Vasco

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segunda-feira, 31 de março de 2014

FERAS DAS COLINA - ALFREDO 'SEGUNDO'

A revista “Esporte Ilustrado” Nº 627, de 13 de abril de 1950 publicou esta foto, considerando Alfredo II “Um milagre". Pelo texto de Charles Guimarães, disse tratar-se de "um homem dos sete instrumentos" e de "pau para toda obra”. Afinal, o carinha fora até goleiro, em 1939, diante da Portuguesa. "Alfredo sempre fez uso das armas do entusiasmo, para, com ele, levar a cabo a missão que lhe fora confiada, com o mais completo êxito. E graças, justamente, ao seu empenho, à sua dedicação, pôde ele nos vários anosde ininterrupta atividade laurear-se com a conquista de vários títulos expressivos, para os quais colaborou de maneira concreta”, escreveu.
Alfredo dava tudo por uma vitória do Vasco. As vezes, chegava a voar

Como a publicação é de abril de 1950, orepórter não poderia ter incluído na matérias dois títulos estaduais do atleta, os de 1950 e de 1952, quando era chamado, tambem, por Alfredinho, embora medisse 1m76cm de altura. Nascido em 01.01.1929, o carioca Alfredo dos Santos ajudou a “Turma da Colina “ a papar os títulos cariocas de 1945/47/49, dois deles invicto. Foi vascaíno até 1956. 
Alfredo surgiu jogando por um time amador chamado Costa Lobo, em 1935. Um ano depois, pintou no juvenil da Colina. Em 1944, estava na Seleção Brasileira, pela qual disputou seis jogos, e marcou um gol, este em Brasil 2 x 2 Suiça, em 28 de junho de 1950, pela Copa do Mundo – os outros foram: 17.05.1944 – Brasil 4 x 0 Uruguai;14.02.1945 – Brasil 1 x 3 Argentina; 21.02.1945 – Brasil 9 x 2 Equador; 03.05.1950 – Seleção Brasileira 6 x 4 Seleção Gaúcha; 11.06.1950 - Seleção Brasileira 4 x 3 Seleção Paulista de Novos.
Em 19 de dezembro de 1939, Alfredo viveu um dos grandes dias de sua carreira, quando o Vasco, treinado por Gentil Cardoso, goleou o bicampeão argentino Independiente, por 5 x 2, amistosamente, em uma terça-feira, em São Januário. Além disso,  Alfredo foi tetracampeão brasileiro pela Seleção Carioca. Fora dos gamados, integrou o Departamento Federal de Segurança Pública, a polícia especial da época.

 

domingo, 30 de março de 2014

VASCO DA GAMA 1 X 0 FLUMINENSE.


 Edmílson foi positivo. Marcou o seu 11º gol no campeonato
O "Time da Virada" virou mais uma. Desta vez, a vantagem que os tricolores tinham, do empate, em dois jogos, para decidirem o título estadual, com o Flamengo. Ontem, a turma venceu, por 1 x 0, após empatar, na noite de quinta-feira, por 1 x 1, com ambos os jogos no Maracanã.
 Edmílson foi o herói da partida, balançando o filó, aos 44 minutos do primeiro tempo. Ele recebeu um perfeito cruzmaltino, de Douglas, e usou a cuca (legal!), para dar a vitória à rapaziada.
Com este feito, a equipe do técnico Adílson Batista recuperou, em campo, o que as arbitragens prejudicaram  durante a Taça Guanabara. Nos jogos contra rubro-negros, não foi validado um gol vascaíno, com a bola batendo 33 centímetros dentro do gol, enquanto diante do Flu, no domingo passado, houve um tento da tricolada em impedimento.    
O atacante Everton Costa chegou e aprovou
O Fluminense começou a decisão como o mandante, mas o Vasco já havia mandado-lhe duas goleadas em tais circunstâncias: 6 x 1, pelo Torneio Rio-São Paulo-958, e 4 x 0, no Estadual-RJ de 2004.
HISTÓRICO DE DECISÕES ENTRE OS DOIS TIMES   
17.06.1993 -  O Vasco disputou o título estadual, com os tricolores, em três jogos. Venceu a primeira ( 2 x 0), escorregou na segunda (1 x 2),  e carregou o caneco (0 x 0), na terceira, com Bismrck perdendo um pênalti. Com aquilo,  encerrou ao tabu de não traçar o rival em finais.
15.05.1994 - Goleando, por 4 x 1, o Vasco conquistou a  Taça Guanabara e, depois, o tri estdual, com 2 x 0 e dois gols de Jardel. Dia de chegada do 20º caneco do RJ à Colina.
23.03.2003 - Neste clássico, o Vasco faturou o Estadual, com 2 x 1. Podia até perder por um gol de diferença, mas foi muito superior. Léo Lima abriu a conta e humilhou o rival, fazendo um cruzamento, de letra, para Cadu desviar e Souza faturar.
17.05.2006 -  O empate, por 1 x 1, levou o Vasco às semi-finais da Copa do Brasil-2006. A rapaziada venceu ao jogo de ida, por 1 x 0, com o capetinha Edílson no filó. No jogo de volta,  Valdiram abriu o marcador, para o Flu empatar, de pênalti. Aos 42 minutos, Edílson perdeu uma penalidade máxima.
                                      FICHA TÉCNICA DA PARTIDA DE HOJE
 
30.03.2014 (domingo) - Vasco 1 x 0 Fluminense. Semifinais do Estadual-RJ.Estádio: Maracanã. Juiz: Marcelo de Lima Henrique. Público: 15.925 presentes e 19.586 presentes. Renda: R$ 663,990,00. Gol: Edmílson, aos 44 min do 1º tempo. VASCO: VASCO: Martin Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo, Diego Renan (Marlon), Guiñazu, Pedro Ken, Douglas, Reginaldo (Fellipe Bastos), Everton Costa e Edmilson (Thalles). Técnico: Adilson Batista. FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Elivelton, Carlinhos, Valencia, Diguinho (Wagner), Rafinha (Biro-Biro), Conca, Walter (Rafael Sóbis e Fred. Técnico: Renato Gaúcho.
 

sábado, 29 de março de 2014

FERAS DA COLINA - BRITO

Certa vez, Nílton Santos, viu um zagueiro vascaíno anular o artilheiro botafoguense Quarentinha. Ao final do jogo, perguntou de quem se tratava. Lhe informaram que o garotão era o filho do seu amigo Leonídio Ruas, com quem jogara, nos tempos de amador, pelo Fleixeiras, da Ilha do Governador. Pois é! Do cara que vivia dizendo ter sido o verdadeiro inventor da bicicleta, a jogada atribuída a Leônidas da Silva. Nílton, a ‘Enciclopédia’, melhor lateral-esquerdo da história do futebol, viu ali o prenúncio de um grande zagueiro. E acertou!
Nascido em 9 de agosto de 1939, Brito ganhou o pré-nome de Hércules, porque o carpinteiro Leonídio surpreendera-se com a robusteza do menino, ao nascer, pesando 5 quilos. Sempre forte, Hércules Brito Ruas Brito foi eleito, durante a Copa do Mundo de 1970, no México, pela Organização Mundial de Saúde, o atleta de melhor preparado físico ddo p´laneta. Pesava 79 kg e tinha um batimento cardíaco de 44 pulsações por minuto. Fantástico! Tricampeão mundial, em gramados mexicanos, ele vestiu a camisa canarinha por 45 vezes, entre 1964 e 1972.
Brito chegou a São Januário, em 1955, como juvenil. Assistiu ao reinado de Bellini e até passou por um período de empréstimo, aos Internacionais, de Porto Alegre e de Santa Maria, em 1959. Voltou e ficou, de 1960 a 1969. Nesse período, como capitão do time vascaíno, levantou a primeira Taça Guanabara, e dividiu, com botafoguenses, corintianos e santistas, o título do Torneio Rio-São Paulo, de 1966, por falta de datas para a decisão, devido aos preparativos para a Copa do Mundo de 1965, na qual Brito também esteve. Torcedor do Vasco, Brito vibrou, no dia 2 de julho de 2007, quando soube que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, também vascaíno, havia sancionado o projeto de lei nº 5.052, que criava o “Dia do Vasco”, data comemorativa da fundação do clube que ele tanto defendera. (foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br) . Agradecimento

sexta-feira, 28 de março de 2014

VASCO DAS CAPAS - BRITO

Certa vez, Nílton Santos, viu um zagueiro vascaíno anular o artilheiro botafoguense Quarentinha. Ao final do jogo, perguntou de quem se tratava. Lhe informaram que o garotão era o filho do seu amigo Leonídio Ruas, com quem jogara, nos tempos de amador, pelo Fleixeiras, da Ilha do Governador. Pois é! Do cara que vivia dizendo ter sido o verdadeiro inventor da bicicleta, a jogada atribuída a Leônidas da Silva. Nílton, a ‘Enciclopédia’, melhor lateral-esquerdo da história do futebol, viu ali o prenúncio de um grande zagueiro. E acertou!

