Vasco

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

"KIKE" FECHA O TEMPO - FIM DE ROTA-2013


O "Kike da Bola" chega ao final de sua terceira temporada – surgiu em 15 de dezembro de 2010 –, fechando o lance-2013 bem no placar. É o que diz o número de visitas – 135.516 – anotadas pelo contador de visualizações de página, até as 10h45 de hoje. Em tabelinhas com a história, conforme o seu propósito de pesquisar a vida do Club de Regatas Vasco da Gama, o lance rolou em varias frentes. De crônicas de jogos a casamento de atletas, passando por respostas a cartas de "vasconautas", lendas e tragédias. O esquema promete ser mantido. Valeu, galeara!
The "Kike Ball" reaches the end of its third season - came on december 15, 2010 - by closing the game on the scoreboard as well. It says the number of visits - 135,516 - annotated below the pageview counter, until 10:45 today. In twos with the story, according to the purpose of researching the life of the Club de Regatas Vasco da Gama, the bid rolled several fronts. Chronic Games athletes to marriage, through responses to letters of "vasconautas" legends and tragedies. The scheme promises to be maintained. Thanks, galeara! (image reproduced from www.crvascodagama.coma.br) Thankyou!
O "KIKE" DESEJA A TODOS OS CRUZMALTINOS UMA GRANDE PASSAGEM DE ANO E UMA MELHOR TEMPORADA-20014".
 

ANIVERSÁRIANTE HOJE - FONTANA

O capixaba José de Anchieta Fontana, nascido em 31 de dezembro de 1940, em Santa Tereza, no Espírito Santo, não esperava ser titular, a curto prazo,  no time do Vasco da Gama. Simplesmente,  porque o clube tinha Russo para a sua posição, entre os aspirantes, e Barbosinha, no time principal. Mas chegou lá, depois de recusar convite de Zoulo Rabelo, para treinar no Fluminense, e de desprezar o São Cristóvão, pelo qual chegara até a preencher ficha de inscrição.
Entre os obstáculos enfrentados por Fontana para fazer nome em São Januário esteve a noite do sábado 16 de fevereiro de 1963, no Maracanã. Os cruzmaltinos venciam o Santos, com Pelé, por 2 x 0, pelo Torneio Rio-São Paulo. No decorrer da pelejaa, ele substituiu Barbosinha, e terminou sendo um dos principais personagens dos dois gols marcados pelo "Camisa 10", nos minutos finais.
Fontana marcava o "Rei do Futebol", que jogava com um supercílio ferido, e era sacaneado, por ele e Brito, que ironizavasm: "Cadê a Rei? Tem algum Rei aqui?". E foi, então, que deu no que deu.  Pelé, após o empate, apanhou a bola no fundo da rede do goleiro Ita e a entregou a Fontana, sugerindo: "Tome! Leva para a sua mãe!"
Fontana foi um zagueirão tagarela, que se transtornava dentro de campo. Tentava irritar o adversário e reclamava muito dos companheiros que erravam uma jogada. Mas, fora dos gramados, era uma grande figura, garantiam os colegas. Ao lado de Brito, formou uma das mais famosas e  temíveis zaga do futebol carioca da década-1960, por jogarem duríssimo "esbanjando vitalidade no menor lance", como definiu a "Revista do Esporte" Nº 345, ressaltando que os becões vascaínos não eram violentos. E explicava "a coragem e o empenho" com que eles se empregavam em campo: "Ambos venceram pela perseverança. Tiveram que lutar bastante e enfrentar muitos obstáculos antes de ganharem o prêmio de jogar no time titular do Vasco da Gama", escreveu o redator.
Fontana viveu até 10 de setembro de 1980. Fez parte do grupo tricampeão na Copa do Mundo do México, em 1970, tendo disputado 11 partidas com a camisa canarinha – venceu oito, empatou duas e perdeu só uma. A estreia foi em 8 de junho de 19656, com 3 x 1 sobre o Peru, ao lado do parceiro Brito, com o qual formal dupla de "xerifes", também, contra a então Tchecoeslováquia  – 12.06.1966  (2 x 1)  e 15.06.1966  (2 x 2); Argentina - 04.03.1970 (0 x 2) e 08.03.1970 (2 x 1); Paraguai - 12.04.1970 (0 x 0) e Romênia - 10.06.1970 (3 x 2), este seu único jogo pelo Mundial-70.    
 
 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CASAMENTO DE VASCAÍNO - MARANHÃO

Antigamente, quando um rapaz casava-se, costumeiramente, dizia-se: “tornou-se um homem sério”.  Sendo assim, foi às 16h20 de 26 de dezembro de 1964 que o então médio (atual volante)  vascaíno Maranhão entrou para aquele time. E de forma muito familiar. Trocou alianças com Edneusa Batista Lopes, irmã do seu ex-companheiro de equipe, o atacante pernambucano Vevé que, por sinal, não pôde comparecer ás bodas, devido aos  compromissos do sue time mexicano. Aliás, por ser época de férias dos atletas brasileiros, o único do time do Vasco que não perdeu a hora foi o ponta-esquerda Ronaldo – Joel, Altamiro, Alcir, Pereira, Massinha, Odmar, Brito e Quatis chegaram para a recepção, da qual participou, também, o ex-vascaíno Pacoti, do Olaria.   
 Maranhão e Edneusa uniram-se na catedral de São Cosme e São Damião, no bairro carioca do Andaraí. Cumprindo a tradição, ela  atrasou-se, por 20 minutos, para entrar no templo,  levada ao altar pelo padrinho Moisés Lopes.  O noivo a esperava ao lado do padrinho e dirigente cruzmaltino João Silva, cuja mulher foi a madrinha.
A recepção aos convidados realizou-se na casa da noiva, em Vista Alegre, tendo os gastos com o casório atingido CR$ 750 mil cruzeiros, pelos cálculos do pai da moça, Edivaldo Batista Lopes. Durante a a recepção aos amigos, José de Ribamar Celestino, o Maranhão, de 22 anos, e Edneusa, de 17, informaram que iriam residir em um apartamento que consumira Cr$ 3 milhões par ficar do agrado do casal, que ainda não havia comprado uma TV. De propriedade do atleta (titular do meio-de-campo cruzmaltino, formando dupla com Lorico) , o imóvel estivera alugado ao artilheiro Célio Taveira Filho, na Ilha do Governador.
Veja nas datas 19 e 27 de fevereiro; 28 de maio; 1º de agosto e 19 de setembro deste 2013 como foram os casamentos de Da Silva, Brito, Nivaldo, Paulinho de Almeida e de Antônio Fernando Resende (atletismo).             

