Vasco

Vasco

domingo, 31 de julho de 2011

vascodata



 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1970

Com esta rapaziada, o Vasco quebrou o tabu, de 12 anos, sem títulos no Campeonato Carioca. Treinado por Elba de Pádua Lima, o Tim (último à direita, em pé), o time carregou a taça com uma rodada de antecipação. Na foto, da esquerda para a direita, acima, estão os atletas: Andrada, Alcir, Renê, Moacir, Eberval e Fidélis; agachados: Santana (massagista), Luís Carlos Lemos, Ferreira, Bougleux, Silva, Valfrido e Gílson Nunes. (foto reproduzida da revista Supervasco). Agradecimento.

With this jig, Vasco broke the taboo of 12 years with no titles in the Carioca Championship. Trained by Elba de Padua Lima, Tim (far right, standing), the team carried the cup with a match to spare. Pictured, from left to right, are the athletes: Andrada, Alcir, Rene, Moacir, Eberval and Fidelis; crouching: Santana (masseur), Luís Carlos Lemos Ferreira, Bugleux, Silva, Valfrido and Gilson Nunes. (Photo reproduced from Supervasco magazine). Thanks.

 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

KIKE COMUINIC - BOLA E BELEZA

 No dia 14 de junho de 1970, o torcedor canarinho festejava a grande vitória da Seleção Brasileira, por 4 x 2, sobre o Peru, que levava o time do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo às semifinais da Copa do Mundo disputada no México. Na tarde daquele dia, Tostão marcou dois gols. Rivellino e Jairzinho completaram o serviço feito no Estádio Jalisco, em Guadalajara. Pela noite daquele domingão, animado pelo placar em gramados mexicanos, "um público muito entusiasmado", segundo a revista carioca "Manchete", compareceu ao Pavilhão de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, para assistir ao Miss Guanabara-1970. Só não foi no Maracanãnzinho porque a "Passarela da Beleza" havia sido destruída, por um incêndio. O escrete nacional incendiava lá fora, e o caminho das belas feras, aqui dentro.Entre a galera, a favorita era a mulata que representava o clube Renascença, a mais aplaudida. No entanto, o júri passou a coroa à mais loura, Eliane Fialho Thompson, do Florestas Country Club. Assim, enquanto a seleção verde-e-amarela venceu lá fora, na Cidade Maravilhosa, rolou o sucesso do Floresta (verde) e de sua candidata (de cabelos quase amarelos). Tudo em cima!        

                                                      SAÚDE E BELEZA
As revistas especializadas em saúde pelo esporte ganharam muitas forças a partir da décadas 2000. Quem não gostaria de ter uma saúde dessas, da moça da foto? Tais publicações sempre vendem que esporte não tem contraindicações. Recentemente, uma colunista  de “Veja” criticou quem lia sobre o tema. Ninguém levou a sério, pois a figura não é ninguém importante. Se fosse, haveria teses literárias, pesquisas, conferências sobre os seus escritos. Deve ser alguém que não progrediu muito, ficou pela classe média. Tanto que escreve para uma revista que não dá continuidade, na semana seguinte, ao que informou na anterior, deixando que o leitor adivinhe. Já que desvaloriza quem lê sobre esportes, a colunista deveria, então, fazer apologia de drogas. Deve ser mais saudável do que a triatleta australiana Emma Moffat, medalha de bronze no World Triathlon Series, na Inglaterra, competindo com centenas de concorrentes de todo o planeta. Esta sua foto foi publicada pela edição Nº133, deste outubro, pela revista “Tri Sport”. (Agradecimentos pela reprodução ilustrativa do fator saúde).


B  ELAS DE ANTIGAS CAPAS DE REVISTAS


Saca só, cara! Você q vê lobas de Copa; gatas do Farol e moreníssimas dengosas, em Ponta Negra, na deliciosa Natal-RN (para citar poucos pedaços), saiba que,  no passadão,  as  brasileiras já eram bonitas e gostosas. Várias décadas antes, andaram inspirando "As Frenéticas” a cantarem “Perigosa”, aquele pop composto por Nélson Mota.
Voltando mais no túnel tempo, se você olhar nas telas daqueles grandes pintores dos séculos 13, 14, 15, achará as mulheres tão feias, que até pensará estar precisando trocar de óculos, caso os use. Mais pareciam terem saído de um curral de vacas atoladas. Malandros, os editores do suplemento da revista carioca “A Noite”, do mesmo grupo que editava a “Noite Ilustrada” , do empresário baiano Geraldo Rocha, já estampavam a beleza morena na capa. Ainda não havia fotos coloridas naquelas revistas, mas convenhamos que a sépia caía muito bem nas meninas, não é mesmo?   Principalmente nas morenas. Sépia nasceu para morenar mais as brasileiras. Confira e curta as belas feras da década de 1930 e 1940.
                                                 
