Vasco

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

OS XERIFES DA COLINA - ORLANDO -3

 Cria do Fonseca, de Niterói, o caque Orlando Peçanha de Carvalho (era quarto zagueiro), formou dupla terrível com Hideraldo Luís Bellini, que emplacou na Seleção Brasileira campeã mundial-1958, na Suécia. Foi levado para a Colina, em 1953, pelo atacante Edmur, que já era cruzmaltino. 
Reprodução da Revista do Esporte
Nesse ponto, há uma história que parece lenda. Edmur nada teria falado ao treinador Carlos Volante e este não teria deixado Orlando treinar, por ver o seu físico aquém do que ele exigia para um zagueiro. Teria sido preciso um amigo comum de ambos pedir ao homem para dar-lhe uma chance. E, mesmo magrinho, o garoto mostrou que tinha muito veneno e foi convidado a voltar para o treino do sai seguinte. Foi campeão carioca juvenil, em 1954, e logo subiu ao time A. 
Com a altura de 1m79cm, boa altura para um zagueiro de sua época, Orlando calçava chuteiras 41 e, por jogar anto, foi levado pelo argentino Boca Juniors, em fevereiro de 1961,  por antigos Cr$ 16 milhões de cruzeiros, valor que se fosse  hoje seria uma ninharia. Tanto que, ao voltar ao  futebol brasileiro, em 1965, o Santos pagou Cr$ 99 milhões de cruzeiros (US$ 55 mil dólares) para repatriá-lo.
 PAI DE SANDRA, de Suzi e de Soraia, o craque vascaíno foi chamado, na Argentina, de “Senhor Futebol”. Mostrava que sabia tudo de bola e jogava onde fosse preciso, na defensiva. Convocado (juntamente com Bellini) para o escrete nacional, pela primeira vez, em 1956, pelo treinador Flávio Costa, Orlando dizia que ser inútil tentar fazer alguém sem pendor para empolgar a torcida, porque não via bancos escolares capazes de ensinar a matéria.
Mesmo contra “escolarizar” o futebol, Orlando era um “professor” para os novatos, aos quais recomendava evitar deixar a defesa desguarnecida, com subidas constantes ao ataque. Em agosto de 1959, sentindo não estar bem, mesmo recuperado de lesão durante o Torneio Rio-São Paulo, ele procurou o treinador Filpo Nuñez e pediu-lhe para encaminhá-lo ao time dos aspirantes (categoria extinta). Achava que seria a melhor maneira de recuperar o seu futebol e a forma física.
NASCIDO, em Niterói, em 20 de setembro de 1935, Orlando viveu até 10 de fevereiro de 2.100 e conquistou títulos importantes com a camisa cruzmaltina, como os Campeonatos Cariocas-1956 e 1958, o Torneio Rio-São Paulo-1958 (o Brasileirão da época)  e os torneios internacional de Paris e do Chile, ambos em 1957. Pela Seleção Brasileira, fez 34 jogos e ficou campeão, além do Mundial-1958, das Taças O´Higgins-1959 e do Atlântico-1960.  
Em 1969, Orlando  voltou a São Januário, jogou até 1970, encerrou  a carreira e depois foi nomeado auxiliar técnico.

 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - RUSSOS

1 - Na noite da quarta-feira 4 de dezembro de 1957, pela primeira vez, uma equipe da antiga União Soviética-CCCP, jogou no Maracanã. Empatou, por 1 x 1, com o Vasco da Gama, que teve o seu gol marcado por Almir Albuquerque Morais. À direita da foto (reproduzida de Manchete Esportiva), ao capitão e zagueiro Bellini leva ao abraço cruzmaltino ao visitante que deu muito trabalho à  "Turma da Colina".
 
2 - O último grande goleiro feito em São Januário, Hélton, esteou com titular em 3 de agosto de 1999, diante do uruguaio, pela antiga Copa Mercosul, que virou Copa Sul-Americana.. De lá para cá, todos os goleiros utilizados vieram de outras equipes. A lista pós-Helton: Fábio - revelado no União Bandeirantes-PR;  Cássio - revelado no Olaria-RJ; Tadic - sérvio; - Éverton - tirado do Volta Redonda-RJ; - Fabiano Borges - saído do Criciúma-SC;  Elinton -buscado no Bangu; Erivélton, ex-Americano-RJ; Roberto - ex-Criciúma-SC; - Sílvio Luís - ex-São Caetano-SP; Tiago - ex-Portuguesa de Desportos-SP; Rafael - ex-Itumbiara-GO; Fernando Prass - repatriado doo União Leiria-POR; - Alessandro - ex-Grêmio-RS;  Michel Alves - ex-Criciúma; Diogo Silva - ex-Nova Iguaçu-RJ; Martín Silva - ex-Olímpia-PAR.
3 - O primeiro goleiro gringo cruzmaltino foi o paraguaio Víctor Gonzalez, que defendeu o clube nos anos de 1954 e 55, mas posteriormente se transferiu para o Fluminense. O segundo, marcou época na Colina. O argentino Andrada, um dos heróis do primeiro título brasileiro do clube, o Brasileirão-1974. Foram sete anos defendeu as redes do Vasco, tempo suficiente para se tornar ídolo e uma referência do time na década-1970. Trinta anos após os vascaínos levantarem a primeira taça de campeão nacional, o clube voltou a apostar em um estrangeiro para o gol. O sérvio Tadic aportou em São Januário por indicação de seu compatriota Petkovic, que na época vestia a 10 vascaína. Fracasso. Com atuações muito aquém do esperado, deixou o clube poucos jogos depois. Quase quatro décadas após o sucesso de Andrada, um sul americano voltou a vestir a camisa 1, o uruguaio Martín Silva.
 

4  - O capitão Bellini foi chamado pelo chefe da seleção brasileira campeã mundial na Copa do Mundo-1958, na Suécia, para abrilhantar o desfecho de uma promoção da empresa aérea Panair do Brasil, já inexistente. Foi recepcionar o mascote, o Chiquinho, que fez muito sucesso junto à equipe canarinha. E era pé-quente. O danadinho, ao voltar ao Brasil, desapareceu, misteriosamente. Foi encontrado em um subúrbio do Rio de Janeiro, para alegria dos jogadores e dos membros da comissão técnica do escrete canarinho.

 5  - Em 23 de fevereiro, pelo Torneio Rio-São Paulo de 2000, o zagueiro Mauro Galvão atingu a marca de mil jogos. Foi na partida em que o Vasco venceu o São Paulo, por 2 x 1, com dois gols de Romário, aos 8 minutos do primeiro temp e aos 41 do segundo, em uma quarta-feira, em São Januário, perante 7.750 pagantes. O jogo valeu pelas semifinais da competição e foi apitado por Romildo Corrêa (SP). Para atingir a marca, o capitão vascaíno havia atuado, antes, por Internacional-RS, Bangu, Botafogo e Seleção Brasileira. O seu time do "Jogo1000" foi: Helton; Jorginho (Maricá), Odvan, Mauro Galvão e Giberto; Válber, Felipe (Alex Oliveira), Amaral e Paulo Miranda (Rogério); Viola e Romário. Técnico: Antônio Lopes. 
 