CASAMENTO DE VASCAÍNO - PAULISTA


 
Em se tratando de pé do altar, cruzmaltino não tem camisa predileta. Gostou, casou. Caso do atleta saltador Antônio Fernando de Almeida Resende, que trocou aliança com a velocista flamenguista Érica Lopes. Hoje, quem pinta em mais um exemplo é o campeão das cestas, o ala Paulista, isto é, Benedicto Cícero Tortelli,  que se amarrou com Neide Lúcia, filha do então vice-presidente de futebol do Fluminense, Wilson Xavier.
Jogador de seleção, bicampeão mundial, Paulista vivia, há quatro anos, deslumbrado com os encantos de Neide. Vira a moça, pela primeira vez, após um jogo do time vascaíno, em terreno tricolor. Um olhou para o outro, e... bola na cesta. O lance foi parar na matriz de Santa Margarida Maria, na Lagoa. Era 1º de maio de 1965 e, daquela vez, um fato inédito aconteceu no basquete carioca: todo o time do Vasco, que estava concentrado, saiu para celebrar as núpcias do colega. Que não teve moleza: dois dias depois, teve de interromper a lua-de-mel, para ajudar a rapaziada a vencer o Botafogo – uma das partidas da “Turma da Colina” durante a conquistar o título de campeão carioca do IV Centenário. Mas, após o jogo, o casal viajou, para a Argentina, tendo Paulista ficado de fora dos quatro compromissos seguintes.
Quanto à celebração das bodas, Neide Lúcia usou um vestido de Chantung-Dior – produzido pela costureira Catarina Dulba, na época, famosa em Niterói –, com canutilhos e paetês provocando um colorido especial. Custou Cr$ 1 milhão de cruzeiros. Paulista trajou paletó e calçou sapatos pretos. A calça cinza, teve a mesma cor da gravata listrada. O presidente vascaíno, Manoel Joaquim Lopes, estava presente à cerimônia, mas os padrinhos foram Júlio Sêco e Paulo Aidar, com as suas respectivas esposas – no civil, Alberto Rodrigues e Eduardo Sêco. De sua parte, Neide foi apadrinhada (civilmente) por Edgard Hargreaves e por seu tio Anderson Xavier. Para o religioso, convidou os pais, além do casal radialista Amilcare de Carolis, este diretor da Rádio Guanabara,  velho amigo de sua família.
 Neide Lúcia Xavier Tortelli passou a ser o nome da esposa de Benedicto Cícero Tortelli, o paulista, nascido em 26 de dezembro de 1930, em Sorocaba. Ele foi  um cruzmaltino entre 1962 a 1971. Em 2000, esteve diretor de basquete do clube. Media 1m85cm, o que seria baixo para os padrões atuais da modalidade.
Durante a conquista do bi mundial – em 25 de maio de 1963, no Maracanãzinho, vencendo, na final, aos Estados Unidos, por 85 x 81–, Paulista participou de duas partidas, tendo marcado seis pontos. Ele foi, também, campeão sul-americano, em 1960 e em 1963. Totalizou nove jogos pela Seleção Brasileira, tendo somado 26 cestas.  

domingo, 29 de dezembro de 2013

CASAMENTO DE VASCAÍNOS - SANTANA

Desta vez, a noiva não atrasou-se. Nem de propósito, como manda o figurino. Dulcinéia Congo dos Reis estava, pontualmente, às 17h15, no altar da igreja do Sanatório, no bairro carioca de Cascadura, para casar-se com Eduardo Santana, no dia 25 de junho de 1960.
Para apadrinhar-lhe, Santana convidou o médico Hílton Gosling (e senhora) e o coronel Oscar Lopes da Silva (e senhora), dois amigos que ele considerava grandes incentivadores da sua carreira de massagista. Por sinal, na época do casório, Santana estava à serviço da Confederação Brasileira de Desportos, a CBD, antecessoras da atual CBF-Confederação Brasileira de Futebol. Santana e Dulcinéia recepcionaram os convidados à Rua Antônio Cordeiro, em Jacarepaguá, onde já estavam morando. Entre os presentes, estavam Aristides, o sapateiro da CBD e o locutor Orlando Baptista. Durante os bate-papos, o noivo contou ter conhecido a noiva em Jacarapaguá mesmo, e passado três anos namorando-a.
De acordo com o Nº 75 da Revista do Esporte, de 13 de agosto daquele 1960, Santana nem teve tempo para curtir a lua-de-mel. No dia seguinte ao casório, já estava massageando os jogadores da Seleção Brasileira que iria disputar as Olimpíadas de Roma, na Itália. (foto reproduzida da Revista do
Esporte Nº 75, de 13.08.1960),
 

 








 
 

CASAMENTO DE VASCAÍNOS - ANANIAS

Atrasou 35 minutos. Sem problemas! No dia 23 de fevereiro de 1967, na igreja de Santa Cecília e Santa Bárbara, em Bangu, o quarto-zagueiro Ananias passou a integra mais um time, além do vascaíno: o dos casados. A cerimônia religiosa, celebrada pelo Frei Santa Rosa, começou às 20h05 e foi rápida e simples. Ali, o cruzmaltino encerrava um período de oito anos de namoro/noivado com Diana França Duarte, que conhecera durante um baile de carnaval, na sede do Bangui Atlético Clube, quando era defensor do time dos “Mulatinhos Rosados de Moça Bonita”.
Ananias, então, com 28 anos, passou dois anos noivo. Para mudar de “time”, convidou o irmão Juscelino Cruz, com a esposa. De sua parte, Diana, aos 22, fez o mesmo convite ao casal Almir Franco Monsores/Lucíola Barreto Monsores. A recepção rolou na casa ex- noiva, à Rua da Figueira. Devido aos compromissos vascaínos, Ananias pediu para deixar sua lua-de-mel de crédito. Faria isso em um período de férias. Ele deveria ter casado em 18 de novembro de 1966, mas os pedreiros que arrumavam a casa onde iria residir, à Rua Boibi, em Bangu, não tinham muita pressa de vê-lo com argola no dedo anelar. Preferiram deixá-lo para fazer uma despedida do time dos solteiros, nas peladas de final de ano.
Entre os vascaínos presentes ao casamento/recepção estiveram o diretor de futebol, o major Dória; o doutor José Marcozzi; a chefe da torcida, Dulce Rosalina, e os jogadores Maranhão, Oldair, Alcir, Salomão, Nado, Zezinho, Morais. Alguns ex-companheiros de Ananias em seus temos de Bangu também compareceram, bem como um antigo ídolo comum às torcidas cruzmaltina e banguense, Domingos da Guia.
NAS DATAS CERCADAS, SAIBA COM FORAM OS CASAMENTOS DE: Da Silva (29.12.2013); Nivaldo (27.12.13); Brito (27.12.13); Antônio Fernando (26.12.13); Bellini (26.12.13); Ademir Menezes (25.12.13); Paulinho de Almeida (25.12.13); Ita (24.12.13); Maranhão (21.12.13).

CASAMENTO DE VASCAÍNOS - DA SILVA

Da Silva era jogador do Vasco, mas a recepção do seu casório foi no Campo de São Cristóvão. Aconteceu em 12 de dezembro de 1964 e, é claro, que a afirmação acima não passa de uma brincadeira dos colegas, pois Campo de São Cristóvão é o nome de um dos bairros do Rio de Janeiro.