Nascido em 9 de agosto de 1939, Brito ganhou o pré-nome de Hércules, porque o carpinteiro Leonídio surpreendera-se com a robusteza do menino, ao nascer, pesando 5 quilos. Sempre forte, Hércules Brito Ruas Brito foi eleito, durante a Copa do Mundo de 1970, no México, pela Organização Mundial de Saúde, o atleta de melhor preparado físico ddo p´laneta. Pesava 79 kg e tinha um batimento cardíaco de 44 pulsações por minuto. Fantástico! Tricampeão mundial, em gramados mexicanos, ele vestiu a camisa canarinha por 45 vezes, entre 1964 e 1972.

 
Brito chegou a São Januário, em 1955, como juvenil. Assistiu ao reinado de Bellini e até passou por um período de empréstimo, aos Internacionais, de Porto Alegre e de Santa Maria, em 1959. Voltou e ficou, de 1960 a 1969. Nesse período, como capitão do time vascaíno, levantou a primeira Taça Guanabara, e dividiu, com botafoguenses, corintianos e santistas, o título do Torneio Rio-São Paulo, de 1966, por falta de datas para a decisão, devido aos preparativos para a Copa do Mundo de 1965, na qual Brito também esteve. Torcedor do Vasco, Brito vibrou, no dia 2 de julho de 2007, quando soube que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, também vascaíno, havia sancionado o projeto de lei nº 5.052, que criava o “Dia do Vasco”, data comemorativa da fundação do clube que ele tanto defendera. (foto reproduzida de www.crvascodagama.com.br) . Agradecimento.

 Brito dividiu, com o meia palmeirense, Ademir da Guia, a capa do Nº 2 da revista carioca “Futebol e outros Esportes”, lançada, em 1965, de olho na Copa do Mundo do ano seguinte, quando o torcedor só falava no tri da Seleção Brasileira. Como todo canarinho, o cruzmaltino, também, estava nessa. Tanto que, no alto da página 20 (total de 36), a publicação rasgava: BRITO acredita no Tri- em Londres”.
Acompanhado por três fotos, o texto (passava pela página 21), no entanto, fugia da manchete. Preferia fazer um histórico da carreira do capitão do Vasco, o qual defendia desde 1955, quando chegou, com 16 anos. A matéria falava, ainda, da estreia canarinha do atleta, durante a Taça das Nações, em 1964, da não convocação para uma excursão ao exterior, pouco depois, e que fora tornado capitão cruzmaltino pelo treinador Zezé Moreira. “Ser capitão de uma equipe é uma honra, porque demonstra o prestígio do jogador junto à direção técnica. Mas acontece que, em campo, não gosto de falar com meus companheiros. Fora das quatro linhas sou comunicativo e brincalhão, mas na hora do prélio procuro sempre desempenhar a mina missão”. Sou daqueles que gosta de jogar sério e calado”, declarou Brito na matéria que deixou o torcedor longe da chamada. Aliás, nascida para competir com a “Revista do Esporte”, a fraqueza de texto foi uma das causa da vida curta desta publicação.




 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 27 de março de 2014

VASCO DA GAMA 1 X 1 FLUMINENSE

Como o resultado do domingo passado se repetiu, o Vasco segue com a obrigção de ganhar o próximo jogo. Começará às 16 horas  do domingo que vem, no mesmo Marcanã das duas partidas anteriores. Hoje, o Vasco sofreu o primeiro gol, marcado por Fred, aos 10 minutos do segund tempo. O empate foi obtido por Thalles, aos 21.
                                                   CONFIRA A FICHA TÉCNICA
27.03.2014 (quinta-feira) - Vasco 1 x 1 Fluminense. Semifinais do Estadual-RJ. Estádio: Marcanã. Juiz: Wagner do Nascimento Magalhães. Renda: R$ 413.520,00. Público: 9.976 pagantes (12.715 presentes). GOLS: Fred, aos 10, e Thalles, 21 min do 2º tempo. Explsãso: Jean.
VASCO: Martin Silva; André Rocha (Fellipe Bastos) Luan, Rodrigo e Marlon (Diego Renan); Guiñazú, Pedro Ken e Douglas; Everton Costa, Reginaldo (ThallesT) e Edmilson: Técnico: Adilson Batista. FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno (Rafinha), Gum, Elivélton e Carlinhos; Valencia, Diguinho, Jean e Conca; Walter (Marcos Júnior)(Wágne) e Fred. Técnico: Renato Gaúcho.

quarta-feira, 26 de março de 2014

CORREIO DA COLINA - VASCOSELOS

 “Estou iniciando uma coleção de selos brasileiros. Gostria de saber se existe selos do Vasco da Gama?” Rubens Silveira, de Taguatinga-DF.
Sim, Rubens, existe. O mais valioso marca a conquista da Taça Libertadores, em 1998, quando o clube celebrava o seu centenário. Já é coisa rara, pois os vascaínos compraram todos, quando foram lançados. Dê uma consultada pela Internet, em sites de vendo. Pode ser que encontrealgum cruzmaltino desnaturado vendendo esta raridade.
O futebol, por sinal, Rubens, é um dos temas preferidos dos colecionadores brasileiros de selos.Normalmente, os enfoques são ligados às grandes conquistas, e datas importantes, de clubes, federações ou da Seleção Brasileira.Os primeiros saíram em 24 de junho de 1950, alusivos à quarta Copa do Mundo, que o país sediaria. Um deles trazia o globo terrestree atletas em ação; o segundo exibia o o Maracanã, que era chamado de (estádio) “Municipal”, enquanto o último tinha um jogador portanto a bandeira brasileira.
Em 1958, com a chegada do primeiro título braisleiro em um Mundial, novos selos foram lançados, bem como depois, pelas conquisatas do tri, do tetra e do penta. No meiodesse período, foram homenageados, também, os Jogos da Primavera e os Jogos Infantis, que o “Jornal dos Sports” promoveu, no Rio de Janeiro, durante a década-1950, e tendo por temas modalidades como o basquetebol, o tênis e heróis individuais, como o vascaíno Adhemar Fereira da Silva.
Um dos selos também muito disputados por colecionadores, Rubens, é o do milésimo gol de Pelé, lançado em 28 de novembro (11 dias após o fato) de 1969. O “Kike” já viu à venda, no site Mercado Livre, o selo lançado em 24 de junhode 1970, relativo ao nono Mundial de Futebol, o do México e do tri canarinho. Também, estampas alusivas aos títulos de 1958 e de 1962, uma emissão comemotativa dos Em 23 de junho de 1985, saiu um bloco pelo transcurso da 13ª Copa do Mundo, nvamente, no México. O“Kike” já viu, também, à venda pela Internet, selo lançado em 19 de maio de 1994,comemorativo dos 100 anos da chegada do futebol no Brasil. Um bloco de estampas relacionadas ao tetra, conquistado nos Estados Unidos, foi lançado em 5 de dezembro. O do penta, em 2002,também foi lançado.
Os últimos selos esproivos que o“Kike” viu foram alusivos aos 100 anos do Santos Futebol Clube, lançado em 2012, e da Copa das Confederações-2013. Corra para comprar este, Rubens, se já não acabaram as vendas. Valeu?

