Vasco

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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - AZUMIR

 Seguramente, o emprego do camisa 9 de um time de futebol não é fácil. Se não marcar gols, ele terá a mãe mais xingada do que a do juiz. Sem falar que a porta da rua do clube estará aberta pra ir embora. De preferência, o quanto antes.
Caso vivido por um vascaíno. Mas por pouco tempo. Chamava-se Azumir Luís Casemiro Veríssimo, era carioca e viveu entre 7 de junho de 1935 e 2 de dezembro de 2012, por 77 temporadas.
Cria do Madureira, o atacante chegou a São Januário, em 1961, depois de ter sido convidado a se retirar de Bangu, Flamengo Botafogo e Fluminense. Sorte dele que a sorte o estava esperando numa curva portuguesa, com certeza.
Negociado, com o Futebol Clube do Porto, no mesmo ano em que tornou-se vascaíno, Azumir, finalmente, conseguiu garantir o seu emprego de centroavante, tornando-se o principal “matador” do Campeonato Português da temporada 1961/1962. Mandou 23 bolas ao filó.  De quebra, foi o primeiro atleta do clube a ganhar a “Bola de Prata”, importante troféu do futebol europeu da época. 
Na sua segunda temporada pelos "Dragões", Azumir voltou a ser o principal "matador" da equipe, com 17 tentos. Na terceira, apenas três, em cinco partidas.
 Para os torcedores do Porto, era “inintendível” com o Vasco da Gama pudera dispensar um artilheiro daqueles. “Coisa de brasilairo!”, diziam. Azumir foi ídolo da torcida do Porto até 1964. Depois,  ciganou por Covilhã, Barreirense, Beja e Tirsense. 

Fotos reproduzidas de www.esrtrelasdofcporto.blogspo.com.br 

LENDAS DA COLINA - RAMALHO


Ramalho clarinando no meio da galera, junto a Dulce Rosalina
O primeiro grande jornalista esportivo brasileiro, Mário Filho, dizia ter o Maracanã sumido com com a figura do torcedor. Fora trocado pela "multidão compacta".
Mário sentia saudade do tempo em que os torcedores eram conhecidos nos pequenos estádios, tinham a sua voz ouvida. No Maracanã, só um era ouvido: Domingos do Espírito Santo Ramalho.
Quando o Vasco da Gama jogava, Ramalho ia ao Jardim Gramacho, em Caxias, e cortava talos de mamão, para transformá-los em clarins. Levava, sempre, dois, para não passar por apertos, caso um dos seus "instrumentos" falhasse.
As clarinadas do Ramalho eram sagradas. Até o dia em que o glorioso Club de Regatas Vasco da Gama expediu-lhe uma carta, comunicando-lhe de que ele estava banido do seu quadro associativo, po falta de pagamento.
Ele só não passara por tal vergonha, antes, porque o diretor de futebol cruzmaltino, Antônio Calçada, pagara um ano inteiro de suas mensalidades.
 Vencida a benesse, Ramalho não tinha como honrar o compromisso, pois a sua renda – era estivador no cais do porto do Rio de Janeiro –, malmente, dava para alimentar a família, de cinco filhos. 
Devido ao inesperado sucedido, o desolado Ramalho foi ao Calçada e mostrou-lhe o 'memorandum' do clube. Que horror! Logo com ele? Tudo o que sempre mais quisera daquela sua vidinha de trabalhador e torcedor era dizer: "Sou sócio do Vasco!" E exibir a sua carteirinha.
Por aqueles dias em estivera banido do Vasco que tanto amava, o abatido Ramalho não compareceu ao Maracanã, para expandir as suas clarinadas durante os jogos contra o América (1 x 1, em 02.10.1954) o Flamengo (1 x 2, em 17.10.1954), pelo Campeonato Carioca. Pior para a "Turma da Colina". A rapaziada perdeu altura no voo do "Urubu" e enganchou nos chifres "Diabo".
 Para os craques vascaínos, o motivo daqueles dois insucessos não seria outro. Seguramente, a falta que haviam sentido do som do Ramalho. E foram se queixar ao Calçada.
Motivo mais do que definido para os dois tropeços cruzmaltinos, o Calçada pressentiu que era preciso encontrar o Ramalho, rápido. Se possível, pra ontem! Caso contrário, os jogadores iriam ficar esperando pela suas clarinadas, que não ouviam mais, e poderiam complicar a vida do time no campeonato.
Imediatamente, Calçada chamou o presidente Artur Pires e o diretor José Rodrigues, e se mandaram, em busca do Ramalho. O Pires, por sinal, fizera questão, absoluta, de integrar a comitiva. Eles  vasculharam as fichas dos sócios e localizaram a casa do Ramallho, em Barreira do Vasco, pertinho de São Januário. Mas o carinha não morava mais por lá. Mudara-se, para Bonsucesso. Foiram-se, então, os três para a Zona Norte carioca. Pergunta daqui, dali, dacolá, de repente, ficaram sabendo do que queriam e até que o procurado havia passado por uma cirurgia.
Enfim, o trio de cartolas encontrou a casa do Ramalho. Quando o Cadillac do presidente Arthur Pires parou diante de uma humilde casinha, Calçada bateu à porta, foi atendido por um garoto, mas quem apresentou-se foi Artur Pires. No ato, um garoto gritou: "Mãe! É o presidente do Vasco!"
O "músico mamoneiro" Ramalho não estava. Naquele instante, trabalhava no cais do porto. Mas não estava operado? Calçada esperava encontrá-lo acamado.
A mulher do Ramalho, no entanto, deu-lhes uma boa nova: o seu marido vinha tendo uma bela recuperação – da cirurgia em um calo na boca, provocado pelas suas clarinadas. "Graças a Deus, está melhor", disse ela.
Diante da boa notícia, Calçada e Pires enfiaram as suas mãos nos bolsos das suas respectivas calças e avisaram que o Vasco pagaria todas as despesas da operação que tirara o Ramalho de combate. Se este achava que as suas clarinadas davam sorte ao time, eles também. E Calçada fez mais: pagou toda a dívida do sócio banido, por mais um ano. Deixou o Ramalho recuperado, associativamente, pronto para voltar a exibir a sua carteirinha. O Vasco precisaria das suas clarinadas, no domingo. Que estivesse, sempre, com a saúde em dia.
                FOTO REPRODUZIDA DE MANCHETE ESPORTIVA