BATE-BOLA COM BEBETO

Nascido em Salvador, em 16 de fevereiro de 1964, José Roberto Gama de Oliveira, o Bebeto, Bebeto tornou-se um vascaíno em 1989. Em São Januário, ficou até 1992, e melhorou sua média de gols: 0,51, ou 60, em 116 compromissos. Em 2.001, ele voltou à Colina, fez mais oito jogos e dois gols, e depois encerrou a carreira no futebol árabe, disputando apenas cinco partidas e deixando só um gol.
Campeão mundial, pela turma do “tetra”-1994, nos Estados Unidos, ele estreou na Seleção Brasileira em 28 de abril de 1985, contra o Peru, tendo jogado 75 partidas e balançando a rede em 45 vezes, média de 0,6 por encontro. Como canarinho, perde para Pelé (77 gols em 92 jogos) e Zico (52 tentos em 73 refregas).  Ele bateu esta papinho com o Kike da Bola:
Reproduzido de
www.vasco.com.br
1 - Como foi vestir a camisa do Vasco?
 - Aconteceu, porque Deus permitiu. Tenho um filho vascaíno roxo, o Roberto Nilton, o mais velho, que vai a todos os jogos do Vasco. Fui recebido com muito carinho pela torcida vascaína, o que me fez defender o clube com muito orgulho.  Por sinal, o meu avô chamava-se Vasco e eu sempre tive muita admiração pelo Roberto Dinamite.

2  -Você chegou a fazer parceria com o Dinamite?
- Tive a felicidade de jogar com o Beto (Roberto Dinamite) uma vez, apenas, pelo Campeonato Carioca. Creio que contra a Portuguesa. Naquele dia, ele me fez um passe e eu o gol.

3 – Além da Seleção Brasileira, chegou a jogar com o Romário vascaíno?
- Com o Roma (Romário) creio que foi um jogo só, também, pois ele estava de saída e do Vasco e machucado. Mas aquela foi uma parceria de Deus. Foi o melhor parceiro de ataque que tive.

4 - Qual foi o seu grande momento vascaíno?
- Ser campeão brasileiro-1989, vencendo o São Paulo por 1 x 0, dentro do Morumbi. Foi um título importantíssimo pra gente.

5 - O Vasco de 1989 foi um campeão, campeão, ou os outros deixaram ser?
- Não se conquista nada sem méritos. Aquele meu Vasco era um time muito forte. Me lembro de quando o presidente Eurico Miranda perguntou se queríamos fazer o segundo jogo da decisão em casa, ou no Morumbi, e eu respondi:  Presidente, bota lá, que seremos campeões, lá! E não deu outra. Pelo time que tínhamos, a confiança era muito grande.

6 – Quantos títulos você conquistou com a camisa cruzmaltina?
-  Fui campeão brasileiro-1989; da Taça Guanabara-1990; do Torneio de Verão-RJ-1990; da Taça Adolpho Bloch-1990 e do Torneio da Amizade-1991. 

7 – Torneio da Amizade! O que foi isso?
-  Fiquei sabendo que foi a única conquista vascaína em gramados africanos. Fomos ao Gabão e vencemos o Bahia e um time de lá,  este com um gol meu.
OBS: Vasco 2 x 0 Bahia foi em 13.10.1991, com gols de Sorato e de William, e Vasco  3 x 0 Sogara foi no dia seguinte, com gols de Sorato, Bismarck e Bebeto.  
8 – A torcida vascaína mais jovem não deve saber o que foi o Tornei Adolpho Bloch. Pode contar?
- Lembro que jogamos contra o Fluminense, o Botafogo e o Bangu. Dos placares, não me lembro mais.
OBS: o Vasco foi campeão com estes resultados:  24.11.1990 - 2 x 1 Bangu; 28.11 - 3 x 1 Fluminense;  02.12 - 2 x 2 Botafogo; 09.12 - 2 x 1 Bangu 12.12 – 0 x 0 Fluminense; 16.12 - 1 x 1 Botafogo.

   
 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

MUSA DA COLINA - SÔNIA BRAGA

 
Não atraiu às primeiras revistas esportivas brasileiras estampar atrizes em suas capas. Pelo final da década-1950, por pertencer ao grupo que lançada a "Revista do Rádio", a "Revista do Esporte" arrumava um gancho e publicava duas páginas com uma artista falando de futebol. Só depois do surgimento de "Placar", nos anos-1970, as belas da tela começaram a ganhar a página 1 das publicações mais consumidas pelos homens. Sônia Braga, famosa, principalmente, pela atuação no filme norte-americano "O Beijo da Mulher Aranha", foi uma das brindadas, com capa e matéria no interior da semanário. Claro, exibindo a sua cruzmaltinice!

Not attracted the first brazilian sports magazines stamping actresses on their covers. By late-1950, belonging to the group that launched the "Radio Magazine," the "Journal of Sport" arranged a hook and published two pages with an artist talking about football. Only after the emergence of "Score" in the years 1970, the beautiful screen started to gain page one of the most consumias publications by men. At No. 45, October 1 and 979, Sonia Braga, famous, mainly for his performance in the Hollywood film "Kiss of the Spider Woman", was one of brindades with cover and matters in the weekly. Of course, displaying their cruzmaltinice!





 
 

 
 
 
 

 

 
 

 

 
 

 
 



 
 

 

 
 
 
 
 


 
 
 


 

 

 