                                                 
                                                               PATROCÍNIOS & PARCERIAS

Comemoração que pode rolar parceria nos comes e bebes
Anselmo Domingos (usando camisa preta) era muito bom de marketing pessoal
Na década-1950, a “Manchete Esportiva”, do grupo Adolpho Bloch, e o “Jornal dos Sports”, do jornalista Mário Filho, irmão do teatrólogo Nélson Rodrigues, não perderam tempo. A primeira apoiou provas fortes de natação, como travessias marítimas, e automobilismo, enquanto o diário criou os Jogos Infantis e da Primavera do Rio de Janeiro, sendo as duas últimas grandes promoções para jovens colegiais. Na década-1960, a “Revista do Esporte”, do grupo da “Revista do Rádio”, do empresário Anselmo Domingos, foi a que não deixou o embalo parar.
Os patrocínios/parcerias eram muito usados, antigamente, pelos editores, para também promover o patrão. A TV Globo fez muito isso com o seu proprietário, o jornalista Roberto Marinho, nas décadas-1080/1990. Anselmo Domingos estava em todas. Um exemplo? A sua “RE”incentivou a criação do “Dia do Pugilista” e apoiou a “Semana do Pugilismo”,comemorada, pela Federação Carioca de Pugilismo, de 13 a 19 de setembro. Durante uma das celebrações, o colunista do setor, Henrique Batista, o badalou por três das quatro fotos publicadas pela revista, em uma página e meia. Enfim, faz parte. A badalação promocional vai continuar dentro desse jogo.
 
            ALMA DO NEGÓCIO

Diz o ditado antigo que a propaganda é a alma do negócio. E, se tem que ser assim, o sucesso da revista, do jornal, da TV, ou de qualquer outro meio de comunicação passa pela simpatia do setor com o qual se interage. As vezes, o veículo comunicador tem de ser patrocinador, ou parceiro. Quando observou isso, o empresários correu para apoiar. Em alguns momentos, nem precisou demandar capital. Fez uma “tabelinha” com algum parceiro, divulgando marca, em troca de bebidas, salgadinhos, hospedagens, passagens, medalhas, troféus, coisas assim.
É comum um veículo colocar anúncios em suas páginas, ou locutores chamando o evento pelo rádio e a TV. Um dos apoios mais fortes que se vê é o da Rede Globo, em “Criança Esperança”, com toda a arrecadação distribuída a um órgão insuspeito (UNICEF) de auxílio à garotada carente. 
No setor esportivo, quando o futebol tornou-se profissional no Brasil, na década-1930, a primeira a entrar no lance foi a revista “O Cruzeiro”, a de maior circulação continental. Apoiou, pioneiramente, a disputa entre Vasco da Gama e América pelo “Troféu da Paz”, que encerrou uma cisão entre os clubes cariocas.

                                                                                      DE VOLTA

Observe a chamada desta página da revista carioca "O Cruzeiro", dizendo "'o que é bom voltou". Bola fora! Em jornalismo, o que vai e volta, dificilmente, dá certo. Foi o que aconteceu com esta mesma magazine pertencente aos Diários e Emissoras Associados, liderados pelo empresário/jornalista Assis Chateaubriand.
 Lançada, em 1928, a publicação chegou a ser a maior da América Latina, com tiragens de até 600 mil exemplares semanais. Teve, também, edição internacional. No entanto, entre as décadas-1960/1970, foi sofrendo uma dura concorrência da "Manchete", do grupo Adolpho Bloch, e não resistiu. Terminou com o seu conteúdo caindo bastante, ficando para trás e, ainda, tendo contra si o surgimento de revistas mais modernas, como "Realidade" e "Veja", ambas do grupo Abril, até pouco tempo, comandado por Roberto Civita.
 Sem mais o carisma dos seus tempos dourados, entre 1928 e a década-1950, "O Cruzeiro" foi sendo deixada pelos leitores. E deu uma desaparecida das bancas. Quanto tentou voltar, o momento era outro. Sobretudo, porque o anunciante, que ajuda a manter um título no mercado, não aposta em produtos iô-iô.


                                                                 MONTAGEM
Jornais e revistas sensacionalistas, principalmente os dedicados às fofocas, fazem muito montagens de fotos, para provocar impacto em seus leitores. A princesa Diana Spencer, por exemplo, foi um dos alvos prediletos dos paparazzi, que vendiam as imagens para as revistas e jornais fazerem o seu "carnaval". Certa vez, um editor de uma deles/delas montou um beijo entre Diana e o namorado Dodi Al Fayed, em um iate.
Veja esta montagem, à tesoura, de fotos da antiga revistas carioca "O Cruzeiro", baseado na matéria "O Rio corre para a praia". Na foto, uma garota encosta-se diante de outra gata, certo?. Segundo Gervásio Baptista, ex-fotógrafo daquela publicação, a imprensa popularescas faria com esta montagem uma brincadeira, desse tipo: "Que sovaquinho cheiroso!. Sacanicamente, levaria a intuir-se que este seria o pensamento da garota do biquini amarelo", brinca Gervásio.
Na década-1980, uma das montagens que mais mexeram com os leitores foi feita pela revista paulista "Placar", colocando nua, de lado, a maior atleta brasileira de basquetebol, Hortência. Na metade da década, no entanto, ela posou, como nasceu, para a "Playboy", tornando-se a primeira atleta brasileira a fazê-lo, e abrindo caminho para uma time já de muitas mulheres das quadras, pistas, gamados e piscinas.
A mais famosa montagem na imprensas brasileira foi feita pela revista "Vogue", que produziu um belíssimo ensaio fotográfico, colocando uma modelo na cola do presidente Juscelino Kubitscheck. Vale a pena procurar em alguma lojinha dedicadas à venda de raridades da imprensa nacional.