TRAGÉDIAS DA COLINA - MALGAMADO

Antes do começo do Basileirão-2002, o treinador Antônio Lopes disse à rapaziada que classificação à segunda fase seria mais fácil vencendo todos os jogos  em casa. Só esqueceu de combinar com o Gama. Durante a noite da quinta-feira 22 de agosto,  a torcida vascaína ficou  uma fera com o “Almirante”, que não quis nada com a circunavegação da pelota e caiu ante o time candango, por 1 x 0. Só não perdeu por mais porque os gamenses ficaram satisfeitos com um só gol marcado e recolheram o trem de pouso na rede vascaína. O gol levado, aos 40 minutos do primeiro tempo, em cobrança de falta, irritou ainda mais as galera. Com a queda, o Vasco foi jogado para a 21ª colocação, com três pontos em quatro jogos. Ainda bem que pouca gente assistiu ao vexame  (3.299 pagantes) de: Helton; Wellington, Geder, Emerson e Jorginho (Wenderson); Hadoldo, Bruno Lazaroni, Rodrigo Souto e Andrezinho; Léo Guerra (Ely Thadeu) e Souza (Washington). 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS DA COLINA

Nesses tempos modernos,  de grande e rápida evolução da tecnologia da informação, o jovem torcedor
Jansen jogava também
pelo time aspirante 
só recorre ao noticiário veiculado pela Internet. Pior para os atletas do passado. A galera de agora não é de pesquisar em revistas antigas, onde  apareceram. Simplesmente, eles não existem. Assim, só grandes pesquisadores são capazes de destrinchar todos aqueles que deram sangue e suor com a jaqueta cruzmaltina, em tempos muitos antigos.
Na época do “Expresso da Vitória”, entre 1945 e 1952, quando o Vasco era um dos mais fortes do planeta, seus treinadores podiam contar com três times de bons atletas, pois o sonho de todos era ir para São Januário. No entanto, como as equipes ganhavam  formação-básica constante, muitos jogadores tinham poucas chances de atuar. São os mais do que esquecidos de hoje. Caso, por exemplo, do capixaba Lola, dos gaúchos Sarará e Cabano, e de Noca, só para citar poucos. A sorte deles é que havia a categoria de aspirantes, para não ficarem parados
Em 1951, quando Oto Glória comandava o time vascaíno, o então médio (atual volante) Danilo Alvim  recebeu três jogos de suspensão.  Apelar para improvisações de Jorge e Alfredo não deu certo. Então, Lola teve mais sorte do que Sarará e a sua chance. O que não sorriu para Aldemar, que foi se consagrar no Palmeiras, como um dos melhores marcadores de Pelé.
 Com Ademir Menezes também desfalcando a equipe de Oto Glória,  por contusão,  a vez foi de Edmur. Como seria titular por tempo marcado, o jeito foi ir para Portugal.  Quanto a Cabano, que não conseguia barrar Tesourinha, na ponta-direita, disputava vaga, nos aspirantes, com Célio e Jansen.  
Roberto Peniche, em foto reproduzida
da Revista do Esporte
  Encerada a viagem do “Expresso da Vitória”, o Vasco voltou a ser carregador de taça em 1956. Duas temporadas depois, tornou-se “SS”, isto é, “SuperSuper” campeão carioca,  com uma nova geração.
Quem são os “supersuperesquecidos” daquela rapaziada? Já ouviu falar de Ramos?  Frederico Ramos. Um capixaba, de Vitória, nascido em 1931, dono de um emprego público e que custara Cr$ 200 mil cruzeiros ao Vasco. Jogou uma partida da campanha de 1958, substituindo Sabará. 
O mesmo caso viveu Roberto Peixoto Peniche, mineirinho, de Palmas. Ainda era juvenil, quando o treinador Gradim, surpreendentemente, o fez substituir Pinga, que foi substituído, também, por um outro mineiro, o Dominguinho, isto é, Domingos Abdala, juvenil da Colina, desde 1956.
História idêntica à dos dois substitutos de Pinga viveu o baiano Teotônio. Os vascaínos pagaram Cr$ 1 milhão para tê-lo, com 23 anos de idade.  Só fez um jogo do “SuperSuper”, pois a camisa 9  tinha, entre outros “vestintes”, o campeão mundial Vavá – da Copa  da Suécia. Também, Wilson Moreira, por sete jogos. Este, campeão, também, no Torneio Rio-São Paulo, aos 23 anos, seguiu o destino de Vavá e foi para o futebol espanhol. 
Como se observa, Pinga tem sido muito citado. Foi um dos maiores ídolos da torcida vascaína da década-1950, autor de  250 gols vascaínos. Mesmo assim, o José Lázaro Robles já está no time dos poucos lembrados. E olhe que foi capa de revistas em várias ocasiões. Bem como Paulinho de Almeida, Laerte, Dario e Válter Marciano e até Orlando, campeão mundial-1958.   
Sabará, em foto reproduzida de www.supervasco.com, brigando
 com a turma do Real Madrid, em 1957, também já está esquecido
Mas, se campeão do mundo é esquecido, o que não dizer de Ortunho e de Viana? Integraram os grupos vencedores dos Estaduais-1956/1958; dos Torneio Início-RJ-1958;  Rio-São Paulo-1958; Paris-1957 e Tereza Herrera-1957.
O primeiro, era um gauchão muito forte, um “armário”. Substituiu o lateral-esquerdo Coronel, em três pugnas do “SS”, pois mandava ver em qualquer setor defensivo.
  De sua parte, Viana,  com três substituições, também,  era reserva do capitão Bellini. Aos 22 anos, vangloriava-se de ter marcado e vencido o então maior atacante do mundo, Di Stefano, do Real Madrid, na final do torneio parisiense. A galeria dos esquecidos é grande. Confira em futuras matérias.

 

A BELA, BELÍSSIMA MUSA VASCAÍNA DO DIA

Belíssima imagem que o "Kike" viu e reproduz,  de www.almanaquedovasco.com.br, para a sua galera curtir um grande trabalho criativo do artista do site. Vascaíno é assim: amante do belo, como a história do Club de Regatas Vasco da Gama, que ensinou a este país que todos são iguais como peças de uma sociedade. Nada de cor da pele ou de conta bancária prevalecendo. Foi assim que o "Almirante" recusou a banir pretos e brancos pobres de sua equipe, inaugurando a democracia no então preconceituoso futebol brasileiro. O "Kike" gostaria de informar o nome do artistas que bolou  este trabalho, mas os amigos do site esqueceram de citar o seu nome. Se alguém souber, por favor, informe, para o devido crédito.   
 
Beautiful, wonderfull image that "Kike" saw and reproduces, from www.almanaquedovasco.com.br, for your galera to enjoy a great creative work of the artist of the site. Vascaíno is like this: lover of the beautiful, like the history of the Vasco da Gama Regattas Club, who taught this country that all are equal parts of a society. No skin color or prevailing bank account. That is why - alright - the "Admiral" refused to ban poor blacks and whites from his team, inaugurating democracy in the then-prejudiced Brazilian football. The "Kike" would like to inform the name of the artists who created this work, but the friends of the site forgot to mention his name. If anyone knows, please inform, for the due credit.