As núpcias do ponta-esquerda atrasaram-se por cerca de 20 minutos. Culpa da bola. Explica-se: enquanto o Frei Tobias Faleiro e os convidados esperavam pelos noivos, o padrinho – Russo, quarto-zagueiro – jogava pelo time de aspirantes. A turma começava a esfregar as mãos, impaciente. Naquele instante, o defensor vascaíno saia “voando”, do estádio da Rua Conselheiro Galvão, para chegar à igreja. Mas chegou.
Eram 16h55, quando o organista do templo católico começou a tocar a “Ave Maria”, de Haendel. Alzira, então, começou a desfilar, no rumo do altar. Seu vestido era confeccionado em brocado e babados de seda pura, forrado de rosa. Dois capuchões de pérolas brancas adornavam a saia e o colo. O véu da noiva era em nailon branco e rosa. A grinalda branca, com rosinhas. Já o terço, de cristal, com uma rosa. Fora Dona Aurora quem confeccionara o vestido da filha, tendo custado, só o tecido, Cr$ 350 mil cruzeiros, a moeda da época. De sua parte Da Silva usava um terno de tropical inglês, preto brilhante, comprado em Londres. Camisa, gravata e meias brancas, e sapatos pretos completavam o mais. Para fazerem uma recepção bonita, na casa da noiva, foram gastos perto de um milhão de cruzeiros.

EMPATADO - Como o time cruzmaltino – Ita, Joel, Brito, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Quincas; Mário, Célio, Saulzinho e Zezinho –enfrentava o Madureira, pelo Campeonato Carioca, enquanto Da Silva estava no altar, só após as 21 horas o treinador Ely do Amparo liberou a rapaziada para dar um chego à recepção do companheiro. Mas nem todos foram. Apenas Maranhão, Quincas, Pedro Paulo, Rubilota, Fontana, Joel, Brito, Barbosinha, Caxias, Mário ‘Tilico’, e Célio, estes seis últimos acompanhados pelas esposas. A rapaziada não pôde levar a vitória, como presente, pois o jogo ficara no 1 x 1, com Célio marcando o tento vascaíno.
CASA DA SOGRA - Os padrinhos de Da Silva, Jorge Muciá Miranda de Carvalho/Adalgisa Miranda de Carvalho, presentearam o casal, com o passagens aéreas, de ida e volta, para passarem a lua-de-mel nas praias de Ilhéus, na Bahia, onde moravam os pais do noivo, que ainda não conheciam a noiva.
Da Silva encontrou Alzira quando esta residia perto do estádio de São Januário, em 1962. Namoraram escondido, durante dois meses, até que o jogador vascaíno obteve a permissão de Dona Aurora, para frequentar a sua casa.Um a no depois, estava noivo. Por conta dos compromissos do Vasco, o casório chegou a ser transferido, por duas vezes.





 

sábado, 28 de dezembro de 2013

CASAMENTO DE VASCAÍNOS - RUSSO

Quando defendia a Portuguesa-RJ, o zagueiro Russo tinha uma grande fã: Adivalda. Que, de fã nº 1, passou a namorada, incentivadora e confortadora, nos momentos de bola fora da Lusa da Ilha do Governador. Numa progressão dessas, mais do que evidente, seria natural o jogo “terminar no altar”. Da Matriz do Sagrado Coração de Maria, no Méier.
Era o dia 14 de novembro de 1961, quando Balduino Ferreira, o Russo, e Adivalda Maura de Oliveira trocaram alianças, apadrinhados pelo colega Pinga (José Lázaro Robles) e sua mulher, Iolanda. Muito querido pelos companheiros de São Januário, o atleta recebeu o abraço de muitos deles – entre outros, do vetereníssimo goleiro Barbosa, do capitão Bellini, do apoiador Écio, e dos zagueiros Brito e Barbosinha. A recepção foi à noite, na casa dos pais da noiva, à Rua General Clarindo.
O time cruzmaltino havia jogado dois dias antes do casório de Russo – divulgado por duas páginas da Revista do Esporte Nº 145, de416.12.1961 – , e empatado, por 1 x 1, com o Olaria, na Rua Bariri, pelo Campeonato Carioca.

NAS DATAS CERCADAS, SAIBA COM FORAM OS CASAMENTOS DE: Da Silva (29.12.2013); Nivaldo (27.12.13); Brito (27.12.13); Antônio Fernando (26.12.13); Bellini (26.12.13); Ademir Menezes (25.12.13); Paulinho de Almeida (25.12.13); Ita (24.12.13); Maranhão (21.12.13) e Russo (31 12.2013).







sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

ANIVERSARIANTE HOJE - ISAÍAS

Isaías Benedito da Costa, juntamente com Lelé e Jair Rosa Pinto, formou um trio apelidado por “Os Três Patetas”, que assombrava os adversários do Madureira, em 1943, dirigidos pelo treinador Ademar Pimenta, que comandara a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1938, na Itália.  Mais do que depressa, o Vasco levou os três para São Januário.
Atacante de bom chute e driblador, Isaías foi um carioca nascido em  27 de dezembro de 1921. Viveu por apenas 28 anos, tendo feito parte do “Expresso da Vitória”, o time vascaíno campeão carioca invicto, sem adversários, em 1945. Graças à força do trio, Lelé terminou o campeonato estadual como o principal artilheiro, com 15 tentos.
Um na antes, em 1944,  Isaias juntou a Lelé e a Jair na Seleção Brasileira que goleou o Uruguai (14.05.1944), em São Januário,  6x1, deixando seu gol –  Lima (2), Tesourinha, Rui e Lélé marcaram os outros. Oberdan, Piolim e Beglionini; Zézé Procópio, Rui e Noronha; Tesourinha, Lélé, Isaias, Jair e Lima foi o time. Houve um outro jogo, no Pacaembu, em São Paulo, com nova goleada brasileira, por 4x0 (17.05.1944), tendo Isaias, nestas partida, sido  substituído por Heleno de Freitas – Jair (3) e Heleno amaráramos tentos. Foram só naquelas duas ocasiões que ao trio defendeu o Brasil.
Isaías atuou durante quatro anos ao lado de Lelé e de Jair. Em 1947, o Vasco preparava-se para reinaugurar o estádio do Olaria, na Rua Bariri. Na véspera da partida – contra o Fluminense –, em 6 de abril, os colegas receberam a notícia de que Isaías sucumbira à tuberculose, o grande mal da época. 
GENEALOGIA - Isaías, no entanto, teria um bisneto também campeão pelo Vasco, o meia Léo Lima, assim como ele, buscado no Madureira, em 1999, quando sagrou-se campeão sul-americano e mundial Sub-17, pela Seleção Brasileira. Coincidentemente, o sucessor fez sucesso, também, ao lado de um outro colega surgido no “Madura”, o atacante Sousa. Promovido, em 2001, ao time A, naquele ano, Léo foi campeão sul-americano sub-20. Em 2003, campeão da Taça Rio e estadual-RJ. Na final, contra o Fluminense, fez um cruzamento, de letra, da esquerda, para Souza marcar o segundo tento vascaíno. Com o sucesso na Colina, em 2004, foi negociado com o CSKA Moscou. Depois de rodar por vários clubes, em 29ª de dezembro de 2008, voltou ao Vasco, para ficar só até 20 de julho de 2009, quando foi defender o Goiás. E assim se conta a história ido sangue de Isaías na Colina.