OS XERIFES DA COLINA -1

O técnico Zezé Moreira, em 1966, pedia e eles jogavam duro. Brito e Fontana formavam a dupla mais temida do futebol carioca, na década de 1960. De acordo com a Revista do Esporte, Da explicação para o rigor de suas atuações tinha uma explicação só: ... “venceram pela perseverança. Tiveram que lutar bastante e enfrentar muitos obstáculos” para serem titulares no Vasco.
No caso de Hércules Brito Ruas, a revista lembra que, depois de se destacar no time amador do Flexeiras, da Ilha do Governador, passou pelos times de juvenis, não pode subir para os aspirantes vascaínos, porque havia Viana barrando-lhe a vaga de zagueiro central. O jeito foi ser emprestado do Internacional, de Porto Alegre, onde Sílvio Pirillo, o primeiro a convocar Pelé para a Seleção Brasileira, era o treinador. Brito esteve emprestado, também, a um outro Inter gaúcho, o de Santa Maria, e só pode mostrar veneno na Colina depois da saída de Bellini, em 1961.
Antes da chegada de Zezé Moreira a São Januário, Brito brincava muito na área. Depois disso, o homem mudou completamente a sua forma de atuar. Nascido na ilha onde rolava a bola, em 9 de agosto de 1939, Brito deixou de enfeitar jogadas, passando a ser o que a imprensa chamava de “zagueiro enxuto”.
Fontana, quarto-zagueiro, trilhou caminho parecido com o de Brito. Tinha dois fortes concorrentes pela frente, Russo, nos aspirantes, e Barbosinha, no time A. assim, arrependia-se de não ter aceito convites do Fluminense e do São Cristóvão, pelo qual chegara a preencher ficha de inscrição como amador.
José de Anchieta Fontana, capixaba de Santa Tereza, nascido em 31 de dezembro de 1940, quando subiu, pegou uma noite brava pela frente. O Vasco vencia o Santos, pro 2 x 0, e ele sacaneava Pelé. A dois minutos do final, o “Rei do Futebol” empatou a partida, o que poderia ter liquidado a sua carreira. Mas recuperou-se, para falar muito durante as partidas, xerifar, transtornado. Reclamava dos colegas, ao mínimo, e era mestre em irritar o adversário. Fora de campo, assegura o ex-capitão vascaíno Buglê,“era um santo”, como o xará jesuíta José de Anchieta.

 

OS XERIFES DA COLINA - 2

Dario José dos Santos. Carioca, nascido em 4 de março de 1949, no subúrbio de Marechal Hermes. Atacante do Atlético-MG, fazia tantos gols que foi apelidado de “Apolo Nove” (usava a camisa 9), pelo locutor Waldir Amaral, da Rádio Globo-RJ, quando o projeto espacial Apolo, da NASA-EUA, estava no auge. Medindo 1m82cm de altura, pesando 76 quilos e calçando chuteiras de número 42, sem erros, estava no padrão dos mais pesados atacantes brasileiros do seu tempo.

Imperdoável “matador”do “Galo” alvinegro mineiro, Dario vivia dizendo não ter medo de cara feia, mesmo sabendo que não sairia ileso nas disputas de bola. No entanto, separava uma dupla de zaga. Foi o que ele declarou ao repórter (torcedor vascaíno) Elionário Valente, pelo Nº 505 da “Revista do Esporte” data de 9 de novembro de 1968.
Indagou Eliomário: “Qual o seu mais implacável marcador, Dario?” Resposta: “São dois: Brito e Fontana. Como batem bem. Até tapas no resto já levei, além de outras entradas mais violentas. Quando eu apanhava a bola e partia para a área do Vasco, temia pela minha saúde”.
E se mais não falou porque não foi perguntado, certamente.
OBS: Dario é o segundo maior artilheiro da história do Atlético-MG, com 211 gols – o primeiro é Reinaldo Lima. Quando defendia o Sporte Recife, em 1976, marcou 10, durante os 14 x 0 sobre o Santo Amaro, suplantando Pelé, que tinha oito na conta. Por sinal, Pelé telegrafou-lhe congratulando-se pelo feito. Os dois, mais Brito e Fontana, foram colegas na Sleção Brasileira do tri, em 197.0

quarta-feira, 26 de julho de 2017

33 - FLAMALTINOS & CRUZBRO-NEGROS

É possível juntar santos e capetas? Só neste texto. Casos de Tita, sujeito muito religioso, praticante da religião mórmon, e do danadão baiano Edílson. Ambos atacantes, fizeram a alegria de torcedores flamenguistas e vascaínos. Eles encerram, hoje, esta série, que reuniu personagens que estiveram dos dois lados do balcão. Vamos lá!    
A reprodução de www.netvasco mostra Tita em uma comemoração
 de gol que virou moda
 TITA - Ele marcou um gol e a comemoração virou moda: sair correndo com o rosto encoberto pela camisa.
 Aconteceu em 9 de agosto de 1987, quando o Vasco venceu o Flamengo, por 1 x 0, no Maracanã, e carregou o caneco do Estadual.
 Para muitos vascaínos, o lance começou com Romário fazendo a sua única roubada de bola. Estava no meio do campo e lançou Luiz Carlos Martins, que cruzou para o peito de Roberto Dinamite. Este fez uma atrasada legal e Tita, que vinha na corrida, finalizou, sem chances de defesa para o goleiro Zé Carlos, com a bola ainda batendo na trave.
 Antes daquilo, Tita marcara um gol que valera título ao Flamengo, pela decisão do Estadual Especial-1979, substituindo o contundido Zico, o maior nome da história rubro-negra. O lateral Toninho Baiano cruzou bola quase da intermediária, para ele, da entrada da grande área, cabecear e vencer o goleiro Emerson Leão.
Edílson em reprodução
 www.netvasco
Tita tem outros títulos importantes como rubro-negro: campeão das Taças Guanabara-1979/80/81/84; dos Estaduais-1978/79/81; dos Brasileiros-1980 e 1983; da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes, ambos de 1981. Além de nove torneios rápidos, contar clubes estrangeiros.
 Pelo Vasco,  ganhou, também, as Taças Guanabara-1989/90; o Brasileirão-1989; a Copa Ouro-1987, nos Estados Unidos, e o Torneio Ramón de Carranza-1987, na Espanha, onde já o havia ganho, em 1979/80, pelo Flamengo.   
  Milton Queiroz da Paixão, o seu nome, é carioca, nascido em 1º de abril de 1958. Começou a carreira no time dente do leite do Flamengo, aos 12 anos de idade, em 1970. Ficou até 1985 e voltou, em 1990. Totalizou 387 jogos e 131 gols rubro-negros. Chegou à Seleção Brasileira, fez 36 jogos e seis gols canarinhos, e esteve na Copa do Mundo-1992. Com treinador, começou a carreira vascaíno, em 2000. Depois, passou por 13 clubes (três do exterior) e voltou a São Januário, em 2008.

EDÍLSON – Ele já havia passado por oito times – um capixaba; um japonês; um português e cinco paulistas –, quando chegou à Gávea, para ficar entre 200/2001. Nesta última temporada, além de campeão, foi o artilheiro da temporada, com 12 gols, e eleito o melhor jogador do Estadual-RJ. Mas prêmios de “o melhor” já não eram novidade para ele, que fora o “cara” do Brasileirão-1998, pela revista Placar (Bola de Ouro), e do Mundial de Clubes da FIFA-2000. Fazia jus ao apelido de Capetinha.
O baiano Edílson Ferreira da Silva, nascido em 17 de setembro de 1970, em Salvador, após deixar o Flamengo passou por mais dois clubes, voltou à Gávea e rubro-negrou entre 2003/2004. Voltou a sair, passou por mais três clubes e tornou-se um vascaíno, em 2006. Demorou só por aquela temporada na Colina, disputando 23 jogos e marcando cinco gols. Pelo maior rival do “Almirante”, foram 19 tentos, em 58 partidas.
Também canarinho, Edílson fez 22 jogos e deixou seis gols para a Seleção Brasileira. Foi campeão (penta) mundial, em 2002, tendo entrado em Brasil 4 x 0 China; 5 x 2 Costa Rica; 2 x 1 Inglaterra e 1 x 0 Turquia.          