HISTORI&LENDAS DA COLINA - GURI PELÉ

 O Club de Regatas Vasco da Gama já havia enfrentado Pelé, em 7 de abril de 1957, amistosamente, na Vila Belmiro, em Santos-SP, quando o Santos Futebol Clube comemorava aniversário e promovia a “Semana Alvinegra”. Caiu, por 2 x 4, com Laerte e Vavá marcando os seus tentos.
Até então, os dois clubes tinham se encontrado em 10 amistosas, com cinco vitórias cruzmaltinas, três santistas e dois empates, com o pega citado acima valido a  Taça Vinho Casto, reunindo os campeões carioca e paulista-1956. 
O gozador Sabará não aceitou que batessem
no garoto Pelé
Em 1º de junho de 1957 e o Vasco voltou à casa santista, para o seu primeiro jogo oficial contra Pelé – o segundo confronto da história –, valendo pelo Torneio Ro São Paulo, levando time poderosíssimo – Carlos Alberto Cavalheiro, Paulinho de Almeida e Bellini; Dario, Orlando Peçanha e Laerte; Sabará (Almir), Livinho, Vavá (Wilson Moreira), Valter Marciano e Pinga (Roberto Pinto), a base do grupo que seria Super-SuperCampeão-RJ e do Torneio Rio São Paulo-1958.
 Pelé não estava escalado para a partida – Manga, Getúlio e Mourão; Fioti, Brauner e Urubatão; Dorval, Álvaro, Pagão, Del Vecchio e Tite fora o time anunciado pelo treinador Luís Alonso Peres, o Lula – e nem preocuparia, se estivesse, pois, ao entrar no decorrer do primeiro encontro entre os dois times, substituindo, por sinal, o ex-vascaíno Álvaro, não balançara a rede – Pagão (2), Afonsinho e Dorval o fizeram.
 Nenhum dos sete vascaínos que o haviam enfrentado, em abril – Laerte, Orlando, Sabará, Livinho, Vavá, Válter e Pinga – lembrava-se dele.
 E rolou a bola. Lá pelas tantas, Lula tirou Del Vecchio e usou o guri Pelé, que faltava quatro meses para chegar aos 17 de idade.
– Este não é aquele moleque que entrou contra a gente, no jogo passado, e enceheu o saco? – indagou Laerte a Sabará.      
- Preto não enxerga preto. É muito preto. Não dá pra enxergar – sascaneou o gozador Sabará, segundo o fotógrafo Gervársio Batista, da ‘Manchete Esportiva’ e  muito amigo do atacante.
 Ante sacanagem de Sabará, o gaúcho Laerte foi até o capitão Bellini e recomendou abrir o olho com o moleque.
- Quando ele encostar, dê-lhe aquela caprichada, capitão. Avise para ir jogar bola de gude no meio da rua, rodar peão, soltar pipa.  
Sabará, que ouvira a recomendação de Laerte, segndo o mesmo Gervário, teria sapecado:
- Mandando o capitão bater em criança? Ele deve bater é em preto, como você – Vitor Barbalho, fotógrafo da mesma época, garante que é invenção de Gervário, para sacanear o glorioso Onophre de Souza, o Sabará.
 Sacanagem, ou não, o certo foi que o capitão Bellini e o seu colega de “xerifado”, Orlando Peçanha de Carvalho, que os argentinos chamavam de “Senhor Futebol ”,  não seguraram o moleque Pelé, que mandou o goleirão Carlos Ablerto buscar a “maricota” (como dizia o locutor vascaíno José Cabral) no fundo da rede.
Pelé, o segundo agachado à esquerda,  aos 16 de idade, envergando
a jaqueta vascaína, em reprodução da revista "Grandes Clubes"
O Vasco venceu aquele jogo, por 3 x 2, com Válter Marciano, Livinho e Vavá mexendo no placar construído por esta moçada: Carlos Alberto Cavalheiro; Paulinho de Almeida e Bellini; Dario, Orlando e Laerte; Sabará (Almir), Livinho, Vavá (Wilson Moreira), Válter Marciano e Pinga (Roberto Pinto), comandados por Martin Francisco – Manga, Getúlio e Mourão; Fioti, Brauner e Urubatão (Zito); Dorval, Álvaro, Pagão, Del Vecchio (Pelé) e Tite (Pepe) foram os santistas, que tiveram o outro seu gol marcado por Tite.
Dias depois, covidado para disputar um torneio internacional – um grupo no Rio de Janeiro e o outro em São Paulo –, o Vasco não tinha time para colocar em campo, pois a rapaziada excursionava à Europa. De jogador importante, só ficara Paulinho de Almeida e Bellini, que iriam se apresentar, brevemente, à Seleção Brasileira. Então, recorreu ao Santos e ambos formaram um combinado para o Torneio Internacional Morumbi.
Entre os jogadores cedidos pelo Santos estava o garoto Pelé. Como o treinador do “ComVas-San” ficou sendo Lula, que o conhecia, o escalou como titular. E o danado marcou gols em todos os jogos, exibindo um futebol espetacular, mágico para o torcedor carioca, que não sabia que o danadinho existia.
O treinador do escrete canarinho, Silvio Pirillo, que não tinha o que fazer no dia do primeiro jogo e foi assistí-lo, ficou embasbacado com o que viu:
 - Porra! Quem é este moleque? É da Lua? – indagou ao cara que estava do seu lado.
 Em setembro, com menos de 17 de idade, Pelé foi chamado, por Pirilo, para a Seleção. E o restante da história todos conhecem – vestindo a camisa do Vasco, Pelé avisou que seria o “Rei do Futebol”.                

 

  

 

 

 

 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - QUINCAS


Malmente começara o Campeonato Carioca-1960.  No estadinho botafoguense da Rua General Severiano, o Vasco entrara em campo, como grande favorito, esperando que o Bonsucesso cumprisse o seu tradicional papel de freguês.
Tá legal! Só que, aos cinco  minutos, o ponta-esquerda Quincas surpreendeu os favoritos, mandando o "garoto do placar” escrever: “Bonsuça” 1 x 0.

Era o gol mais rápido já marcado por um ex-vascaíno contra vascaínos. No vindouro nove de outubro fará 57 temporadas.
Quincas! Quem era cavalheiro? Pra começo de conversa: o cara que fizera mais um gol durante aquela refrega – aos 18 minutos, sete depois que o Vasco havia empatado.

