberto Dinamite;  Edmundo e Valdir “Bigode”.  Em 1993, na defesa, entraram Pimentel, no lugar de Winck, e Torres no de Tinho. No meio-de-campo, Dias era constante, juntamente com Luisinho, Leandro e Geovani, enquanto Bismarck e Valdir eram a base atacante.    
Reproduzido de
www.butecodoflamengo
Devido às suas boas atuações naquela temporada, foi convocado, pelo treinador Carlos Alberto Parreira, para a Seleção Brasileira. Mas fez só uma partida canarinha, em 15 de abril de 1992, vencendo a Finlândia, por 3 x 1, no estádio José Fragelli, em Cuiabá-MT, entrando no segundo tempo. O time teve: Sérgio; Luis Carlos Winck (Charles Guerreiro), Marcelo Djian,  Márcio Santos e Lira (Roberto Carlos);  Mauro Silva, Leovegildo Júnior, Luiz Henrique (Dias) e Paulo Sérgio; Bebeto e Valdeir (Renato Gaúcho).
Por sinal, naquele dia, havia mais dois vascaínos na partida,  Bebeto  – autor de dois tentos –  e Winck,  além de um ex-cruzmaltino, Lira, e um futuro colineiro, Charles Guerreiro.    
Bicampeão estadual vascíno-1992/1993, Carlos Alberto Dias não conseguiu ganhar nenhum título quando defendeu o Flamengo, que foi o seu sétimo clube – o Vasco foi o quinto –, em 1994. Ficou só por 18 jogos e cinco gols com a camisas rubro-negra.  
 

 

 

MUSA CRUZMALTINA DO DIA - PATRICIA

 
Esta é a bela modelo  Patrícia, em foto reproduzida de www.globoesporte.com, com os nossos agradecimentos, pela divulgação das musas do Brasileirão. O "Kike" agradece também, a Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre D' Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Sousa Júnior, que fundaram  o Club de Regatas Vasco da Gama, para ter uma torcedora tão linda inteligente e trabalhadora.

This is the beautiful model Patricia in photo reproduced in www.globoesporte.com, with our thanks for the disclosure of the Brasileirão muses. The "Kike" thanks also to Henrique Ferreira Monteiro, Luis Antonio Rodrigues, José Alexandre D 'Avelar Rodrigues and Manuel Teixeira de Sousa Junior, who founded the Club de Regatas Vasco da Gama, to have a cheerleader so beautiful smart and hardworking.
 
 
 
 

VASCO DAS CAPAS - FRENTISTAS


O pernambucano Vevé e o gaucho´Saulzinho passaram por São Januário pela primeira metade da decada-1960. Na época, a "Turma da Colina" passava por uma entressafra e não vinha beliscando taças e nem faixas. Com isso, o primeiro terminou emprestado ao Esporte Clube Bahia. De sua pare, o segundo teve mais sorte e foi o principal artilheiro do Campeonato Carioca de 1962, com 18 tentos, deixando para trás os grandes "matadores" da época – Dida, Henrique Frade, Amarildo, Quarentinha, etc –. Poderia ter ido mais longe, mas uma contusão o tirou de cena quando vivia boa fase, barrando-lhe, inclusive, a chance de disputar uma vaga na Seleção Brasileira que foi à Copa do Mundo do Chile. 

The pernambucano Vevé and the gaúcho Saulzinho passed through São Januário for the first half of the 1960s. At the time, the "Turma da Colina" was going through an offseason and was not pinching bowls or banners. With this, the first loaned to Esporte Clube Bahia. From his stop, the second had more luck and was the leading scorer of the 1962 Carioca Championship, with 18 goals, leaving behind the great "killers" of the season - Dida, Henrique Frade, Amarildo, Quarentinha, etc -. He could have gone further, but a bruise took him out of the scene when he was in good shape, barring him, even, the chance to play in the Brazilian national team that went to the World Cup in Chile.     

domingo, 25 de junho de 2017

FLAMANTES E VASCAINANTES-7 - LUIZÃO

Em foto de www.netvasco, Luizão fez 71 jogos e 38 gols
 com a camisa cruzmaltina, em 1998. Agradecimento.
 