terça-feira, 25 de março de 2014

ANIVERSARIANTE HOJE - MARTÍN SILVA

O goleiro uruguaio está comemorando, hoje, 31 temporadas neste planeta. Em lua-de-mel com a torcida cruzmaltina, por ter acabado com o problemão da camisa 1 da Colina, responsável pelo rebaixamento do Vasco no Brasileiro do ano passado, Martín chegou a São Januário no recém passado janeiro. Por enquanto, só disputou 11 partidas, todas pela Taça Guanabara.
Martín Andrés Silva Leites nasceu em Montevideu, tendo iniciado a carreira pelo time do Defensor, em 1996. Profissionalizou-se, em 2002, e ficou naquele clube até 2011, disputando 210 partidas. Entre 2011 e 2013, defendeu o paraguaio Olímpia, por 116 compromissos. Pela seleção uruguaia, entrou em quatro jogos da "Celeste" Sub-17, em 14 da Sub-20 e em 4 do time principal.



 

segunda-feira, 24 de março de 2014

HISTORI&LENDAS CRUZMALTINAS



1 - O primeiro jogo do Vasco no Mineirão, e Belo Horizonte, foi em 3 de março de 1966, vencendo o Atlético-MG, por 2 x 0. Picolé fez o seu primeiro gol na casa inaugurada em 7 de setembro de 1965. No Estádio Olímpico, do Grêmio, em Porto Alegre, a primeira vez foi em 23 de novembro de 1955, perdendo do anfitrião, por 0 x 2. A. O mesmo ocorreu no primeiro jogo no Beira-Rio: perdeu do Internacional, por 0 x 2, em 1º de novembro de 1969, pela Taça de Prata.  Na Fonte Nova, em Salvador, o Vasco pisou, pela primeira vez, em 17 de janeiro de 1954, vencendo a Seleção Baiana por 2 x 0, amistosamente, com gol de Alvinho ou Ademir Menezes. No Serra Durada, em Goiânia, foi em 29 de junho de 1975, empatando, por 1 x 1, com o Goiânia. Dé "Aranha" beliscou.

2 - A data de abertura do departamento de futebol vascaíno foi 16 de novembro de 1915. O clube adotou a camisa totalmente negra, com punhos brancos e a cruz no peito esquerdo, o que fez os seus jogadores serem chamados de “camisas pretas”. Em 16.01.1938 a foi a  estreia a  camisa branca, com a faixa preta em diagonal. E com golada, em São Januário: 4 x 1 Bonsucesso, com gols de Niginho (2), Lindo e Luna, valendo  pelo Campeonato Carioca ainda de 1937. Naquele dia, o time teve: Rey, Poroto e Itália; Rafa, Zarzur e Lindo: Alfredo I, Feitiço, Luna e Niginho. Em 01.08.2001, o Vasco voltou a jogar com a camisa totalmente negra. Na ocasião estreava no Campeonato Brasileiro e empatou, com o Gama, por 0 x 0, no Bezerrão, a casa do adversário. 

3 - Dunga, o capitão do “tetra da Seleção Brasileira de 1994 foi, também, campeão estadual pelo Vasco. Estreou em 26 de fevereiro de 1987, com 3 x 0 sobre o Goytacaz-RJ, dirigido pelo Joel Santana, que acabou substituído por Sebastião Lazaroni no decorrer da competição. Dunga disputou 23 jogos pelo “Time da Colina” marcando três gols. Deixou São Januário com quatro títulos a mais no currículo: Taça Guanabara, Campeonato Estadual, Copa de Ouro e a Copa TAP, estes dois últimos torneios amistosos internacionais.

4 - O “Kike” anotou seções que saíram, com muitos dados, sobre atletas, na antiga “Revista do Esporte”, que circulou entre 1959 e 1970. Anote: Rais X de Corpo Inteiro –Bellini - RE-32; Gosto não se Discute – Bellini - RE-144; Gosto não se Discute– Écio-RE-143; Raios X de Corpo Inteiro – Pinga -RE-40; Bate Bola – Mário“Tilico” – RE-333; – Bate –Bola com Da Silva – RE-100; Os maiores gols de Célio- RE-339 (04.09.1965); Casamento de Coronel – RE-100; Contracapa do time campeão carioca de aspirantes-1960 - RE-10; até 27 de janeiro de 1962, o Vasco tinha 36 vitórias, 18 empates e 29 derrotas para o Flamengo, segundo a “RE” Nº151, de 27 de janeiro de 1962




5 - Ídolos das torcida vascaína que mais balançaram as redes em uma só partida: 6 gols - Edmundo, em Vasco 6 x 0 União São João –11.09.1997; 5 gols – Ismael, em Vasco 14 x 1 Canto do Rio - 06.09.1947; Dejayr, em Vasco 9 x 1 Madureira – 15.10.1950; Roberto Dinamite, em Vasco 5 x 2 Corinthians - 4 de maio de 1980; 4 gols – Maneca, em Vasco 14 x 1 Canto do Rio- 06.09.1947; Dimas, em Vasco 6 x 1 Bangu - 10 de outubro de 1948; Romário, em Vasco 7 x 1 Guarani de Campinas -05.08.2001. Também marcaram quatro: Lelé, Saulzinho; Roberto Pinto, Alcir Portella e Vadinho.

6 -  4 de julho de 1979 - Amistosamente, na casa do adversário, quem enfrentava o Vasco era um velho adversário: Roberto Rivellino. Mas com a camisa do potiguar ABC, em Natal, como grande promoção para a partida. O já aposentado meia-atacante só atuou durante o primeiro tempo e a partida terminou no 1 x 1. O Vasco já encarou o ABC em cinco amistosos, duas vezes pela Copa do Brasil, uma pelo Campeonato Brasileiro da Série A e duas pela Série B. O primeiro  Vasco x ABC vem de 1960, quando a “Turma da Colina” esteve impiedosa, escrevendo o maior placar desse duelo. Confira a estatística: 07.06.1960 – amistoso - Vasco 6 x 0; 22.11.1970 – amistoso - Vasco 0 x 1; 01.10.1972 – Brasileiro - Vasco 2 x 1; 04.07.1979 - amistoso - Vasco 1 x 1 ABC; 04.11.1993 – amistoso - Vasco 2 x 0; 17.02.1994 – Copa do Brasil - Vasco 2 x 0; 15.03.1994 – Copa do Brasil - Vasco 1 x 1 ABC; 16.07.1996 – amistoso – Vasco 1 x 0; 17.07.2009 – Brasileiro Série B - Vasco 3 x 0; 20.10.2009 – Brasileiro Série B – Vasco 3 x 2.

 

7 - 16 de abril de 1967 - O Vasco disputou o seu único jogo contra o Ferroviário, do Paraná, clube extinto, por dar origem ao Colorado que, depois, virou Paraná Club. Venceu por 1 x 0, com gol marcado por Moraes. A partida foi no Estádio Durival de Brito, em Curitiba, valeu pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, um dos embriões do atual Brasileirão. rendeu NCr$ 18.034,00 (novos cruzeiros) e teve público calculado em 6.400. Cláudio Magalhães (RJ) apitou e o Vasco, treinado por Zizinho, foi: Franz (Valdir); Jorge Luis, Ananias, Fontana e Oldair; Maranhão e Salomão; Zezinho (Nado), Nei, Adilson e Morais.