De nada adiantara aquela ousadia de Quincas, pois a sua turma marcou  um gol contra e, no frigir dos ovos , o "Almirante" papou o omelete: Vasco 4 x 3.
O time do Bonsucesso era treinado por Gradim, que comandara a “Turma da Colina” durante a supertemporada-1958, quando a rapaziada ganhou tudo o que disputou. Tinha, ainda, um outro ex-cruzmaltino, o centroavante Artoff.  
  Batizado e registrado por Joaquim Rodrigues Vieira Neto, o carinha nasceu em 23 de janeiro de 1931, no subúrbio carioca de Anchieta. Passou pela Colina, em 1959, convidado pelo treinador Gradim. Saiu, rodou por aí e voltou em 1964, para ficar até 1966 e jogar 10 partidas. 
 Em fevereiro de 1965, quando a patota do Seu Zezé Moreira foi a Recife, participar do Torneio Cinquentenário da Federação Pernambucana de Futebol, Quincas ajudou a carregar o caneco, entrando em campo durante o decorrer de Vasco 3 x 1 Sport-PE e de Vasco 2 x 0 Santa Cruz, em ambas as vezes substituindo Lorico.
Por aquele seu tempo vascaíno, Quincas tinha por parceiros de gramados: Ita, Lévs, Joel, Brito, Fontana, Barbosinha, Maranhão, Lorico, Saulzinho, Célio, Mário, Zezinho,  Valtinho, Caxias, Pereira, Joãozinho e Luizinho Goiano. A patota ainda incluía o roupeiro  Chico; o  médico  Nicolau Simão; o massagista Marim e o auxiliar técnico Ely do Amparo.
                  FOTO REPRODUZIDA DA REVISTAS DO ESPORTE 


 



ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1931

Recentemente, o "Kike" apresentou a série "Vasmenguistas & Flascaínos", desfilando os principais atletas e treinadores que vestiram a camisa dos dois maiores rivais do futebol carioca.
O primeiro cruzmaltino a pular para o outro lado do balcão, de acordo com os pesquisadores Alexandre Mesquita e Jorge Medeiros, foi o goleiro Rolim. Pelo Vasco da Gama, em inícios da década-1930, ele não conseguiu ser ídolo, pois o goleiros preferido pelo chefe da equipes da época, o inglês Harry Welfare, era Jaguaré.
Na foto de recorte de jornal, enviado por Medeiros, o "guarda valas", como falavam os locutores esportivos de antigamente, enfrenta o Bangu.

A MUSA CRUZMALTINA DO DIA - RAÍSSA

Ela é uma das mais lindas e divulgadas torcedoras vascaínas dos últimos tempos. Todos os blogs cruzmaltinos se rendem à sua beleza. Tem nome de intelectual russa e o bom gosto de toda brasileira inteligente, afinal ter o "Almirante" no coração é para quem sabe traçar a história do enfrentamento das injustiças sociais nesse país. O "Kike" pede desculpas a quem pulicou esta foto, pois esqueceu de anotas. Mas colocará o devido crédito assim que descobrir. Está correndo atrás. Bom dia, vascaínos!
 
She is one of the most beautiful and popular Basque fans of recent times. All cruzmaltinos blogs surrender to their beauty. It has the name of Russian intellectual and the good taste of every intelligent Brazilian, after all to have the "Admiral" in the heart is for who knows how to trace the history of facing social injustices in that country. The "Kike" apologizes to whoever photographed this photo, because he forgot to write it down. Pardon! But you will put the right credit as soon as you find out. You're running behind. Good morning, vascaínos! 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - BENITO

Ele foi registrado homenageando o ditador italiano Benito Mussolini, batizado pelo Papa e vestiu a camisa cruzmaltina, entre 1953 e 1954, após voltar do futebol venezuelano.
O cara é filho do antigo atacante João Fantoni, o Ninão, primeiro brasileiro a jogar no futebol italiano. Ganhou tal nome porque às vésperas de nascer, o presidente da Lázio, filho de Mussolini, prometeu ao seu pai pagar todas as suas despesas hospitalares, cem troca de um gol. Ninão bateu na rede e o cartola cumpriu com a sua palavra 
Era  1931 quando o futuro vascaíno nasceu. Ninão deu-lhe o nome de Benito Romano Fantoni, em homenagem ao pai do cartola e à cidade em que nascera (e viveu, por seis anos), Roma. De quebra, o Papa Pio XII o batizou, no Vaticano.  Embora tivesse tudo aquilo em sua história, Benito foi registrado como cidadão brasileiro
Quando Ninão retornou ao Brasil, o gen boleiro do garoto começou a apresentar-se. De zagueiro central. Ganhou títulos no futebol mineiro, mas em São Januário não deixou lembranças. Está completamente esquecido. Só mesmo os pesquisadores sabem que foi atleta cruzmaltino.
Seria, no entanto, muito difícil para Benito ganhar a torcida vascaína. Quando ele passou pela Colina, o treinador Flávio Costa tinha Bellini, Haroldo e Ely do Amparo sendo os donos absolutos de sua zaga. Além dos menos cotados Mirim e Elias, e até Laerte e Dario que jogavam por ali, também. Quando nada, ele conviveu com grandes jogadores da "Turma da Colina", como Barbosa, Paulinho de Almeida, Danilo Alvim, Jorge Sacramento, Sabará, Maneca, Ademir Menezes, Vavá, Ipojucan, Pinga, Djayr e Parodi, entre outros.

