Vasco

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

CLUBE DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS

Antigamente, os bons jogadores brasileiros ganhavam uma bela grana quando assinavam, ou renovavam contrato. Recebiam “luvas”, uma granona por fora. Era por ali que enchiam os bolsos. Um deles, no entanto, jamais embolsou tal dinheirama: o "médio" Ely do Amparo. Mas ele nem ligava. Esquisito? Nada disso. Segundo contou, como “o Vasco vencia dez vezes mais do que perdia”, as gratificações por vitórias e empates cobriam o prejuízo.
Faz sentido! Ely do Amparo fora carregador de "canecos" cariocas por cinco temporadas: 1945/1947/1949/1950/1952. No período, o Vasco venceu 85 vezes e empatou 10. Como ele participou de 88 desses jogos, engordou legal o cofrinho. Tanto que não escondia já ter alguma coisinha dada pela bola.
Ely do Amparo viveu uma outra situação interessante, como atleta. Começou a carreira jogando pela linha média, que incluía um zagueiro, um apoiador e um lateral, aos 14 anos, como juvenil do Brasil Industrial, de Paracambi-RJ, a sua terra. Um amigo o levou para o América-RJ, mas no time do “Diabo” viveu um inferno. Só ficava no banco dos reservas, vendo Danilo Alvim esbanjar categoria. Como estourara a idade e não conseguia barrar o concorrente, arrumou a mala e foi embora. Arrumou emprego, em uma oficina mecânica, de Ribeirão das Lages. Vivia contando aos amigos que vira Danilo jogar. Voltara encantado com a bola do homem.
Ely do Amparo
O destino, porém, preparava uma surpresa para Ely. Em 1942, ele cruzou com Martim Silveira, ex-atleta do Botafogo e então treinador do Canto do Rio. Convidado a voltar ao futebol, aproveitou a chance. Jogou tanto que o Vasco foi pedi-lo emprestado, para o I Tornei Relâmpago do RJ, em 1944. Jogou mais ainda e saiu campeão, formando setor cm Alfredo II e Otacílio. Ao final do empréstimo, voltou ao “Cantusca”. Em 1945, o Vasco o “rebuscou”. E Ely foi formar a linha média vascaína com o cara que tanto admirava. Ficou famosa: Ely, Danilo e Jorge.
FIM DE LINHA -Aquela história rolou até 1955. Na volta de uma excursão, pela Europa, durante escala técnica em Recife, o time desceu do avião para fazer um amistoso com o Sport Clube Recife, que tinha por treinador Gentil Cardoso, que o dirigira no Vasco-1952. Como este precisava de um “xerifão” em sua zaga, convidou Ely para o "cargo".
Ely do Amparo negociou e ganhou passe livre do Vasco, para ser campeão do cinquentenário recifense. Não renovou contato, porque a sua mulher não quis continuar em Pernambuco. De volta ao Rio de Janeiro, em 1955, foi convocado, por Zezé Moreira, para ser o seu auxiliar técnico, no Canto do Rio. Em 1958, o time excursionou à Europa e, para dar experiência à zaga, o chefe insistiu muito, ele desaposentou-se e disputou 18 partidas. Após a saída do velho mestre, ficou segurando a onda, por uns tempos. Em 1959, o cartolão João Silva e o treinador Gradim o levaram para ser auxiliar técnico, em São Januário. Dali por diante, a história de Ely na Colina foi marcada por uma série de entradas e saídas do comando do time. Uma delas é o que se pode chamar de inacreditável: foi demitido após uma goleada. Vamos vê como foi.
CARTOLADA - Em 1959, o Vasco dispensou Gradim, que o levara aos títulos do SuperSuperCampeonato Carioca e do Torneio Rio-São Paulo-1958. Tentou continuar fazendo sucesso com o time dirigido por um ex-atleta seu, o goleiro de 1944, Dorival Knippel, o apelidado Yustrich, mas não deu certo. Ocara entrou, em outubro, e saiu, em março. O cargo, então, foi repassado a um treinador estrangeiro, o argentino Filpo Nuñes, o quinto gringo a dirigir a “Turma da Colina”, depois de Ramón Platero, Harry Welfare, Ondino Viera e Ernesto Scarone. Novamente, não deu certo. “El Bandoneon” (apelido de Filpo) só se segurou por cinco meses. Em 14 de agosto de 1960, por perder do Canto do Rio (1 x 2), também caiu. Antes, havia perdido (31.07) do América (0 x 1) e passado (04.08) por São Cristóvão (2 x 0, com um gol contra) e batido (1 x 0) o Olaria (07.08).
Já que não acertara com Yustrich e nem com Filpo, o Vasco entregou o time a Ely do Amparo, cabra muito macho na zaga dos antigos Vascos. Mandara porrada até no temível capitão da seleção uruguaia de 1950, Obdúlio Varela. Como treinador, Ely mostrava-se mais macho ainda. Enchera de brios o time vascaíno, obtendo oito vitórias seguidas – 21.08 – 4 x 2 Madureira; 27.08 - 2 x 0 Botafogo; 04.09 – 1 x 0 Flamengo; 09.09 – 3 x 2 Bonsucesso; 15.10 – 2 x 0 Madureira; 22.10 – 3 x 0 São Cristóvão; 30 .10 – 6 x 0 Canto do Rio. Ainda empatara duas partidas –: 17.09 –0 x 0 Bangu; 21.09 – 2 x 2 Portuguesa-RJ – e perdera só uma – 30.09 – 0 x 2 Fluminense.
Ely vinha trazendo o sucesso de volta a São Januário. Mas deveria ser um cara muito chato. Com certeza, mais chato do que Abel Picabéa, um argentino do qual diziam ter sido demitido por ser mais chato ainda. Se precisassem de um cara chato, ele não serviria. Afinal, como se explica Ely ter sido tirado do cargo após uma goleada, por 6 x 0?
PICAGROSSA - Ely vivia dizendo que não tinha a pretensão de ser efetivado como treinador do Vasco, porque, de uma hora para a outra, um nome famoso tomaria o seu lugar. E aconteceu. O presidente Allah Batista procurou saber do passado de Abel Picabéa, e soube que, como atleta, ganhara um campeonato argentino, pelo San Lorenzo, e, como treinador, levara o São Cristóvão ao título ganhar o primeiro Campeonato Metropolitano do Rio de Janeiro-1943 (também chamado de Torneio Municipal). Fora, ainda, vice-campeão mineiro-1950, pelo America-MG, e campeão da segunda divisão espanhola, pelo Oviedo, em 1957.
Allah Batista achou que podia apostar no homem, e encarregou o seu diretor Milton Dias Pinho de tratar das negociações. Acertaram um ano de contrato, pagando Cr$ 80 micruzeiros mensais, e prêmios iguais aos dos jogadores. Estava concretizada a previsão de Ely do Amparo.
Abel Picabéa foi um daqueles “hermanos” que chegam e ficam por aqui. Nascido em Buenos Aires (26.07.1906), veio como atleta, aos 31 anos de idade, para o São Cristóvão de 1937. Jogou por quatro temporadas, pendurou as chuteiras e engatou a carreira de treinador, pelo Canto do Rio. Achava que os seus conhecimentos técnicos dos tempos de “médio direito” do San Lorenzo, de Almagro, e do Rosário Central, juntados ao que vivera no São Cristóvão, credenciavam-lhe a uma boa e nova aventura.
Abel Picabéa
Picabéa ficou um ano no "Cantusca". No seguinte, voltou ao São Cristóvão, para mais quatro anos. Passou, depois, por Madureira e Santos (em 1946) e totalizou 12 temporadas de futebol brasileiro. Fincando raízes por aqui. Até 1955, trabalhou, ainda, para o América-MG, o Olaria-RJ, o Palmeiras e a Portuguesa de Desportos. No total, 21 anos de Brasil. Até que o português Sporting o levou. Uma temporada depois já era do espanhol Oviedo – até 1959.
Em 1960, o contrato de Picabéa terminara na Espanha e ele não se decidira pelo futuro. Tirou um tempinho para ir ao Rio de Janeiro, vendar a sua agência de vendas de automóveis. Enquanto resolvia negócios, amigos o indicaram ao presidente vascaíno Allah Batista.
Picabeá recebeu um time forte – Barbosa (Ita), Paulinho de Almeida (Dario), Bellini, Orlando (Russo) e Coronel; Écio (Laerte) e Roberto Pinto (Valdemar); Sabará, Delém, Wilson Moreira e Pinga (Ronaldo) era a base. Mas não demorou muito na Colina. Era pra lá de chato. Só por isso?
Com Picabéa, o Vasco desandou, em relação ao que vinha sendo com Ely do Amparo. Em seis jogos sob nova direção vencera só dois – 04.11 – 2 x 0 Portuguesa-RJ; 26.11 – 1 x 0 Flamengo; empatara dois – 13.11 – 0 X 0 América-RJ; 16.12 – 1 x 1 Olaria – e perdera outros dois – 2011. 01 Bangu; 04.12 – 1 x 2 Botafogo. O "pica-grossa não saía de cima... do muro! (fotos reproduzidas da "Revista do Esporte")

domingo, 30 de dezembro de 2012

CLUBE DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS

Treinador do primeiro grupo de nadadores formados em São Januário, Hélio Lobo foi envolvido em muita fuxicaria quando deixou São Januário.  Ele havia passado seis temporadas na Colina e pedira demissão na oportunidade em que todos os dirigentes da natação vascaína saíram, em 1961.