CHIROL, O LANÇADOR DE DINAMITE



Garoto Dinamite, em reprodução de
www.paixaovascao.com.br
    Ele era mais conhecido pela torcida como preparador físico. Mas Admildo Chirol era treinador de futebol diplomado, desde 1956, pela Escola Nacional de Educação Física, do Rio de Janeiro. Foi ele quem lançou Roberto Dinamite no time principal do Vasco da Gama, mandando-o para o jogo do dia 14 de novembro de 1971, contra o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador.  
 Como todo rapaz brasileiro, Admildo jogava a sua bolinha, mas não tinha ilusões quanto a possibilidade de desenvolver a carreira de atleta. Sentia-se mais atraído pela ginástica, tendo, inclusive, conquistado o título de campeão carioca em aparelhos, na temprada-1955.
Por indicação do professor Ernesto Santos, um dos grandes gurus dos desportistas carioca naquela metade do século 20, ele tornou-se professor da instituição pela qual se diplomara. Mais tarde, passou a integrar o Conselho de Ginástica  da Confederação Brasileira de Desportos.               

Reprodução de www.acervodabola.com.br.
 Admildo Chirol não assumiu o comando do time vascaíno sem ter tido uma experiência anterior, como muitos pensaram, quando foi anunciado para o cargo. Bem antes, passara seis meses treinando os juvenis do América-RJ, em 1962, tendo revelado o meia Carlos Pedro, um dos bons nomes do “Diabo Rubro” na década-1960 (foi negociado com o futebol português), e alguns outros garotos que subiram ao time principal.
 Chirol comandou e foi campeão carioca também de aspirantes, em 1964, pelo Botafogo, mesmo ano em que, no time A, substituiu Geninho (demitido após sofrer uma goleada durante o Torneio Rio-São Paulo. Também, foi chamado para substituir Daniel Pinto, no mesmo Botafogo, após o final do Campeonato Carioca-1965, quando já contava com 11 temporadas de vivência no futebol profissional.  
 Carioca, nascido em 1º de julho de 1934, Admildo Chirol viveu até 28 de dezembro de 1998, tendo assistido 64 viradas do calendário.
Antes de treinar o Vasco, em 1971, desde 1968 já havia sido preparador físico da Seleção Brasileira, colocando no currículo a participação na conquista do tri, em 1970, no México, quando a sua rapaziada apresentou um explêndido condicionamento e fez do zagueiro Brito o superatleta de melhor preparo físico do planeta. Substituto de Paulo Amaral, em 1971, em São Januário, ele foi substituído por Zizinho, em 1972. 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FONTANA

1 -  O goleiro argentino Andrada ficava uma fera quando os companheiros o chamavam de “Arqueiro do Rei”. Por aquela época, em 1969, estava na moda um uísque chamado “King's Arch”, o que traduzido dizia aquilo. A rapaziada sacaneava: “Ô gringo, me dê um uísque”. Ele rebatia: "Non quiero esta brincadêra, non!". Aí  era que a turma encarnava mais. Teve que se acostumar. O zagueiro Fernando Silva, acusado pelo árbitro pernambucano Manoel Amaro de Lima de ter feito o pênalti em Pelé jura que o “Rei” tropeçou em uma de suas pernas e caiu dentro da área, no lance que gerou o gol 1.000. Para desconsolo de Andrada.   

2 -  Maior cartaz do Atlético-MG, na metade da década-1960, Bougleux, que a imprensa carioca escrevia Buglê,  conta ter sido forçado, pelos dirigentes do “Galo”, a vender o seu automóvel Mercury, modelo 1964, devido aos comentários de se tratar “de carro de playboy”. Segundo ele, jogador do futebol mineiro só poderia ter, no máximo, um Volkswagen. Quando comprou um Karman Ghia-1968, amarelo margarida, ficou perplexo por não terem reclamado. Venderam o seu passe para o Vasco da Gama, naquele ano, quanto tinha 22 anos de idade.     

1 -  Treinado por Paulinho de Almeida, o Vasco começara bem o Campeonato Carioca-1968, após seis amistosos, entre 4 e 21 de fevereiro, com três vitórias, dois empates e uma escorregada. Durante o Estadual, o time corria como um coelho, preparado fisicamente por Paulo Baltar. E mandou 3 x 2 América; 4 x 1 Madureira; 1 x 0 Campo Grande; 2 x 0 Bonsucesso; 2 x 1 Bangu; 3 x 0 Portuguesa; 2 x 0 São Cristóvão e 3 x 1 Fluminense, este em 13 de março,  com Fontana  sendo expulso de campo, aos 51 minutos, acusado de agredir ao árbitro Armando Marques. Mesmo com acusação tão grave, o “xerifão” não foi punido, exemplarmente, pelo Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Carioca de Futebol. Ele defendeu-se contando que Salvador e Reinaldo (do Flu) fizeram falta sobre ele, que foi cobrar do juiz. Quando discutia com o apitador, os colegas Bianchini e Danilo Menezes o empurraram para o lado, e ele empurrou um deles, que caiu por cima do árbitro. Logo, acidente de trabalho. E não foi que o tribunal foi na conversa! Aplicou-lhe só a multa de NCr$ 70 novos cruzeiros, uma ninharia para o Vasco pagar.       

    
 