VASCO HISTORI&LENDAS - PAI SANATANA

Nestas foto reproduzida de www.netvasco, Santana faz o show
 Pouco depois do início de 1979, o basquetebol do Vasco da Gama colocou um caneco nas prateleiras da Colina. Para o “Pai Santana”, umbandista ligado ao Cruzeiro das Almas, no terreiro Pena Branca, em Coelho da Rocha-RJ – chegado, ainda, ao Seu Carreiro e à Cabocla Jurema, conforme dizia –, simplesmente, era a ordem natural das coisas que acontecia.
 Explicou o Pai Santana que aquele era ano de Obaluiaiê, “sujeito forte e valente, inimigo de exposição ao ridículo”, e que Inaê, amiga de Omulu, também dera uma ajudinha, indicando ao “Almirante” o rumo das águas por onde navegar.
 Babalaô em seu pedaço, o “Pai Santana” gostava de expandir para os ouvintes as glórias de sua fé. “Já amarrei o time do Santos umas três vezes. O Pelé não acertava chute ao gol”. E ia além: “ Em 1969, eu trabalhava para o Fluminense, e a Cabocla Jurema não queria que o homem marcasse o seu milésimo gol em cima da gente. A coisa estava feia pro nosso lado, pois o crioulo havia marcado um monte de gols nos dois jogos anteriores. Ela (Jurema) ordenou-me estender uma toalha felpuda sobre uma mesa do vestiário, com a sua imagem por cima, arrodeada por velas acesas. Obedeci e ela amarrou o cara”.
 Santana e a Cabocla Jurema podem ter amarrado o Pelé, mas não saiu barato. Deni Menezes, então repórter da Rádio Globo, conta que uma das velas caiu sobre a toalha, rolou incêndio no vestiário e Santana teve pagar pelos prejuízos. “Mas a Cabocla Jurema ficou intacta, sem que uma faísca tocasse nela. Mostrou a sua força”, disse ele, ao Jornal de Brasília-JBr.
O jogo em que o “Pai Santana” incendiou o vestiário do Maracanã terminou Flu 0 x 0 Santos, na tarde domingueira de 26 de outubro de 1969, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosas, o Robertão, um dos embriões do atual Brasileirão. “Havia mais de 100 mil torcedores esperando pelo milésimo (gol) do Negão. Ele jogou tão pouco, que o Lula o tirou de campo”, lembra.
Brincando com Edmundo, em foto reproduzida de
 www.bahiaempauta.com.br
 A sumula da partida cita 87.872 pagantes e o treinador que substituiu Pelé (por Luís Carlos Feijão) não foi Lula (Luís Alonso Peres), mas Antoninho.
 De acordo com a agência noticiosa “Sport Press”, da qual o “JBr” comprava o noticiário, Santana pagou Cr$ 300 mil cruzeiros (moeda da época) pelos estragos no vestiário do “Maraca”.
Já o “monte de gols” marcados por Pelé nas duas partidas anteriores foram em Santos 6 x 2 Portuguesas de Desportos (4) e em 3 x 1 Coritiba (2), totalizando seis.
 Em sua jactância pelos poderes da Cabocla Jurema, o “Pai Santana” afirmou mais: “Ela esqueceu de desamarrar o ‘Negão’ (apelido de Pelé) e, do montão de gols que o Santos marcou nas partidas seguintes, nenhum foi dele – foram 11 gols, em 4 x 1 Flamengo: 1 x 4 Corinthians; 1 x 1 São Paulo; 4 x 0 Santa Cruz-PE e 1 x 1 Bahia.         
Nesse ponto, o “Pai Santana” fez uma brincadeira: “Na véspera de Vasco x Santos (19.11.1969, no Maracanã, com 2 x 1 santista), lembrei à cabocla para desamarrar o homem. Deu no que deu. Mas, no ano seguinte, acertei as minhas contas com o Vasco, chamando a minha turma para acabar com o tabu dos 12 anos sem eles ganharem um Campeonato Carioca”  – realmente, aconteceu. Mas, segundo o capitão Bougleux, muito mais pela capacidade do treinador Tim (Elba de Pádua Lima) e pela liderança do atacante Silva (Walter Machado Silva).
  Em 1971, o massagista Eduardo Santana abandonou  o Vasco. “Troquei de casa porque a faixa de campeão deixou a rapaziada muito assanhada. Oxolufan não gostou daquilo e me mandou dar uma ajuda para o ‘Diabo’ – apelido do América-RJ, que fez melhor campanha do que o “Almirante” no Campeonato Nacional – verdade.
 O sucesso com os americanos fez o Santa Cruz tirar o “Pai Santana” das garras do “Diabo” e leva-lo para botar mais veneno na “Cobra Coral” do Recife.  Ele relata: “Rolaram uma grana legam na minha mão e correspondi em dobro. Tive vida melhor do que a de artilheiro em dia de graça. Depois, acho que foi coisa do Cruzeiro da Almas. O assanhamento da turma do Vasco passou e me chamaram pra arrumar a casa, de novo. Daquela vez, demorei mais a descarregar as energias negativas em São Januário. Levamos dois anos para ser campeões – em 1974, o Vasco tornou-se o primeiro time carioca a ganhar o título do Brasileirão.
  Indagado se uma divindade umbandista ajuda mais a uns do que a outros, o “Pai Santana” explicou: “Pesam e medem. Atendem aos que merecem mais ajuda. A umbanda une pensamentos e torna o espírito mais forte. Par cada dia, há um preparo espiritual. Nenhum jogador dribla Omulu, Obaluiaiê, Seu Sete Porteiras. Por sinal, este se liga ainda mais no Vasco. Estou tendo (em 1979) grande força deles. Nem só para o clube, mas, também, para os necessitados nos hospitais e asilos que visito”.   
Santana é o primeiro à esquerda, agachado. Segundo ele, a sua assessoria espiritual derrubou um tabu de falta de faixas 
   Se o “Pai Santana” garantia que ninguém driblava a vontade das divindades umbandistas, como responder à frase atribuída ao comentarista esportivo  João Saldanha, segundo a qual, “se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminaria sempre empatado?”
Pelo “JBr”, de 3 de fevereiro daquele 1979, ele bateu forte: “O João esqueceu-se, se foi ele mesmo quem falou aquilo (muitos dizem que é coisa do Neném Prancha, antigo técnico de time de futebol da praia carioca), que, em 1957, ele me chamou no canto e me pediu uma ajudinha para o seu Botafogo (era o treinador) ser o campeão do futebol carioca. Foi” – assinalou.
 “Pai Santana” fez mais uma revelação: “As divindades que citei ajudam ao Vasco, mas já ajudavam, também, ao Bahia, antes de eu ser vascaíno. Exemplo: em 1959, eu servia à seleção brasileira de amadores e não pude amarrar o time do Santos para o primeiro jogo da decisão da Taça Brasil (espécie de Copa do Brasil da época). Como eles ganharam, Omulu e Oxalá mandaram que eu desse um jeito de voltar para a segunda partida. Armei tudo, bem armadinho, com os meus caboclos, e o Bahia reverteu a desvantagem” – na finalíssima, Bahia 3 x 1, campeão no Maracanã, mas sem Pelé na equipe santista.
Acreditar no que o “Pai Santana” falou é por sua conta. Mas que ele era um grande artista....”

TRAGÉDIAS DA COLINA - FLUMINADO


Coronel saiu de campo lesionado. Valter entrou na etapa final e nada resolveu
 A noite de 21.05.1957, uma terça-feira, não deveria ter existido para a torcida vascaína. A queda ante o Fluminense, por 0 x 2, não só decepcionou, tremendamente, a galera, como parece ter tirado todo o entusiasmo da turma do treinador Martim Francisco para lutar pelo titulo do Torneio Rio-São Paulo.
O Vasco havia mandado 3 x 2 Botafogo, no 24 de abril, encarando um ataque poderosíssimo, contando com Garrincha, Didi, Paulo Valentim e Quarentinha, o que de mais forte havia no futebol brasileiro. Se, naqule jogo, só 16.967 almas compareceram ao “Maraca”, a expectativa por uma vitória ante os tricolores elevou o público para o novoi compromisso a 58. 026 presentes. E nem havia como discutir que a grande afluência de torcedores fora vascaína, pois o rival, em seu jogo anterior, só havia motivado 6.989 pagantes. Nesse vexame dos 0 x 2 Flu, os gols foram marcados por Telê Santana e Escurinho.
Antônio Calada apreensivo e Martim Francisco agitado
O “Almirante” naufragou com: Carlos Alberto Cavalheiro , Paulinho der Almeida e Bellini: Laerte, Orlando Peçanha e Coronel (Dario); Sabará, Vadinho (Walter Marciano), Vavá, Livinho (Almir) e Pinga.                                          A decepcionante atuação vascaína derrubou o público para o jogo seguinte – Vasco 3 x 0 América, dois dias depois, para 6.825 pagantes, com 2.989 caronas. Seguiram-se mais decepções antes Corinthians (1 x 2, em 26.05) e Santos (2 x 3, em 01.06), eliminando qualquer chance de a rapaziada cadrregar o caneco.
        FOTOS: reproduções da revista Esporte Ilustrado      

domingo, 17 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - ALLAH BAPTISTA