                                                  TEMPORADA DE CAÇA
A "caça" à fonte de notícias é muito comum no jornalismo. Para muitos repórteres, é a gloria arrancar algo que só ele conseguiu. Pelé, por exemplo, não era caçado só dentro de campo, pelos marcadores impiedosos que não conseguiam lhe parar na bola. Os jornalistas não lhe davam sossego. E eram mais impiedosos ainda, com a sua vida particular. Veja no exemplo abaixo.
Pela sua edição de 29 de setembro de 1970, à página 111, a revista carioca "O Cruzeiro" divulgou que o "Rei do Futebol" iria receber, pelo novo contrato assinado com o Santos, Cr$75 mil cruzeiros mensais (moeda da época), fora as gratificações por vitórias, empates e jogos disputados no exterior, o que lhe valeria US$ 2 mil e 500 dólares, por atuação, e Cr$ 4 mil no Brasil.
A informação acrescentava que Pelé levaria, também, Cr$ 1 milhão e 200 mil cruzeiros de luvas (dinheiro por fora da mensalidade, prática que vem sendo extinta, atualmente,), sendo que recebera, afirma o texto, Cr$ 360 mil adiantados, no ano anterior, para ao pagamento de suas dívidas. Por fim, a semanário acrescentava que o "Camisa 10" embolsaria, a partir daquele momento, mais do que os principais apresentadores da TV brasileira, que eram Flávio Cavalcanti, J. Silvestre, o vascaíno Abelardo "Chacrinha Barbosa e Sílvio Santos.
Informação indiscreta, para o atleta, mas quente, para a imprensa, do seu ponto de vista.
                                                            PRECONCEITO

A supermáquina da CCCP
Antigamente, havia muito preconceito contra o repórter que cobria esporte e polícia. Porque nos inícios do jornalismo isso era feito por aqueles de pouco nível cultural.
 O tempo passou e a consideração foi ficando. Muito, também, por culpa dos profissionais desses setores, que não procuravam melhorar a sua bagagem intelectual. Mas, de uns 10 anos para cá, isso não existe mais. para ser jornalista esportivo, no mínimo, tem-se que saber o idioma inglês. Já rolou até intelectual no setor, como Armando Nogueira, Juca Kfouri e Arnaldo Niskier, que chegou à Academia Brasileira de Letras.
 Niskier, por sinal, era repórter de Manchete Esportiva quando, pelo Nº 102, que circulou em novembro de 1957, escreveu sobre “As dez mais do II Mundial” (Feminino de Basquetebol). Para a soviética Tatiana Kudriavtseva, a Tânia, contou ter ficado o título de “A mais satélite”. E explicava: “De tanto figurar em capas de revistas (inclusive em Manchete Esportiva) ... Tânia tornou-se a “’Sputinik” do Mundial. Foi a estrela soviética mais colocada em evidência e tiramos o chapéu à sua beleza, elegendo como a mais satélite. Só que não pode voar”.
Se Tatiana Kudriavtseva era tão bela, quem conferiu melhor foi a tripulação de um barco que levou o time da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (CCCP) para passear na ilha de Paquetá. No meio do caminho, a turma pediu ao mestre da lancha para fazer uma pardinha. Tânia ficou peladinha, da mesma forma que o restante da patota, e foi nadar, “ante os olhares atônitos da tripulação do barco”, conforme contou o repórter Ney Bianchi.
Mas Tatiana Kudriavtseva não ficaria só nessa generosidade para os brasileiros, conforme o mesmo Bianchi. Em um dia de muito calor do verão carioca, após um treino, no Maracanãzinho, as soviéticas foram para o chuveiro. Se ensaboaram e, de repente, faltou água. Sem problemas! Tatiana (e sua trupe) foi para um outro vestiário, peladinha, com nuvens

                                                   MELHORES DO ANO
Apontar os melhores do ano em cada setor, é uma tradição no jornalismo, em todos os dezembros. Valoriza profissionais e motiva os que desejam serem os próximos agraciados. Atualmente, não só jornais, revistas e emissoras de rádio e TV o fazem, mas agências de publicidade e assessorias de imprensa também entraram nessa. No passado, por volta da décadas-1950, tais promoções tinham mais força.
Veja este recorte da revistas "Manchete", sobre a eleição de "Os Melhores do Rádio", em 1953. Era uma divulgação da eleição feita pela "Revista do Rádio", do empresário Anselmo Domingos, o veículo comunicativo que mais vendia no país, depois da "O Cruzeiro", do grupo liderado apor Assis Chateaubriand. Por este material, temos Oduvaldo Cozzi reeleito o melhor locutor esportivo da temporada, deixando para trás Luís Mendes e Jorge Curi, "estrelaças" dos microfones das época.
A justificativa para a reescolha de Cozzi dizia que, "além de boa dicção, sabe falar e organizou, em bases inteiramente novas, o setor da reportagem esportiva
 
                                                     PROGRAMA DE JOGOS
 

As revistas institucionais já rodam há um bom tempo na imprensa brasileira, bem como programas sobre competições esportivas. Quem duvidar é só consultar o site www.mercadolivre.com.br, que há oferecimentos de muitos deles. Com a chegada da publicidade forte e em massa dos grandes eventos, eles ganharam força. Atualmente, toda competição importante tem o seu canal de comunicação com o público, via revista. Sempre, os grandes nomes encapeiam as edições, em uma evidente exploração de imagem, como ocorreu com a campeoníssima Larissa, fera do vôlei de areia neste número de publicação da Federação Internacional de Voleibol.
                                                                 SUPLEMENTOS
 
Muitas revistas e jornais costumam arrumar patrocinadores para projetos sobre suplementos encartados em suas edições. Isso ocorre em várias vertentes, como nas de imóveis, automóveis, esportes, economia e saúde, só par citar poucas. No caso desta última, como este é um blog cruzmaltino, se tem algo que todo vascaíno gosta de admirara, seguramente, é uma bela saúde. A revista carioca "Manchete", do grupo empresarial de Adolpho Bloch, chegou a fazer bons suplementos sobre o tema. Procure conhecer os suplementos jornalísticos velhos e novos. Atualmente, graças à computação gráficas, eles ficaram muito mais ricos e explicativos. Antigamente, era tudo na base da letra e dos chamados "olhos", isto é, aquelas notas entre aspas, reproduzindo uma informação contida no interior do texto. Um dos melhores suplementos já feitos pela imprensa brasileira circulou entre o final de 1969 e os inícios de 1970, da revista paulista "Realidade", mostrando, para os amantes do futebol, quem integraria uma "Seleção Brasileira de Todos os Tempos". 