CASAMENTO DE VASCAÍNOS - NIVALDO

Era 2 de junho de 1960. No dia, o destino fez o “médio”vascaíno Nivaldo Homero de Lima Peixoto pintar, exatamente, por onde estava Sueli Cabral Ferreira.
 Acostumado a olhar a bola com olhar de fogo, quando explodia autênticas bombas nas caras dos goleiros, e virava um (hoje) volante-artilheiro, o carinha, daquela vez, foi quem caiu na rede. Com a mesma decisão com que batia faltas, ele não demorou a chegar para os pais da moça e pedi-la em casamento. Mais um pouquinho e já estava caminhando para o pé do altar da igreja do Sagrado Coração de Maria – às 18h de 26 de março de 1962, no Rio de Janeiro.
Nivaldo e Sueli convidaram, para padrinhos, o casal Nélson Vargas/Isa Ferreira (religioso) e Nélson Ferreira/Amélia Cabral Ferreira (civil).
Após o enlace, Nivaldo disse à "Revista do Esporte", que fez as fotos que você vê, que o casamento era mais uma razão para ele se empenhar, cada vez mais, pela vaga de titular no meio-de-campo do time do técnico Jorge Vieira.
Naquela temporada de 1962, Nivaldo disputava a posição com o gaúcho Laerte, titular durante as primeiras rodadas do Campeonato Carioca. Mas ganhou a vaga na vitória sobre o Bangu (1 x 0), em 21 de julho, e manteve-se dono do posto até setembro, quando Maranhão passou a fazer um famoso meio-de-campo, com Lorico.
Em 4 de agosto, Nivaldo esteve no time que venceu mais uma partida contra Mané Garrincha (1 x 0), formando nesta escalação: Humberto, Joel, Brito, Barbosinha e Dario; Nivaldo e Lorico; Sabará, Vevé, Saulzinho e Tiriça.


CASAMENTO DE VASCAÍNOS - BRITO


Era 28 de dezembro de 1963. Os convidados já estavam preocupados. O que teria ocorrido? O noivo desistira do casório? Há 45 minutos, o frei Afonso Ninkel já deveria ter iniciado a cerimônia, na igreja de Nossa Senhora da Ajuda, na Ilha do Governador . Por sinal, pequena para acomodar tantos amigos e fãs do nubente.
Nada de desistir, vascaíno!. O zagueirão Hércules Brito Ruas só estava atrasado, por ter ido confessar-se, em cima da hora, e porque o seu alfaiate atrasara-se na entrega do terno. Era 19h15, quando a noiva Sueli Cardoso dos Santos caminhou para o altar, ao som da “Aleluia”, cantada por Madalena dos Milagres Reis, que fez as suas emocionadas irmãs primas derramarem lágrimas. Naquele instante, ela estava nervosa, ao contrário do noivo, eu não deixava o espírito de fazer pilhérias, caçoadas, com os amigos.
A noiva trajou-se de tafetá e seda pura, com adornos pretos, em paetê, sobre o colo e a aba do vestido, confeccionado pela tia Alaíde
Rosa de Freitas. A cauda, partindo dos ombros, tinha oito metros. Embora a costureira não tenha cobrado nada, a noiva gastou Cr$ 120 mil cruzeiros com a preparação, incluindo sapatos do mesmo tecido do vestido. De sua parte, Brito usou um terno de tropical inglês, tecido comprado, por U$ 15 dólares, durante uma excursão do Vasco à África. O alfaiate Correia cobrou Cr$ 25 cruzeiros pela confecção.
Brito e Sueli se conheceram oito anos antes, na praia do Galeão. Após o terceiro encontro, o zagueiro foi falar com os pais da moça. Ficaram noivos em 18 de setembro de 1961, quando ele estava com 23 e ela com 18 anos de idade. Passaram a residir no apartamento do atleta, à Praça do Carmo, no Rio de Janeiro.
Leia sobre outros casamentos de vascainos nas datas 19
 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

CASAMENTO DE VASCAINO COM FLAMENGUISTA

Vasco e Flamengo podem ser clubes rivais. Mas seus atletas nem tanto. Como demonstraram o saltador cruzmaltino Antônio Fernando de Almeida Resende e fera do atletismo rubro-negro Érica Lopes. A partir de 18h de 27 de novembro de.. , na igreja de Nossa Senhora da Conceição, na carioquíssima praia de Botafogo, eles reuniram amigos dos dois lados e trocaram aliança.
A velocista Érica usou vestido de seda pura branca, bordado com paetês azuis, rosas, amarelos e brancos. Barra as saia toda circulada por pérolas. Um modelo evasê com cauda enorme. Guardas de honras todas no azul, bem como à gatinha que levou as alianças ao altar.
Radamés Latari/Maril e Osvaldo Aranha Filho/Julieta apadrinharam a noiva, pelo lado rubro-negro. De sua parte, Antônio Fernando teve isso a cargo de Sidnei Bennet/Maria de Lourdes e do cunhado Luís Carlosa/esposa. A recepção foi na sede do flamengo, com a presença de vários desportistas, atletas e dirigentes. Em seguida, Antônio e Érica viajaram para a lua-de-mel em Correias. Os dois começaram a namorar dentro das pistas de atletismo. E foram morar em um apartamento na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo.
Veja nas datas 19 e 27 de fevereiro, 28 de maio, e 1º de agosto deste 2013 como foram os casamentos de Da Silva, de Brito, de Nivaldo e de Paulinho de Almeida. (fotos reproduzidas da Revista do Esporte)


Estou em dúvida se (o goleador)Renaldo passou pelo Vasco”. Jordino da Silva, de Guará-1-DF
O baiano Renaldo, revelado pelo Clube de Regatas Guará, "O Lobo da Colina", de sua cidade, passou por longe de São Januário, Antônio! Artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1996, com 16 gols – empatado com o gremista Paulo Nunes –, ele defendia o Atlético-MG, chegou à Seleção Brasileira e foi para o espanhol La Coruña, com tanto sucesso. Defendeu, ainda, Atlético-PR, América, Palmeiras, Coritiba, Náutico-PE, Las Palmas, Extremadura e Leida, todos espanhóis, Vila Velhense-ES, Ceilândia, Capital e Dom Pedro, os três do DF, Democrata de Sete Lagoas e Itaúna, ambos de Minas Gerais. Ele jura ter marcado 472 gols na carreira e 30 no Campeonato Brasileiro. Portanto,nenhum na conta do Vasco.