Carioca, nascido em 24 de setembro de 1907, Allah Eurico da Silveira Baptista foi o 34º presidente do Vasco da Gama.  Ele associou-se ao clube, em 1º de fevereiro de 1928, passando a aportar a carteirinha de nº 143.  Chegou a conselheiro em 1948. No pleito de 1958, candidatou-se à presidência, certo de que não teria chances de vitória, mas perdeu, para Eurico Lisboa, por apenas 10 votos de diferença.
Allah Baptista comandou o Vasco em um período de “seca de títulos”.  Assumiu com a rapaziada há três temporadas sem carregar um caneco e passou o comando a José da Silva Rocha, em 1963, na mesma situação. Quando nada, em 1961, o time vascaíno terminou vice-campeão carioca, empatado com o seu maior rival, o Flamengo. Em 1962, saiu em quarto lugar. No Torneio Rio-São Paulo-1961, foi  o terceiro colocado. Na temporada seguinte, porém,  não conseguiu ficar entre os quatro primeiros da classificação final.   
Allah foi o 34º chefe
 da Colina
A ligação de Allah Baptista com o Vasco da Gama vinha desde os seus tempos de garoto, quando jogava futebol no campo em que o time treinava, na Rua Morais e Silva.  Entre os seus parceiros estavam Rainha e Sílvio Hoffman. Mas ele não foi em frente como atleta da pelota. E nem como remador, prática que chegou a desenvolvê-la, com desenvoltura.

Allah Baptista gostava de propagar que, em sua família, todos eram vascaínos – um filho e cinco netos. Quando ainda disputava o comando da Colina, declarou que o seu primeiro ato presidencial seria reformar, ou não, o contrato do treinador Yustrich, que fora goleiro vascaíno na década-1930.
 A presença de Yustrich à frente do time vascaíno, por sinal, vinha sendo um tema tão constante nas discussões entre os torcedores, que chegou a merecer editorial da “Revista do Esporte” – única semanal esportiva de circulação nacional –, pois o vivia em tremenda efervecência.
O articulista Anselmo Domingos não via Yustrich tendo os seus conhecimentos analisados, bem como as suas táticas,  improvisos, chaves, etc. Preferia ater-se ao gênio, os gestos, a voz grossa e os braços abertos do homem dirigindo sua rapaziada. Identificava o propósito de fazerem dele um monstro e  garantia que treinador bonzinho só servia para manchetes da imprensa.
Colocando a RE ao lado do treinador, Domingos não tinha Yustrich como um anjo, e  garantia que “nem um milhão de anjinhos poderia tomar conta dos quadros de futebol do Vasco”. Era um recado para Allah Baptista, lembrando-o que os vascaínos queriam um treinador de pulso forte, e tinham um. E sugeria que o deixassem trabalhar, sem lhe roubar-lhe tempo para fofocas. “O Vasco da Gama é sempre um manjar na mesa – manjar de notícias, de  crises, de brigas, de convulsões”, avisava , pela edição Nº 56, de 2 de abril de 1960.     
Allah Baptista desejava resolver o problema do comando técnico vascaíno porque, na gestão anterior, o seu antecessor, Eurico Lisboa, o convocara para estudar o problema do futebol cruzmaltino. Achava que só poderia ter um juízo exato vivendo um contato mais direto com o treinador. E Yustrich não “sobreviveu” em sua gestão, sendo substituído por Ely do Amparo, que passou o cargo a Paulo Amaral, que o repassou a Jorge Vieira, que foi sucedido por Eduardo Pelegrini. Tudo isso, entre 1961 e 1963. 
 
 

DOMINGO E DIA DE MULHER BONITA - DÓRIS, A 'ANDROIDE' DA TV BRASUCA

O carioca elege uma ‘Musa do Verão’ a cada estação que este pinta em sua praia. Em 1991, foi a vez da “androide” Dóris Giese, com cabelos escandalosamente pincelados ao loiro e o corpo musculado como se fora para viver uma aventura cinematográfica, tipo “Blade Runner”.
 Modelo fotográfico, aprsentadora de TV e bailarina, Dóris confessou à revista “Manchete” – 19 de janeiro de 1991 – que sentia-se andrógina na maioria das coisas que fazia. “Não sou fêmea demais”, revelou, avisando aos interesssandos não fazer tal tipo.
No entanto, os especialistas garantiam ser a sensualidade de moça algo que ela  não poderia negar. Tanto que fora capa da revista “Playboy”, embora tenha garantisse ter o ensaio fotográfico sido só uma forma de “desencaretar a sua imagem”, também explorada pela revista “Defile”, que a encapou, em 1985, quando ainda não fazia o gênero “androide”.
Dóris revelou ter a sua sensualidade vindo da dança, mas ressaltando que isso jamais fora uma sua preocupação. Nascida carioca, sob o signo de Touros, aos quatro de idade, seus pais mudaram-se para Campinas-SP. Aos 16, praticava natação e ginástica olímpica. Pensava, também, no balé aquático, mas terminou no de palco. Aols 20, já escrevia no currículo todos os degraus da Royal Academy of Dance, por suas representações no Brasil. Foi por ali que rolou o convite para ser modelo fotográfico. 
 Olhos zauis, dentes perfeitos e olhar misterioso,  Dóris encantou muito quando aparecia no global programa “Fantático”, durantes as noites dos domingos dos  inícios de década-1990. Mas ele dizia que a sua imagem, de replicante com 1m65cm de altura, lembando o personagem Pris, do filme “Blade Runner”, de Ridley Scott, não passava de uma “ilusão de ótica”. Menos para os telespectadores que a viam como deusa intergaláctica futurista.
 O seu início na TV foi, aos 26 de idade, em 1987, sendo uma das modelos que faziam a abertura da novela global Brega & Chique, da TV Globo. Nos dois anos seguintes, apresentou o “Jornal de Vanguarda”, da TV Bandeirantes. Em 1990, já etava no “Fantástico”. Em 1991, a Globo deu-lhe o programa “Dóris para maiores”,interpretando a “androide” Dorfe, que saiu, tmbém, em tgirinhas na “Playboy”e insirou, em 1992, a versão televisiva do Casseta & Planeta, da qual ela foi a primeira apresentadora.
Em agosto de 1985, Dóris foi capa da revista 'Desfile'
UM ENSAIO em que ela aparece nua ao lado de modelos negros também nus, provocou sua demissão da Globo, no mesmo 1992.
Ela apresentou, ainda, entre 1994 e 1995, o SBT Repórter e o TJ Brasil, no SBT. E, em 1998, um ano depois do nascimento de seus filhos, ancorou o Fala Brasil, na Record.   
Dóris abandonou dois cursos universitários – filosofia e pedagogia – e viveu um grande problema na real. Em 15 de abril de 2007, quando o marido Alex Solnik passeava com os filhos gêmeos Débora e e Daniel,  no bairro de Perdizes-SP, ela tentou evitar que Triguinho, um dos seus dois gatos, caísse de uma janela.
 QUEM CAIU foi ela, de 25 metros de altura, ficando com fratura exposta no cotovelo esquerdo e corte profundo na perna direita. Mesmo sentindo muita dor, conseguiu informar o nome do marido e o número do seu celular – como em um espisódio de cinema, gata pela atenção (ao gato) despencada. 
    FOTOS REPRODUZIDAS DA REVISTA 'MANCHETE'