Lobo (quarto em pé, da esquerda p/direita) não demorou a vencer na Colina
À “Revista do Esporte” Nº 43, de 2 de janeiro de 1960, ele garantiu que a sua saída fora provocada por problema de saúde. “Não saí aborrecido com ninguém... E, também, já sentia  a necessidade de dar oportunidades aos mais entusiastas... Já não sinto mais aquele ardor. Não podendo dar a assistência que gostaria de dar, resolvi parar, depois de quase 20 anos de vitórias”, discursou.



 
 Uma outra prova de que não saíra por problemas com dirigentes, segundo Lobo, era o fato de um dos seus filhos, Antônio Carlos e José Alberto, terem ficado como nadador do Vasco, inclusive com o segundo sendo um ardoroso torcedor do clube.
Hélio Lobo fora tirado do Fluminense, clube pelo qual passara 14 anos, formando muitos campeões. Com os tricolores, havia ganho todos os títulos possíveis da natação brasileira. Formado, pela Escola Nacional de Educação Física,  se dedicava à modalidade desde 1938. Chegou a ser nadador do Guanabara, segundo ele, nada bom e em uma época em que nem haviam piscinas nos clubes. Tinha por sua maior glória ter visto a bandeira brasileira hasteada após a prova dos 1.500 metros das Olimpíadas-1952, na Finlândia, quando Okamoto conquistou a medalha de bronze.  “...era a primeira vez em que o Brasil conseguia alguma coisa na natação mundial”, ressaltou.    


sábado, 29 de dezembro de 2012

CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 1


Paulinho de Almeida
Impressionante! A quantidade de fofocas publicadas pelas revistas antigas sobre o Vasco dá a entender que a Rua General Almério Moura era aquela tradicional cerca de quintal de interior, onde as comadres se reuniam para falar mal de todo o povo da cidade. Um perfeito exemplo disso foi o rolo da contratação do ex-lateral-direito Paulinho de Almeida, como treinador, para a temporada de 1968.
A cartolagem havia derrubado o então maior ídolo cruzmaltino, o ex-centroavante Ademir Marques de Menezes, que não tinha como fazer milagres com um grupo fraco. Em seguida, ficou definido que Evaristo de Macedo ou Flávio Costa assumiria o comando da equipe. Mas o que rolou? O presidente eleito, Reinaldo Reis, surpreendeu a todos e contratou Paulinho, durante reunião na casa do vice eleito, Agatirno da Silva Gomes, em 20 de dezembro daquele “meia-sete”. Tocou o reu!
 Um dos “cardeais” vascaínos, Alah Batista, não gostou e rolaram agitações da galera. Inclusive, com a chefe da torcida, Dulce Rosalina, indo para a frente do Edifício Cineac, manifestar desagrado público. Pra completar, o presidente do Olaria, Norberto Alcântara, soltou os cachorros pra cima de Paulinho, que colocara o clube da Rua Bariri entre os oito primeiros da temporada carioca-67. Segundo ele, mesmo já acertado com a “Turma da Colina”, o treinador lhe prometera renovar contrato.
Os dirigentes vascaínos, no entanto, negociaram uma trégua, para o Natal. Marcou-se um almoço no Clube Comercial, e um grupo de beneméritos de maior prestigio saiu da reunião dizendo que apostaria na contratação de Paulinho. Na imprensa, uma das primeiras notícias divulgadas sobre os planos de Paulinho fora um listão de dispensas, para trabalhar só com 20 atletas. Do grupo que receberia, ficariam só os goleiros Pedro Paulo e Valdir Apple; os defensores Jorge Luís, Sérgio, Álvaro, Major e Almir; os apoiadores Oldair e Danilo Menezes, e os atacantes Nei Oliveira, Adílson Albuquerque e Valfrido. (foto reproduzida de "Esporte Ilustrado". NA PRÓXIMA MATÉRIA, "CHICO DOS FUXICOS".

CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 2

Líder invicto, absoluto, campeão imbatível dos fuxicos, o Vasco não conseguia uma trégua com a paz, antigamente. Vamos para 1958, a temporada em que ganhou tudo o que disputou. Pelo Nº 122 de Manchete Esportiva, que circulou a partir  do dia 22 de março, o  ex-“scratchman” e então “chofer-de-praça” (no Rio de Janeiro),  Francisco Aramburo desceu a pancada no seu ex-treinador Flávio Costa.    
Barbosa, Haroldo, Augusto, Ely, Danilo, Jorge (em pé), Sabará, Alfredinho, Ademir, Ipojucan e Chico 
Conhecido nos gamados por Chico, o ex-ponta-esquerda que o Vasco foi buscar no Rio Grande do Sul, acusou Flávio de ter abreviado a sua carreira, passando a sabotá-lo, em 1952, quando jurava ainda estar bem, conforme entrevista à semanário carioca. “Flávio sabia, perfeitamente, que, se me deixasse aparecer, a torcida, a diretoria do clube e a própria imprensa o obrigariam a me escalar. Aí está por que abandonei o futebol”, declarou. Adiante, acrescentou: “Acredito que (o) Flávio Costa não gostasse de mim... embora o respeitasse, porque não o bajulasse”.
Chico foi  motoristas de praça após pendurar as chuteiras
Os torcedores vascaínos de hoje, muito provavelmente, não sabem que Chico teve uma passagem parecida com a de outro colega, o coringa Alfredo. Ao deixar São Januário, ambos treinaram pelo Flamengo, mas ficaram só nos treinos. Alfredo chegou a viajar com o novo grupo, deixando a lenda de que não tivera a coragem de vestir a camisa do rival. Mais tarde, voltou à Colina. De sua parte, Chico contou isso à Manchete Esportiva: “Depois de parar (por) muito tempo, e não podendo me dedicar, exclusivamente, ao futebol, não deu certo. Em verdade, fui treinar no Flamengo sem convicção”.
Atleta cruzmaltino desde 1942, Chico ficou em São Januário por 12 temporadas. Foi campeão carioca em 1945/1947/1950/1952 e campeão sul-americano, em 1948. Ele é o 12º artilheiro da história do Vasco, com 127 gols. Da sua turma de 1952, só o centroavante Ademir Menezes e o goleiro Barbosa continuaram após ele parar. Ademir foi até 1956 e Barbosa até 1961, levando-se em conta que o desgaste físico do arqueiro é menor. “Se não fosse a injustiça sofrida em 1952, ainda estaria em evidência, em 1958”, afirmou Chico.
COMENTÁRIO DO “KIKE” - Em 1958, Chico estava com 38 anos. Seguramente, não barraria Pinga na ponta-esquerda vascaína. E nem outros concorrentes da sua posição, como Zagallo, do Botafogo; Escurinho, do Fluminense; Pepe, do Santos, e Canhoteiro, do São Paulo. Se Flávio Costa não gostava dele, porque o teve como titular do “Expresso da Vitória” que pilotou? E porque o convocou para a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1950? Só há uma resposta: Vasco, campeão de fuxico.   