   

terça-feira, 25 de julho de 2017

A BELA DO DIA - GATA DO TIO DODÔ

Um show de fotos de lindas morenas brasileiras, exibindo a escultura que a natureza lhes deu, era um dos diferenciais da revista "Manchete", do grupo empresarial Adolpho Bloch. Na matéria "E Deus criou o Verão", escrita por Albani Mota, com fotos de Indalécio Wandereley e de Oskar Sjöestedt, uma das moreníssimas clicadas foi esta jovem, não identificada no texto. De acordo com a legenda, a menina usava "um biquini que desafia as leis das física e seria capaz de embaralhar as teorias de (Isac) Newton". Realmente! Tá na cara! Esta foto saiu na edição Nº 1.185, de 31 de janeiro de 1987, quando a semanário estava comemorando 35 temporadas nas bancas. Além da gatinha que você vê, trazia uma belíssimo ensaio com a "sereia" Liiza Brunet, beijada por ondas das praias carioca, em um verão com o filamento de mercúrio dos termômetros ultrapassando os 40 graus. Razão mais do que suficiente para os turistas estrangeiros deixarem o frio em suas casas e virem à Cidade Maravilhosa verem maravilhas que só o Brasil tinha. E continua a ter. De montão!
...
A show of photos of beautiful Brazilian brunettes, showing the sculpture that nature gave him, was one of the differentials of the magazine "Headline", the business group Adolpho Bloch. In 'And God created the Summer ", written by Albani Mota, with pictures of Indalécio Wandereley and Oskar SJOESTEDT, one of moreníssimas clicked was this young, unidentified. According to legend, the girl wore "a bikini that defies the laws of physics and be able to shuffle the theories of Isaac Newton." Really! Okay in the face! The photo is of the edition No. 1,185, of January 31, 1987, when the weekly comemoranva 35 years. Besides the "gataça" brought an essay with "mermaid" Liiza Brunet lapped by waves of Rio's beaches in summer with the filament of mercury thermometers exceeding 40 degrees. More than enough reason for foreign tourists leave the cold in their homes and come to see the Marvelous City wonders that only Brazil had. And continues to have. The heap

HISTORI&LENDAS DA COLINA - EXPULSOS

1 - Está na mesma data, de 23 de  abril: duas expulsões de campo. Em 1955, o "sargentão" Flávio Costa era o treinador vascaíno e tinha compromisso contra o Santos, no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo. Pelé ainda não pintava no pedaço e a sua futura camisa 10 era usada pelo ex-vascaíno baladeiro Vasconcelos, amante dos embalos das noite. O Vasco vencia, mas Flávio Costa precisou substituir Pinga, que era um dos ídolos da torcida. Mandou Alvinho para o gamado, mas precisou voltar a mexer no time. Então, trocou Alvinho, por Iedo, que terminou expulso de campo. E não deu mais pra mexer em nada, nem no placar, que ficou Vasco 2 x 0. O time da época tinha: Vitor Gonzalez; Paulinho de Almeida e Bellini; Amauri, Adésio e Dario; Sabará, Ademir Menezes, Vavá, Pinga (Alvinho/Ledo) e Parodi.   

2 - Rolava 1980  e o Vasco havia ido a Recife, encarar o Náutico, pelo Campeonato Brasileiro, no estádio do Arruda.  Aos 13 minutos, o meia Guina marcou o gol que deixou a conta final em 1 x 0. Com tal placar, os vascaínos quebravam o tabu, de três jogos, sem vitórias sobre o “Timbu”, em confrontos pelo Brasileiro unificado. Fazia de tudo para acabar com aquela história. E, já que era assim, para não deixar o anfitrião empatar, o meia-atacante Jorge Mendonça aprontou bagunça e foi convidado a se retirar do gramado. Trocou o convite por três pontos. O Vasco do dia teve: Mazaropi; Léo, Orlando, Juan e Paulo César; Dudu, Guina e Jorge Mendonça; Katinha, Paulinho (Aílton) e Roberto Dinamite.
 

TRAGÉDIAS DA COLINA - JORGE LUÍS

 Carioca, nascido em 10 de abril de 1947, Jorge Luís jogava peladas, em Cavalcanti, onde residia. Muito bom de bola, foi levado para treinar com a turma do Madureira, como apoiador, aos 16 anos de idade. Agradou, mas o treinador Ricardo Magalhães preferiu desloca-lo para a lateral direita. Sem problemas! Se deu bem, chegou ao time principal e despertou o interesse do Flamengo. Mas o Vasco pintu na frente.
 Em São Januário, Jorge Luís foi prestigiado pelo treinador Zizinho. E chegou, rápido, à Seleção Brasileira, sendo convocado para disputar a Copa Rio Branco, em 1968, contra os uruguaios. Passado o momento de sucesso meteórico, vieram as muitas contusões que o impediram de ser titular no time vascaíno. Mas o pior ainda viria.
No dia 17 de setembro de 1968, Jorge Luís comeu uma pizza, sentiu-se mal e recebeu prescrição médico de dieta alimentar. Como estava três quilos acima do peso normal, foi uma sauna, por conta própria, e passou 45 minutos por lá. Chegou em casa passando mal, mas pediu à sua mães para não chamar o médico do Vasco. No dia seguinte, faltou ao treino. No outro, o clube foi a avisado de que ele estava, em casa, em estado de coma. Foi removido para a Casa de Saúde São Miguel e passou, entre sexta e segunda-feira, lutando pela vida. Ás 2h30min do dia 23 de setembro, não resistiu. Desidratação ativara a sua diabetes e uma infecção renal.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

32 - VASBRO-NEGROS E FLAMALTINOS

O meia argentino Conca e o zagueiro Rafael Vaz estão em atividade no Flamengo. Do primeiro, a turma de ultrajovens torcedores cruzmaltinos, a turminha de até 14, nem sabe disso. Mas do zagueiro Rafael Vaz todos se lembram, pois até 2016 vestia a camisa dos colineiros. Já o lateral Gilberto nem é bom lembrar, pois perdeu pênalti na decisão do Mundial de Clubes da FFIFA-2000, contra os corintianos. Bem como de Pimentel que, ao estar no Flamengo, deizia nem gostar de  lembrar que já fora vascaíno. Vamos conferir as suas vascaínadas e flamengadas:

CONCA- Já já participou de dois jogos rubro-negros, após deixar o futebol chinês. Teve no Vasco o seu primeiro clube no Brasil, desembarcando em São Januário, em 2007. Estreou em 13 de maio , substituindo o atacante Alan Kardec, na partida contra o América-RN.
Em 30 de junho, ganhou a vaga de titular, durante a vitória sobre o Cruzeiro, por 3 x 1, e marcou os seis dois primeiros gols cruzmaltinos no jogo seguinte, nos 4 x 0 Santos.
Baixinho, medindo 1m67cm, Conca disputou 50 partidas e marcou oito tentos pelo Vasco, usando a camisa 8. Dono de muita habilidade e rapidez, chegou a ser escalado, também, como atacante, formando dupla com Leandro Amaral.  
Nascido em General Pacheco, em 11 de maio de 1983, ele estreou no Flamengo entrando perto do final de uma partida contra o Fluminense, seu clube anterior no futebol brasileiro, pelas finais do Estadual-1017.

GILERTO - Foi outro jogador de passagem rápida pela Colina: 40 jogos e seis gols. Chegou em 2000 e saiu em 2001, levando no currículo os títulos de campeão brasileiro, da Copa Mercosul e da Taça Guanabara, todos em 2000, e da Taça Rio, em 2001.
Cria do América-RJ, o carioca Gilberto da Silva Melo nasceu em 25 de abril de 1976 e esteve rubro-negro em 1996/1997, por 116 jogos e dois gols. Não fez um voo direto da Gávea para São Januário, tendo passado, antes, pela italiana Internazionale, de Milão. Defendeu, também, Cruzeiro e Grêmio-RS, e chegou à Seleção Brasileira.