 

8 -  19 de março de março de 1912 -  Nascia, em Curitiba, um dos grandes goleiros da história do Vasco, o paranaense Rei, que viveu até 3 de abril de 1986. Vascaíno, entre 1933 e 1938, ele foi campeão carioca em 1934 e em 1936. Seu verdadeiro nome era José Fontana e tinha um apelido de “nobreza” por vestir-se com esmero e encarar a figura de um galã. Frequentava as festas da sociedade carioca e teve por caso mais comentado os quatro anos vividos com a cantora Aracy de Almeida. Contratado para substituir o ídolo Jaguaré, que trocara São Januário pelo futebol europeu, Rei chegou à Seleção Brasileira, pela qual disputou três jogos: 24.02.1935 – Brasil 2 x 1 River Plate (ARG); 27.12.1936 – Brasil 3 x 2 Peru e 13.01.1937 - Brasil 5 x 0 Paraguai.

 

9 - Campeonato Carioca de 1921 -  Mudança nas divisões levaram os quatro primeiros colocados da Segunda Divisão-1919 a uma criada Série B da Primeira Divisão. O Vasco ficou em terceiro lugar, somando 18 pontos, em 12 jogos. Foram seis vitórias, três empates e três derrotas. Marcou 27 e sofreu 17 gols. Os resultados foram: Vasco 2 x 0 Palmeiras; 1 x 4 Vila Isabel; 4 x 2 Mackenzie; 0 x 0 Carioca; 2 x 2 Americano; 3 x 2 Vila Isabel; 2 x 3 Carioca; 4 x 0 Mangueira; 5 x 1 Mackenzie; 1 x 1 Palmeiras e 2 x 0 Americano.

10 - O “Kike” anotou estas seções que saíram, com muitos dados, sobre atletas, na antiga “Revista do Esporte”, que circulou entre 1959 e 1970. Anote: Rais X de Corpo Inteiro – Bellini - RE-32; Gosto não se Discute – Bellini - RE-144; Gosto não se Discute – Écio-RE-143; Raios X de Corpo Inteiro – Pinga -RE-40; Bate Bola – Mário “Tilico” – RE-333; – Bate –Bola com Da Silva – RE-100; Os maiores gols de Célio- RE-339 (04.09.1965); Casamento de Coronel – RE-100; Contracapa do time campeão carioca de aspirantes-1960 - RE-10; até 27 de janeiro de 1962, o Vasco tinha 36 vitórias, 18 empates e 29 derrotas para o Flamengo, segundo a “RE” Nº 151, de 27 de janeiro de 1962.
 

 

 


 

domingo, 23 de março de 2014

VASCO 4 X 0 DUQUE DE CAXIAS

Além de golear o Duque de Caxias, o Vasco encerou a sua participação na Taça Guanabara com mais dois grandes feitos: marcou o gol mais rápido dos Campeonatos Estaduais do Rio de Janeiro – Reginaldo, aos seis segundos – e teve o principal artilheiro da disputa – Edmílson, com 10 tentos. Nos dois primeiros gols, o time homenageou seu "supersupercapitão" Bellini, que defendeu o clube por 11 temporadas, entre as décadas-1950/1960. A rapaziada imitou o seu gesto de erguer a taça do mundo.
Merecida homenagem a um  ídolo que partiu para uma outra dimensão
 Com os 4 x 0 de hoje, a rapaziada totalizou 29 pontos, nove a menos do que o campeão simbólico (Flamengo) e dois abaixo do segundo colocado (Fluminense). Agora, os vascaínos vão para as semifinais, enfrentar os tricolores, a partir das 22h de quinta-feira, no Marcanã, com o rival jogando por dois resultados iguais.
Bellini foi campeão carioca no SuperSuper-1958
OS GOLS - O redator do site oficial cruzmaltino contou assim sobre o primeiro gol: "Douglas tocou para Edmilson, que tocou para Reginaldo. O atacante arrancou com velocidade e bateu rasteiro para o fundo das redes: Vasco 1x 0 Duque de Caxias".
No segundo gol, o lateral-direito lançou André Rocha lançou  Aranda, que serviua Everton Costa, dentro da área. O meia-atacante só fez "matar": 2 x 0. Foi o primeiro gol dele com a jaqueta cruzmaltina, encerrando, também, um jejum que vinha desde outubro. Mas chegou ao Vasco em janeiro passado.
No segundo tempo, o artilheiro Edmilson mandou bola na rede, aos 7 e aos 33 minutos. No primeiro tento, Reginaldo cruzou, da esquerda, para Everton Costa. Este escorou a bola para Edmilson finalizar: 3 x 0. Por fim, o camisa 9 fechou a conta, após receber passe de Dadkson, que deixou-lhe na cara do gol. O trabalho foi só de "matar": 4 x 0.
Edmilson usou touca devido a um choque
 FICHA TÉCNICA
23.03.2014 (domingo) - Vasco 4 x 0 Duque de Caxias. Taça Guanabara. Estádio: São Januário. Juiz: Philipe Georg Bennett. Público pagante: 2.392. Púlblico total:: 2.991. Renda: R$ 45.540,00. Gols: Reginaldo, aos 6 seg, e Everton Costa, aos 15 min do 1º tempo; Edmílson, aos 7 e aos 33 min do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; André Rocha, Luan, Rodrigo e Marlon; Aranda, Fellipe Bastos e-Douglas (Dakson); Reginaldo (Montoya); Everton Costa (Bernardo) e Edmílson.

Reginaldo (sendo empurrado) pode contar para os netos que  foi um goleador super-rápidão.
Embora não tenha ficado com as duas primeiras coolocações da Taça Guanabara, o time vascaíno teve a defesa menos vazada (16 tentos) e o melhor saldo de gols (20), ma neste critério empatado com o Flamengo.  

 

sábado, 22 de março de 2014

VASCO DAS PÁGINAS - VIROU E BATEU

A “Manchete Esportiva” Nº 29, 9 de junho 1956, divulgou vitória cruzmaltina, em 3 e unho de 1956, sobre o Espanyol, de Barcelona, por 3 x 2. Aquele dia era um domingo e o triunfo foi de virada, com Di Stefano abrindo o placar, aos 7 minutos. Artoff empatou, aos 20; Válter Marciano desempatou, aos 22. Di Stefano voltou a igualar, aos 34, e Ademir Menezes fechou a conta, aos 38. Tudo isso no primeiro tempo, de acordo coma a matéria. Diaz, ainda, o texto que “a equipe da colina andou bem, deu uma grande exibição de futebol, mostrando que está entrando nos eixos com a nova orientação que lhe dá o treinador Martim Francisco”. E critica o goleiro Hélio, imputando-lhe falhas grotescas nos dois gols sofridos pela rapaziada. Vasco venceu com Helio (Wagner), Dario e Haroldo; Orlando, Laerte e Coronel; Sabará, Livinho, Válter, Artoff e Ademir (Djayr) .
 Este foi o 18º amistoso vascaíno, de um giro gigantesco, que contou com 27 partidas no exterior – 14 vitórias, três empates e 10 escorregadas. O confronto contra ao Espanyol foi imediatamente a um amistoso contra o Real Madrid, que formou uma autêntica seleção espanhola para um jogo de despedida de um dos seus velhos ídolos. O detalhe é que a "Manchete Esportiva" atribui a Dai Stefano os dois tentos doa time de Barcelona. Pelas pesquisas do "Kike", Don Alfredo Di Stefano jogou por aquele time já em final de carreira, após ter deixado do Real Madrid. Enviamos um e-mail ao site oficial do Espanhyol, perguntando se o clube já teve algum atleta homônimo do hoje presidente de honra doa Real Madrid.

sexta-feira, 21 de março de 2014

ANIVERSARIANTE HOJE - PEDRO KEN

O apoiador está apagando 27 velinhas. Contratado pelo Vasco, no inicio de 2013, Pedro Ken  já vestiu a camisa da "Turmad a Colina" em 65 oportunidades, nas quais compareceu ao filó em quatro delas. Por sinal, um destes  gols aconteceu durante o Campeonato Brasileiro do ano passado, na vitória, por 1 x 0, sobre o clube que o revelou, o Coritiba, na casa doadversário. Ele cheogu a São Januário envolvido na transasção que levou o zagueiro Dedé para o Cruzeiro, clube que vinha defendendo.
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