                                                          ATRIZES TORCEDORAS
 

Não atraiu às primeiras revistas esportivas brasileiras estampar atrizes em suas capas. Pelo final da década-1950, por pertencer ao grupo que lançada a "Revista do Rádio", a "Revista do Esporte" arrumava um gancho e publicava duas páginas com uma artista falando de futebol. Só depois do surgimento de "Placar", nos anos-1970, as belas da tela começaram a ganhar a página 1 das publicações mais consumidas pelos homens. Sônia Braga, famosa, principalmente, pela atuação no filme norte-americano "O Beijo da Mulher Aranha", foi uma das brindadas, com capa e matéria no interior da semanário. Claro, exibindo a sua cruzmaltinice!









                                                     GAROTA D OPOSTAL-2


A propaganda por cartões postais com garotas sexy chamam muita atenção, também, quando a imagem é trabalhada por desenhistas, que a deixam como autênticas figuras humanas.
 
                                     REVISTA DO RÁDIO NA REVISTA DO ESPORTE

A "Revista do Esporte", por ser filha da "Revista do Rádio", do grupo do empresário jornalista Anselmo Domingos, estava sempre produzindo matérias que cairiam muito bem na segunda. Chamava-se uma atriz, de cinema, do teatro rebolado e dos musicais, bem como cantoras de grande sucesso, e levava-se o papo para futebol principalmente. Evidentemente, com o texto cercado por fotos sexy. Disso aproveitaram-se os colunistas Henrique Pereira, que ficou na casa durante quase toda a vida da publicação esportiva semanal, por sinal, única do país, na época, e Gerson Monteiro, que era, também, o secretário de redação. Diante de fotos 'sexyssimas', que cabiam dentro de suas colunas, eles não tiveram duvidas, como nestes casos que você vê. 
         
              
Acima, uma bela jovem Acima, uma bela jovem Acima, uma bela jovem Exercitando-se em uma academia. Henrique aproveitou a foto para anunciar a novidade em matéria de aparelho para ginásticas. Abaixo, Gerson deixou cair em uma propaganda de calendário de peças de reposição.
Assim, com uma ginasta e uma "pistoleira", mandaram ver duas autêntica pautas "Revista do Rádio". Claro que a galera gostava, de montão dessas variedades.
 
BOLA E BELEZA 
Kate Lira
Lançada em 1928, a revista carioca “O Cruzeiro” chamava a atenção dos leitores que paravam pelas bancas de revistas por estampar rostos de mulheres lindas.
Coube à tenista Maria Esther Bueno ser a prime representante do mundo desportivo feminino na página mais nobre da semanario, já na década-1960.

A atriz Bruna Lombardi e e o marido ator Riceli
Com a chega da TV a cores, no início da década-1970, do desenvolvimento das redes nacionais televisivas e a consequente maior visibilidade dos artistas e socialites, bem como a projeção dos modelos fotográficos, as revistas passaram a usá-los muito em suas capas de momentos esportivos, principalmente quando a Seleção Brasileira entrava em campo, atrás do caneco do mundo. A cantora Kate Lira e a atriz Bruna Lombardi (fotos acima) foram alguns dos exemplos.
                                                                             REI DO MARKETING
Com certeza, Pelé não deve saber quantos comerciais ele já fez, entre impressos e filmados. Ele é um dos melhores vendedores do planeta. Só não faz propaganda de bebida alcoólica e de cigarros. Este que você confere, da operadora de celulares “Vivo”, prometia premiar o cliente com uma camisa da Seleção Brasileira. E a surpresa: uma chamada poderia ser do Pelé. Quem não queria ouvir uma palavra do “Rei?” E, de quebra, levar uma camisa 10 canarinha?

                                                 PROPOSTA DISCUTÍVEL


REPRODUZIDO DE WWW.YAHOO.COM.BR, COM OS AGRADECIMENTO9S DO KIKE DA BOLA. 
  Cidade dos EUA quer transformar essa peça de roupa tão comum em um crime

 
 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

EX-COLEGAS RIVALIZANTES

Foto reproduzida da Revista do Esporte
Os goleiros Mauro, à esquerda, e Miguel começaram como concorrentes no time juvenil do Vasco da Gama. O destino, porém, mandou o primeiro para o maior rival dos cruzmaltinos, tornando-o rubro-negro. De sua parte, o outro, cidadão paraense,  ficou em São Januário e sagrou-se “SuperSuperCampeão carioca”, em 1958.
No dia 10 de janeiro de 1960, eles se reencontraram, no Maracanã, usando as camisas 1 dos seus respectivos times, evidentemente. Aquele “Clássico dos Milhões” valeu pelo Torneio Rio-São Paulo e quem saiu-se melhor foi o carinha da Gávea. Mauro, o ex-vascaíno, e mais 10  mandaram 1 x 0 na turma de Miguel, que era ele e Paulinho de Almeida, Bellini e Coronel, na defesa; Écio e Russo, na cabeça de área; Sabará, Pinga (Teotônio), Delém, Roberto Pinto (Waldemar) e Roberto Peniche atacando, a mando do treinador “hermano” Filpo Nuñez.
 Este blog vascaíno só divulga o nome de quem fez o gol porque o autor foi um cracaço, um dos maiores já surgidos na história do futebol, e merece a nossa admiração: Gérson de Oliveiras Nunes, aos 13 minutos. E o Vasco dançou durante o reencontro de velhos companheiros. Afinal, Bolero jogava no rival. (Veja a súmula completa da partida em Almanaque Vasco-1958).
 