PIMENTEL – Ele não foi um lateral-direito espetacular, mas agradava  pela força, disposição  e velocidade. Assim, ajudou a equipe vascaína a gnhar o seu único tri estadual, em 1992/93/94, além de, em 1993, conquistar, também, na Espanha, o Troféus Cidade de Zaragoza e de Barcelona. E, ainda, o Tormeio João Havelange, por aqui.
O carioca Marcelo Luís Pimental, nascido em 3 de agosto de 1972, foi vascaíno de 1971 a 1997, por 252 vezes, marcado 24 gols. Fez parte, também, do time campeão da Copa São Paulo Junior-1992, a única conquistada pelo Vasco.   
No Flamengo, esteve entre 1998/99, atuando por 72 jogos e marcando dois gols. Saiu,  voltou e não emplacou entre 2001/2002. A partir dali, começou a defender times pequenos,  até parar.  Saiu da Gávea com os títulos da aça Guanabara, do  Estadual e da Copa Mercosul, todos em 1999, e da Copa dos Campeões-2001

REAFAEL VAZ - Ele fez voo direto São Januário-Gávea,  mais parecendo desapreço vascaíno pela sua contribuição à história do clube. Havia marcado o gol que dera o bi estadual ao "Almirante",  durante o 1 x 1 Botafogo, em 8 de maio de 2.016, no Maracanã, diante de 60 mil almas. Antes, havia marcado o tento da vitória, por 1 x 0, sobre o Flamengo, em 14 de fevereiro de 2016 da mesma temporada, um grande impulso para a chegada ao bi. 
Em 18 de maio, Rafael Vaz marcou o gol antológico. Garantiu a vaga vascaína na fase vindoura da Copa do Brasil, diante do CRB, aos 47 minutos do segundo tempo, empatando a partida. O treinador Jorginho Amorim o lançou como centroavante, em lugar de Thalles pois não tinha mais ninguém para aumentar a sua força ofensiva.
Rafael Vaz dos Santos nasceu em São Paulo-SP, em 17.09.1988, mede 1m88cm e foi um cruzmaltino por 47 jogos e 10 gols, de 2013 a 2016, sendo tirado do Ceará Sporting. Vinha sedo um autêntico cigano da bola, com passagens por 12 clubes, desde 2006. Contratado para a vaga de Dedé, o então grande ídolo vascaíno, estreou com gol diante do Internacional-RS. Depois, marcou contra o Criciúma-SC e o Santos. Uma boa chegada, sem sequência em 2014, indo para a reserva. Quando nada, encarando o Friburguense, marcou um belo gol, de voleio.
Sem chances como técnico Doriva, Rafael Vaz voltou a jogar com Celso Roth. Pelo Brasileirão-2015, marcou gol nos 2 x 1 Sport-PE, que tiraram o Vasco da lanterna. Em seis de junho de 2016, já não era mais da "Turma da Colina", para assinar contrato com o maior rival.
Por ora, pelo Flamengo, Rafael Vaz já disputou 62 partidas e marcou  um gol. Foi campeão estadual-2017, como rubro-negro, o que o torna tri, porque estava vascaíno no bi de 2015/16.
 

TRAGÉDIAS DA COLINA - O LADRILHEIRO

O Vasco foi para a decisão do Estadual-1981 precisando vencer o Flamengo em três jogos seguidos, ou vencer dois, empatar um e disputar uma prorrogação. No primeiro, em 29 de novembro, perante 80. 908 pagantes, mandou 2 x 0, com dois gols de Roberto Dinamite, ambos no segundo tempo. No segundo, em noite de quarta-feira, com público de 47 704 torcedores, o mesmo Roberto voltou a marcar e os vascaínos venceram, por 1 x 0.
 Veio a última partida, em seis de dezembro, e o Flamengo abriu dois gols de frente, em 24 minutos. O segundo gol foi causa de uma maluquice do goleiro Mazaropi, que foi dividir bola na intermediária, levando o chamado "gol do meio da rua". Aos 38 minutos, Ticão marcou para o Vasco, que animou-se e foi em busca do empate. A pressão era grande, quando, aos 40 minutos do segundo tempo, o o ladrilheiro Roberto Passos Pereira invadiu o campo e esfriou a reação vascaína, por oito minutos. E o Flamengo, diante de 169.989 almas, administrou a vantagem que deu-lhe o título, perdido por Mazaropi; Rosemiro, Serginho, Ivan e Gilberto; Dudu, Amauri (Ticão) e Marquinho; Wilsinho, Roberto Dinamite e Silvinho. Segundo diretores do Vasco, o ladrilheiro fora colocado em campo por dirigentes do Flamengo. Virou herói e ganhou a camisa de Zico.               

MUSA ANÔNIMA DO DIA DA COLINA





domingo, 23 de julho de 2017

A GAÇA DA COLINA - ROMÁRIOGHLANDER

Segundo maior goleador da história cruzmaltina, com 324 gols, em 410 jogos, em quatro passagens por São Januário – só perde para os 702 gols, em 1.110 jogos, de Roberto Dinamite –, o hoje Senador Romário (PSB) é o terceiro maior “matador” da Seleção Brasileira, com 55 bolas no filó, e o quarto maior goleador em disputas nacionais de primeira divisão, pelos números da Federação Internacional de Estatísticas e História do Esporte.
Pelas contas da revista “Placar”, a melhor já surgida no gênero esportivo no país, o “Baixinho” marcou tanto quanto Pelé, 720 tentos em partidas oficiais. De sua parte, o semanário argentino “El Gráfico” vai mais longe e o considera o maior goleador da história do futebol. Afinal, o que não se dizer de quem foi o artilheiro em 27 das 83 disputas em que tomou parte? Lhe cai bem compará-lo a um personagem como o “Highlander”, como o fez o chargista Mário Alberto,  à página 7 do Nº 272 da revista Lance A + , de 19 a 25 de novembro de 2005, quando ele assombrava goleiros, vestido com a jaqueta cruzmaltina.
O "Highlander" foi u personagem do cinema, de um filme de 1986, dirigido por Russel Mulcahy, baseado em história criada por Gregory Widen, que teve Christopher Lambert no papel principal. Assim  como o guerreiro imortal das telas, também é Romário para o torcedor vascaíno

87 - DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - AS SANTAS PARCEIRAS E AS PECADORAS