 

TRAGÉDIA DA COLINA - CORINTAPITAÇO

Zé Ricardo, fotografado por Paulo Fernandes, de www.crvascodagama.com.br
sofreu a sua primeira derrota no comando do time vascaíno. Injustamente! 
Assim até o time do asilo de velhinhos é campeão. O atacante Jô marcou um gol, com a ajuda do braço do direito, e o Corinthians, no apito, venceu o  jogo d
E o pior é que o jogador não teve a honestidade de contar ao árbitro. Saiu de campo dizendo ter-se jogado na bola e não sabido se fizera o gol irregularmente. ATV mostrou isso, claramente.
O próximo compromisso cruzmaltino será diante do Sport, na próxima segunda-feira, dia 25, no Estádio Adelmar Carvalho, na Ilha do Retiro, em Recife, com início previsto para as 20h. Agora, o "Almirante" navega pela oitava posição do Campeonato Brasileiro, somando 31 pontos.
 Vasco e Corinthians já se enfrentaram em 112 oportunidades, com 33 vitórias vascaínas e 44 corintianas, além de 35 empates. Pelo Brasileirão, são 16 triunfos paulistas, 13 cruzmaltinos e 20 empates.
FICHA TÉCNICA - 17.09.2017 (domingo) - Vasco 0 x 1 Corinthians. 24º rodada do Campeonato Brasileiro. Local: Arena Corinthians-SP. Juiz: Elmo Alves Resende Cunha-GO. Público: 41.235 pagantes. Renda: R$ 2.436.134,70. Gol: Jô, aos 28min do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; Madson, Breno, Anderson Martins e Ramon; Gilberto (Escudero), Jean (Eder Luis), Wagner, Mateus Vital e Nenê; Andrés Ríos (Paulinho). Treinador: Zé Ricardo. CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Camacho, Maycon, Jadson (Marquinhos Gabriel), Rodriguinho e Ángel Romero; Jô (Kazim). Treinador: Fábio Carille.

sábado, 16 de setembro de 2017

A MUSA DO DIA DA COLINA

Como a rapaziada gosta de postar fotos das gatinhas, sem informar a graça dela, temos mais uma belíssima cruzmaltina anônima "colirizando" o olhar da galera.                                 Está zangada, porque não teve o seu nome citado. Por isso, virou o rosto e o escondeu atrás das melenas, como as mulheres de Atenas.                                                               As the boy likes to post pictures of the kittens, without informing her grace, we have another anonymous cruzmaltina, "colirizando" the look of the galera. She is angry because she did not have her name mentioned. So he turned his face and hid him behind the hair, like the women of Athens. 

CLUBE DOS ESQUECIDOS - PAULO BALTAR

 Em seu tempo de rapaz solteiro, ele era um viril quarto-zagueiro do Sampaio EC, do mesmo nome do bairro carioca em que nascera (28.06.1941). Depois de casado, com a Dona Elza, não tinha mais tempo para bater bola. Só para fazer a turma correr muito atrás da pelota. Era preparador físico.
 Paulo Baltar levou um novidade para São Januário: a introdução do karatê na preparação física, “para quebrar a monotonia dos muitos anos de uso de um mesmo método de preparação”, como explicou. De início, buscou na arte marcial o “istokê”, visando mais rapidez nos movimentos, e o levantamento, obrigando o atleta a sustentar todo o peso em uma só perna, enquanto a outra movimenta-se até o queixo, com a ponta dos pés.
 O começo de tudo foi um convite do treinador Zezé Moreira para ele assistir um treino físico da equipe vascaína. Baltar foi para as cadeiras sociais e ficou do lado de alguns torcedores, observando e anotando  tudo sobre os movimentos dos jogadores. Considerou o que viu de superado e fez algumas observações ao “Seu Zezé”, que o convidou a estagiar na Colina. Mas o treinador saiu e ele o acompanhou. Surpreendentemente, tempinhos depois Paulinho de Almeida o convidou para ser o seu  preparador físico.
A NOVIDADE gerou discussões, como o "karatê levar o atleta à estafa e a distensões musculares". Baltar contestava, garantindo que os dois problema não haviam visitado São Januário, após os quatro primeiros treinos.
Paulo Baltar introduziu, também, o bambolê no treinamento físico vascaíno,
 conforme este recorte de jornal da coleção do pesquisador  Jorge Medeiros. 
 O seu plano era ter a rapaziada no ponto ideal após 12 sessões de uso do método, que incluía, também “circuit-training”, com três voltas ao redor da pista de atletismo do estádio vascaíno. Baltar resumia o seu trabalho, em 40 a 50 minutos, buscador de velocidade, agilidade e destreza, resistência e força, alegando que isso era usado pelo futebol alemão.
 Segundo Baltar, os jogadores estranharam a novidade, de início. Mas depois encararam legal, com ele prometendo-lhes que, que após os  12 treinos, nenhum time carioca aguentaria o Vasco. QUASE FOI VERDADEe. No primeiro turno do Campeonato Carioca, o “Almirante” ficou na ponta do Grupo B, com 20 pontos, dois a mais do que o Botafogo, vencedor da Chave A.
 Escorregou ante o Flamengo (1 x 2) e passou, como um trator, por cima dos demais: 3 x 2 América; 4 x 1 Madureira; 2 x 0 Bonsucesso; 2 x 1 Bangu; 3 x 0 Portuguesa; 2 x 0 São Cristóvão; 3 x 1 Fluminense; 2 x 0 Olaria e 2 x 0 Botafogo. Pelo returno, 1 x 0 Bonsucesso; 0 x 0 Flu; 0 x 0 Bangu; 1 x 0 América;  2 x 2 Fla; 1 x 0 Madureira e 0 x 4 Botafogo.
A rapaziada terminou a temporada, com 29 pontos, contra 32 do Botafogo, o que significa que o karatê pode ter deixado o time de mãos vazias, sem a taça, devido ao rendimento físico do time durante a fase decisiva da disputa, quando perdeu cinco pontos e ganhou só dois.     Nº 467, fev.1968           
QUASE SETE sete meses depois de ter saído de São Januário, o preparador físico Paulo Baltar voltou. Se, em 1968, ele havia introduzido o karatê em seus trabalhos, em 1969 apresentou o jiu-jitsu aos atletas. Garantia não ser “invencionices”, mas uma maneira de motivar a rapaziada, e prometia que nenhum atleta vascaíno levaria tapa no rosto, porque, instintivamente, esta ria sempre em guarda.   
Baltar prometia, ainda, que os vascaínos iriam às bolas divididas com a certeza de ganhar o lance e jamais perderiam uma partida no grito. Para uma outra fase dos seus trabalhos, falava em “resistência ao sofrimento”, isto é, movimentos visando dar maior maturidade ao atleta, ao mesmo tempo em que o prepara, psicologicamente, para sofrer durante uma partida. Os movimentos: 1 – corrida vertical; 2 – rede de abordagem; 3 – passeio de Tarzan; 4 – falsa baiana; 5 – pranchas; 6 – preguiça; 7 – passeio de jacaré – Baltar fora antecedido neste retorno ao Vasco por Carlos Alberto Parreira.