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS -3


 
O meia Rubens Josué da Costa, revelado pelo Ipiranga, de São Paulo, era considerado “o melhor jogador do mundo”, quando estava no Flamengo. Inclusive, era chamado de “Doutor Rubis”, pela classe exibida. Mais? Quando o grupo empresarial de Adolpho Bloch lançou a sua “Manchete Esportiva”, para a capa do Nº 1, quem foi o escolhido? Claro, Rubens. Vestido como um mestre.
Mas, para o torcedor, o craque-herói de hoje pode ser o perna-de-pau execrado de amanhã. Com Rubens, não se chegou a tanto, mas, de um momento para o outro, o tricampeão carioca não era mais imprescindível ao time rubro-negro. Como um exilado, foi parar no futebol pernambucano, defende o Santa Cruz. Mas não recuperou o seu cartaz. Jogar bem, um craque jamais esquece. E Rubens não poderia ter esquecido tão rapidamente. O problema do “doutor de bola”,descobriram os doutores da medicina, estava em sua “caneta” direita. Era preciso passar a faca nos meniscos. Não teve jeito!
  Bom vendedores de vinho, bacalhau, pimentões e castanhas, os paredros portugueses de São Januário não eram de jogar dinheiro fora. Mesmo diante de tanto fuxico envolvendo Rubens, resolveram apostar. Pôiz, pôiz, oh gajo! Se o rival Flamengo não o queria mais, era bom ter cuidado. O Vasco pagou Cr$ 200 mil cruzeiros para apostar no “Doutor Rubis”, porque não era preço de craque. Se não desse certo, perderia pouca grana; se vingasse, sairia de graça, ó pá!                           
Pois bem! O Vasco pediu um parecer a uma junta médica, virou o meia pelo avesso e fechou o negócio. Negócio fechado, o cartolão Antônio Calçada ia pra cima do técnico Martim Francisco, querendo saber do que ele achava do jogador, que jurava estar em condições de jogar, garantia não pensar em roubar o clube. A fofoca corria solta. Para a imprensa e a torcida, não tinha assunto melhor. A torcida do Flamengo ria da portuguesada, dizendo que o Vasco comprou jogador bichado, refugo da Gávea, e por aí rolava.
Na onda da fuxicaiada, “Manchete Esportiva, pelo seu Nº,97, de 28 de setembro de 1997, abriu três páginas sobre o caso, estampando cinco fotos (uma delas mostrando o atleta fazendo exercícios de fisioterapia) e ainda um desenhinho. Rubens recuperou-se e até foi titular na maior parte do Campeonato Carioca de 1958, mas, nas partidas decisivas, perdeu a vaga para Valdemar. E o fuxico aumentou.
 


CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 4


Pinga trocu de posição e arrasou com Martim

A genealogia vencedoras dos antepassados do treinador Martim Francisco não intuía que o Andrada dos desportos desprezasse esforços terrenos e buscasse forças do além para o Vasco vencer. Mesmo assim, lhe atribuíram contatos com terreiros de macumba, em busca dos dois pontos nos gramados. E muita supertição. Martim defendia-se, dizendo que, meramente, procurava resolver preocupações íntimas de seus atletas e de interesses do clube.
Durante a campanha que levou o Vasco ao título carioca de 1956, certo de que só retribuindo à confiança que o grupo tinha nele poderia chegar ao caneco, jamais foi áspero com seus atletas, nunca culpou ninguém por nada. Indagado pelo destaque da partida, respondia: “Todos! Todos jogam em função da equipe. O sucesso pertence a todos”. Na derrotas, pretendia: “O culpado sou eu, que não soube distribuir as funções como deveria. Os jogadores fizeram, exatamente, o que eu mandei”.
Sabará era dos poucos conhecidos do chefe
Na década de 1950, eram os treinadores quem dirigiam os treinos físicos das equipes. Martim Francisco era criticado por não ter diploma de treinador. Era chamado de “curioso”. No entanto, alegava ter passado por vários cursos técnicos, como o da Escola Estadual de Educação Física de Minas Gerais, e invocava ter desenvolvido conhecimentos científicos da calestênia, durante a viagem como Vasco à Europa. Para desenvolver o seu trabalho em São Januário, Martim Francisco precisava contar com uma grande equipe. Esta incluía o auxiliar técnico Augusto da Costa, ex-lateral vascaíno; o médico Valdir Luz; o dentista Lakir Aguair; o diretor de concentração Lafayette Thomaz; o assistente administrativo José Rodrigues; os massagistas Bento Mariano e Francisco Assis; o enfermeiro Sérgio; o roupeiro Francisco; o sapateiro Antônio Lopes; o zelador Amaro e o mensageiro Sabarazinho.
PANELA DE RESSÃO – Como o futebol carioca era cheio de fuxicos, quando o Vasco contratou Martim Francisco, o presidente Arthur Pires e o vice Antônio Calçada tinham um plano: enviar a equipe à Europa, a fim de que o novo comandante da rapaziada pudesse obervar, trabalhar, calmamente. Sem atribulações e cobranças, poderia selecionar o material a ser usado durante o Campeonato Carioca e voltar com uma base.
Bellini estava em baixa e logo decolou
Como os resultados da fase laboratorial não foram bons, a diretoria cruzmaltina não deixou de inquietar-se. Ferviam críticas na imprensa carioca. Mas o clube não esperava êxito instantâneo, com mudança de treinador e de método de trabalho, principalmente, sabendo que, na Europa, sempre se jogava contra times fortes. Foi dentro desse contexto que Martim Francisco traçou o perfil do time que viria a ser o campeão carioca.
Para o presidente Arthru Pires, a identificação de ideias, ações e pensamentos dos dirigentes do departamento de futebol foi um dos responsáveis pelo título. “O que o treinador pediu, teve”, disse ele ao Nº 58 da revista “Manchete Esportiva”, considerando Martim Francisco “decisivo e sabendo dosar o trabalho físico que fez o Vasco ser o único time, em todo o certame, com uma equipe ouças vezes mexida”. O presidente vascaíno considerou os jogos contra o Botafogo (3 x 2, em 25.11), o América (1 x 0, em 07.12) e o Bangu (2 x 1, em 15.12) como as chaves da conquista que gerou um superávit de Cr$ 6 milhões de cruzeiros.
Martim Francisco usou 16 jogadores para se campeão carioca em 1956. Para a imprensa, a revelação foi o lateral-esquerdo Coronel, saído do time juvenil. Testado em um time misto que fez vários amistosos pelo Brasil, o garoto claudicou nos jogos em que o time não atuou bem na Europa. Mas Martim via futuro nele e o bancou. Já o craque eleito por todos os homens das imprensa foi o meia Válter Marciano. Ataque empurrado por ele era sucesso garantido. Além da classe, jogou com muito amor à camisa. A ponto de chorar, após a partida contra o Bangu, por achar que tivesse jogado mal.
Se o craque Válter era unanimidade, para o colunistas Nélson Rodrigues, a alma do time era o zagueiro Bellini. Não só Nélson, mas todos que foram aos jogos do campeão tinham tal pensamento. Jogava duro, mas na bola. Se esta pintasse na área vascaína, haveria o bico de duas chuteiras tentando brecar o lance. Estava em baixa e foi reativado por Martim Francisco Ribeiro de Andrada, tetraneto do “Patriarca da Independência do Brasil”, José Bonifácio de Andrada e Silva, e sobrinho-neto do líder republicano Antônio Carlos Ribeiro de Andrada.

CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS - 5

Em 1970,o Vasco entrava na 12ª temporada sem um título estadual. Porrada de todo lado em sua cartolagem. O ambiente era terrível na Colina. Até cassação de presidente –Reinaldo Reis – já rolara – em 1969. Das arquibancadas, a galera não se entendia com o time. Na sede, o apoiador Bougleux estava proibido de entrar. Fuxico por todos as vias que levavam à Rua General Almério de Principalmente, depois que o atacante Valfrido cuspira na cara de um torcedor.
Buglê (D), de banido a capitão
Se tanta bagunça dava assunto para a imprensa malhar e malhar o Vasco, o barco quase foi ao fundo do poço, quando o cartola que mandava no futebol cruzmaltino, João Silva (ex-presidente e ex-vice) decidiu contratar o técnico Elba de Pádua Lima, mandado embora do Flamengo sob a acusação de não ter pulso para comandar um time. E se poderia piorar mais, porque não tentar? Então, João Silva com tratou o capitão José Bonetti, em um momento em que toda a nação odiava os militares que estavam no poder, naquele momento mais duro da repressão patrocinada pelo governo do presidente Garrastazu Medici.
MAIS PANCADA - José Bonetti teve que se virar para convencer torcida, cartolas da oposição, sócios do clubee a imprensa que João Silva não escalaria ao time. Tim chegava para arrumar a casa, só ele decidiria quem jogaria, ou não. Ninguém acreditou. A fuxicaria continuou.
Tim começou a trabalhar. Conseguiu a reintegração de Bougleux, que, de banido, passou a capitão do time, e montou com este uma espinha dorsal que incluía o goleiro Andrada e o atacante Silva. Chegou a quarta rodada, e o goleiro do Campo Grande, Sanches, fechou o gol contra o Vasco: 0 x 0 e clima pesado no vestiário. No entanto, Tim conseguiu segurar a rapaziada, sob o argumento de que eles haviam passado por “um acidente de trabalho e que aquilo voltaria a se repetir”. No jogo seguinte, novo empate, com o Fluminense. Mas o time viu que Tim tinha razão. Eles estavam pegando pesado. Os goleiros era que não lhes deixava balançar o filó. ali pro diante, a rapaziada foi com muita gana em cada bola, em cada jogo, ganhou o respeito da torcida, dos adversários. Até o zagueiro Renê, que fizera nome de “pauladeiro” no Bonsucesso, vinha jogando beme já fazia parte da “espinha dorsal” de Tim.
Ninguém criticava mais João Silva. Bonetti, porém, não estava gostando nada de ver tantos cartazes apregados pelas paredes de São Januário, proibindo de tudo. Um dia, trocou o espírito de capitão pelo de “sargentão”, enfiou a mão nos cartazes e rasgou um a um. Acabava o último resquício do mandonismo dos cartolas, que viviam acusando os jogadores de indisciplina, para justificarem os fracassos do time. Agora, todos iriam ser ouvidos pela comissão técnica. E a fuxicaria pela rasgação dos cartazas se espalhou pela Rua Acre, onde rolava a boca maldita do “Almirante”.
VASCAÍNO CONTRA EX-VASCAÍNO - O tempo foi passando e a fuxicaria diminuindo, graças a resultados satisfatórios dentro dos gramados. No dia 2 de junho, o adversário seria o Madureira, treinado pelo ex-vaScaíno Jair Rosa Pinto. Pelas contas de Tim, se vencesse um grande e um pequeno, ele manteria o time focado, já que a disputa pelo título estava apertada. OMadureira mandou uma tremenda retranca no primeiro tempo. O Vasco só conseguiu duas finalizações. Na etapa final, o “Batuta” Silva resolveu. Abriu a retranca do “Madura, cadenciou e cantou o jogo e os deslocamentos da patota. Então, sobrou para Alcir Portella fazer o segundo gol e liquidar a conta.
Que viessem Campo Grande, América, Botafogo e Fluminense. O Vasco era mais Vasco. E as contas de Tim deram certo: 2 x 0 Madureira (pequeno); 3 x 2 América (médio); 5 x 0 Campo Grande (pequeno) e 2 x 1 Botafogo (grande). Contra o Fluminense, não valeria mais nada. O Vasco já acabara com o tabu, de 12 anos, sem títulos estaduais. Campeão na bola e no fuxico! (foto de Jair reproduzida de www.osgigantesdacolina.blogspot.com). Agradecimento.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS-6

Maior ídolo do clube, atleta que mais gols marcou gols (702) e mais vezes vestiu a jaqueta cruzmaltina (1.110), Roberto Dinamite, também, não escapou de um bom fuxico, em São Januário. Após sete anos de casa, com ficha limpa, foi acusado, por um artola,  de fazer corpo mole, e multado, em 60% dos vencimentos. Aconteceu em 1977.
Roberto contou esta mágoa a uma revista sobre a sua carteira (foto), publicada pela Rio Gráfica e Editora. Conforme relato às páginas 69 e 70, ele havia passado a sexta-feira em tratamento intensivo, de uma entorse, em um dos joelhos. No sábado, enfrentou um teste físico, sentiu dores e acabou vetado, para a partida. Em seguida, foi encontrar os colegas no almoço. E comunicou à supervisão que iria para casa. Então, ouviu que deveria ficar internado, em uma casa de saúde, com o que discordou, assegurando que a clínica não faria tal tratamento no final de semana. Concordava com internação a partir da segunda-feira. E foi embora.
No domingo, prosseguiu Roberto contando à revista, ele foi ao Maracanã, com a sua mulher, Jurema. Ao escutar, pelo rádio, a informação da chegada do time vascaíno, desceu até o vestiário, para desejar boa sorte à rapaziada. Lá, encontrou-se com o vice-presidente médico, que o indagou porque ele não jogaria. “Expliquei-lhe o problema e gerou um bate-boca. No instante, chegou o presidente Agathyrno Gomes, também achando que eu deveria jogar. Pedi-lhe que reunisse o grupo, para eu alertar que poderia prejudicar o time, caso fosse a campo e sentisse a contusão. Voltei onde estava, para avisar à minha mulher que deveria jogar. No regresso ao vestiário, disseram-me que não precisavam mais de mim para aquele jogo.”
Clima tenso criado, Roberto concedeu entrevista a uma TV, dizendo que não sabia ao certo o nome do vice-presidente médico, "Diomedes ou Guiomedes e só aparece em dias de clássicos". Dias depois, revelou que um filho do cartola contara que o pai apanhara uma arma, para pegá-lo à saída da emissora, mas fora contido por um amigo. “Aconteceu no domingo. Na segunda-feira, enviaram a multa à Federação”, contou o hoje presidente do Vasco.    
DETALHE: Roberto disse à revista que o caso ocorreu no dia de um jogo contra o Botafogo. Deve ter-se enganado, pois, em 1977, ele esteve presente nas três partidas oficiais entre os dois clubes – 09.05 - Vasco 2 x 0; 21.08 – Vasco 2 x 0; 13.11 – Vasco 0 x 0 Botafogo.  Dos 30 compromissos vascaínos do Estadual-RJ, o único em que ele ficou de fora foi conta o Madureira, no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, em 10 de setembro – Vasco 2 x 0.
Naquela temporada, Roberto Dinamite marcou 25 dos 69 gols do time, que sagrou-se campeão estadual, com 25 vitórias, quatro empates e só uma queda. Treinado por Orlando Fantoni, a formação-base era: Mazaropi; Orlando ‘Lelé’, Abel Braga, Geraldo e Marco Antônio ‘Tri’;  Zé Mário, Helinho e Dirceu Guimarães; Wilsinho, Roberto e Ramon Pernambucano.
Pois é! Roberto foi campeão, artilheiro e multado. Fuxicos da Colina! Dinamitaram o Dinamite!

CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS-7


Pinga trocu de posição e arrasou com Martim
A genealogia vencedoras dos antepassados do treinador Martim Francisco não intuía que o Andrada dos desportos desprezasse esforços terrenos e buscasse forças do além para o Vasco vencer. Mesmo assim, lhe atribuíram contatos com terreiros de macumba, em busca dos dois pontos nos gramados. E muita supertição.  Martim defendia-se, dizendo que, meramente, procurava resolver preocupações íntimas de seus atletas e de interesses do clube.
 Durante a campanha que levou o Vasco ao título carioca de 1956, certo de que só retribuindo à confiança que o grupo tinha nele poderia chegar  ao caneco, jamais foi áspero com seus atletas, nunca culpou ninguém por nada. Indagado pelo destaque da partida, respondia: “Todos! Todos jogam em função da equipe. O sucesso pertence a todos”. Na derrotas, pretendia: “O culpado sou eu, que não soube distribuir as funções como deveria. Os jogadores fizeram, exatamente, o que eu mandei”.
Sabará era dos poucos conhecidos do chefe
Na década de 1950, eram os treinadores quem dirigiam os treinos  físicos das equipes. Martim Francisco era criticado por não ter diploma de treinador. Era chamado de “curioso”. No entanto, alegava ter passado por vários cursos técnicos, como o da Escola Estadual de Educação Física de Minas Gerais, e invocava ter desenvolvido conhecimentos científicos da calestênia, durante a viagem como Vasco à Europa. Para desenvolver o seu trabalho em São Januário, Martim Francisco precisava contar com uma grande equipe. Esta incluía o auxiliar técnico Augusto da Costa, ex-lateral vascaíno; o médico Valdir Luz; o dentista Lakir Aguair; o diretor de concentração Lafayette Thomaz; o assistente administrativo José Rodrigues; os massagistas Bento Mariano e Francisco Assis; o enfermeiro Sérgio; o roupeiro Francisco; o sapateiro Antônio Lopes; o zelador Amaro e o mensageiro Sabarazinho.
PANELA DE PRESSÃO – Como o futebol carioca era cheio de fuxicos, quando o Vasco contratou Martim Francisco, o presidente Arthur Pires e o vice Antônio Calçada  tinham um plano: enviar a equipe à Europa, a fim de que o novo comandante da rapaziada pudesse observar, trabalhar, calmamente. Sem atribulações e cobranças, poderia selecionar o material a ser usado durante o Campeonato Carioca e voltar com uma base.   
Bellini estava em baixa e logo decolou
Como os resultados da fase laboratorial não foram bons, a diretoria cruzmaltina não deixou de inquietar-se. Ferviam críticas na imprensa carioca. Mas o clube não esperava êxito instantâneo, com mudança de treinador e de método de trabalho, principalmente, sabendo que, na Europa, sempre se jogava contra times fortes. Foi dentro desse contexto que Martim Francisco traçou o perfil do time que viria a ser o campeão carioca.
Para o presidente Arthru Pires, a identificação de ideias, ações e pensamentos dos dirigentes do departamento de futebol foi um dos responsáveis pelo título. “O que o treinador pediu, teve”, disse ele ao Nº 58 da revista “Manchete Esportiva”, considerando Martim Francisco “decisivo e sabendo dosar o trabalho físico que fez o Vasco ser o único time, em todo o certame, com uma equipe ouças vezes mexida”. O presidente vascaíno considerou os jogos contra o Botafogo (3 x 2, em 25.11), o América (1 x 0, em 07.12) e o Bangu (2 x 1, em 15.12) como as chaves da conquista que gerou um superávit de Cr$ 6 milhões de cruzeiros.
Martim Francisco usou 16 jogadores para se campeão carioca em 1956. Para a imprensa, a revelação foi o lateral-esquerdo Coronel, saído do time juvenil. Testado em um time misto que fez vários amistosos pelo Brasil, o garoto claudicou nos jogos em que o time não atuou bem na Europa. Mas Martim via futuro nele e o bancou. Já o craque eleito por todos os homens das imprensa foi o meia Válter Marciano. Ataque empurrado por ele era sucesso garantido. Além da classe, jogou com muito amor à camisa. A ponto de chorar, após a partida contra o Bangu, por achar que tivesse jogado mal.   
Se o craque Válter era unanimidade, para o colunistas Nélson Rodrigues, a alma do time era o zagueiro Bellini. Não só Nélson, mas todos que foram aos jogos do campeão tinham tal pensamento. Jogava duro, mas na bola. Se esta pintasse na área vascaína, haveria o bico de duas chuteiras tentando brecar o lance. Estava em baixa e foi reativado por Martim Francisco Ribeiro de Andrada, tetraneto do “Patriarca da Independência do Brasil”, José Bonifácio de Andrada e Silva, e sobrinho-neto do líder republicano Antônio Carlos Ribeiro de Andrada.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