Lia e Raquel, reprodução de
 www.png.mulher
 Há quem se escandalize, mas, desde sempre, homem e mulher “pularam a cerca”. Foi só pintar a oportunidade, porque este é um esporte a ser eternamente praticado. Até na Bíblia a atividade é mencionadas. Conta Gênesis 29:31, por exemplo, que o mau caráter Labão, pai da feiosa Lia, cobrou sete anos de trabalhos (que viraram 14) para permitir a Jacó casar-se com a sua outra e linda filha Raquel. Ao vencer os primeiros sete anos, no dia do casório, ele a substituiu pela nada atraente. Quando, finalmente, pôde emplacar Raquel, esta não conseguir parir. Então, mandou o maridão traçar a serva Bila, o que, também, não era uma novidade bíblica, pois, nas mesmas circunstãncias, Abrão traçara Agar, a mando da esposa Sara.
Quanto ao Jacó, este deveria ser um taradinho. Mesmo  achando Lia um horor, emprenhou-lhe por sete vezes, e ainda encaçapou mais dois na serva lhe emprestada.
 É dos Estados Unidos, no entanto, que a história registras as mulheres mais fatais e mais capazes de induzir os homens à prática da modalidade “salto com vara”. Por sinal, esporte olímpica que já deu medalhas, também, ao Brasil.        
Uma das mais famosas “puladas de cerca” nos “Iztêitiz” rolou em 2008, quando o vacilão governador de Nova York, Eliot Spitzer, foi acusado de requisitar os serviços de gatas estonteantes da Emperors Club VIP, um famoso bordel de Washington, e terminou perdendo o emprego. Spitzer pediu desculpas à família e ao público, mas não adiantou. As “perseguidas” das meninas fizeram o seu eleitorado perseguí-lo e renunciar ao cargo.

Monica Lewinsky enrolou-se com Bill
Substituido por David Peterson, este fez pior. Revelou já ter praticado o esporte dos tempos bíblicos, bem como a sua mulher. Chifradas pra lá, .chifradas pra cá, mas revelações que não lhe derrubaram da cadeira.   
Nada, porém, fora tão emocionante e chocante como as impróprias “ultrapassagens” entre a estagiária Monica Lewinsky e o morador da Casa Branca, o saxofonista Bill Clinton, em 1998. O homem só escapou do “empeachment” graças ao apoio de sua mulher Hillary, que era nome forte para tentar sucedê-lo, pelo Partido Democrata.
Aliás, paraece que mulheres de homens públicos nos EUA adoram perdoar um chifrinho. Além de Hillary, houve o caso, em 2000, de Cindy McCain, esposa do senador John McCain, que disputaria a candidatura presidencial (e disputou) pelo Partido Repulicano. Acusado de traçar uma lobistas que tinha clientes de olho nas suas atividades parlamentares, McCain, para Cindy, era um homem de grande caráter e sempre priorizara a família e o país – um santo homem, digamos! 
Na Europa, uma da mulheres mais fatais desses tempos mais modernos foi a modelo e cantora Carla Bruni. Tomou o presidente Nicolas Sarkozy de sua segunda mulher, Cecília Ciganer, com quem era casado há 11 temporadas. O novo casório rolou em 2008, levando Carla a ter a sua vida esmiuçada pela impensa, que contou sobre os seus relacionamentos com Mick Jagger, Eric Clapton e Donald Trump, além de publicar fotos em que ela revivia Eva no paraíso.
 Pelo visto nas páginas das magazines, Sarkozy tinha uma boa razão para ser acusado de ligar demais para a sua bela mulher e de menos para a França. Tanto que tornou-se o primeiro presidente francês a renunciar ao cargo. Com certeza, achou melhor curtir um monumento exclusivo, do que ficar discutindo com grevistas, desempregados, imigrantes ilegais e a turma da União Europeia.
No Brasil, o lance mais espetacular desses tempos republicanos só não foi mais trepidante do que a imperial “pulada de cerca” de Dom Pedro I, com Domitila de Castro e Canto, a Marquesa de Santos. Envolveu o presidente do Senado, Renan Calheiros, e a  jornalista Môncia Veloso.
Acusado, pela oposição senatorial, evidentemente, de  usar recursos de uma empreiteira para pagar pensão à moça, com quem tivera uma filha, o saltitante parlamentar teve de renunciar ao seu importante posto, para não ser defenestrado da Casa.
Com todo aquele rebuliço, Renan ganhou o apoio da mulher, Verônica, que o perdoou, por preferir “fazer de tudo pela família”, como publicou o Jornal de Brasília, acrescentando que o parlamentar renunciara à sua presidência, no início de dezembro de...., tendo a mulher do lado.
 Pois é! Nesse alucinante esportepraticado pelos saltadores, os fãs da amodalidade saltos com vara só se dram mal durante as Olmpíadas do Rio de Janeiro-2016, pois a grande estrela da prova, a russa Helena Ynsimbayeva, não competiu, devido punição à federação de atletismo do seu país, por contga de doping. Informou-se, porém, que o velocista Usain Bolt honrara o “time da pulada”, traçando uma carioca que fizera questão de contar pra todo mundo ser ele um grande campeão, em todos os sentidos – ainda bem que os jornais cariocas não eram lidos na Jamaica.                  

VASC0 DA GAMA 2 X 1 ATLÉTICO-MG

REPRODUZIDO DE WWW.CRVACODAAMA.COM.BR
Pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco da Gama mediu forças com o Atlético-MG neste domingo (23/07) no Estádio Independência. Apostando mais uma vez nas categorias de base, o Gigante da Colina venceu o Galo por 2 a 1 e chegou aos 23 pontos, subindo para a oitava colocação. Os gols do Cruzmaltino foram marcados pelo jovem atacante Paulinho, que é o atleta mais jovem a marcar no Campeonato Brasileiro. 

O JOGO
ATUANDO atuar longe de seus domínios, o Vasco não adotou uma postura defensiva no início da partida, pelo contrário, apertou a marcação e trouxe dificuldades para a defesa do Atlético-MG. A primeira oportunidade surgiu de um vacilo da zaga atleticana com pouco mais de um minuto de jogo. Escudero roubou a bola, tocou para Paulo Vitor, que foi derrubado na entrada da área. Na cobrança da falta, Bruno Paulista chutou por cima do gol de Giovanni. 

A equipe cruzmaltina chegou novamente aos 13 minutos. Escudero enfiou a bola para Paulinho, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro Giovanni: VASCO 1 x 0. Três minutos depois, após cobrança de escanteio, a zaga do Atlético-MG afastou e Paulo Vitor, na sobra, chutou por cima do gol. Atrás no placar, o Galo procurava levar perigo ao gol de Martin Silva. Com 17, Bruno Paulista fi desarmado, Yago avançou e arriscou de longa distância. A bola bateu no travessão e quicou dentro do gol: Atlético-MG 1 x 1 Vasco.image
Paulinho comanda a comemoração do trem bala da Colina após gol marcado - Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O Gigante da Colina arriscava com Bruno Paulista, em cobranças de falta ou em chutes de fora da área. O Atléico-MG tentava responder, mas esbarrava na zaga vascaína. O time cruzmaltino teve grande chance aos 35 minutos. Paulo Vitor recebeu pelo lado esquerdo de ataque, driblou o marcador e arriscou o chute, mas o goleiro Giovanni defendeu. 