Luiz Carlos Bombonato Goulart, o centroavante Luizão, ajudou o Vasco a conquistar a Taça Libertadores-1998. Paulista, de Rubinéia, nascido em 14 de novembro de 1975, este escorpiano pentacampeão mundial, em 2002, pela Seleção Brasileira, disputou 71 jogos vascaínos – 54, em 1998 e 17, em 1999 – deixando em sua história na Colina 38 bolas nas redes.
  A estreia cruzmaltina de Luizão foi vencendo o Bangu, em 18 de janeiro de 1998, pelo Estadual-RJ, em São Januário. Mas, naquele dia, quem matou foi o “Pantera” Donizete, seu parceiro de ataque, com 1 minuto de bola rolando. Jorge dos Santos Travassos apitou aquela pugna, assistida por apenas 3.307 pagantes. O treinador Antônio Lopes escalou assim o primeiro Vasco de Luizão: Carlos Germano (Márcio); Vítor, Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho Quintanilha (Fabrício Eduardo), Nélson e Pedrinho; Mauricinho, Donziete e Luizão (Sorato).    
  Luizão marcou o seu primeiro gol vascaíno em 1º de fevereiro de 1998, em São Januário, na goleada  por 5 x 0 Americano, pelo Estadual-RJ. Saiu aos 28 minutos do segundo tempo. Marcio; Vítor, Odvan, mauro Galvão e Felipe (Maricá); Nasa, Luisinho (Fabrício Eduardo) , Ramon Menezes e Pedrinho; Luizão e Brener fôramos escalados pelo treinador Antônio Lopes.
Reprodução de www.flamengoeternamente. Agradecimento.

Luizão passou, apenas, uma temporada em São Januário, tendo ficado na história do clube como um dos campeões da Taça Libertadores-1989, marcando um gol em cada um dos dois jogos contra o equatoriano Barcelona. “A conquista da Taça Libertadores pelo Vasco foi muito importante para mim, porque representou o meu primeiro título sul-americano. Além do mais, eu havia chegado ao Vasco com a responsabilidade, muito grande, de substituir o Edmundo, que era o maior ídolo da torcida vascaína”, disse aos repórteres na volta do Equador.
Pelas finais da Copa do Brasil-2006, ele já estava do lado rubro-negro, marcou gol diante dos vascaínos e saiu batendo no peito. Segundo ele, era flamenguista desde criança. “Ser campeão pelo meu time de infância foi uma alegria muito grande. Sempre sonhei em ser campeão com a camisa do Flamengo”, declarou após a final – o Fla venceu os dois jogos da decisão, por 2 x 0 e 1 x 0 e Luizão fez o segundo gol do primeiro jogo.

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - LOU, "LA GIOCONDA" DE COPACABANA

Estava lá – na Avenida Sernambetiba – um corpo estendido no chão – com a cabeça em cima de uma poça d´água. Por volta das nove da noite do 3 de dezembro de 1974, entre o final da iluminação e a Avenida Alvorada, Almir da Silva Rodrigues foi encontrado agonizando, alvejado por cinco balas. Em sua mão direita havia fios de cabelos pretos, femininos, ensopados por laquê, cosmético então na moda.
 
Almir passou nove dias no Hospital Miguel Couto, tentanto sobreviver, após três cirurgias para extração das balas que o atingiram suas costas, virilha e o pescoço. Mas o que conseguiu foi só deixar incriminada a ex-namorada Maria de Lourdes Leite de Oliveira, a Lou, imputando-lhe a autoria do primeiro tiro –  pelos outros quatro, acusou “um homem” que ele não conhecia. “Foi a Lourdes, foi ela, Lourdes”, balbuciou, semiinconsciente, quando levado por um carro da PM, durante a noite daquela terça-feira trágica.

DUAS SEMANAS antes, na mesma Barra da Tijuca, Wantuil de Mattos Lima, técnico em consertos de TV, passara pelo mesmo tipo de execução. Sua mulher suspeitava de que ele tivesse um caso com a Lou e chegou a telefona-la, exigindo explicações.
Esquisito! Uma estudante universitária, moradora da chic Zona Sul carioca, aos 24 anos de idade, figurando no noticiário policial dos jornais, rádios e TV, citada por envolvimento sentimental com dois pobretões suburbanos e de participação em dois crimes. Afinal, quem era esta Lou?

Para os familiares, uma moça meiga, dengosa, exigente com alimentação, roupas, calçados, tudo o que se ligasse à moda. Os jornalistas que a entrevistaram disseram ser “uma garota meio engimática”, enquanto o advogado Mário de Figueiredo, com 34 anos de praça, afirmava ser uma “menina vítima de uma cretinice bárbara”. De sua parte, Lou definia-se “alguém que gosta de viver bem, como toda moça de minha idade”, conforme declarou à revista “O Cruzeiro”, de 05.03.1975, da qual foi capa.      
 Lou tivera vários namorados, antes de ficar famosa, mas sem perder a cabeça por nenhum deles. À época dos dois crimes, ela residia no 10º andar do prédio de nº 36, da Rua Lauro Müller, em Botafogo. Já havia morado no Edifício Visconde de Caeté, nº 246, da Rua Carlos Sampaio, na Cruz Vermelha, sem fazer amigos, a não ser a cortureira Janoca Lemos Albernaz, que seguia atendendo-lhe.   