CLUB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS-8

Corria uma história, em São Januário: lateral-esquerdo Edílson saíra do clube – para a paulistana  Portuguesa de Desportos –, porque não queria barrar o marido de sua irmã, o seu glorioso cunhado Coronel, ídolo da torcida cruzmaltina da década-1950.         
No entanto, ao repórter Adílson Polvil, da “Revista do Esporte”, Edílson contou uma outra história. E insinuou que o time vascaíno não era de nada. Segundo ele, o Vasco lhe relegara a uma posição secundária, que não condiza com a sua técnica. “Inexplicavelmente, fui barrado. A injustiça doeu muito”, discursou Edílson.
No meio desse babado todo, Edílson aumentava o fuxico, acusando o Vasco de ter jogado o seu cunhado em desgraça, por lhe avisar de que ele (Edílson) já tinha direito a passe livre. Motivo o qual atribuía as punições aplicada contra Coronel. “Ele foi multado, em 60%a dos seus vencimentos, após 10 anos de grandes serviços prestados ao clube, por ter esquecido de devolvido o uniforme usado em uma excursão, e por um outro motivo que arrumaram”, bateu Edílson, admitindo que o cunhado jogava mais do que ele.   
Cria da Colina, Edílson havia passado pelos infantis, infanto-juvenis, juvenis e aspirantes, até chegar a titular do time principal, durante uma excursão à Europa, em 1961. Uma semana antes da largada do Campeonato Carioca daquela temporada, estava rebaixado ao time aspirante – Dario foi promovido para a sua vaga. Mas terminou campeão da categoria.
Mais fuxico, em 1962. O Vasco acertara o empréstimo de Edílson, ao Universidada, da Venezuela. Porém, o treinador Jorge Vieira discordou e o Vasco partiui para desfazer o negócio. Edílson só atendeu ao pedido de retorno, dois mesesa depois. E entrou em desacordo financeiro com os cartolas da Colina. Foi naquele momento que Coronel avisou-lhe dos seus direitos, tendo em visa que ao Vasco não comunicara à Federação Carioca de Futebol o seu interesse pela renovação de contrato. Como os venezuelanos não reclamaram de nada, logo, ele estava livre. Foi então qaue Edílsonm aceitou  proposta da Lusa do Canindéa, contando com as jura sde sua mãe, de que ele não voltaria a São Januário, enquanto ela fosse viva.
Aos 23 anos, da Portuguesa, Edílson criticava o time cruzmaltino. Citava que, sem Coronel (seu sócio, ano RJ, em um salão de cabelereiro e modas), jogava com o quarto-zagueiro Barbosinha improvisado pela lateral-esquerda, proque, como afirmou, não tinha ninguém para dar conta daquele recado – recado fuxiquento da Colina! Os repórteres adoravam isso. (MONTAGEM DE CRUZ DA ORDEM DE CRISTO SOBRE FOTO AREPRODUZIDA DA REVISTA DO ESPORTE). 
 



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

CL.UB DE REGATAS VASCO DOS FUXICOS-9

                                    PUBLICADO, TAMBÉM, EM E 31.10.17

No dia 4 de agosto de 2015, o presidente vascaíno Eurico Miranda reuniu a imprensa em uma entrevista coletiva e acusou o seu antecessor, Roberto Dinamite, de “ter provocado  um rombo nas contas do Vasco”. Na semana, a “Turma da Colina” ocupava a penúltima colocação do Campeonato Brasileiro e enfrentaria o catarinense Joinville.
 Eurico, que gosta de intitular-se “Rei Sol”, em alusão a Luís XIV, da França, afirmou ter pago mais de R$ 30 milhões, em dividas, após suceder o Dinamite, ao qual acusou de passar-lhe o cargo sem pagar salários, há três meses, além de não conceder, há oito meses, a ajuda de custo aos garotos das bases. “Tivemos de pagar imposto para obter a certidão negativa de débito. O imposto era a lista de obrigações não cumpridas. O Vasco não pagava as contas de água, chamava um carro-pipa e, também, não pagava. Provocou um acordo (com a empresa de águas e esgotos) no valor de R$ 10 milhões”, bateu Eurico.
 O presidente vascaíno bateu mais. Disse não ter contratado mais reforços, porque tivera de assumir dívidas deixadas pelo desafeto junto ao colombiano Nacional, pela negociação envolvendo o meio-campista Montoya; cobrança do espanhol Málaga, por Sandro Silva; do português Benfica, por Éder Luís; da Federação Paraguaia de Futbol, pela liberação de Benítez, e do também paraguaio Libertad,  pelas cessões de Guiñazu e de Tenório.
 Eurico Miranda e Roberto Dinamite tiveram pouquíssimos momentos de proximidade em suas vidas vascaínas. Antes, criticavam-se de leve. Nesta pancadaria de agosto de 2015,   o primeiro afirmou ter encontrado uma “herança maldita...irresponsável” em São Januário. “O que ele fez  no Vasco foi um crime”, bateu mais forte.
 Vice-presidente de Antônio Calçada, entre 1983 a 2001, Eurico assumiu o comando do Vasco, até julho de 2008, quando entrou Roberto Dinamite, que ficou até novembro de 2014, quando voltou Eurico. Segundo este, conforme publicação do jornal “Lance” – Nº 6457, Ano 17, de 05.08.2015, página 9 –, em junho de 2006, a dívida vascaína era de R$ 192 milhões, subindo a R$ 354 milhões, com Roberto. “Agora é de R$ 688 milhões”, afirmou, pela mesma edição citada acima, acrescentando que isso representou “dívida equivalente a um período de 110 anos de existência do clube”.
 Como presidente do Vasco, Roberto Dinamite acumulava a função de deputado estadual, para a qual não reelegeu-se, em 2014. O jornal carioca alegou não tê-lo localizado, em 4 de agosto de 2015, para responder a Eurico Miranda. Para o editor Maurício Oliveira, “mesmo considerando a administração Dinamite catastrófica... é, no mínimo, curioso ouvir de Eurico...que seu antecessor levou o Vasco à bancarrota” –  fuxico que não demorou na imprensa carioca.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL , GRANDE TURMA DA COLINA!