VALEU, GRANDE CAPITÃO BELLINI

Bellini, a partir de hoje, é uma pessoas espritual. O fato levou o presidente cruzmaltino, Roberto Dinamite, a divulgar esta nota oficial:


"Se há uma palavra que possa definir Hideraldo Luis Bellini, ela é Campeão, ou melhor, Supersupercampeão. E essa definição não foi dada somente pelos apaixonados pelos clubes onde Bellini brilhou, ou mesmo pelos milhões de brasileiros que o viram levantar a Taça Jules Rimet em 29 de junho de 1958; ele assim pode ser classificado pelas batalhas vencidas ao longo de sua vida.
 ​Nascido em Itapira, São Paulo, no dia 07 de junho de 1930, Bellini, no decorrer de sua passagem pelo mundo do futebol, deixou marcas que jamais serão esquecidas, não só pelos que tiveram o prazer de ver atuar aquele zagueiro que a todos se impunha, fosse pela técnica, fosse pela energia ou pela liderança. Não foi necessário testemunhar suas atuações para saber das suas características. Seu estilo, dentro e fora do campo, marcou uma época, fascinou uma geração, geração que se encarregou de transmitir às outras que a sucederam o que Bellini representava nos gramados, e até mesmo fora dele. Bellini transcende a tudo isso.
 ​Vigoroso, enérgico, foi considerado o melhor zagueiro do Brasil em sua época. Físico perfeito, elegante, foi considerado o homem mais bonito do Brasil no seu tempo. Tantas virtudes fizeram-no ídolo de todos os brasileiros, notadamente da torcida vascaína.
  ​Pelo seu inesquecível Vasco da Gama, foi Campeão Carioca em 1952, 1956 e em 1958, sendo que neste último ano foi Supersupercampeão. E foram inúmeras as memoráveis campanhas vascaínas que tiveram Bellini como zagueiro central e esteio de uma defesa que primava pelo vigor e pela técnica.
 ​Que vascaíno poderá esquecer do título do Torneio Internacional Rivadávia Corrêa Meyer, competição realizada no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1953 e que, pelo caráter intercontinental de que foi revestida, nos dá a certeza de ter sido um Mundial de Clubes.
​Como não lembrar do Rio-São Paulo de 1958, verdadeiro Campeonato Brasileiro de então, vencido de forma brilhante por uma equipe considerada verdadeira constelação de craques, da qual Bellini era uma das estrelas mais reluzentes. Ou ainda dos dois torneios conquistados no Chile, em 1953 e 1957, e que ajudaram a consolidar a projeção internacional do Vasco. E lá estava Bellini a transmitir segurança à defesa vascaína.
  ​Naturalmente, a carreira vitoriosa com a gloriosa camisa cruzmaltina só poderia levá-lo à Seleção Nacional. Portando a jaqueta amarelinha, Bellini, no plano sulamericano, esteve presente nos triunfos das Copas Roca de 1957 e de 1960, da Copa O'Higgins, em 1959, e das Copas Oswaldo Cruz de 1958, 1961 e 1962.
 ​Todavia, duas conquistas maiores fazem parte deste extenso acervo de campeonatos com a Seleção Brasileira: o Bicampeonato Mundial, com as conquistas de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile. E foi justamente na Suécia que Bellini imortalizou o gesto que até hoje é repetido por todos os capitães das seleções campeãs do mundo, o de erguer o trofeu com as duas mãos por sobre a cabeça.
 ​Por tudo que representou para os vascaínos de ontem e pelo que deixou de legado para o futebol brasileiro, o Club de Regatas Vasco da Gama, num preito de reconhecimento e gratidão, dirige-lhe duas palavras que bem simbolizam sua trajetória de vida, seja ela futebolística ou pessoal. ​Obrigado, Supersupercampeão!"
Carlos Roberto Dinamite de Oliveira
Presidente
O capitão Hideraldo Luís Bellini não escondia o jogo. Era sincero. Segundo ele, o seu maior atributo na chegada a São Januário foi a sorte. Só ficou no Vasco porque já havia assinado contrato e o clube gasto Cr$ 500 mil cruzeiros para tirá-lo da Sanjoanense.
Bellini, o caipira de Itapira, não esconde, também, ter-se assustado com o grande número de fotógrafos que foram à sua apresentação. E com a badalação nos jornais. “Haveria um treino coletivo noturno e o estádio (do clube) o estava cheio, como se fosse haver uma partida”, relembrou. Leia mais o que ele declarou à “Gazeta Esportiva” Nº 239, da primeira quinzena de outubro de 1962: “A sorte dita muita coisa na carreira de um jogador...Fui o pior de todos (no primeiro treino)Tudo o que de ruimdeveria acontecer-me verificou-se naquela noite. Estive bem pior ..., inclusive, dos que estavam para testes na posição (dele). Eu fiquei e eles foram dispensados”.
Zagueiro de pouco técnica, mas de muita luta, Bellini dava a alma por uma vitória. Há uma historia, com cara de folclore, dando conta de que um presidente vascaíno teria ameaçado não comparecer ao jogo do Vasco, no domingo, caso o novo zagueiro fosse escalado. Então, o treinador teria dito: ‘Pois prepare-se para ficar muito tempo sem pisar no estádio, pois o Bellini é meu titular, absoluto”.
Além de muito lutador, Bellini era, também, um líder. Amansou, o mais que pôde, o bravio atacante Almir “Pernambuquinho”, tornando-se o seu padrinho de batismo. E era um exemplo para todos os atletas. Saulzinho, seu colega nos times vascaínos da primeira metade da década-1950, contou: “Ninguém fazia nada sem que o Bellini tivesse feito primeiro. Em questão de dinheiro, só receberíamos qualquer coisa depois que ele tivesse recebido”.
Foi por indicação de um dos maiores lideres do futebol brasileiro que Bellini tornou-se o capitão do time campeão da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. Oferecido-lhe o cargo que já o havia ocupado, o lateral-esquerdo Nilton Santos recusou, e indicou o zagueiro da “Turma da Colina”. Dois jogos depois, eles estavam se unindo ao meia Didi (Valdir Pereira da Silva), para cobrarem do treinador Vicente Feola as entradas de Garrincha e de Pelé no time. O restante da história todos sabem no que deu. Com a sua liderança, Bellini ajudou a mudar o destino do futebol brasileiro. E criou moda: erguer a taça de campeão do mundo. Se bem que foi por acaso, para atender aos fotógrafos.