Assim como a etapa inicial, o segundo tempo começou bastante movimentado. Apostando no talento das joias da base vascaína, o time comandado por Milton Mendes buscava ficar na frente do placar. Após jogada de contra-ataque, aos 22, Guilherme tocou para Paulinho, que arriscou de fora da área e acertou no ângulo de Giovanni: VASCO 2 x 1. 

O Atlético-MG procurava responder, mas não levava perigo ao gol de Martín Silva. A grande chance atleticana aconteceu com 44 minutos. Cazares avançou pelo meio e arriscou. A bola passou por cima do gol. O Vasco controlava a partida e esperava o apito final.

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Paulo Vitor criou boas oportunidades para o Vasco da Gama - Fotos: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO/MG X VASCO DA GAMA
Campeonato Brasileiro- 16ª Rodada

Data/Horário: 23/07/2017, às 19h00
Local: Estádio Independência, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Raphael Claus (SP/FIFA)
Auxiliares: Alex Ang Ribeiro (SP/CBF) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP/CBF)
Cartões amarelos: Yago, Alex Silva, Matheus Mancini, Marlone e Otero (Atlético-MG); Escudero, Jomar e Bruno Paulista (Vasco)
Gols: Paulinho, 01/1T e 22/2T (Vasco); Yago, 17/1T (Atlético-MG)
ATLÉTICO/MG: Giovanni; Alex Silva, Jesiel, Matheus Mancini e Fábio Santos; Rafael Carioca, Yago, Otero (Luan), Marlone; Robinho (Cazares) e Fred (Rafael Moura). Treinador: Diogo Giacomini.
VASCO: Martín Silva, Gilberto, Rafael Marques, Paulão (Jomar) e Ramon; Jean, Bruno Paulista (Wellington), Escudero (Guilherme Costa) e Mateus Vital; Paulinho e Paulo Vitor. Treinador: Milton Mendes.

sábado, 22 de julho de 2017

FLAMALTINOS-31 - JORGINHO E ZINHO

Carioca, do bairro de Guadalupe,  nascido em 17 de agosto de 1964, Jorginho foi atleta e treinador do Flamengo e do Vasco. Revelado pelo América, ficou pela Gávea, entre 1984 a 1989. Era lateral-direito, disputou 246 jogos, marcou oito gols e conquistou taças de 13 disputas, entre elas o Estadual-RJ-1986, as Taças GB-1984/88/89 e as Taça Rio-1985/86. Os demais foram torneios rápidos, no RJ e no exterior. Em 1986, o seu Fla-base era: Zé Carlos; Jorginho, Guto, Aldair e Adalberto; Andrade, Aílton e Júlio César Barbosa;  Bebeto, Chiquinho e  Marco Antônio Rodrigues, dirigidos por Sebastião Lazaroni.      
Jorge de Amorim Campos poderia ter sido, também, campeão brasileiro-1986, caso o Flamengo, vencedor do grupo principal, não tivesse se recusado a decidir com o Sport-PE, vencedor do módulo B, como previa o regulamento da Copa União, como chamou-se a disputa da temporada. O time que não deixou dúvidas de ter sido o melhor.
No Fla-1987, da esquerda para a direita, Jorginho e o último em pé, da mesma
 forma que Zinho, entre os agachados nesta reprodução de
  www.imortaisdofutebol
Como treinador, Jorginho chegou à Gávea, em 17 de março de 2013, e saiu no 6 de junho, por falta de bons resultados.
Começava-se o Brasileirão e ele caiu, após 14 jogos, com sete vitórias, quatro empates e três derrotas, ou 59,5% de aproveitamento.
No VASCO DA GAMA, pelo qual disse torcer, quando garoto, Jorginho esteve, como atleta, entre 2000/2001, tendo sido campeão do Brasileirão, da Copa Mercosul e da Taça Guanabara, todos em 2000, além de ajudar a rapaziada a carregar a TaçaRio-2001.

Durante a final do Brasileiro-2.000, decidido já em 2001, nos 3 x 1 São Caetano-SP, no Maracanã, o seu Vasco teve: Hélton; Clebson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulistas; Jorginho (Henrique), Nasa, Paulo Mirandas e Juninh Pernambucano; Euller (Pedrinho) e Romário.
 Pela decisão da Copa Mercosul-2000, com Vasco 4 x 3 Palmeiras, na casa do adversário, o time foi: Hélton; Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Jorginho (Paulo Miranda), Nasa (Viola), Juninho Pernambucano e Juninho Paulista; Euller (Mauro Galvão) e Romário. Em ambas conquistas, o treinador que estava no banco era Joel Santana.
  PARA TREINAR o time vascaíno, Jorginho voltou a São Janário, em 16 de agosto de 2015. Pegou a turma em queda livre rumo à Série B do Brasileirão, mas quase evita o rebaixamento, que aconteceu na última rodada. Em 2016, ele conseguiu devolver o clube à Série A, liderando a disputa até faltarem oito rodadas para o final,terminando em terceiro lugar.
Jorginho e Zinho vascaínos reproduzidos de www.goal.com.br
 Segundo Jorginho, o Vasco caiu muito de produção e só decidiu a salvação na última rodada, por desgaste físico dos seus muitos veteranos.
Falou-se, porém, em boicote por parte de alguns atletas e, também, do aprendiz de cartolagem Euriquinho, filho do presidente Eurico Miranda.
 Foram 87 jogos no comando do da rapaziadas, com 43 vitórias, 24 empates e 19 derrotas, ou 49% de aproveitamento.
 EM SEU RETORNO à Colina, com treinador, Jorginho levou ZINHO, seu companheiro da campanha do tetra da Seleção Brasileira da Copa do Mundo-1994, para ser o seu auxiliar técnico.
 O amigo, nascido, em Nova Iguapu-RJ, em 17 de junh de 1967, começou a ser flamenguista quando ele estava saindo para o futebol alemão.
Crizam César de Oliveira, o Zinho, foi rubro-negro, de 1989 a 1992, quando rumou para o Palmeiras. 
Em 2004, aos 36 de idade, voltou à Gavea e participou do titulo do Estadual, mas só ficou até 2005, pois não se entendeu bem com o técnico Cuca. Saiu deixando na sa história rubro-negra 401 jogos, 54 gols marcados e oito títulos conquistados, destascando-se os dos Brasileiros-1987 e de 1992; dos Estaduais-RJ-1986/1991/2004 e da Copa do Brasil/1990.