  Galera! Seguinte: o "Kike" gosta do espírito natalino, mas não estabelece limites para credos. Aceita todas as tendências que preguem o bem, ensinem o crescimento do homem. Então, diante da multiplicidade de opções religiosas, pra você que é cristão, um Natal bola na rede. De placa!
 Foto acima reproduzia de www.crvascodagama.com.br.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O CONFRONTO VASCO X BAHIA

 

O primeiro jogo Vasco x Bahia rolou em 21 de abril de 1936 (foto), no já demolido Estádio da Graça, em Salvador e então pertencente à Federação Baiana de Futebol.
O "Almirante" goleou, por 4 x 1, com dois gols marcados por Moacyr de Mello (não confundir com  Moacyr Siqueira de Queiros, o Russinho) e os outros por Ladislau e Nena. Em algumas revistas antigas, Moacyr vem com “y”, e em outras com “i”. 
Naquela primeira vez na Bahia, a “Turma da Colina foi: Rey, Poroto e Itália; Oscarino, Zarzur e Barata; Orlando Rosa Pinto, Ladislau, Moacyr, Kuko (Nena) e Luna. O Bahia teve: Hamilton, Bubu e Laert; Nouca (Sena), Guga (Nerinho) e Gia (Wanderley); Ito, Armandinho (Betinho), Romeu, Tintas e Moela.

Agradecimento ao site www.semprebahia pela reprodução da foto raríssima
NÚMEROS DO CONFRONTO – 19.11.1959 – Vasco 0 × 1 Bahia; 24.11.1959 – Bahia 1 × 2 Vasco; 26.11.1959 – Bahia 1× 0 Vasco; 13.12.1968 – Bahia 3 × 1 Vasco; 01.10.1969 –Bahia 1 × 1 Vasco; 28.10.1970 – Bahia 0 × 0 Vasco; 14.11.1971 – Bahia 1 × 0 Vasco; 22.11.1972 – Vasco 0 × 0 Bahia; 03.02.1974 – Bahia 1 × 2 Vasco; 03.04.1974– Vasco 0 × 0 Bahia; 06.11.1976 – Vasco 0 × 1 Bahia; 16.04.1978 – Bahia 1 × 1 Vasco; 13.07.1978 – Vasco 1 × 0 Bahia; 19.03.1983– Bahia 0 × 0 Vasco; 03.04.1983 – Vasco 1 × 1 Bahia; 04.09.1986 – Vasco 0 × 1 Bahia; 13.09.1987 – Bahia 0 × 3 Vasco; 16.11.1988 – Vasco 0 × 0 Bahia; 24.0.1989– Vasco 2 × 2 Bahia; 03.11.1990 – Vasco 0 × 0 Bahia; 17.03.1991 – Vasco 1 × 0 Bahia; 12.03.1992 – Vasco 3 × 1 Bahia; 14.08.1994 – Bahia 0 × 0 Vasco; 25.09.1994– Vasco 2 × 3 Bahia; 27.11.1994 -Vasco 0 × 0 Bahia; 21.09.1995 – Vasco 2 × 3 Bahia; 20.11.1996 – Bahia 3 × 2 Vasco; 02.11.1997 – Vasco 3 × 1 Bahia; 10.09.2000– Bahia 3 × 1 Vasco; 25.11.2000 – Bahia 3 × 3 Vasco; 28.11.2000 – Vasco 3 × 2 Bahia;
16.09.2001 – Vasco 0 × 1 Bahia; 23.10.2002 – Bahia 4 × 2 Vasco; 11.05.2003 –Vasco 1 × 1 Bahia; 21.09.2003 – Bahia 3 × 0 Vasco; 28.07.2011 – Vasco 1 × 1 Bahia; 23.10.2011 – Bahia 0 × 2 Vasco; 10.06.2012 – Bahia 1 x 2 Vasco; 09.09.212 – Vasco 0 x 4 Bahia.
 
 



 
 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1952

ÚLTIMO VASCO DOS TEMPOS DO "EXPRESSO DA VITÓRIA", FASE EM QUE O "ALMIRANTE" FORMOU UMA DAS EQUIPES MAIS FORTES DO PLANETA. EM 1952, FOI CAMPEÃO CARIOCA, COM ESTA TURMA: ELY DO AMPARO, BARBOSA, HAROLDO, AUGUSTO, DANILO ALVIM, JORGE (EM PÉ, DA ESQUEDA PAR A DIREITA), MÁRIO AMÉRICO (MASSSAGISTA), EDMUR, IPJUCAN, ADEMIR MENEZES, MANECA E CHICO. DEPOIS DISSO, O VASCO SÓ VOLTA A SER CAMPEÃO EM 1956, COM UMA NOVA GERAÇÃO. 

 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

COREREIO DA COLINA - RIVAL

1 - "Um amigo flamenguista me enche o saco, dizendo que o Vasco nasceu para ser vice..." Noé Alcântara, de Formosa-GO.
 
Caro Noé! Chame o seu amigo no cantão e mostre por onde navega a barca. Sugira ao rubro-negro pesquisar nos bons sites sobre histórias do futebol, para ele constatar que o Flamengo é o recordista brasileiro de vices-campeonatos. Até o site oficial do próprio Fla tem isso, os vices de: Copa Mercosul-2001; Super Copas-1993/1995; Taça Brasil-1964; 3 Copas do Brasil-1997/2003/2004; Torneios Rio-São Paulo-1957/1958/1965/1997; seis Taças Rio; nove Taças Guanabara e 30 Campeonatos Cariocas, totalizando 62 vices. De quebra, o time rubro-negro tem um inédito tetra-vice Estadual: 1922/1923/1924; 1936/1937/1938; 1982/1983/1984; 1987/1988/1989/1992/1994/1995/1998/210/2013.  
 
2 - “Tenho um álbum de recortes de jornais antigos, que foi do meu pai, carioca e engenheiro de minas que trabalhou em Santa Catarina. Há um deles sobre o primeiro jogo do Vasco no estado catarinense. Eu e os meus irmãos somos vascaínos, por causa do coroa, que nos levava para passar as férias no Rio de Janeiro. Ele já está com 87 anos, firme e forte, e ainda achando que todo juiz rouba o Vasco”. Vítor Mesquita, do Rio de Janeiro

Pois é Vitão! A tradição manda os pais fazerem dos filhos torcedores do seu time. Pelo que você cita, no restante do seu e-mail, O jogo já foi mencionado aqui pelo “Kike”, que encontrou as informações no arquivos do pesquisador Adalberto Lüser. Para quem não leu, vamos lá:
 
Vasco 2 x 1 Avaí, no estádio Adolfo Konder, em Florianópolis, em 12 de abri de 1952, teve gols cruzmaltinos marcados por Danilo, aos quatro minutos do primeiro tempo, chutando quase do meio do campo, e por Aldemar, aos 15.Saulzinho, que não é o Saul Santos Silva, artilheiro vascaíno na década-60, fez o tento catarinense. Naquele dia, o Vasco não podia alinhar todos os seus astros, porque Ademir Mednezes, Maneca, Ipojucan, Laert, Ely do Amparo e Friaça serviam à Seleção Brasileira no Campeonato Panamericano, em Santiago, no Chile. Então, o time foi: Barbosa (Ernani); Bellini e Wilson; Aldemar, Danilo e Jorge; Noca, Alvinho (Vivinho), Amorim, Jansen (Vavá) e Djair (Jansen). Técnico: Flávio Costa.
Depois daquele amistoso, o Vasco só foi encarar o Avaí, no terreiro dele, passados 18 anos, em 27 de novembro de 1970, quando esteve pão-duro nas redes: só 1 x 0.
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

HISTORI&LENDAS DA COLINA

1 -  Entre 1923 e 1927, o Vasco manteve-se invicto nos primeiros 15 jogos contra o Botafogo. Confira: 22.04.1923 – Vasco 3 x 1 Botafogo; 01.07.1923 - Vasco 3 x 2 Botafogo; 18.01.1925 – Vasco 2 x 1 Botafogo; 08.02.1925 - Vasco 3 x 2 Botafogo;10.05.1925 - Botafogo 2 x 2 Vasco; 11.10.1925 - Vasco 4 x 2 Botafogo; 30.10.1925 - Vasco 3 x 3 Botafogo; 21.03.1926 - Vasco 5 x 2 Botafogo; 11.04.1926 – Vasco 5 x 3 Botafogo; 16.05.1926 – Vasco 3 x 2 Botafogo; 01.08.1926 - Vasco 4 x 2 Botafogo; 30.10.1926 - Vasco 3 x 3 Botafogo; 27.03.1927 – Vasco 5 x 4 Botafogo; 14.04.1927 – Vasco 6 x 3 Botafogo; 26.06.1927 - Botafogo 3 x 3 Vasco.