O VENENO DO ECORPIÃO - "SETÁLOGO"

1 – Historiadores gaúchos afirmam que Getúlio Vargas e Luís Carlos Prestes, duas lendas da história política do Rio Grande do Sul, só se encontraram em quatro oportunidades. A primeira, quando Vargas armava a conspiração para expulsar o presidente Washington Luís do Palácio do Catete. A segunda, durante comício pró-Adhemar de Barros, em São Paulo-1947, e a terceira em um elevador do Palácio Monroe, no Rio de Janeiro. Diálogo: “Boa tarde, senador; boa tarde, Excelência”.
"EXCELENTE!" GETÚLIO ENJAULOU PRESTES  – 3.295 DIAS – E ENTREGOU A MULHER DELE AOS NAZISTAS, QUE A MATARAM.  

2 – Quando presidente, Getúlio Vargas era mestre em dar uma de “migué”. Sabia quem era quem e fazia que não estava entendendo nada, quando um “quem” lhe alugava os oritimbós. Seria um bom enxadrista, pois colocava as peças no lugar certo. Caso do seu conterrâneo gaúcho e líder na Câmara, entre 1951 /1954, o deputado Brochado  da Rocha.
Um dia, este fuxicou-lhe que o colega João Goulart, o Jango, não  comparecia à Comissão de Tomadas de Contas, onde era o representante do PTB-Partido Trabalhista Brasileiro, para defender o Governo dos fuxicos orçamentários da UDN-União Democrática Nacional. Pronto! Getúlio só precisava daquilo para mudar o jogo. Mandou Brochado assumir a função e articular o nome de Jango para presidir o partido.
                                      DEIXOU BROCHADO MAIS BROXA

3 – Quando era o presidente do Brasil (1961/1964), João Goulart fazia da reforma agrária a sua grande bandeira. O tema gerou-lhe pressões de todos os lados, principalmente a partir de 1962, quando havia dissensões até dentro das bancadas parlamentares. Chegavam dezenas de projetos à Câmara dos Deputados, até que Jango enviou o texto dele, em 1963. Para o seu cunhado Leonel Brizola agitar, ainda mais, a rapaziada, quando  PSD e UDN rechaçavam as proposta mais radicais. Com projetos mudando de relator, quase que diariamente, o “Doutor Leonel” sacou e declarou, lá no Rio Grande do Sul: “Tchê! Deste mato não sai coelho”.
Já que os coelhos ficavam dentro da toca, para fazer que viabilizava um meio de solucionar divergências, Jango, que era do PTB, mas armava com o PSD, trocou Oliveira Brito, por Vieira de Melo, para a relatoria fazer a coisa avançar. Vieira foi à luta, mas no dia em que encontrou-se com Jango para matar o assunto, explicou-lhe os pontos fundamentais da sua proposta, o homem não dizia sim e nem não. Vieira de Melo, então, sacou tudo e disse ao seu conterrâneo baiano e jornalista Hildon Rocha: “Perdi o meu tempo. Jango não quer nada com reforma agrária”.
                    ACERTOU O COCO NO TABULEIRO DE ACAREJÉ

 4 -  Aos 26 de idade, a então soviética Valentina Terechkova tornou-se cosmonauta, em 1963. De dentro da nave Vostok VI, ela prometeu ao ‘premier’ Nikita Kruchev: “Asseguro-vos que será cumprida a missão de honra que a pátria me confiou”. Durante o voo, ela estava dormindo quando foi chamada da Terra, com um zumbido. Acordou minutos depois e pediu desculpas. Estava perdoada. Afinal, era a primeira mulher sideral. 

                  ESCAPOU DA PRIMEIRA BRONCA ESPACIAL      

5 – Valentina não foi a primeira “cecepense” a encantar os “brasucas”. Em 1971, visitou a “terra brasilis” uma bela, de 17 de idade, 1m80cm de altura e coroada, em julho da mesma temporada, Miss Europa, em Belgrado, na antiga Iugoslávia. Estudava no Instituto de Educação Física e Desportos, em Moscou, e veio disputar o I Campeonato Mundial de Vôlei Juvenil. Loira, chamava-se Olga Dubiaja, usava a jaqueta 7 e queria ver fotografias de Pelé.
            PELÉ ERA REI DO FUTEBOL E OLGA RAÍNHA DA BELEZA

 6 -  O psicólogo William Moulton Marston, ligado ao exército norte-americano, criou o personagem “Mulher Maravilha”, em 1940, por entender que elas eram superiores ao homem e deveriam governar o mundo. As modelos para a heroína foram a sua esposa Elizabeth, adoradora da mitologia grega, e a sua amante Olive Byrne, que usava braceletes e cabelos compridos. William, Elizabeth e Olívia moravam juntos e seguiram assim, depois de 1947, quando ele deixou de existir.
                                 TRIÂNGULO ILEGALMENE MARAVILHOSO 
 
 7 – Em 7 de março de 2006, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (60) (com a sua mulher, Marisa Letícia) foram recebidos, no Palácio de Buckingham, em Londres, pela rainha da Inglaterra, Elizabeth-II, aos 79 de vida, e o príncipe Phillipe. Eles o homenagearam com um banquete, contando com 167 convidados. No cardápio: licor Veuve Clicquot e vinho Chateau Gruaud-Larose St Julian-1985. Almoço: truta e salmão, de entrada, e frango com legumes, no prato principal. Sobremesa: queijo produzido no castelo de Windsor, residência preferida da rainha. Sacaneiam os malandros: em 2017, na cadeia, Lula almoçará: frango solto, vaca atolada, macarrão nada e batata tinha.
                            NO CARDÁPIOI DE MORO, LULA NA BRASA, MORA?