CASAMENTO DE VASCAÍNOS - BELLINI

Deveria ter sido em  22 de dezembro de 1962. Não deu! No entanto, depois de dois adiantamentos, em 30 de janeiro de 1963, o zagueiro (cruzmaltino entre 1952 e 1961) Hideraldo Luís Bellini e Giselda Rodrigues de Oliveira compareceram a um local inusitado e casarem-se na capela da usina de Nossa Senhora Aparecida, em Itapira,  no interior paulista. Se bem que o pai da noiva, Antônio Rodrigues de Oliveira, era usineiro.
Foi  o casamento mais noticiado da paróquia, conforme noticiou a “Revista do Esporte” Nº 207, de 23 de fevereiro de 1963. Conta o texto (acompanhado por sete fotos, em duas páginas) que, entre fotógrafos e cinegrafistas, havia uns 200 profissionais cobrindo o evento. Sem falar do grande número de curiosos e de convidados.
O noivo, anotou o repórter, “subiu ao altar muito sério”, trajando paletó escuro e calça listrada. A noiva “estava belíssima, no seu moderno e arrojado vestido (branco) que recebeu os maiores elogios”. Sorriu o tempo todo, embora demonstrando “ligeiro embaraço” diante da multidão.
No instante do “sim” – está, também, na RE 207–, Bellini “portou-se com descrição”, enquanto Giselda “mostrou-se mais alegre (e nervosa) do que nunca. Os padrinhos do casal, no religioso, foram o presidente do São Paulo Futebol Clube (e então vice-governador paulista), Laudo Natel/esposa, e o igualmente dirigente do tricolor paulistano, Manuel Raimundo Pais de Almeida/senhora. A lua-de-mel foi em São Paulo, porque o atleta tinha compromissos (nos gramados) que lhe impediam de ir mais longe.
 Embora já tivesse deixado São Januário, quando casou-se, Bellini sempre será visto como uma cruzmaltino. Foi com a camisa do Vasco que ele consagrou-se e chegou à Seleção Brasileira, para ser o capitão e erguer a Taça Jules Rimet, em 1958, na Suécia. Além do mais, é o décimo atleta que mais defendeu a "Turma da Colina", com 430 atuações – fica atrás de Roberto Dinamite (1.110 jogos), Carlos Germano (632), Sabará (576), Alcir Portela (511), Barbosa (485), Mazaropi (477), Pinga (466), Coronel (449) e de Paulinho de Almeida (436).

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

CASAMENTO DE VASCAÍNO - ADEMIR

Celeste Augusta Rodrigues Menezes não gostava de futebol. Mas a sua irmã Alci estava a fim de entender do riscado. Em um domingo, ela encheu o seu saco da maninha, para acompanhá-la até o Maracanã, onde o seu namorado, o “xerifão” vascaíno Rafagnelli, estaria jogando, contra o Botafogo. Celeste fez de tudo para não ir, mas não escapou.
 Chegando ao estádio, quando rolava a preliminar dos aspirantes, já não havia mais cadeiras disponíveis. Ao ver aquela mocinha em pé, desolada, um cavalheiro ofereceu-lhe o assento. Falaram-se e ele contou-lhe da sua graça, dizendo-se chamar Ademir Marques de Menezes. Quem? Celeste não tinha a mínima ideia de quem seria. E muito menos de que a maioria de todo aquele povão estaria ali por causa dele. Sem falar que achou o seu queixo muito esquisito.
Pouco depois, despediram-se. Quando o jogo principal rolou, Celeste viu um sujeito fazendo misérias com a bola. Não era aquele rapaz que, há pouco, lhe oferecera a sua cadeira? Pois era!
LENDAS: 1 - Ademir, ao marcar o único gol da partida, correra pra diante do setor das cadeiras de pista, acenando e oferecendo o tento a Celeste, que gostara da homenagem; 2 - Rafagnelli saíra de campo contundido, e a sua namorada fora ao vestiário do Vasco, visitá-lo, levando Celeste, que ali conhecera Ademir. Depois do jogo, o “Queixada” conseguira, com Rafagnelli, o telefone da moça, um brotinho de, apenas, 16 anos e que trabalhava como datilógrafa. Falaram-se à noite e marcaram um  encontro.
Tempos de noivado
DETALHE: em 1945, o Vasco não venceu o Botafogo, por 1 x 0, com gol de Ademir, mas de Djalma. Por aquele tempo, era pouco provável que os cartolas ou o treinador vascaíno, o uruguaio Ondino Vieira, permitissem a entrada de duas mocinhas em um vestiário machista.
 Lendas à parte, o certo foi que o namoro evoluiu para noivado e troca de alianças, na igreja da Candelária, em 23 de abril de 1948. Acostumado a marcar gols – até aquela data, já contabilizava 85, como profissional –, quando adentrava ao templo, rumo ao altar, o artilheiro ouviu os presentes gritarem: “Gol! Gol de Ademir!” Torcida que ele nem convidara: “Foi uma dificuldade chegar ao altar. A cerimônia esteve interrompida, por várias vezes”, o que fez o vigário jurar que, a partir daquele dia, naquela paróquia, só casariam reservas de Bonsucesso, Olaria, Madureira e São Cristóvão. E olhe lá! “Quase não recebi cumprimentos”, contou Ademir à revista “O Cruzeiro”, sobre a confusão.
Mais do que amarradão, Ademir passou as primeiras 24 horas do seu novo estado civil, no Hotel Serrador. No dia seguinte, o casal viajou à mineira Cambuquira, onde um cinegrafista indiscreto não lhes dava sossego. O que já o fizera, dentro da Candelária, o fotógrafo da revista “Vida do Crack”, que flagrou esta imagem dos noivos genuflexos.

 

A 'COMPARSA' DO "MATADOR" ADEMIR

Celeste jogava com Ademir, se estressava a cada lance não finalizado bem pelo artilheiro cruzmaltino 
De “nada sacadora” de futebol a “expert” no assunto, foi um pulo. Celeste Augusta tornou-se tão entendida de bola rolando quanto o treinador do time do Vasco. Muitas vezes, se o placar era inimigo dos cruzmaltinos, ela atribuía tudo ao sistema tático E como se estressava a cada partida. Para a edição de 21 de março de 1953, de “O Cruzeiro”, o fotógrafo Luiz Carlos Barreto flagrou-a em 11 instantes de frenética torcida pelo marido Ademir Marques de Menezes.
De acordo com o repórter Davi  Nasser, da mesma revista citada acima”, nem só de torcida forte e muita corrente positiva vivia a torcedora Celeste. Até fazia uma “inconfidência”: se alguns santos fossem mortais, certamente, pela ótica dela, certamente, seriam vascaínos. Caso de Santo Antônio, por sinal, uma divindade portuguesa. Nas vésperas de jogos da “Turma da Colina”, Celeste visitava o mosteiro do santo e acendia duas velas, uma pela vitória e a outra pelas canelas de Ademir.
Amigo intimo do casal, David Nasser  escreveu que Ademir e Celeste levavam uma vida calma, feliz e metódica. Mas, se dependesse dela, ele já teria deixado o futebol desde 1951. E fuxicava que alguns “medalhões” vascaínos eram contra os maridos levarem suas esposas a excursões, o que Ademir gostava de fazer, por acharem que idas a piqueniques e a muitos passeios representavam um desperdício de energia para o time. “Celeste é uma boa companheira. Detesta concentrações, mas é compreensiva”, contou o repórter.
O fotógrafo Luiz Carlos Barreto, da revista "O Cruzeiro", captou estas imagens do desespero de Celeste