 

terça-feira, 26 de julho de 2011

A BELA DO DIA GEÓRGIA

A belíssima e inteligente moreníssima Geórgia Quental, nascida no Rio Grande do Sul, foi uma das modelos mais famosas, competentes e requisitadas da década-1960 – na época, falava-se MANEQUIM.
De tão atraente que Geórgia era, o povo de um outro Rio Grande, o do Norte, a inscreveu como a sua representante no concurso Miss Brasil de 1962, algo que só perdia em importância para a Copa do Mundo.
Por sinal, a noite do concurso era véspera da final do Mundial do Chile, quando a Seleção Brasileira conquistaria o bicampeonato mundial, vencendo a então Tchecoslováquia, por 3 x 1, de virada.
Eram 23 candidatas concorrendo ao título de mais bela brasileira do no, não ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Para as adversárias de Geórgia, não seria justo uma profissional das passarelas concorrer com amadoras.
Sem preconceitos, os organizadores do Mis BR-62 consultaram todos os regulamentos de concursos anteriores e não encontraram nada que impedisse uma modelo fotográfico de também participar.
Entrevistada pela revista “Manchete”, da qual foi reproduzida esta foto, Geórgia Quental assim se manifestou: “Se outros países apresentam modelos (em concursos de miss), porque não podemos fazer o mesmo?”
Durante os desfiles, Geórgia foi uma das mais aplaudidas pelos mais de 30 mil presentes. Mas não ficou entre as três primeiras, para decepção de todos.
Depois de tentar ser a mais bela brasileira do ano, além de brilhar nas passarelas, Geórgia recebeu convites de produtores cinematográficos e participou de vários filmes, entre eles um ”cult” dos anos-1960, “Boca de Ouro”, de Nélson Pereira dos Santos, baseado em um livro de Nelson Rodrigues. (Foto sem crédito reproduzida da revista Manchete).
 
 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

KIKE COMUNIC - ESPORTE E JUVENTUDE

O esporte é um dos maiores vendedores de publicidade. Porque é associado ao sucesso, à juventude e a muita ação, o que todos gostam. A propaganda neste sentido, se priorizar um rosto de pessoa, ele, deve aparecer, sempre, sorridente. Vitórias e sorrisos são grandes parceiros. Veja o caso do creme dental norte-americano (já fora do mercado) que dominou, por muito tempo, as vendas no Brasil. Ele acentuava em sua mensagem publicada, principalmente, pela revista " O Cruzeiro": "Gente de espírito moço que precisa causar boa impressão prefere Kolynos..." É por aí.

domingo, 24 de julho de 2011

KIKE JORNALISMO - TEMA CHOCANTE

Aborto, tema muito discutido pelo mundo afora, e condenado pela Igreja Católica. Isso motivou uma capa e uma grande discussão dos seus aspectos éticos, morais religiosos e legais, pela revista carioca “Manchete”, que era publicada pelo grupa do empresário Adolph Bloch. O aborto pode ser espontâneo ou induzido, determinando o fim da atividade biológica do embrião, por uso de medicamentos, ou de cirurgias. No Brasil, é considerado crime, pelo Código Penal de 1984, valendo a quem praticá-lo a pena de quatro anos de cadeia, no caso de consentimento da mãe. Se praticado sem o acordo da mulher, o responsável pode pegar de três a dez anos de reclusão. Perdão só para ao caso de ser feito por médico, se houver risco de vida para a genitora; quando a gravidez origina--se de um estupro, ou se o embrião estiver nascendo sem cabeça. Neste último caso, o governo brasileiro responsabiliza-se pelo aborto legal, dentro do Sistema Único de Saúde.
Um outro tema muito bem abordado pela "Manchete" foi o transplante cardíaco (revista à direita). Esta é a forma mais eficaz para prolongar a expectativa de vida da pessoa coma problemas cardíacas em fase terminal. O primeiro transplante de coração foi feito pelo médico sul-africano Cirstian Barnarda, em 3 de dezembro de 1967, ajudado por 20 cirurgiões. O coração de Louis Washkanskya foi trocado pelo de uma pessoas que sofreu acidente fatal, mas ele só resistiu vivo por 18 dias, prejudicado por contrair dupla pneumonia. Atualmente, 95 % dos transplantados praticam exercícios físicos e até vivem melhor do que antes do transplante. Segundo as estatísticas, mais de 70 % voltam a trabalhar