A cobertura da vitória vascaína está nas páginas 24 e 25, dizendo a crônica da partida que ..."o empate sensacional de Rubens e a sequência de lances até o tiro de misericórdia de Pinga passou a ser autênico out sider"... "Desde o inicio notava-se maior disposição do Vasco para a luta", prosseguia o texto, indo além: "O Vasco já era, então, o melhor. Ao 34 minutos, quando Rubens empatou, num golaço em que trouxe a bola desde a sua intermediária para fuzilar Castilho de uma distância de 20 metros, o jogo entrou em seu colorido real". E finalizava: "... Pinga colocou o Vasco e vantagem aos 40 minutos (do segundo tempo), com um grande gol. O pênalti, perdido pelo próprio Pinga, não seria necessário. Não precisava virar gol...."
O jogo, em 1º.12.1957, foi apitado por Alberto da Gama Malcher, rendeu Cr$ 2 milhões, 128 mil, 994 cruzeiros e foi no ainda chamado de Estádio Municipal do Maracanã. "A Turma da Colina", treinada por Martim Francisco, formou com: Carlos Alberto; Paulinho de Almeida e Bellini; Écio, Orlando e Coronel; Sabará, Almir, Wilson Moreira, Ru bens e Pinga. O Fluminense, do técnico Sílvio Pirilo, teve: Castilho, Cacá e Pinheiro; Jair Santana, Clóvis e Altair; Telê Santana, Léo, Valdo, Robson e Escurinho.
Na sequência da história do clássico, "Manchete Esportiva" trazia a matéria "Eu me chamo Wilson Moreira", na qual atribuía ao centroavante vascaíno a frase (escrita como foi publicada): "Não cabeceio como Fetiço; não tenho o pique de Ademir; mas tenho "peito". Informava, ainda:: "Wilson, 60 mil cruzeiros menos do que Didi, tem "passe" livre, porém". E publicava três fotos em que o filho do treinador Zezé Moreira aparecia mostrando a sua impetuosidade dentro da área.

quarta-feira, 19 de março de 2014

GOLEADA EM JOGO-TREINO: 4 X 0

Os reservas vascaínos disputaram, hoje, um jogo-treino, conta o time do Itaboraí-RJ, tendo goleado, por 4 x 0. O destaque foi o coolombiano Montoya. No lance do primeirio gol, passou  por dois marcadores, driblou o goleiro e mandou Reginaldo, sozinho,fazer 1 x 0. Pouco depois, Fellipe Bastos, com um chutaço, de fora da área,aumentou, para 2 x 0. Por fim, Marquinhos do Sul, revelação da equipe júnior, entrou no lugar de Reginaldo e marcou os dois últimos.  
 O Vasco disputou o jogo-treino com: Diogo Silva (Jordi); William Barbio (Richard), Jomar, Rafael Vaz e Lorran; Danilo (Jonatas Paulista), Fellipe Bastos, Bernardo (Dakson) e Montoya; Reginaldo (Marquinhos do Sul) e Thalles.

 

terça-feira, 18 de março de 2014

CORREIO DA COLINA - GRANA VIVA

"Eu fico espantado com o que é divulgado sobre salário do jogador do futebol de hoje. Os caras ganham 'de mais', e jogam 'de menos'. Não tem cabimento o Vasco estar brigando para não cair para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Comecei a acompanhar futebol por volta de 1962. Acho que o clube pagava pouco aos atletas daquele tempo, estou certo"? Almiro de Jesus, de Amargosa-BA.
Pois é, Almiro! Hoje, o que o trabalhador, com ganhos de até três salários-mínimos, levaria 100 anosa para juntar, jogador badalado leva em uma semana. Deveriam, realmente, se esforçarem mais. Este time do Vasco deveria descer era para a Quarta Divisão, de tão ruim que é. Não tem goleiro e nem zaga. No meio-de-campo o Juninho cria, mas não há quem lhe acompanhe no ataque.
Quanto ao que ganhavam os atletas da década-1960, a "Revista do Esporte" publicou matérias mostrando jogadores em fim de linha e indagando sobre a satisfação salarial. No primeiro caso, incluía o ponta-direita Sabará, que fora uma grande ídolo da torcida cruzmaltina, campeão por várias vezes. Dizia o títiulo: " ... não chegou a ganhar tanto dinheiro assim com ao futebol. Pelos seus tantos anosa de atividade num grande clube, já era para ter um pé de meia recheado". No segundo caso, ao meia Roberto Pinto, chorava: "Acho que ganho pouco e que estou merecendo um aumento... todas as profissões tiveram seus salários reajustados. Porque não se faz isso mesmo com os jogadores?" (fotos reproduzidas da Revista do Esporte).

segunda-feira, 17 de março de 2014

A GRAÇA DA COLINA - LUZARDO

 
Charge de Luzardo, publicada perla Revista do Esporte Nº 528, que circulou com data de 19 de aril de 1969, na penúltima temporada desta publicação que fazia parte do grupo da Revista do Rádio, do empresário Anselmo Domingos. A ideia é um torcedor malandro, querendo "morder" uma grana do cartola, para garantir a torcida.

    

domingo, 16 de março de 2014

MAIOR TÍTULO CRUZMALTINO - HÁ 66 ANOS

Se liga, galera! Hoje é dia de festa na Colina. Há 66 temporadas, no 14 de março de 1948, a rapaziada conquistava o primeiro título de um clube brasileiro no exterior, o Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões. Foi disputado no Chile e armado para consagrar o argentino River Plate, que era considerado, talvez, o melhor do mundo. Na época, nem a Seleção Brasileira tinha tal horaria, o que só rolou quatro anos depois.
Chico fez um gol legal, mas o juiz o anulou

Na final, contra o River Plate, o Vasco teve um gol (legítimo) anulado e um pênalti contra (defendido pro Barbosa). A equipe campeã perdeu o seu maior ídolo, Ademir, no segundo jogo, por contusão, mas o substituto, Ismael, comeu a bola.  O grupo vencedor, dirigido pelo treinador Flávio Costa, tinha por base: Barbosa, Augusto e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Friaça, Maneca, Ismael (Ademir), Lelé e Chico. Fizeram parte do grupo, também, o goleiro Barcheta, os defensores Wilson, Moacir e os atcantes Nestor e Dimas. 
Na volta da delegação ao Rio de Janeiro, torcedores de todos os clubes saíram às ruas, com bandeiras, saudando os campeões. No entanto, só em 1996, a diretoria cruzmaltina conseguiu, da Confederação Sul-Americana de Futebol, a oficialização do título, tendo em vista que a disputava era considerada a precussora da atual Taça Libertadores. O Vasco, naquele dia do retorno, reviveu um fato ocorrido, em 1925,  quando o primeiro clube brasileiro a excursionar à Europa, o Paulistano, voltou chamado de "Rei do Futebol", por ter vencido nove dos 10 jogos disputados, marcando 30 gols – foi recebido pelo presidente da república, Arthur Bernardes. 
 Os resultados da 'Turma da Colina" no Sul-Americano-1948 foram:14.02.1948 - Vasco 2 x 1 Litoral-BOL, com gols de  Lelé; 18.02.1948 - Vasco 4 x 1 Nacional-URU – Ademir, Danilo Alvim, Maneca e Friaça balançaram as redes; 25.02.1948 - Vasco 4 x 0 Municipal-PER – Friaça (2), Lelé e Ismael machucaram; 28.02.1948 - Vasco 1 x 0 Emelec-EQU – Ismael saslvou a pátria; 08.03. 1948 - Vasco 1 x 1 Colo Colo-CHI – Friaça compareceu ao filó; 14.03.1948 - Vasco  0 x 0 River Plate-ARG. (foto reproduzida da revista "O Cruzeiro").
 

sábado, 15 de março de 2014

HISTORI&LENDAS DA COLINA

1 - O Vasco estreou no Campeonato Carioca- 1934,temporada de mais um título, com 2 x 1 América, em 4 de junho, em São Januário, com dois gols de Gradim, um em cada tempo. O duelo era chamado de “Clássico da Paz” até a década de 1970. Naquele 1934, o futebol carioca tinha duas ligas e dois campeonatos. A “Turma da Colina” venceu o mais forte, contando com dois dos maiores astros da história do futebol brasileiro, o zagueiro Domingos da Guia e o goleador Leônidas da Silva. Loris Cordovil apitou a vitória sobre o "Diabo", e rapaziada, treinada por Harry Welfare, era: Rey, Domingos da Guia e Itália; Tinoco, Fausto e Gringo; Eloy (Bahiano), Leônidas da Silva, Gradim, Russinho e Orlando.
GRADIM COLOCOU O ‘DIABO’ NAS GRADS E RUSSINHO DEIXOU AS COISAS RUSSAS

2 - Nos 27 de junho, o Vasco empatou, por duas vezes, com o Palmeiras: 3 x 3, em 1945, e 1 x 1, em 1954.
SÓ TROCARAM OS DOIS ÚLTIMOS NÚMEROS: 45 e 54.