 

    

 

CASAMENTO DE VASCAÍNOS - PAULINHO

Paulinho de Almeida foi atleta e treinador do Vasco da Gama. Era grande marcador. Tanto que chegou à a Seleção Brasileira. E quem lhe marcou em cima, forte, chegando junto, foi a bela Vitória Regina, a Vicky. Sujeito de bico doce, o glorioso "SuperSuperPaulinho" divisou a "chinoca" (como falavam em seu Rio Grande do Sul)  adentrando a área de uma sorveteria de Copacabana. Em cima do lance, começou a marcá-la. E insistiu tanto na jogada, até desarmá-la. Com abola dominada, chegou, com ela, evidentemente, até o pé do altar da igreja de Santa Margarida. Mas nem tudo foram flores nesse lance. Paulinho teve uma lua-de-mel super-rápida, pois o Flamengo estava lá na esquina, esperando-o, para a decisão do "SuperSuper" Campeonato Carioca de 1958. E ao jeito foi ele voltar e faturar mais uma. Conquista, é claro! (página reproduzida de "Manchete Esportiva").
Veja nas datas 19 e 27 de fevereiro, 28 de maio, e 17 de julho deste 2013 como foram os casamentos de Da Silva, de Brito, de Nivaldo e de Ita 



                          

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL, GALERA CRUZMALTINA!

   IMAGEM REPRODUZIDA DE WWW.CRVASCODAGAMA.COM.BR

CASAMENTO DE ITA & VALDA


Dono da camisa 1 de um dos maiores times do Brasil, cercado por muitos amigos e colegas de trabalho (todos os que, em férias, ainda não haviam viajado), e unindo-se a uma rainha. Poderia haver homem mais feliz no planeta, naquele 17 de dezembro de 1962, do que o goleiro vascaíno Ita? Sujeito de sorte, o mineiro José Augusto ..
O relógio do Frei Enrique marcava 18h30, quando começou a celebração, na matriz de São Januário e Santo Agostinho, do casamento de Ita, com Valda Vieira Dias. Elegantíssimo, ele usava um terno preto, de tropical inglês, comprado durante uma excursão do Vasco ao continente africano, e que custou-lhe Cr$ 30 mil cruzeiros pela confecção. Completava o visual com camisa e gravata branca, e meias e sapatos pretos. Apadrinhando-lhe, Maria e Giacomo Spínola, mãe e filho.
De sua parte, Valda mostrava-se deslumbrante, usando penteado Farah Diba (armado pela cabelereira Nanci Medina) e dentro de um vestido cristalizado em 20 metros, com frisos prateados e uma pequena nuance de “plissé soleil”, nos ombros e no colo. As mangas tinham o estilo sino e a cauda media três metros de comprimento. Ela, que já era uma rainha – do Carnaval-RJ de 1962 – gastara Cr$ 150 mil cruzeiros para ficar uma fada. Naquele vestido, confeccionado pela prima Olga Ribeiro Dias, a também nadadora Valda encantou as mocinhas casadouras que disputaram as lindas flores do o seu buquê, em forma de ferradura. E encheu de satisfação os padrinhos Alfredo e Maria da Silva Alavarenga.
A recepção aos convidados foi no Magnatas Futebol de Salão, clube defendido por Valda e pelo qual tornou-se rainha da maior festa popular carioca (e do país). Após o brinde aos noivos, rolou uma animada noite dançante. Enquanto isso, os nubentes já pensavam na lua-de-mel, que incluiria as cidades mineiras de São Lourenço, Três Corações e Alfenas, e também a metrópole São Paulo. Na volta, iriam residir à Rua Marquês de Abrantes, em Botafogo, em apartamento próprio, de dois quartos, sala de visitas, cozinha e outras dependências, cuja arrumação custara Cr$ 1,5 milhão de cruzeiros.
Ita e Valda se cruzaram, dois anos e meio antes de se casarem, após um treino do time vascaíno, em São Januário. O goleiro foi assistir ao treino dos nadadores, cruzou olhares com a campeã de nado golfinho e, no dia seguinte, eles já estavam conversando, em frente à igreja de Nossa Senhora das Vitórias, dentro da sede do clube. Começaram a namorar e, um mês depois, Ita foi apresentado aos pais da moça. No dia 10 de junho de 1962, ficaram noivos e marcaram o casamento, que se deu com ele, aos 25, e ela, aos 19 anos de idade. (Foto reproduzida da Revista do Esporte)

 HERDEIRA - Filha de peixe da Colina, peixinha é! Caso de Carla Valéria da Silva, rebento da dupla Ita e Valda, dois ex-atletas cuzmaltinos da década-1960. Representante da torcida “Vaskilha”, a moreníssima e carioquíssima Carla foi eleita Rainha das Torcidas do Vasco, em 1983, durante concurso promovido na sede do Calabouço, como mostra a foto, publicada pela Revista do Vasco Nº 8.
Beleza morena carioca coroada
Ita e Valda
O pai de Carla, o goleiro Ita, era titular no time campeão do Torneio Pentagonal do México, em janeiro de 1963. Atuou tão bem que o América local chegou a oferecer US$ 30 mil dólares para ficar com ele. Uma fortuna, na época, recusada pelo Vasco.
De sua parte, Valda era nadadora vascaína quando conheceu o arqueiro. Tinha uma beleza estonteante. Tanto que foi eleita Rainha do Carnaval Carioca. Então Valéria herdou os predicados da mãe. Para a glória da torcida cruzmaltina.
Vá ao arquivo do blog e veja na data 17 de julho de 2013 como foi o casamento de Ita e Valda, que gerou a bela Valéria.

Daughter of fish hill, peixinha is! If Carla Valeria Silva, scion of double Ita and Valda two cuzmaltinos former athletes of the decade-1960. Representative of the crowd "Vaskilha" the moreníssima and carioquíssima Carla was elected Queen of Twisted Vasco in 1983, during competition held at the headquarters of the Dungeon, as shown in the photo, published in the Journal of Vasco Nº 8.
Carla's father, goalkeeper Ita, he held the championship team Pentagonal Tournament of Mexico, in january 1963. Worked so well that the place came to América to offer $ 30,000 U.S. dollars to stay with him. A fortune at the time, refused by Vasco.
For his part, Valda was Vasco swimmer when she met the archer. Had a stunning beauty. Both she was elected Queen of the Rio Carnival. Valeria predicates inherited from mother. To the glory of cruzmaltina crowd.
Go to the blog archive and see the date july 17, 2013 as was the marriage of Ita and Valda, who begat beautiful Valeria.
    