sábado, 23 de julho de 2011

KIKE COMUNIC- GAROTA VERÃO


Capas e ensaios com as belíssimas jovens "gatas de praia ",as "Garoas Verão" eram grande apelos das revistas cariocas para atrair os leitores. "O Cruzeiro"  (foto) primava por divulgar mulheres estonteantes. Depois, com o sucesso dos concursos de Miss Brasil, os corpos foram ganhando evidência. Para o bem dos leitores, que começaram a ver meninas deslumbrantes a partir da década-1960. Nesta edição, quem pintou como colírio do povão foi esta moreninha, que arrasou no verão de 1973. Mas "Manchete" não ficava atrás de "O Cruzeiro". Inicialmente, nos ídos de 1928, e por um bom período, a primeira estampava apenas o rosto das "gataças".
Esta é UMA das BELAS DA PRAIA, mostradas pela antiga revista da Editora Bloch. Para quem não perdia uma edição com as "deusas do verão, aqui rolou uma deslumbrante gataça, como as "Helenas" da Grécia antiga.  Uma jovem de esfriar da estação.
. Na matéria "E Deus criou o Verão", escrita por Albani Mota, com fotos de Indalécio Wandereley e de Oskar Sjöestedt, uma das moreníssimas clicadas foi esta jovem, não identificada no texto. De acordo com a legenda, a menina usava "um biquini que desafia as leis das física e seria capaz de embaralhar as teorias de (Isac) Newton". Realmente! Tá na cara! Esta foto saiu na edição Nº 1.185, de 31 de janeiro de 1987, quando a semanário estava comemorando 35 temporadas nas bancas. Além da gatinha que você vê, trazia uma belíssimo ensaio com a "sereia" Liiza Brunet, beijada por ondas das praias carioca, em um verão com o filamento de mercúrio dos termômetros ultrapassando os 40 graus. Razão mais do que suficiente para os turistas estrangeiros deixarem o frio em suas casas e virem à Cidade Maravilhosa verem maravilhas que só o Brasil tinha. E continua a ter. De montão! Confere?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

KIKE COMUNIC - REVELAÇÕES



 


Publicações que fazem revelações marcam muitos pontos, pois a curiosidade humana é impressionante. Neste livro intitulado "Pelé - Minha vida em Imagens", o "Rei do Futebol" conta que gritou para o lateral-esquerdo Nílton Santos lhe passar a bola e ele marcar o gol que deixou o placar em 3 x 1, para a Seleção Brasileira, na fina da Copa do Mundo de 1958, contra a Suécia – o placar final foi 5 x 2. Lançado, em maio de 2010, pela Cosac Naif, no formato de "scrapbook", são 100 páginas, contendo 109 ilustrações. Na época do lançamento, custava R$ 140,00. Hoje, quem o achar, em algum site pela Internet, pagará bem mais do que isso, pois já virou raridade




 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

KIKE COMUNIC - O BAIRRO É O ALVO - Livro


Beleza morena...

Atualmente, há os jornais de bairros, nas gandes capitais. Na décda-1950, a “Manchete Esportiva” pensou um meio de vender mais em uma região de renda mais baixa na Cidade Maravilhossa. Criou uma série sobre a Zona Norte carioca, para mostrar o pedaço com, evidentemente, suas belezas femininas. Rolou já pelo final da publicação, em 1959, e chamava-se “Alô Zona Norte”.
Escrita por Carlos Renato, a série deixava os paqueras doidos. Uma delas, por causa de uma “pin-up” chamada Stelinha (fotos), mais precisamente, Stela Maris Gonçalves Pereira, voleira e nadadora do América Futebol Clube, o chamado "Diabo Rubro". 
Com 1m59cm de altura, a gatinha pesava 49 quilos de beleza morena, medindo 89cm de busto, 57 de cintura, 92 de quadris, 57 de coxas e 21 de tornozelos. Tinha 19 anos. Que beleza! Mas a galera não tinha nenhuma chance com ela. Os estudos em primeiro lugar.
O“ Diabo”, que não era bobo e nem nada, escalou a bela Stela Maris para disputar a coroa de mulher mais linda do Miss Distrito Federal-1959, o último da história com a sigla valendo para os cariocas. Como você sabe, no ano seguinte, o presidente Juscelino Kubitscheck inaugurou Brasília e transferiu a dita cuja para ser usadas pela turma do Planalto Central do país.
 Nos domingos em que a Stelinha não tinha nada para estudar, nenhuma prova no começo da semana seguinte, ela desfilava a sua formosura morena pelas bordas da piscina do América, na calorenta Rua Campos Salles. Meu irmão! Era um tal de pintar torcicolos na carcaça da rapaziada, que o medico de plantão não tinha sossego. Ameaçada pedir demissão. Pra complicar ainda mais a saúde da população do Rio de Janeiro, a “ME” ainda a estampava, em suas insinuantes páginas, a gatinha assim, do jeito que o diabo gosta. 

 

Miriam Rony foi uma das estrelas de "As Sete Evas" do cinema brasileiro-1963 
2 - Lançada na década-1960, por Adolpho Bloch, que já tinha nas bancas de revistas a semanal "Manchete", concorrendo com "O Cruzeiro", a Fatos & Fotos, seu novo produto, fez jus ao nome, principalmente, pelo grande número de fotos publicadas.
Trouxe aos leitores uma diagramação inovadora e cobrindo acontecimentos de todas as áreas.
 De início, F&F só usava duas cores, o preto e o branco. Privilegiava capas com um rosto bem destacado, na maioria das vezes de mulheres lindas, deslumbrantes. E, evidentemente, que chegou, depois,  às edições coloridas, que já eram comuns na irmã "Manchete".
Visitas de chefes de estado, posses de presidentes, grandes jogos de futebol e concursos de misses eram pautas certas nas páginas. No que tocava às mulheres, a cada edição, o desfile das belas deslumbrantes era mais do que sagrado. Caso do destaque dado a esta foto da atriz Miriam Rony, em uma cena do filme "As Sete Evas", no qual contracenava com Cyll Farney, Paulo Autran, Adriano Reys, Hélio Colona, Carlos Duval, Zélia Hoffman, Odete Lara, Márcia de Windsor, Sônia Müller, Delly Azevedo e Marly Bueno, que perseguiam o galã (Cyll  Farney), no duplo papel de um diplomata conquistador e do seu irmão gêmeo.
Miriam Rony viveu a namorada discreta que, como todas as demais, recebia promessas de casamento do "Don Juan". Mas nada a impediu de unir-se às outras, para vingar-se do paquerador, quando ele se casa com uma delas. Nesse ponto, entra em cena o irmão gêmeo. Um divertido filme do cinema nacional da década-1960, do qual o "Kike" reproduz esta foto de divulgação.