DOIS AMORES – Almir e o engenheiro Wanderley Gonçalves Quintão disputavam os amores de Lou. Trabalhador de uma oficina mecânica da Rua Pereira da Siqueira, na Tijuca, o primeiro se virava, desde os 14 anos de idade, inicialmente, como “office-boy” de lojas e, depois, aprendiz de mecânica e motorista de taxi, como o pai. Para a mãe, Lídia, ele era “um menino puro”.
 Os irmãos Aprígio e Sérgio sabiam do seu caso com a morena fatal, tendo Aprígio declarado à 16º Delegacia de Policia,  na Barra da Tijuca, que Almir “tinha uma transa com a filha de um homem de prestígio (Coronel Lúcio Oliveira), uma dona, em Copacabana, de nome Lourdes, que parava muito na dele”.

PELA VERSÃO de Lou, ela haviar rompido com Almir, “por pressões familiares”, mas não deixava de contata-lo, de vê-lo. O encontro resultante no crime fora marcado, na véspera, para as 19h30 do dia seguinte, próximo a um posto de gasolina da Rua Mem de Sá. Às 14h30, Vanderlei surgiu à porta do seu apartamento. Saíram juntos e foram à Barara da Tijuca, onde o rapaz consumiu, nos bares Corcovado e Rancha Alegre, respectivamente, batidas com água de coco (tira gosto de siri) e um “traçado”, também bebida alcóolica, enquanto ela, garantia, só bebera Coca-Cola.
 
O tempo rolou e Lou, ainda pela sua versão, pedira a Vanderlei que a levasse à Rua Mem de Sá, dizendo-lhe precisar encontrar-se com a sua mãe, para irem à costureira. Ao encontrar-se com Almir, foram até um local do Recreio dos Bandeirantes sem nenhuma luz. Por ali, o cara disse-lhe que um pneu do seu carro havia furado. Pararam no acostamento, ficarem conversando dentro do automóvel e, de repente, faróis aproximando-se evidenciavam que Vanderlei os havia seguido. Avisado de que o iluminador era o seu namorado Vanderlei, o companheiro de escapada saiu do carro para falar com o rival.
O caso virou, também, livro de
escritor famoso

NESSE PONTO, a versão de Lou lembra os livros de ficção policial: “Saí do carro, ouvi uns tiros, me escondi. Só ouvia o barulho do mar. Vi o Almir caído. Vanderlei abaixou-se, fez mais dois disparos e dirigiu-se a mim,  chamando-me de infiel, vagabunda e outras palavras impublicáveis. Em seguida, ordenou-me entrar em seu carro e manter bico calado, se não quisesse ter o mesmo destino. Disse ter usado dois revólveres para a polícia achar que fora um assalto”.
 
Serviço feito, Lou viu-se, finalizando a sua versão,  levada para o Rancho Alegre, com Vanderlei a abraçando e falando frases de amor. Ao entraram, o namorado pediu carne de veado, bebeu um “traçado” e  exibiu-se, em uma barra de ferro, fazendo malabarismos. Às 10h15 da noite deixou-a em casa, passando, a seguir, a buscar um álibi para ele e, “ todo custo”, tentar incriminá-la.

 QUANDO OUVIDO na 16º DP, Vanderlei negou já ter possuído armas e garantido nem saber atirar, ainda  mais com as duas mãos, “como mocinho de banque-bangue”.  Acusou o advogado  Mário de Figueiredo de subornar pessoas, para montar um álibi, enquanto o seu advogado, Laércio Pelegrino acusou Lou de inventar uma “história sem sentido”.
Lou e Van foram a julgamento em 1979.  Durante as investigações, ela entregou à polícia um revólver do seu pai, dizendo tê-lo emprestado a Vanderlei. No exame de balística, feito pelo Instituto de Investigações Científicas e Criminais, ficoua comprovado ter a arma sido usada  pelo seu namorado, por conta de um pacto para eliminar todos os amantes dela.

O julgamento levou  quatro dias, tendo  a Lou sido condenada a 20 e o Van a 18 anos de prisão. Em, 1982, ele conseguiram liberdade condicional. Lou formu-se em Drieito, mas jamais arrumou emprego. Um dos repórters que a ouviu, Wanderley Lopes, de “O Cruzeiro”, equanto Irineu Barreto Filhoa fotrogravava, anotou: “...estão dizendo coias absurdas, que eu matei um rapaz... eu nunca matei ninguém...Tenho um bom coração” – imagine se não tivesse!