3 - Nílton Santos, um dos maiores ídolos da história do Botafogo, teve uma taça em sua homenagem levada para São Januário. Aconteceu em 12 de março de 1989, quando o Vasco empatou, por 0 x 0, com os alvinegros, no Maracanã, valendo, também, pelo primeiro turno da Taça Guanabara. Naquele jogo, apitado por Wilson Carlos do Santos, e assistido por46.926 pagantes, o time vascaíno estava dirigido pelo técnico Orlando "Lelé" Pereira e formou com: Acácio; Paulo Roberto, Célio Silva, Leonardo Siqueira e Lira; Zé do Carmo, Geovani (Ernâni) e França; Vivinho, Roberto Dinamite (Sorto) e Bismarck.
LEVOU “ENCICLOPÉDIA” PARA A COLINA

4 - 13 de fevereiro de 1988 - Sábado de carnaval. O Vasco subiu a serra e foi a Petrópolis disputar um amistoso beneficente, contra um combinado da cidade que andava castigada por fortes chuvas. Aproveitou para chover mais (gols) no pedaço: 11 x 0, com Geovani (3), Romário (3), Bismarck, Fernando, Lira, William e Vivinho pingando nas redes.
LÁ FORA CHOVIA MUITO. DENTRO DE CAMPO, PINGAVA NO FILÓ.

5 -  5 de abril de 1953 - O Vaco conquistou o seu segundo título internacional. E, mais uma vez, no Chile, onde havia levantado, em 1948, o Sul-Americano de Clube Campeões. A segunda taça foi do Torneio Internacional do Chile, com a participação, ainda, do colombiano Millonários, batido na estreia, três dias antes, por 2 x 1, com gols de Friaça e Bonegas (contra). Na final, 2 x 0 sbre o Colo Colo, o tento foram de Friaça e Chico. Flávio Costa era o treinador e o time-base formava com: Barbosa, Augusto e Haroldo (Bellini); Ely (Mirim), Danilo e Jorge; Sabará, Maneca, Friaça, Ipojucan (Alvinho)(Vavá) e Chico.
QUANDO FALTAVA TAÇAS NA COLINA, O VASCO IA BAUSCÁ-LAS NOS ANDES.

6 - O Vasco ganha nos duelos travados contra Garrincha e empata com Pelé. Diante do “Rei do Futebol”, foram oito vitórias, para cada lado, e quatro empates. O primeiro encontro ocorreu em 7 de abril de 1957, quando Pelé ainda não era titular e nem usava a camisa 10. Foi durante a “Semana Alvinegra”, comemorativa dos 45 anos do Santos, que venceu, por 4 x 2, na Vila Belmiro, sem a presença “DELE” nas redes. O último jogo de Pelé contra o Vasco foi em 21 de julho de 1974, quando ele marcou o seu gol nº 1214, em seu 1.242º jogo. Mas a Turma da Colina venceu, por 2 x 1
SUCESSO DOS DOIS LADOS, um pouco mais nas paradas vascaínas.


7 - O Vasco enfrentou Garrincha, por 39 vezes, das quais 37 com a camisa botafoguense, entre 1953 a 1965. Venceu 20, empatou 7 e perdeu 10. Desses, o mais emocionante foi o de 22 de agosto de 1953, quando os cruzmaltinos mandaram 4 x 1. O último duelo aconteceu em 5 de setembro de 1965, quando o Vasco mandou 2 x 0 e conquistou a primeira Taça Guanabara. Depois que Garrincha deixou o Botafogo, encarou a Turma da Colina só mais duas vezes: vestindo a camisa do Corinthians – Vasco 3 x 0, em 2 de março de 1966 –, pelo Torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu, quando Rivelino ainda era reserva, e em 30 de novembro de 1968 – Vasco 2 x 0 Flamengo – pela Taça de Prata do Campeonato Nacional, com o Mané rubro-negro, substituído, no segundo tempo.
O BACALHAO ENTORTOU o “Torto”, que entortava os seus marcadores.

8 -  8 do 8 do ano 2000 – O Vasco ficou nos 3 x 3, com o Cruzeiro, pela Copa João Havelange. Viola (2) e Romário estiveram no filó, naquele que foi um dos empates vascaínos com muitos gols, em tempos mais modernos – no passado, o maior foi Vasco 5 x 5 Corinthians, em 17 de abril de 1955, pelo Torneio Rio-São Paulo, no Pacaembu. Aquele jogo rendeu Cr$ 506.375,00 e foi apitado por: José Gomes Sobrinho (RJ). Vavá (3), Pinga e Ademir marcaram para a turma da Colina, enquanto Baltazar (2), Rafael, Carbone Cláudio (de pênalti), balançaram as redes, para os corintianos. O Vasco foi: Vitor Gonzalez (Hernâni), Paulinho e Belini, Jofre (Amauri), Adésio e Dário, Sabará, Ademir de Menezes (Iedo), Vavá, Pinga e Alvinho. Técnico: Flávio Costa.
O GAROTO DO PLACAR deveria pedir aumento de salário nos empates dos vascaínos, pois a "Turma da Colina" lhe dava muito trabalho.

9 - A maior goleadas vascaína sobre o Fluminense foi em 13 de março de 1958, um “estragaço”, por 6 x 1, pelo Torneio Rio-São Paulo, no Maracanã. O jogo teve 35.528 pagantes e arbitragem do paulista Eunápio Gouveia de Queiroz. Vavá, aos 27, e Rubens, aos 40 minutos do primeiro tempo iniciaram a bagunça nas redes tricolores. Na etapa complementar, com um minuto, Vavá fez mais um, e ainda voltou à rede aos 15 e aos 26 minutos, da mesma etapa, quando Almir fechou a conta, aos 44. O Vasco foi: Hélio, Paulinho e Bellini; Orlando, Coronel e Écio; Rubens (Roberto Pinto), Sabará, Almir, Vavá (Wilson Moreira) e Pinga.
GOLEDA FAMILIAR: por seis, ou meia-dúzia, ficou tudo na mesma casa.
10 - De saída, o Vasco adotava uma faixa horizontal na camisa dos seus remadores, pois fora fundado – em 21 de agosto de 1898 – para ser um clube de regatas. Na virada para o 20, a faixa passou a ser diagonal. A partir de 26 de novembro de 1915, quando aderiu à bola, adotou a camisa totalmente negra, com punhos brancos e a cruz no peito esquerdo, o que fez a sua galera ser chamados de “camisas pretas”. A jaqueta branca, com a faixa preta em diagonal, estreou em 16 de janeiro de 1938, nos 4 x 1, em São Januário, sobre ao Bonsucesso, com gols de Niginho (2), Lindo e Luna, pelo Campeonato Carioca de 1937. Naquele dia, o time jogou com: Rey, Poroto e Itália; Rafa, Zarzur e Lindo: Alfredo I, Feitiço, Luna e Niginho. Na década-40, a camisa branca com a faixa igual à usada pelos remadores, foi substituindo a preta. Só em 1º de agosto de 2001, o Vasco voltou a jogar com a totalmente negra. Foi em sua estreia no Brasileiro da Série A, no 0 x 0, com o Gama, numa noite de quarta-feira, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, diante de 19.743 pagantes e arbitragem de Lourival Dias Lima Filho (BA). O time foi: Hélton; Patrício, Odvan, Alexandre Torres e Gilberto; Jorginho, Botti, Juninho Paulista e William; Euller e Romário (Paulo César). Técnico: Joel Santana.
FICOU TUDO ESCURO NAS CAMISA. NO PLACAR, OS TIMES PASARAM EM BRANCO: 0 x 0. 