INOVAÇÃO - A Fatos & Fotos" trazia diagramação mais leve, fugindo daquela compactação pesadona usada por "O Cruzeiro". A proposta chegava a qualquer fato, fosse policia ou política, e guardava, sempre, um espaço para exibir uma linda mulher, principalmente de forma sexy. Como esta neta pose., a gatinha Julie Samuel, de 18 anos de idade, quando estampou a sua beleza – para gáudio dos paqueras cariocas (e de todo o país".
Na época, Julie havia saído em primeiro lugar em um concurso de artes dramáticas, e fora contratada por uma emissora de televisão, em Londres – com certeza, aumentou a audiência do canal.                                         
   Os editores da semanário não perdiam a oportunidade de mostrar aos leitores dos Bloch quais eram as mulheres deslumbrantes que estavam acontecendo pelo mundo. Elas desfilavam por uma seção que trazia fotos com pouco texto em torno de uma curiosidade de qualquer parte do planeta.   
                                        
 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

KIKE COMUNIC - LADY GAGA


O número 153 da revista "BRAVO", que circulou a partir de maio de 2010, trouxe uma capa muito criativa com a cantora Lady Gaga. Dizia a chamada da primeira página que ela abatia recordes de audiência com seus videoclipes, e recomendava ao leitor entender como a artistas trouxera a música pop para a era da internet. A matéria começava à página 24 e rolava até a 33. Como foi muito bem vendidas na época do lançamento, pode ser que o fã tenha sorte e a encontre em alguma loja de antiguidades. É bom consultar, também, o site www.mercadolivre.com.br

terça-feira, 19 de julho de 2011

KIKE COMUNIC - O REI QUE VIROU SÉPIA

 
Na década de 1960, as revistas esportivas brasileiras tinham a maioria de suas páginas em preto e branco. Colorido só mesmo a capa. Para mudar um pouco o visual, um recurso usado era a sépia, como nesta foto do "Rei Pelé", publicada pela "Revista do Esporte". Abaixo, a sépia aparece na foto do meio.
E maio de 2010, a revista VIP anunciou o lanaçmento do livro "Minha vida em imagens", sobre o "Rei do Futebol". Com 100 páginas e 109 ilustrações, os fãs do "Camisa 10" poderiam comprar o produto na forma de "scrapbook", em edição da CosacNaif. Entre as imagens selecionados, estava a prometida a do ingresso do jogo de despedida de Pelé, em 1997, entre Cosmos x Santos (foto D).


 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

KIKE COMUNIC - COPA DO MUNDO


 

Durante o tempo em que circulou forte – entre as décadas 1950 e 1990 –, a revista "Manchete", do grupa do empresário Adolph Bloch, que teve, também a "Fatos& Fotos", "Pais&Filhos", Ele&Ela" e a "TV Manchete", era uma tradição brindar os leitores com fotos de lindíssimas modelos, em épocas de Seleção Brasileira nos gamados. Para uma das Copas do Mundo dos anos 1980, a revista elegeu Luiza Brunet como a musa do time canarinho. Nesta selva de feras, a "Manchete" reinou.

domingo, 17 de julho de 2011

KIKE COMUNIC - ATLETAS SEXYZADAS

Depois que a atleta do basquetebol Hortência posou nua para a revista Playboy, muitas publicações descobriram o filão de "sexyzar" as atletas em suas páginas. Antes, elas circulavam em seus trajes de jogos, mas sem esta a intenção. Nesta edição, a "Manchete" deu um trato especial à windsurfista Dora Bria. 