  
   


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

CASAMENTO DE VASCAÍNOS - CÉLIO


O ofício de fazer gols para o Vasco dificultou o casamento de Célio. Por duas vezes, teve de adiar a sua troca de alianças. Só mesmo uma contusão facilitou-lhe levar Ilda ao altar da matriz do Embaré, em Santos. Aconteceu a partir das 17h de 25 de setembro de 1963, durante uma terça-feira. Antes, às 10h30, horas, os dois haviam se casado, civilmente, na pretoria santista.
 Foi o grande o número de presentes, na maioria sendo amigos do casal. Entre a turma do futebol, compareceu o atacante corintiano Marcos, que fora colega de Célio no time do time do Jabaquara (de Santos e de onde Célio saíra para o Vasco da Gama) e o presidente Rubens Cid Peres, levando toda a sua rapaziada. Enquanto isso, a “Turma da Colina” foi representada pelo fotógrafo Homero, pois, enquanto Célio casava-se, o time ia a campo vencer o São Cristóvão, por 1 x 0, pelo Campeonato Carioca. 
   Célio entrou na igreja ás 16h45, apadrinhado por Júlio Anleto Bitencourt/senhora e Casemiro Casado/senhora. Ilda, às 16h50, conduzida pelos padrinhos, Adelino Guassaloca/esposa e Roberto Franjeto/esposa, ao som da “Marcha Nupcial”, de Mendelson (?). Ela usava vestido de gorgorão de seda branca, com uma estola de “gripee” caindo sobre os ombros. A grinalda tinha incrustações de rosas e flores de laranjeira. O véu era de tule francês, medindo 1m50cm, confeccionado por Esmeralda Mauri, prima da noiva. Custou Cr$ 100 mil cruzeiros. De sua parte, o noivo trajava terno de casemira preto, que custara Cr$ 90 mil. Os sapatos eram do mesmo tom, mas meias, camisa e gravata no branco.
 Célio e Ilda conheceram-se quando ele era atleta do Jabaquara. Como ela trabalhava na Secretaria do clube, ele sempre dava um jeitinho de aparecer por lá, encantado que estava com a graça e a beleza da moça. Pelo Natal de 1961, ela precisava da ajuda de alguém para fazer compras. Foi o lance perfeito para Célio marcar um gol. Ofereceu-se  para ajudar e, depois das compras, foi ao ataque. Marcou o primeiro encontro para o começo de namoro.
 De início, Dona Ilda, xará da filha, ao saber do namoro, entrou de sola no lance. Mas, depois de conhecer o futuro genro, deixou o jogo correr. Então, ficaram noivos, em junho de 1962,                  
   Ilda Maria Jean Júlio Taveira, seu nome de casada, tinha 20 anos, ao casar-se com Célio Taveira Filho, de 23. Passaram a lua-de-mel entre a mineira Poços de Caldas, São Paulo e Santos, e passaram a residir na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.   
GOELADOR - Célio marcou 100 gols anotadaos pelos pesquisadores, enquanto defendeu o Vasco, entre 1963 e 1966. Em seguida, foi para o uruguaio Nacional, de Montevidéu, onde tornou-se ídolo, também, e o quarto atleta brasileiro que mais gols marcou nas disputas da Taça Libertadores, com a camisa daquele clube. Antes de encerrar a carreira, ele ainda passou pelo Corinthians e o Comercial, de Campo Grande-MS.
Colega de Pelé durante o serviço militar, em 1959, em Santos, atuou ao lado do "Rei do Futebol", pela Seleção Brasileira, em um amistoso, no Maracanã, contra a então Alemanha Ocidental, em 1965. Naquele dia, as catracas do estádio registraram o recorde de renda do futebol brasileiro da época: Cr$ 223 milhões, 938 mil, 360 centavos. O seu casamento com Ilda rendeu os filhos Flávia, arquiteta, residente em João Pessoa, na Paraíba. Flávia, jornalista da TV Record de Brasília e Marcelo, também residente na Paraíba. (foto reproduzidas da Revista do Esporte).

 

domingo, 22 de dezembro de 2013

FERAS DA COLINA - DURVALINO

 No começo da temporada-1963, ele planejava tentar a sorte não futebol carioca. De preferência, no Vasco da Gama. Por sinal, já havia defendido um time de garotos com este nome, em sua cidade interiorana do Nordeste. Enquanto sonhava com a Cruz de Ordem de Cristo no peito, recebeu a proposta do empresário Manu, exatamente, para fazer um teste em São Januário. Não poderia ser verdade! Fez o sinal da cruz e foi à igreja do Senhor do Bonfim pedir uma forcinha.
Dias depois, o carinha, que já defendera, também, nos tempos de garoto, um timinho de sua terra, com o nome de Flamengo, o maior rival do Vasco, estava na porta da casa deste, o original. Era uma manhã de sol morno e as portas à sua frente estavam escancaradas à sua espera. Daquela vez, não fo diante da imagem do Senhor do Bonfim, mas do busto do Almirante Vasco da Gama, que ele fez o sinal da cruz. E foi entrando, pisando, primeiramente, forte, com o pé direito.
Evidentemente, um sujeito desse só pode ser um baiano, não é mesmo? Pois acertou quem pensou no sim. Durvalino Rosa Damascena era o visitante, que chegava, tendo um mês de pazo, para convencer ao treinador Jorge Vieira que sabia tratar direitinho a“Maricota”.
SANTO AJUDOU - Prazo vencido, Durvalino estava aprovado. O Vaco pagou Cr$ 1 milhão de antigos cruzeiros, ao Vitória, pelo seu atestado liberatórioa, e deu-lhe casa, comida e alimentação, além de Cr$ 150 mil cruzeiros, de luvas (antiga forma de pegar uma graninha por fora, e Cr$ 80 mil mensais. Só pôde atender ao seu maior sonho de garoto: fazê-lo jogar ao lado de Almir Albuquerque, de Ademir Menezes e de Pelé – o primeiro andava pelo futebol paulsita (?); o segundo encerrado a carreira, há sete temporadas, e, do último, o Santos não se desfazeria nem por todo dinheiro do mundo.

Nascido na baiana Itapetinga, em 9 de junho de 1941, Durvalino era tão louco por futebol, ao ponto de abandonar os estudos no curso primário para, somente, rolar a bola. E de nada adiantavam as surras dadas por Seu Crispim e de Dona Josina, seus pais. Se a professora bobeasse, ele fugia para jogar bola na Rua Potiguara. O jeito foi os “velhos” entenderem que o futuro dele estava mesmo era nos pés, que calçaram chuteira, pela primeira vez, quando ele tinha 13 anos, quando fazia, em media, dois gols por partida dos juvenis do Flamengo, quase sempre, recebendo precisos lançamentos do médio-volante (atual terceiro volante) Íris, que seria futuramente, seu adversário, defendendo o Fluminense. Antes, porém, trabalharam juntos em uma farmácia da cidade e jogaram, tambémjuntos, pelo time do Colo-Colo, de Ilhéus, um dos mais famosos do futebol do interior baiano.
A próxima parada de Durvalino foi o Vitória, um dos grandes do futebol da Boa Terra. Chegou emplacando. Foi o artilheiro do primeiro turno do Campeonato Baiano de 1962, com sete gols. Sentiu que poderia chegar ao time do seu coração, o Vasco. E chegou!(atletismo). 

sábado, 21 de dezembro de 2013

A GRAÇA DA COLINA - 'PORTUGA' MALA

A extinta revista “Esporte Ilustrado”, em seu número 977, que circulou em 27 de dezembro de 1956, preparou uma boa caçoada (lembram-se desse termo antigo?), com as torcidas rivais do glorioso Club de Vasco da Gama. À página 11, o chargista caprichou na imaginação, colocando o portuga bigodudo carregando aquela “loiraça gostozérrima”, como troféu do campeão. Atrás, rubro-negros e demais patota passada pra trás com água na boca. O “Gigante da Colina” foi o garanhão do Estadual de 1956, encerrando entressafra de quatro anos, com troca de gerações.
Naquela temporada, o Vasco deixou toda a galera comendo poeira, com 16 vitórias, quatro empates e apenas duas escorregadas. Mandou 58 bolas no barbante e deixou passar 17. Seu principal "matador" foi o meia Walter Marciano, com 14 pipocas no balaio da concorrência.
 Quanto à obra de arte, ainda que o “Kike” exagere – e esta é mais do que uma obrigação de um blog cruzmaltino –, pena que o chargista não tenha assinado a sua criação. No entanto, como a edição traz gráficos de gols, de autoria de William Guimarães, imaginemos que ele possa ter sido o “vascainudo”, pelo menos naquele momento, da charge "100Sacional

 

 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

FERAS DAS COLINA - ZÉ MÁRIO

Quando foi treinador do Gama, ao final da década-1980 (?), o ex-lateral-direito vascaíno Orlando Pereira, o “Lelé”, contava que, durante os jogos, só faltava sair na porrada com o cabeça-de-área Zé Mario, que tinha o apelido de “Pinóquio”. Mas fazia questão de dizer: “Eu era o chato dos chatos. Se precisasse de um cara chato, eu não servia. Era muito mais chato. Enchia o saco do Zé, que apoiava e ajudava a cobrir a defesa. Como eu gostava muito de subir ao ataque, sobrava pra ele, que  superava tudo depois da partida. Eu lhe pedia desculpas, ele aceitava e trocávamos um abraço de colegas que faziam de tudo pela vitória”.
Certa vez (aguardem entrevista), Zé Mario veio a Brasília, para um amistoso, com o Taguatinga. Na ocasião, disse que o Vasco foi o clube que teve mais a ver com ele. Foram quatro temporadas cruzmaltinas, após ter passado pelos grandes rivais Flamengo (1971/1974) e Fluminense (1975/1976).
Em São Januário, Zé Mário foi, por duas vezes, ganhador da Taça Guanabara, campeão carioca-1977 e vice-campeão brasileiro-1979. Saiu para encerrar a carreira defendendo a Portuguesa de Desportos, entre 1980 a 1982.
José Mário de Almeida Barros é carioca, nascido em 1° de fevereiro de 1949. A bola entrou em seu mundo quando ele tinha nove anos de idade. Jogava pelo time de futebol de salão do Magnatas, do bairro do Rocha. Depois, passou pelo Vila Isabel. Próximo passo? Testes e aprovação no futebol do Bonsucesso. Mas demorou pouco. Ganhou passe livre e se mandou para o Fla.
A carreira de treinador começou em 1982, pelo Botafogo. Passou por Goiás, Internacional-RS e rodou pelo futebol árabe e japonês. Como técnico, ainda não teve a oportunidade de voltar ao Vasco, como já o fizeram Carlos Alberto Zanata e Tita, outros ex-flamenguistas que ganharam títulos na Colina. (FOTO REPRODUZIDA DE ÁLBUM DE FIGURINHAS)     

 


    


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

ANIVERSARIANTE –- RUSSINHO

Moacyr Siqueira de Queirós era um "Demônio Louro" na área do adversário. Apelido em cima para aquele carioca que viveu entre 18.12.1902 a 08.04.1992. “Rápido no gatilho” e intimo da bola, ele “vascaínou” entre 1924 e 1934, escrevendo no caderninho que carregou os canecos cariocas de 1924/29/34.
Russinho foi parar em São Januário quando tinha 20 anos e vestia a jaqueta do Andaraí. Na final do Carioca de 1929, mostrou que era um terror. Encaçapou três dos cinco gols do Vasco sobre o América, que era o grande adversário da rapaziada na década de 1920. Contra o Flamengo, que seria, depois, o maior rival dos vascaínos, deixou 14 pipocas na chapa rubro-negra, em 17 pegas. Por sinal, quatro delas pipocaram no massacre de 26 de abril de 1931: 7 x 0, a maior goleada cruzmaltina do confronto.

Além de vascaíno, Russinho foi da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de1930, no Uruguai, quando o Brasil venceu um e perdeu o outro jogo, sendo eliminado na frase inicial. Mas seu grande lance do ano foi ser eleito o melhor futebolista do Rio de Janeiro, em concurso promovido pela fábrica de cigarros “Veado”. Fez o compositor Noel Rosa citá-lo na letra de “Quem dá mais”, em alusão ao seu prêmio, um carro da Chrysler.
Russinho está na história da Colina, também, como o primeiro artilheiro cruzmaltino nos estaduais cariocas, com 23 gols, em 1929, e 17, em 1931. No total, fez 225 tentos, sendo o quinto “matador” da Colina. (foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br). Agradecimento.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

FERAS DA COLLINA - LATERAL FIDÉLIS

Paulista, nascido em 13 de março de 1944, em São José dos Campos, o lateral direito Fidélis, campeão carioca, em 1970, e brasileiro, em 1974, foi o melhor de sua posição, por quatro anos seguidos, no futebol carioca. Durante a campanha que quebrou um tabu de 12 anos sem títulos estaduais em São Januário, ele atuou em 18a partidas.
Campeão carioca, também, pelo Bangu, em 1966, e tri brasileiro  amador-1962/63/64, pelo selecionado carioca, o primeiro clube de Fidélis  foi o Johnson&Johnsona, de sua terra. Subindo, sempre, José Maria Fidélis dos Santos, disputou a Copa do Mundo-1966, na Inglaterra.
 O radialista Deni Menezes lembra que o antigo vascaíno protagonizou uma grande história, em 19 de novembro de1969. "Ficou fazendo buracos na marca do pênalti, para Pelé não marcar o 1.000 gol em cima do Vasco", o que está gravado na fita da narração de Waldir Amaral, pela Rádio Globo. Mas não adiantou para o “Touro Sentado”, que tinha este apelido devido à semelhança física com o líder indígena americano, de 1830.
Veloz e duro na queda, Fidélis surgiu, aos 13 anos, nas peladas de São José dos Campos onde, em 1957. Foi o tenente Cavalcanti, da Base Aérea local, quem o levou para o Bangu. Estreou como profissional em 1961, aos 17 anos, e foi “Mulatinho Rosado de Moça Bonita” até o Mundial da Inglaterra. Na volta, desembarcou em São Januário, onde ficou por sete temporadas. Fidélis disputou oito jogos pela seleção canarinho, ao lado de Pelé. Além do Vasco, teve uma passagem rápida pelo América-RJ.