2 -  Em 22 de março de 1942, mais de quatro anos depois de lançar e abandonar o uniforme número 2, o branco, o Vasco voltou a usá-lo. Durante a vitória, por 2 x 1, sobre o América, pelo Campeonato Carioca. O argentino Villadoniga marcou os dois gols 

3 - Artilheiro do Campeonato Carioca-1936, pela Federação Metropolitana de Desportos, com 9 gols, e de 1937, com 14, Luís Mattoso, o Feitiço, foi um paulistano que viveu entre 29.09.1901 e 23.08.1985. Quando chegou a São Januário, já tinha 35 anos, mas ainda jogando muito. Vascaíno, entre 1936/1937, o título carioca de 36 tornou-se o seu único na Colina. Foram as suas habilidades que valeram-lhe o apelido de Feitiço, pois chutava bem, com as duas pernas, driblava, cabeceava e  bom batedor de faltas e escanteios. Chapelava os marcadores, segundo contam, com o bico das chuteiras.  Em 16 jogos do Estadual-1936, dos 33 gols do time. Feitiço foi o principal artilheiro, com 9 tentos, seguido de Luis Carvalho (8), Luna (5), Nena e Orlando 3 (cada), Zarzur 2 e Jaci, Kuko e Lauro 1 (cada).

4 - Em 1936, o Vasco, dificilmente, o Vasco mudava a escalação. Havia o chamado “trio final”, o goleiro Rey e dois “beques”, Poroto e Itália. Só em um jogo do returno do Estadual, Rey foi substituído, por Panelo. A chamada “linha média” tinha Oscarino, Zarzur e Calocero. Poucas vezes, Macelino e Barata substituíram um dos três titulares. Já o ataque era Orlando, Luís de Carvalho, Feitiço, Nena (Kuko) e Luna. Quando houve substituições, entraram Garcia, Carlinhos, Jaci, Lauro e Gama.

5 -  O Vasco atuou pela terceira vez, na data 29 de fevereiro, em 2012, uma quarta-feira, a partir das 19h30, pela Taça Rio, ficando nos 2 x 2 com o Bonsucesso, em São Januário. Eduardo Cordeiro Guimarães apitou, auxiliado Diogo Carvalho Silva e Wendel Gouvêa. Alecsandro (Vsc); Diego, Márcio Guerreiro (Bon) receberam o cartão amarelo, e Jefferson (Bon) o vermelho.  Os gols foram de Alecsandro, aos 2 minutos do 1º tempo; Felipe, aos 13; Diogo, aos 17, e Márcio Goiano, aos 25 da etapa final. O Vasco teve: Fernando Prass; Fagner, Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Eduardo Costa, Fellipe Bastos (Nilton) e Felipe (Diego Souza); Wiliam Barbio, Tenório (Juninho, intervalo) e Alecsandro Técnico: Cristóvão Borges. O “Bonsuça” foi: Saulo; Arthur, Patrick, Admilton, Dieguinho (Antônio Carlos); Márcio Guerreiro, Diogo, Ricardo Bóvio (Bruno Ferreira) Márcio Goiano (Vinicius); Juninho e Jefferson Técnico: Marcão.

6 - Em 29 de junho de 1958, três atletas cruzmaltinos sagravam-se campeões mundiais de futebol: os zagueiros Hideraldo Luiz Bellini e Orlando Peçanha de Carvalho, e o atacante Edvaldo Izídio Neto, Vavá, "O Leão da Copa". Os três integraram a Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo da Suécia e teve a Taça Jules Rimet erguida por Bellini – o gesto de levanta-la acima da cabeça foi para atender aos fotógrafos que desejavam clicar o troféu. Bellini e Orlando era a dupla de zaga do Vasco, entrosada há bastante tempo, já tendo dito "presente" durante a campanha do título do Campeonato Carioca de 1956, quando Vavá infernizou a vida dos goleiros. Os dois primeiros foram titulares no time canarinho desde a estreia, nos 3 x 0 sobre a Áustria. O centroavante, que ficara de fora daquele jogo e do 0 x 0, com a Inglaterra, entrou no terceiro, juntamente com Zito, Pelé e Garrincha, para marcar os dois gols dos 2 x 0, sobre a então União Soviética. Bellini, inclusive, como um dos líderes da seleção, juntou-se a Nílton Santos e a Didi e reivindicou, junto ao treinador Vicente Feola, as entradas de Garrincha e de Pelé no time.

 7 - Vasco e Operário de Campo Grande-MS já se pegaram em cinco jogos do Campeonato Brasileiro e por um amistoso. Como ficou: 19.06.1974 – Vasco 3 x 0; 20.06.1979 – Vasco 1 x 2 (amistoso); 29.09.1976 – Vasco 0 x 1 Operário; 08.12.1979 – Vasco 4 x 0; 06.03.1982- Vasco 0 x 2; 14.03.1982 – Vasco 7 x 1.

8 - Triunfos internacionais em 1957: 10.01 – Vasco 2 X 1 Nacional—URU; 17.01 – 2 x 1 Nacional-URU; 19.01 – 3 x 2 Colo-Colo-CHI; 23.01 – 4 x 3 Deportivo Municipal-PER; 26.01 – 1 x 0 Sporting Cristal-PER; 31.01 – 3 x 1 Universitário-PER; 05.06 – 2 x 1 Combinado de Willemstad-CUR; 09.06 – 6 x 2 Hakoah-EUA; 12.06 – 3 x 1 Racing Paris-FRA; 14.06 – 4 x 3 Real Madrid-ESP; 16.06 – 4 x 2 Athletic Bilbao-ESP; 20.06 – 3 x 1 Valência-EEP; 23.06 – 7 x 2 Barcelona-ESP; 30.06 – 5 x 2 Benfica-POR; 03.07 – 3 x 1 Espanyol-ESP.

9 -  A temporada-1957 não teve títulos caseiros, mas foi positiva para o Vasco. Venceu 50 dos 74 jogos disputados – empatou oito e perdeu 16 –, marcando 190 gols, média de 2,57 por partida – sofreu 110, média de 1,49 por vez –, fechando o ano com o saldo de 80 bolas nas redes.  Campeão do Torneio de Paris,  um Mundial da época, o Vasco esteve muito bem nos  amistosos internacionais. Dos 21 disputados, ganhou 16, um deles por goleada ( 7x 2), sobre o espanhol Barcelona, e um outro contra o Real Madrid (4 x 3), que era considerado o melhor time do planeta.
10 -  Grande nome dos velhos Vascos, o goleiro Barbosa  viveu entre 27 de março de 1921 a 7 de abril de 2000. Vestiu a camisa da rapaziada por 417 jogos. Um outro ídolo dos tempos do goleiro foi o atacante Sabará, que disputou 576 partidas "colineiras". 
 

domingo, 16 de dezembro de 2012

sábado, 15 de dezembro de 2012

KIKE DA BOLA APAGA SEGUNDA VELINHA

Na data 15 de dezembro, o Kike celebra o complemento de sua segunda temporada no ar. Foi
 graças a você que conseguiu. A cada dia que a "folhinha" troca de número,  mais motivação sobra para pesquisar a história da “Turma da Colina”. Nesses 731 dias de bola rolando – não se esqueça que, neste ano, tivemos um bissexto 29 de fevereiro. Fomos ao ar com assistência técnica do Rômulo Bello e consultoria histórica do  Mauro Prais, largando para terceira temporada com muito lenha na caldeira, no ‘Kike Camisa 3”. Como estamos pendurando a temporada-2, a foto de abertura de tela vai mudar. O homenageado da vez será o Vasco-1974, o time do primeiro título de campeão brasileiro de futebol.  Abaixo, confira o calendário dos 15 de dezembro.
 Dois títulos conquistados na data. Quem passar pela rua General Almério de Moura, que tem a São Januário pelos fundos, aproveite para visitar os dois canecos nas prateleiras da Colina. E leia o que rolou:  

VASCO 4 X 2 RIVER-SÃO BENTO - Segundo turno do Campeonato Carioca da Segunda Divisão-1918 e 45ª apresentação da "Turma da Colina". Os goleadores chamavam-se Paulistinha, Godoy, Faria e Palhares, e o sacode rRolou em um domingo, na Rua Figueira de Melo.
 
VASCO 5 X 1 OLARIA - Campeonato Carioca-1937, em São Januário. Neste jogo, Levis Ondine apitou e Niginho (2), Gabardinho, Calocero, Nestor e Orlando balançaram o filó. O time: Joel, Poroto e Italia; Rafa, Zarzur e Calocero; Lund, Gabardinho, Niginho, Kulo e Orlando.  
 
VASCO 2 X 1 BANGU - O "Almirante" apresentava a sua primeira geração de campeões após a aposentadoria do “Expresso da Vitória”, conquistador dos Campeonatos Cariocas-1945/1947/1949/1950/1952. O primeiro título da nova era saiu no 15 de dezembro de 1956, com uma rodada de antecedência para o final da competição disputada por 12 times, em dois turnos de todos contra todos com a “Turma da Colina” somou mais pontos nos dois.
  O jogo do título teve um fato que ficou famoso.  Inconformado com o gol do empate vascaíno – Vavá, cobrando pênalti –  que deixou o primeiro tempo no 1 x 1, o meia Zizinho, o maior craque do então futebol brasileiro, soltou os cachorros pra cima do juiz Eunápio de Queiroz, chamando-o de “Larápio de Queiroz”, pelo microfone de uma rádio.
Dedurado ao apitador, este o inquiriu, na volta do intervalo, se fora verdade. O “Mestre Ziza” confirmou e foi expulso de campo. Mas o Vasco nada tinha a ver com a catimba banguense. Era melhor e virou o placar, para 2 x 1, no segundo tempo, com mais um gol de Vavá, ainda um garoto, de 17 anos, buscado no mesmo Sport Club Recife de onde saíra Ademir Menezes. Por sinal, ele substituíra o então maior ídolo da torcida cruzmaltina, que estava sema condições de jogar. Vavá foi lá, deu conta do recado e ainda marcou os gols do título. Dali por diante rolou uma história que rendeu 191 bolas no barbante. 
Mesmo já campeão, o "Almirante" ainda teve de cumprir tabela, oito dias depois, indo à Rua Bariri encarar o Olaria. Quanto ao jogo contra os banguenses, a renda foi de Cr$ 723 mil, 971 cruzeiros e o time cruzmaltino, treinado por Martim Francisco, teve: Carlos Alberto Cavalheiro, Paulinho de Almeida e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Lierte, Livinho, Vavá, Válter e Pinga. Foi  jogo 1.633 da  história vascaína . Quanto ao árbitro, chamada de “Larápio”, a imprensa considerou a sua atuação regular.
CAMPANHA: 26.07.1956 – Vasco 4 x 0 Portuguesa; 29.07 – Vasco 0 x 0 Botafogo; 12.08 – Vasco 4 x 1 Madureira; 19.08 – Vasco 2 x 0 Canto do Rio; 26.08 – Vasco 3 x 2 Fluminense; 02.09 – Vasco 3 x 1 América; 07.09 – Vasco 4 x 1 Olaria; 15.09 – Vasco 3 x 2 Bonsucesso; 22.09 – Vasco 2 x 3 Bangu; 27.09 – Vasco 5 x 1 São Cristóvão; 07.10 – Vasco 1 x 1 Flamengo;  14.10 – Vasco 6 x 0 Madureira; 21.10 – Vasco 5 x 0 Portuguesa; 28.10 – Vasco 4 x 0 Bonsucesso; 04.11 – Vasco 0 x 1 Flamengo; 11.11 – Vasco 4 x 0 Canto do Rio; 18.11 – Vasco 0 x 0 Fluminense; 25.11 – 3 x 2 Botafogo; 02.12 – Vasco 1 x 0 São Cristóvão; 07.12 – Vasco 1 x 0 América; 15.12 – Vasco 2 x 1 Bangu; 23.12 – Vasco 1 x 1 Olaria.       
 
VASCO 2 X 1 AMÉRICA-RJ -  Vitória de virada, pelo Campeonato Carioca-1965 e jogo 2.236 da  história colineira. Disputado no estádio das Laranjeiras, que chamava-se Álvaro Chaves, foi assistido por 2.869 pagantes e teve arbitragem de Frederico Lopes. Na rede, pintaram Ari, aos 6, e Danilo Menezes, aos 11 minutos. Zezé Moreira treinava estas moçada: Gainete, Ari, Caxias, Ananias e Oldair; Maranhão e Danilo Menezes; Zezinho, Célio, Mário 'Tilico' e Tião. 
 
VASCO 2 X 0 RABELLO-DF - Jogado em noite de uma quinta-feira no já demolido Estádio Nacional de Brasília, em 1966, no compromisso 2.307 da rapaziada e que foi o único amistoso contra o time candango. Apitado por Urias Crescente Alves Junior-DF, os gols foram marcados por Danilo Menezes e Nado, enquanto público e renda não foram divulgados. O Vasco teve: Édson Borracha; Ari, Sérgio, Ananias (Tinoco) e Silas; Oldair e Danilo Menezes; Nado, Madureira (Acelino), Adílson (Maranhão) e Morais. O RABELLO foi Zé Walter; Aderbal, Gegê, Carlão e Didi; Moacir (Roberto) e Zé Maria; Zezé, Zoca, Otávio e Arnaldo. Técnico: Ceninho.

VASCO 2 X 1 BAHIA - Amistoso de 1968, com o zagueiro Brito e o meia Benetti marcando os gols dos visitantes.

VASCO 1 X 0 CONFIANÇA-SE - Amistoso de 1977, no jogo vascaíno 3.055, disputado no Estádio Lourival Batista, de Aracaju, pela segunda fase do Campeonato Brasileiro, em uma quinta-feira. Com público de 19.177 pagantes e renda de Cr$ 471.870,00, Oscar Scolfaro-SP apitou e Dudu, aos quatro minutos do primeiro tempo, fez o gol (contra) do jogo. Orlando Fantoni era o treinador e o time vascaíno era: Mazaropi; Orlando 'Lelé', Geraldo, Abel e Marco Antônio; Zé Mário, Helinho (Guina) e Dirceu; Wilsinho, Roberto Dinamite e Paulinho.

VASCO 4 X 0 SELEÇÃO DE ITAPETINGA-BA - Amistoso na casa do adversário, em 1985. Romário (2) e Roberto Dinamite (2) foram os fazedores de vitórias, no jogo 3.655 da moçadas.
VASCO 1 X 0 AMÉRICA-RJ - Mais uma vitória por gol contra. Desta vez, quem marcou foi Pedro Paulo, no jogo vascaíno de número 3.876.

CAMPEÃO DA TAÇA ADOLPHO BLOCH - Em 1990, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro promoveu um torneio extra, que homenageou o empresário do ramo da comunicação, Adolpho Bloch. O Vasco papou esta, invicto, com seis vitórias e três empates, em nove jogos, marcando 11 e sofrendo cinco gols. O jogo final foi em 15 de dezembro daquele "nove-zero", empatando, por 1 x 1, em casa, com o Botafogo. Júnior marcou o gol do título, aos 25 minutos do segundo tempo, o que deixou a "Turma da Colina" com três pontos de distância dos alvinegros, os vices. Cláudio Vinicius Cerdeira apitou, o "botafoguense" Mário Jorge Lobo Zagallo estava como treinador da rapaziada cruzmaltina e mandou a campo esta patota: Carlos Germano; Ayupe, Jorge Luís, Tosin e Cássio; Andrade, Marco Antônio Boiadeiro e Luciano (França); Sorato (Pedro Renato), Júnior, William. Além de campeão, o Vasco teve o principal artilheiro da disputa, Sorato, com três tentos.

CAMPANHA: 24.11.1990 - Vasco 2 x 1 Bangu, no estádio Caio Martins, em Niterói-RJ, com gols de Sorato e William; 28.11.1990 - Vasco 3 x 1 Fluminense, em São Januário, com Sorato (2) e Ayupe pintando nas redes; 02.12.1990 - Botafogo 2 x 2 Vasco, no Caio Martins, com Jorge Luiz e Luciano no filó; 09.12.1990 - Vasco 3 x 0 Bangu, em São Januário, sem piedade da parte de Júnior e de Boiadeiro, além de a turma ainda contar com um gol contra de Eduardo Gaúcho; 12.12.1990 -  Fluminense 0 x 0 Vasco, nas Laranjeiras; 15.12.1990 - Vasco 1 x 1 Botafogo, em São Januário, com o já citado gol de Júnior.

Acrescentar à VASCODATA 15 de dezembro; Vasco 2 x 2 Combinado de Nova Friburgo-RJ, em 1940, e Vasco 1 x 1 Botafogo, em 1990.