 
 


 







             

sexta-feira, 14 de março de 2014

TRAGÉDIAS DA COLINA - NEGÓCIO DE PORTUGUÊS

O Vasco pagou hotel, alimentação e passagens no trecho Rio de Janeiro-Porto Alegre, para jogar, de garça, contra o Grêmio, na noite de 21 de junho de 1989, no antigo Estádio Olímpico. Motivo: negociara, com o“Tricolor dos Pampas”, o passe do goleiro Emerson Leão, por Cr$ 7 milhões de cruzeiros (a moeda da época), recebendo, também, o passe do lateral-esquerdo Paulo César. Induíndo que o clube gaúcho teria dificuldades no pagamento, o Vasco partiu para aquela decisão maluca. Seus cartolas achavam que, sem cobrar nada por um amistoso, ajudariam o comprador a arrumar a grana. Fora do campo financeiro, o Vasco perdeu, por 1 x 0, com Leão fechando o gol, em sua estreia – no amistoso anterior, em 9 de março, o Vasco havia caído, por 1 x 2, no mesmo Olímpico. Muito prejuízo em pouco tempo!
Bem pior do que isso aconteceria em 1997, no rolo com a italiana Fiorentina, que levou Edmundo, por US$ 9 milhões. O Vasco desconsiderou a temporada seguinte, quando disputaria, contra o espanhol Real Madrid, a Toyota Cup, chamada de “Mundial Interclubes”, por reunir o campeão sul-americano e o europeu. Se o “Animal”,  melhor jogador do planeta em 1997,   jogasse, certamente, o resultado poderia não ter sido 1 x 2 para os merengues. Enquanto isso, Edmundo ajudou a "Viola" a terminar em terceiro lugar na Serie A da temporada italiana 1998/99, e foi recomprado, pelo Vasco, em 1999, por US$ 15 milhões, na mais cara transferência até então feita por um clube brasileiro. Negócio de português.

quinta-feira, 13 de março de 2014

VASCAÍNO CASUAL - CARVALHO LEITE

                                                        Foto reproduzida da revista "10


Imagine o empréstimo de um grande ídolo de sua torcida, como o goleiro Jefferson. Impossível, não é mesmo? Há 83 anos, isso acontecia. Exemplo? Em 1931, a “Turma da Colina” atravessou o Atlântico, na primeira visita de um time carioca ao “Velho Mundo”,  e levou, por empréstimo, o primeiro ídolo de massa botafoguense, o centroavante Carvalho Leite. Nome do filme? “Leite no vinho português”
Como rolou? Por terem sido campeões estaduais, em 1929, os jogadores cruzmaltinos ganharam a promessa de jogarem do outro lado do mundo, onde, de clube brasileiro, só o extinto Paulistano já estivera. Palavra foi cumprida, o Vasco pensou em formar uma mais do que terrível dupla “matadora”, reunindo Russinho e Carvalho Leite. E o Botafogo concordou.
Em 12 jogos – oito vitórias, um empate e três escorregadas –, Carvalho Leite compareceu às redes por sete vezes, em oito partidas, com a escalação-base do técnico Harry Welfare sendo: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Bahianinho, Nilo, Carvalho Leite, Russinho e Máro Matos. Então! Como Russinho mandou 12 bolas no filó, a reunião da “dupla fatal” fora mais do que acertadao, pois eles totalizaram 19 dos 45 tentos do giro.
Anote as “matanças” do “matador” alvinegro pelos cruzmaltinos: 28.06.1931 – Vasco 1 x 2 Barcelona-ESP (1 gol); 29.06 – Vasco 2 x 1 Barcelona (1); 19.07 – Vasco 3 x 1 Porto-POR (1); 24.07 – Vasco 6 x 2 Ovarense-POR (1); 26.07 – Vasco 1 x 2 Porto-POR (1); 30.07 – Vasco 1 x 1 Vitória de Lisboa-POR  (1); 02.08 – Vasco 4 x 1 Sporting-POR (1).
 Carlos Antônio Dobbert de Carvalho Leite, natural de Niterói-RJ, viveu por 92 anos, entre 26 de maio de 1912 e 19 de julho de 2004.  Pelo Botafogo, foi campeão carioca em 1930/32/33/34/ e o principal artilheiro das disputas de  1936 (15 gols), 1938 (16) e 1939 (22). Pela Seleção Carioca, ganhou os Brasileiros de Seleções de 1931/1935/1938/1939, e pela Brasileira fez 26 partidas e 14 tentos, um deles na Copa do Mundo-1930. Em 1934 esteve presente, mas não atuou.
Entre os maiores artilheiros botafoguenses, Carvalho Leite só perde para Quarentinha, autor de 307. Ele deixou 262 bolas nas redes, em 303 refregas, média de 0,86 por pugna. Está, portanto, à frente de “idalaços”, como Garrncha (243); Heleno de Freitas (209); Jairzinho (186,); Túlio “Marvilha” (159); Paulo Valentim (135); Amarildo (134) e  Gérson “Canhotinha de Ouro” (96). Ele despediu-se dos gramados, em 15 de janeiro de 1942, em Botafogo 3 x 1 Bahia, sem marcar gol. Depois, fez parte do colegiado dos árbitros cariocas e formou-se em Medicina, para servir ao Botafogo, por quase meio-século. 
 Além de Carvalho Leite, o Vasco levou mais um outro goelador botafoguenses à excursão à Europa: Nilo Murtinho Braga, o quinto maior artilheiro alvinegro – 190 gols, em 201 jogos, média de 0,95 por partida. Ele marcou oito tentos.




quarta-feira, 12 de março de 2014

VASCO DAS CAPAS DAS VELHAS REVISTAS

O atacante Pinga foi capa do Nº 928 da revista “Esporte Ilustrado”, de 19 de janeiro de 1956, fotografado por José Santos. Diz o texto da página 3: “Pinga, um dos maiores valores da vanguarda cruzmaltina, cujos tentos preciosos têm contribuído para a obtenção de muitos triunfos dos atuais líderes do campeonato”. Na época, tinha-se disputado oito rodadas da temporada carioca, com o Vasco liderando: 46 pontos , em 19 jogos, com 15 vitórias, dois empates e duas quedas, marcando 46 e sofrendo 14 gols o que lhe dava o bom saldo de 32 tentos. A edição focalizava a rodada de 12 de janeiro daquele 1956, quando o Vasco havia vencido o Bonsucesso, por 2 x 1, em São Januário, com arbitragem de Charles William e renda de Cr$ 265.425,00. Pinga mandou a primeira bola vascaína à rede e Maneca a outra. O time formou com: Hélio, Paulinho de Almeida e Bellini; Mirim, Orlando e Beto; Sabará, Maneca, Vavá, Pinga e Parodi.
MÁRIO E OLDAIR – O atacante Mário 'Tilico' e o polivalente Odair Barchi foram a capa da Revista do Esporte Nº 368, de 26 de março de 1966. A edição, que custava Cr$ 300 cruzeiros e anunciava, na página frontal, que os dois jogadores contavam as suas alegrias e tristezas, o que estava nas folhas 44 e 45.
Mário revelou por aquela edição que uma de suas maiores alegrias em, São Januário, foi ter sido lançado  em sua verdadeira posição, no meio do ataque.no time titular, pelo treinador Zezé Moreira, diante do Santos, pelo Torneio Rio-São Paulo de 1965. Em seguida falou do nascimento do seu filho, que ganhara, de Laerte e Sabará,  o seu mesmo apelido. Revelou, ainda, que outra grande alegria fora ter sido campeão da I Taça Guanabara, em 1965, o que valera vaga na Taça Brasil e vice-campeonato na decisão contra o Santos, de Pelé.
De sua parte, Odair, também, enalteceu o título da Taça GB, acrescentando a sua boa atuação, marcando Mané Garrincha. E revelava que ter trocado o Fluminense, pelo Vasco, fora outra vitória na carreira, pois sentira que crescera muito. De negativo, Mario queixava-se dos dirigentes Agartino Silva Gomes e Jaime Soares, os quais acusava de sempre tentarem impedir a sua escalação no time principal. Já Odair reclamava das viagens e concentrações, que o impediam de se dedicar mais à família.