Dora foi uma das mais lindas e vencedoras atletas vascaínas. Deslumbrante!  Pra começo de conversa, gata feroz na disputa de provas. Com DNA de campeã, nasceu durante um dos mais dourados tempos da história do país – e, também, Vasco da Gama – 1958. Mais precisamente, em 19 de julho. Pena que tenha vivido apenas 49 anos, até a tarde de 22 de janeiro de 2008, quando a caminhonete L-200 que dirigia, desde o Rio de Janeiro, rodava por estrada de São Gonçalo do Abaeté-MG, em direção a Brasília, acidentou-se e tirou-lhe a vida. 
A dona do vento
Engenheira química, do que Dora Bria gostava mesmo era do esporte. Desde os primeiros tempos de colégio, quando jogava vôlei. Mas foi no azul do mar que ela ganhou fama e consagração nacional. Tudo por causa de um namorado que ensinou-lhe os segredos do iatismo e do windsurf. E foi nesta modalidade que conquistou seis títulos de campeã brasileirae e um tri sul-americano. Entre 1990/1995, figurou entre as cinco melhores do mundo em ondas gingantes do Havaí, desafio máximo de sua turma.
Como mulher bela, Dora foi uma das musas do esporte brasileiro. Teve o seu sorriso e curvas pendurados pelas bancas de revistas que turbinaram as vendas de Playboy (1993) Manchete (1995) e Sexy (1998). E, ainda, embelezou programas televisivos, como “Esporte Total “, da Bandeirantes, e outros do “Sportv”.
À página 87 da revistas carioca Manchete de Nº 2.261, de 5 de agosto de 1995, da qual foi capa, a campeoníssima Dora Bria foi vista pela jornalista Cristina Rigi comno “temperada nos ventos fortes que doma com a prancha, a mais bela e bem-sucedida windsurfistas brasileira, com uma caráter tão marcante quanto seus solhos cor de mar”.
Quem conversava com Dora Bria, só precisava de poucos minutos para conhecer uma mulher com muita personalidade. Além de competir, desfilava modas. Sobre si, dizia:” Sou aventureira. Quero passar a imagem de mulher livre e esportista, sem vícios e que ama a natureza. Minha vida sempre foi diferente. O normal seria estar casada com marido rico e muitos filhos. Mas não quis essa vida”, declarou à Manchete, aos 35 anos de idade, quando a sua beleza, as vezes, era uma pedra no seu caminho, pois os caras se aproximavam dela, sempre, com segunda intenções. No entanto, ela não entregava o jogo. A vascaína era de mandar, de primeira,, um tranco nos assahadinhos.

                                                               PLAYBOY NO LANCE
Atletas muito bonitas e quando fazem uma reviravolta na carreira ganham mais destaque do que em uma grande atuação. Caso de Mari Paraíba, nesta matéria reproduzida por Thiago Rocha e que foi a Toronto, no Canadá, cobrir os Jogos Pan-Amerianos-2015.

 WWW.IG.COM.BR, com o agradecimento do Kike.
Mari Paraíba: pausa no vôlei, vida de modelo, artes cênicas até voltar às quadrasCansada de ser musa, Mari Paraíba ganhou moral na seleção de vôlei do Pan. Titular contra os EUA, jogadora de 28 anos ganhou muitos elogios do técnico José Roberto Guimarães, e não foi pela beleza.
 Menos musa e mais atleta. Não que Mariana Andrade Costa, de 28 anos, tenha deixado de chamar a atenção por onde passa. "No refeitório da Vila (de Atletas) ela faz sucesso. Todos os homens olham quando ela aparece", entrega Jaqueline, parceira de seleção brasileira.
Mas Mari Paraíba, como ficou mais conhecida após ser capa da revista "Playboy" em julho de 2012, deixou a vida de celebridade para trás. Após conquistar fama e um bom dinheiro como modelo, seu foco é novamente o vôlei. Foi a obstinação de querer mostrar seu valor que lhe rendeu uma chance de defender o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto.
"Ela está mais madura, passou por várias coisas e aprendeu. A Mari me chama a atenção pela personalidade", atesta o técnico José Roberto Guimarães, que apostou na ponteira como titular na vitória por 3 a 2 contra os Estados Unidos, na última segunda-feira, que garantiu o Brasil nas semifinais do Pan de Toronto.

Mari Paraíba, do vôlei, capa da Playboy em julho de 2012. Foto: Reprodução Mari substituiu Jaqueline, sua companheira de time no Minas, poupada por dores lombares. Foi a primeira vez que iniciou uma partida defendendo a seleção brasileira. "Nunca vivi algo tão emocionante assim. Está sendo muito legal e emocionante para mim", diz a jogadora de 1,80m, nascida em Campina Grande.
Mesmo sendo ponteira, Mari Paraíba não fez muitos pontos no Pan - nove em três jogos, cinco deles no duelo contra as americanas. Mas ela demonstra uma opção de ataque diferenciada, com bolas menos potentes, mas em ângulos pouco comuns da quadra adversária. O passe é outro ponto forte. A eficiência da camisa 23 no fundamento diante dos Estados Unidos foi de 72,7%, abaixo apenas da líbero Camila Brait, cuja função é exclusivamente defender. Um reflexo da passagem rápida pelas areias, de acordo com Guimarães.

Playboy/Divulgação

Mari Paraíba reforça que pausar a carreira de jogadora foi necessária para quebrar a rotina que carregava desde os 14 anos. Depois do ensaio nu, ela estudou Artes Cênicas, participou de eventos e programas de TV, se arriscou no vôlei de praia, voltou às quadras no fim de 2013 e, após duas temporadas pelo Minas, ganhou a recompensa de estar na seleção brasileira, primeiro no Grand Prix, depois no Pan de Toronto. Os elogios das companheiras e do técnico, além da chance de poder sair de Toronto com uma medalha, a motivam ainda mais a deixar o rótulo de sex symbol para trás.
 "A verdade é que eu nunca quis ser musa. Foi importante viver essa experiência, mas já passou e é pelo vôlei que quero ser conhecida. Eu olhei a revista (em que saiu nua) só uma vez e nunca mais cheguei perto. Primeiro a atleta, depois a musa", afirma.
Mesmo com os elogios recebidos, a ponteira deve voltar ao banco de reservas para a semifinal do Pan entre Brasil e Porto Rico, nesta quinta-feira, às 20h (de Brasília). Jaqueline é a dona da posição e foi poupada justamente para não correr riscos de ficar fora de uma possível decisão. Mari Paraíba não se importa, desde que contribua e possa novamente posar para fotos, desta vez com uma medalha nas mãos.

Atletas brasileiras que já disputaram o Pan e fizeram ensaio sensual: