Vasco

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domingo, 19 de novembro de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA. 'CLICK' EM CLONES DE OBRAS-PRIMAS

Uma réplica muito, muito  mais bonita
  O  fotógrafo norte-americano Nolan Patteerson imaginou, durante a década-1950, produzir um ensaio com sósias de modelos de telas famosíssimas.  E foi à luta. Convidou celebridades e tentou provar que as antigas musas poderiam disputar o mercado com as glamurosas “fivethy girls” e até ir para diante das câmeras cinematográficas de Hollywood.
  Nolan convidou as atrizes Jean Simmons, Arlene Dahl e Denise Darcel, para reviverem, respectivamente, a Monna Lisa,  A Maya Vestida e a Garota Boêmia. Cuidou de todos os detalhes para os “cliks” baterem com o original, mas nem tudo saiu perfeito, como veremos em três casos escolhidos por esta coluna.
 A reprodução da Monna Lisa levou Jean Simmons a umedecer os lábios, para o enigmático sorriso da também chamada La Gioconda ficar o mais lubrificado possível. Ok! Mas o rosto dela não era tão parecido com o de Lisa Gerardini, a modelo que Leonardo da Vince começou a pintar, em 1503, e, segundo alguns historiadores, levou quatro temporadas trabalhando – outros pesquisadores considerem 1517 a data dos finalmentes.    
   Para o “Domingo”, Jean Simmons, nascida Jean Marilyn Simmons, na inglesa Londres, era muito mais bonita. Atriz mais popular das Inglaterra, no inicio da década-1950, ela havia participado de 19 filmes, até chegar 1952 e estreado em produção dos Estados Unidos, tendo naquela década e na seguinte vivido o seu auge.
Entre 1948 e 1983, Jean recebeu várias indicações para as maiores premiações do cinema, tendo, em 1948, sido eleita a melhor atriz, do Festival da italiana Veneza, interpretando papel em “Hamelet”, baseado na obra de William Shakespeare.
A morenice espanhola no original virou ruiva uma réplica,
ruivamente, quase loira
Filha do atleta olímpico Charles Simmons (com Winifred Ada), ela teve duas irmãs e um irmão, e dois casamentos – com Stewart Granger e com Richard Brooks –, saindo deles com um filho de cada um dos maridos.
 Durante a década-1980,  Jean Simmons trocou a telona pela TV, participando de filmes e seriados da telinha.
Em 1986, esteve internada, em um hospital, para tratamento de alcoolismo. Superou o problema, voltou a ser atriz e ao cinema, mas sem abandonar a televisão. Viveu entre 31.01.1929 a 22.01.2010, duas temporadas após o último trabalho.        
 No caso da imitação da ‘Maya’, por Arlene Dahl, a pintura do espanhol Goya foi revivida por um cuidadoso Patterson pisando na bola. Clicou uma ruiva, enquanto a original, a Duquesa D´Alba, era morena. A semelhança entre as duas era nenhuma, mas a intenção valeu.
 Arlene Dahal tem a mesma altura de Jeans Simmons – 1m68cm – e o seu auge nas telas rolou pelas mesmas décadas-1950/1960. No entanto, teve mais maridos – Fernando Lamas, Lex Barker, Alexis Lichine e Rounsevelle Schaum – e mais filhos – três.
 Nascida em Minneapolis, nos Estados Unidos, foi registrada, por Arlene Carol Dahl, pelos pais Rudolph e Idelle. Entre 1947 e 1995, atuou em 33 produções cinematográficas e cinco televisivas. O seu filme mais conhecido no Brasil foi “Viagem ao Centro da Terra”.
Convenhamos que Denise Darcel, também, não é nada parecida com a modelo de “A Garota Boêmia”. Muito menos o seu sorriso, que especialistas em artes viram “vampirizado”
Sorriso nem tanto enigmático como o
da Monna Lisa. Ligeiramente, vampirinho.
Atriz francesa, nascida em Paris, bem que Denise esforçou-se para deixar a cena igual à pintada por Franz Hals. Mas só tentou a casadoira moça, de 1m63cm de altura e que gerou duas crias em suas cinco uniões matormoniais – com George Simpson Junior, Richard Vence, Robert Atkinson (pai das crianças), William Saw e Peter Crosby.   
 Filha de um padeiro, Denise Billecard, seu verdadeiro nome, ganhou o título de “Garota Mais Bonita da França” e foi cantora de cabarés, em Paris. Emigrou para os Estados Unidos, em 1947, e ganhou cidadania norte-americana, em 1952. Aos 41 de idade, fez performances de “streaptease”, em San Francisco, Las Vegas e Oakland, mas por pouco tempo. Depois, voltou a cantar em cabarés.
A sua filmografia inclui 16 películas – “Vera Cruz”, de 1949, foi a mais famosa –, tendo uma delas sido “Tarzan e a Garota Selvagem”, ao lado de Lex Barker. Contracenou, também, com outros artistas famosos, entre eles Glenn Ford, Roberto Taylor, Gary Cooper, Burt Lancaster e Esther Williams. – viveu entre 08.09.1924 a 23.12.2011.   
  Ideia muito boa, mas clonagem devendo, um pouco.

ADHEMAR 'OLÍMPICO' ENQUADRADO

A partir de 1955, o Vasco da Gama passou a contar com um dos principais atletas da história desportiva brasileira, Adhemar Ferreira da Silva.
Como representante da “Turma da Colina”, ele conquistou cinco títulos no atletismo carioca; dois do Troféu Brasil; o ouro do salto triplo das Olimpíadas Melbourne-1956 e o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Chicago-1959 (valeu um tri).
 Depois disso tudo que você leu sobre a fera, concorde que, as vezes, a glória nada vale. Pelo menos, aconteceu com este campeão, após o Sul-Americano de Atletismo-1952, disputado na Argentina. Adhemar voltou alegre, sorridente, desceu ao avião exibindo o troféu para a torcida brasileira, mas nem imaginava o que estaria à sua espera.
Incrível! O prefeito da capital paulista,  Jânio Quadros –  8 de abril de 1953 a 31 de janeiro de 1955 –, ao tomar conhecimento de que Adhemar havia ausentado-se das suas funções de servidor municipal, para buscar medalha dourada para o desporto brasileiro, mandou descontar em seu salário os dias faltosos.
Foto reproduzida da
revista Esporte Ilustrado
Jânio Quadros nem era prefeito na época daquele Sul-Americano disputado em Buenos Aires e, ainda, ameaçou demitir o campeão, por causa de uma entrevista em que ele demonstrara a sua ira pela punição, que incluiu rebaixamento de posto.
Mais incrível, no entanto, era a assessoria técnica, ou jurídica, da Prefeitura de São Paulo não saber que havia norma do (extinto, em 1993, pelo presidente Fernando Collor) Conselho Nacional de Desportos-CND, pelo decreto-lei 3.199, de 14 de abril de 1941, garantindo liberações de atletas de seus respectivos empregos, mantendo os vencimentos, quando fossem representar o país no exterior.
Portanto, os burocratas da assessoria da municipalidade paulistana tiveram 13 temporadas para conhecerem a lei e informar, corretamente, ao chefe. Mesmo assim, Adhemar foi enquadrado no regulamento para todos os colegas. Nem o ditador Getúlio Vargas, que regulava o desporto com mão-de-ferro, o fazia.        
 Primeiro e único atleta brasileiro bicampeão olímpico, depois do aborrecimento com Jânio Quadros, o campeoníssimo Adhemar foi para a australiana Melbourne-1956, com a energia de um atleta vascaíno, e saltou 16m35cm. Depois disso, o Brasil gastou 48 temporadas para voltar a ter bicampeões olímpicos – os iatistas Robert Scheidt, Torben Grael e Marcelo Ferreira, em na grega Atenas-2004.
Se tivesse optado por ser atleta profissional nos Estados Unidos, em vez de ser amador no Brasil, com certeza, Adhemar Ferreira da Silva teria ficado rico. Não precisaria, duas temporadas após ele ter passado a pessoa espiritual, a sua filha Adyel vender as suas duas medalhas do ouro olímpico.     

 

 

 

VASCO X ATLÉTICO-PR - HOJE - 19 h

REPRODUZIDO DE WWW.CRVASCODAGAMA.COM.BR. AGRADECMENTO
Ainda bem que o goleiro Martin Silva, fotografado pro Carlos Gregório Júnior, estará de volta ao arco cruzmaltino
A véspera da importante partida contra o Atlético Paranaense foi de muito trabalho no Vasco da Gama. Na manhã de ontem, algumas horas antes de embarcar para Curitiba, o elenco cruzmaltino treinou forte no Complexo Esportivo de São Januário. A atividade foi comandada pelo treinador Zé Ricardo e teve um viés tático, com ênfase nas bolas paradas ofensivas e defensivas.
O jogo diante do Furacão marcará o retorno do jogador que mais atuou com a camisa cruzmaltina na atual edição do Campeonato Brasileiro. Trata-se de Martín Silva, que foi substituído por Gabriel Félix nas três últimas rodadas por estar defendendo a Seleção do Uruguai. O goleiro, inclusive, foi titular da Celeste em dois amistosos preparatórios para a Copa do Mundo de 2018, contra Polônia e Áustria.
- Ainda vamos definir qual será a nossa escalação em Curitiba, mas temos como certo o retorno do Martín Silva, que estava com a Seleção do Uruguai. Quando soubemos da convocação dele sabíamos que teríamos a oportunidade de colocar os meninos para jogar. O Gabriel foi bem nas partidas que atuou, o próprio Jordi também, mas a experiência do Martín ajuda bastante. O retorno dele é importante para nós, ainda mais numa reta final, onde tantos clubes brigam pelo mesmo objetivo que o nosso - comemorou o técnico Zé Ricardo.
Vasco e Atlético Paranaense se enfrentam, hoje, a partir das 19 horas, na Arena da Baixada, em Curitiba. Válido pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, o confronto será o 46º entre as equipes. O último encontro aconteceu no primeiro turno, em Volta Redonda, e o Furacão venceu por 1 x 0. O retrospecto, porém, é favorável ao Gigante da Colina: 23 vitórias, 11 empates e 12 derrotas. 

sábado, 18 de novembro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS

EM PESQUISA - AGUARDAR

CORREIO DA COLINA - VASCO X ABC

O potiguar Hernando Filho conta ter 17 de idade, ser torcedor do ABC, de Natal, em sua terra, e do Vasco da Gama, no Ri de Janeiro.  "Sou alvinegro de quatro costados", escreveu. Ele quer saber da estatística entre os seus dois times.
Seguinte, Hernando: pelas contas do "Kike", o "Almirante" vai levando a melhor sobre o seu time da bela cidade de Natal. Os dois já se pegaram em encontros amistosos, da Copa do Brasil e dos Brasileirões das Séries A e B.
Amistosamente, a "Turma da Colina"  fez estes placares anotados pelo Kike: 07.06.1960 – Vasco 6 x 2; 22.08.1970 – Vasco 1 x 0; 22.10.1970 – Vasco 1 x 0; 16.07.1996 – Vasco 1 x 0. O primeiro jogo é, também, o demarcador mais elevado, com dois gols de Pinga, dois de Pacoti e mais dois a cargo de Roberto Pinto e de Delém.  O treinador era Nelson Filpo Nuñez e o time alinhou: Barbosa, Paulinho de Almeida e Bellini; Brito, Écio, Russo e Coronel;  Teotônio, Roberto Pinto (Waldemar), Delém (Pacoti) e  Pinga.
Da Copa do Brasil, o "Kike" anote: 17.02.1994 - Vasco 2 x 0; 15.03.1994 - Vasco 1 x 1 ABC; 30.03.2011 0 Vasco 0 x 0 ABC; 06.04.2011 - Vasco 2 x 1.
Do Brasileirão da Segundona, temos: 17.07.2009 - Vasco 3 x 0; 20.10.2009 - Vasco 3 x 2; 08.08.2014- Vasco 2 x 1. No Brasileiro da elite, só: 01.10.1972 - Vasco 2 x 1.
Você diz ser “alvinegro”, mas o Vasco não é chamado por clube alvinegro. Os cronistas cariocas preferem qualifica-lo por “cruzmaltino”, mesmo com a cruz da caravela de seu emblema representando a cruz da “Ordem de Cristo”.  Vale ressaltar que, a Ordem de Malta chegou a usar a cruz da Ordem de Cristo e, quando promoveu a “Semana Alvinegra”, na década-1950, o Santos convidou Corinthians e Vasco, levando em conta o branco e o preto do uniforme vascaíno. Desconsiderou o vermelho da cruz. Fica, então, a interpretação para cada um.  Valeu?  

 

O VENENO DO ESCORPIÃO - OS AGENTES DA VIOLÊNCIA QUE A TV COLOCA EM SUA TELA

Heróis das revistas em  quadrinhos foram
 para a TV mandar balas
 Sempre que um ato altamente brutal acontece, temos, no dia seguinte , as já tradicionais  “caminhadas pela paz” nas manchetes dos noticiários das TV. Esta, no entanto, contribui muitíssimo para que isso role. Até em novelas assistimos a mocinha invadindo o apartamento do amante e disparando tiros no meio da sala. Sem falar das “chamadas à bala”, o convite para um novo capítulo. Começa com alguém atirando, ou colocando uma arma no rosto de alguém.
 Mas a violência na TV não é de hoje. Criança, a nossa inocência já a consumia. Quando a televisão no Brasil fazia 15 temporadas no ar – aberta em 18.09.1950, pela TV Tupi, em São Paulo –, os chamados “enlatados” vindos dos Estados Unidos traziam para os nossos meninos rajadas de metralhadoras; enforcamentos; afogamentos; empurrões em  precipícios; atropelamentos propositais; surras violentas e até desintegração por pistolas atômicas.          
 Seguramente, muitas dessas crianças consumidoras das brutalidades importadas pela “telinha” aprenderam a produzir violência e se tornaram os bandidos brasileiros que, tempos depois, viveram todas aquelas cenas mostradas pela TV.
 Há 67 temporadas televisivas no Brasil – pesquisei pelas revistas Intervalo, Capricho, Contigo, Revista do Rádio-TV e Realidade –, havia 10 canais entre Rio de Janeiro e São Paulo, as nossas mais populosas capitais. Eles exibiam, em média, 61 filmes semanais, com um mínimo de 80 horas de porrada, matando nunca menos de 100 bandidos (no papel, da TV, é claro).        
 Outros números citam violência distribuída por 57 películas e 32,5 horas de pancadaria, em aventuras mais consumidos por adolescentes; 36 filmes e 23 horas de bang-bang, e mais 36 totalizando 27 horas de ações policiais, com muitos tiros, evidentemente. A violência da bandidagem só perdia exposição na TV para os 24 mil anúncios comerciais semanais, em 200 horas das programações dos 10 canais cariocas e paulistas.
 Reprodução de propaganda de livro
 Portanto, uma herança maldita. Atualmente, com dezenas de canais, multiplique o que você leu acima, por 100, e ainda é pouco. Enquanto, no passado, a violência era embutida no roteiro do inevitável “o bem vence no final”, agora a temos em programas exclusivos e que, quanto maior ela é, bem maior é audiência. Principalmente de bandidos, desempregados e analfabetos (não por culpa deles, mas do nosso modelo social, de concentração de renda nos bolsos de uma elite cruel). 
Mas a TV que exibia tanta violência, como até alienígena tramando, com cientista maluco, a destruição do planeta (Quinta Dimensão) e policiais invadindo cervejarias para massacrar mafiosos (Os Intocáveis), trazia, também, seriados que deveriam ser violentos, mas, incrivelmente, eram menos inacreditáveis. Caso de “O Agente da UNCLE”,  juntando agente  norte-americano da CIA, Napoleon Solo, e o soviético Illya Kuriakin, da KGB, nos tempos da “guerra fria”. Dá pra imaginar? Unidos contra trapaças internacionais.        
O seriado, da NBC, entre 1964 e 1968, teve 105 episódios, chegou por aqui pelos inícios de 1966.  UNCLE era abreviatura de “United Network Command for Law en Enforcement” , isto é, “União de Nações para Comando da Lei e sua Execução”. Só mesmo o escritor  Ian Fleming para criar uma trama dessas. Diziam ter sido armação dele para levar algo tipo 007 par a telinha.
  Hoje, ao ligar a TV e assistir o mocinho apanhando muito – quando não leva um tiro –, nem precisa ter a expectativa de que ele vai se recuperar durante o próximo capítulo – claro que vai! Para se vingar, com muito mais violência, pois a TV precisa de audiência para vender comerciais, e que se dane a educação. Afinal, existe o dia seguinte e as caminhadas pela paz – com locutor anunciando-a, fazendo cara de chocado, revoltado.     

                                   

                                   

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - PEGAÇO


1- Vasco e Flamengo já se enfrentaram em três oportunidades na data 25 de março. E a Turma da Colina está invicta:  25.03 -1951 - Vasco 2 x 2 Flamengo; 25.03.2002 – Vasco 1 x 0 Flamengo; 25.03.2007 – Vasco 3 x 0 Flamengo. De quebra, em 25.03.1944 – Vasco 4 x 1 Fluminense.


2 -  Walter Goulart da Silvie foi o pomposo nome de batismo do “matador” Santo Cristo. Carioca, nascido em 12 de setembro de 1922, era ponta-direita e esteve vascaíno entre 1945/1946. Com a jaqueta da “Turma da Colina”, sagrou-se campeão dos Torneio Início-1945; Torneio Municipal-1945 (invicto); Campeonato Carioca-1945 (invicto); Torneio Relâmpago-1946 e Torneio Municipal-1946.  


3 - Valdir ‘Bigode’ marcou 144 gols com a jaqueta cruzmaltina, em 292 jogos, assim distribuídos: 1992 – 31 jogos e 11 gols; 1993 – 68j/42g; 1994 - 54j/22g; 1995 - 56j/34g; 2002 - 10j/5g; 2003 - 27j/7g;  2004 - 46j/23g. O carinha do bigodinho sinistro começou a colocar goleiros pra chorar quando o “Almirante” zarpou em direção ao seu único tri estadual-1992/93/94. Em 1996, ele começou a fazer uns passeiozinhos por fora da Colina, tendo visitado clubes como São Paulo, Santos, Atlético-MG, Botafogo e o português Benfica. Voltou a São Januário, em 2002, ficou por três temporadas, a tempo de ser campeão estadual-2003, na última vez vascaína. Nascido, no Rio de Janeiro, em 14 de março de 1972, ele tornou-se o principal artilheiro vascaíno em 1993/94/95/2004. Estreou em 1º de maio de 1992, marcando um gol em Vasco 3 x 0  Dom Bosco-MT.


4 -  O Vasco é um bom estreante em Estaduais? Digamos que quebra o galho. Confira o que rolou nas últimas dez temporadas: 2005 – 2 × 1 Portuguesa; 2006 – 3 × 1 Madureira; 2007 -  2 × 0 Nova Iguaçu; 2008 - Vasco 1 × 2 Madureira – 2009 – 0 x 2 Americano;  2010 -  1× 0 Tigres; 2011 – 0 x 1 Resende; 2012 -  2 x 0 Americano; 2013 – 2 x 0 Boa Vista; 2014 – 1 x 1 Macaé; 2015 – 2 x 0 Cabofriense. Compare com os primeiros tempos do futebol vascaíno: 1916 – 1 x 10—Paladino (3ª Divisão); 2017 – 4 x 2 Icarahy (2ª Divisão); 1918 – 2 x 3 São Cristóvão (2ª Divisão); 1919 – 5 x 6 Mackenzie (2º Divisão); 1920 – 4 x 2 Americano/Rio de Janeiro; 1921 – 2 x 0 Palmeiras/Rio de Janeiro (Série B da 1ª Divisão); 1922 – 4 x 0 Palmeiras (Série B da 1ª Divisão); 1923 – 1 x 1 Andarahy (Série A da 1º Divisão).  


5 – Em 1952, o treinador pernambucano Gentil Cardoso levou o Vasco ao título do futebol carioca, com a última geração do “Expresso da Vitória”.  Substituído por Flávio Costa, depois de ir embora, ele jogou uma praga no “Moço Branco”, como o chamava: “Você vai passar sete anos sem levantar um campeonato” . Levou 10 anos. 

KIKE PROCURA TIM CANTANDO O VASCO


 O "Kike da Bola" procura, para comprar, este CD, gravado por Tim Maia, contando o hino do Vasco, em forma de "dance music". Caso você o tenha, ou saiba de alguém que o tem e quer vende-lo, por favor, entre em contato.  

FIGURAÇAS DA COLINA - PAULINHO

 Paulo Almeida Ribeiro, gaúcho, de Porto Alegre, nasceu em 15 de abril de 1932 e viveu até 11 de junho de 2007. Foi vascaíno, entre 1954 a 1963, casado com Vitória Régia e pai de Cristina e de Paulo André.
O Vasco pagou Cr$ 800 mil cruzeiros, ao Internacional, valor altíssimo na época, para levá-lo. Mas a sua convocação à Seleção Brasileira do Sul-Americano de 1953, no Peru, dava indicativos de uma grande contratação. No mesmo 1954, ele foi à Copa do Mundo da Suiça, como reserva de Djalma Santos. E só não foi à de 1958, na Suécia, devido a uma séria fratura.
Paulinho era um lateral moderno. Já apoiava o ataque na década-1950. Duro na marcação, no Inter teve o apelido de Paulinho ’Piranha’. Encerrada a carreira, passou a treinador dos juvenis e dos aspirantes vascaínos, tendo sido campeão da segunda categoria, em 1964. Em seguida, dividiu, com o também ex-jogador cruzmaltino Ely do Amparo, o comando do time principal. Trocou o Vasco pelo Internacional, em 1966, voltando ao Rio de Janeiro, em 1967, para dirigir o Olaria. Em 68, retornava ao Vasco e foi o treinador da campanha do vice-campeonato carioca da temporada.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

VASCO DOS GRÁFICOS - 2 X 1 MADUREIRA

Vitória difícil sobre um tradicional "freguês", dentro de São Januário.
 No primeiro tempo, o time visitante endureceu o jogo e o garoto do placar (por aqueles tempos, garotos ficavam encarregados de trocar as placas numéricas do marcador) ficou só assistindo a partida.
No segundo tempo, porém, ele fez por merecer a gorjeta, porque  Válter Marciano e Pinga pingaram na rede do "Tricolor Suburbano".
 Eunápio de Queirós, que ficava uma fera quando lhe chamavam por "Larápio de Queirós",  apitou a pugna, que rendeu Cr$ 115 mil, 583 cruzeiros, tendo o anfitrião vascaíno mandado a campo: Vitor Gonzalez, Paulinho de Almeida e Haroldo; Mirim, Orlando e Dario; Sabará, Valter Marciano, Vavá, Pinga e Parodi.
 Por ser início de campeonato, o pequeno Bonsucesso surpreendia em duas rodadas, ocupando a liderança ao lado da dupla Fla-Flu e dos vascaínos, todos com quatro pontos ganhos – o "Almirante" tinha saldo de cinco gols marcados e um levado.
Desenhos de WILLIAM GUIMARÃES, da revista  "Esporte Ilustrado", com informações passadas por José Luiz, José Rebello e Carlos Gonçalves.

HISTORI&LENDAS DA COLINA - DATADO

Reprodução de álbum de figurinhas
 1 - Coincidentemente, Jardel e Edmundo marcaram o seu primeiro e último gols vascaínos em uma mesma data, 8 de novembro. O primeiro, em 1992, diante do Olaria, enquanto o "Animal" arranhou a rede em 2008, diante do Santos. Se as zagas bobeassem, eles colocariam goleiros pra chorar.

2 – A data 6 de abril é repleta de empates vascaíno: 1969 – Vasco 0 x 0 Bonsucesso; 1973 – Vasco 0 x 0 Flamengo; 1990 – Vasco 1 x 1 Cerro Porteño-PAR; 1992 – Vasco 1 x 1 Portuguesa de Desportos; 1993 – Vasco 0 x 0 Remo-PA; 1997 – Vasco 0 x 0 Bangu; 2008 – Vasco 2 x 2 Flamengo.

3 - Em 5 de janeiro de 1957, o Vasco fez a sua 100ª partida no exterior. Tropeçou em 2 x 3 Nacional, de Montevidéu,  com os seus gols marcados por Sabará e Wilson Moreira. O time: Hélio (Vagner); Ortunho, Bellini e Coronel: Laerte e Orlando; Sabará (Ceninhoo), Livinho (Roberto), Wilson Moreira, Válter Marciano e Lierte. O primeiro jogo internacional vascaíno havia sido 1 x 1 Universal-URU, em 2 de dezembro de 1923, no Rio de Janeiro. Diante de um time europeu, o primeiro foi 1 x 1 Sporting-POR, em 22 de julho de 1928, em São Januário.

4 - Em 5 de janeiro de 1963, o Vasco contratou os atacantes Mário “Tilico”, junto à Portuguesa de Desportos, por Cr$ 5.000.000,00, e Célio, ao Jabaquara, por Cr$ 11.500.000,00. Os dois foram se juntar ao grupo que excursionava pelas Américas, e o treinador Jorge Vieira não gostou, por não ter sido consultado. No entanto, os dois atletas fizeram sucesso como vascaínos, levando a galera a comemorar muitos gols. Célio, inclusive, tornou-se um dos maiores ídolos dos vascaínos da década-1960. 

5 - Em 13 de outubro de 1957, vencendo o Madureira, por 3 x 0, em São Januário, Vasco ampliou, para 309 jogos, a sua sequência de vitórias sobre o "Tricolor Suburbano". Até então, haviam sido jogadas 55 partidas por Campeonatos Cariocas, com 44 triunfos vascaínos e cinco empates. A rapaziada havia deixado 167 bolas no filó.  

 
 

CORREIO DA COLINA - RONDINELLI

“Gostaria de fazer duas perguntas: 1 - O zagueiro Rondinelli, que marcou, contra o Vasco, o gol do título do Flamengo campeão carioca-1974, fez algum quando jogava pelo Vasco; 2 – Eu estava no Rio de Janeiro e, em um domingo, assisti jogo de muitos gols, entre Vasco e Goiás. Não me lembro quando foi e o placar? Argemiro Morais, de Ceilândia-DF.
 Prezado Argê! 1 - O troco de Rondinelli ao Vasco ficou muito barato. Em 12 jogos com a camisa cruzmaltina, ele marcou só um gol, se bem que isso não fosse um ofício dele, que era “xerifão” e até chamado por “Deus da Raça”.  
2 – Deve ter sido Vasco 6 x 4 Goiás, pelo Brasileirão-2003, em São Januário,  pela segunda rodada do primeiro turno do BR-2003. Marcelinho Carioca (2), Souza, Wescley, Cadu e Ânderson marcaram os gols dos vascaínos, que eram: Fábio; Russo, Alex (Wescley), Welington Paulo e Edinho (Ânderson); Rogério Corrêa (Danilo), Bruno Lazaroni e Léo Lima; Marcelinho Carioca, Souza e Cadu.
Paulista, de São  José do Rio Pardo, nascido em 26 de abril de 1955, Antônio José Rondinelli Tobias levou 1m87cm de altura para a zaga vascaína e seu único gol para a “Turma da Colina” foi em Vasco 5 x 0 Imperatriz, lá no Maranhão do Sul, amistosamente, em abril de 1982 – Dudu (3) e Marquinho marcaram os outros gols. Muito barato, não?  

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

VASCO DA GAMA 1 X 1 ATLÉTICO-MG

Mais uma chance perdida para ficar perto da vaga na Taça Libertadores. E numa falha do goleiro Gabriel Félix, que não defendeu um chute, com a bola passando em cima dele. Com isso, a rapaziada somou 50 pontos e segue na oitava colocação.
Evander, fotografado por Paulo Fernandes, de www.crvascodagama.com.br
O tento vascaíno foi marcado, aos 25 minutos da etapa inicial, quando Evander bateu escanteio e André Rios cabeceou certeiro.
No domingo, o "Almirante" vai a Coritiba, encarar o Atlético-PR, a três rodadas do final do Brasileirão.

 CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 15.11.2017 (quarta-feira) - VASCO 1 x 1 ATLÉTIC O-MG. 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Estádio: São Januário-RJ. Juiz:  Flávio Rodrigues de Souza-SP. Público: 11.486 pagantes (12.059 total). Renda: R$ 351.480,00. Gols: Andrés Ríos, aos 25 min do 1º tempo, e Fred, aos 7 min do 2º tempo. VASCO: Gabriel Félix; Madson (Gilberto), Breno, Paulão e Henrique; Wellington, Evander (Caio Monteiro), Paulinho, Nenê e Yago Pikachu (Wagner); Andrés Ríos. Técnico: Zé Ricardo. ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Bremer e Fábio Santos; Adilson (Yago), Elias, Otero (Gustavo Blanco) e Valdívia (Roger Bernardo); Robinho e Fred. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

VASCO DOS GRÁFICOS - 5 X 0 LUSA-RJ

 Primeiro jogo do returno do Campeonato Carioca-1956. Era um recado de que o caneco se aproximavas de São Januário. Goleada tão fácil que, só no primeiro tempo, a rapaziada escreveu 3 x 0 no placar – Vavá (2), Válter Marciano, Pinga e Livinho fizeram o estrago nas redes da Lusa da Ilha do Governador.   
 Apitado por Mário Vianna, o prélio rendeu Cr$ 217 mil, 608 cruzeiros e foi jogado no  estádio (do América) da Rua Campos Sales. Valeu à rapaziada  sair do gramado com 22 pontos ganhos e quatro perdidos, em 13 compromissos, tendo seu ataque marcado 42 e sofrido 12 gols, o que lhe deixava com o belo saldo de 30. Na tabela classificatória, a trajetória valia a ponta de cima.
A foto-sequência você verá em uma
outra matéria, a ser publicada amanhã.  
Como a Portuguesa era uma costumeira “freguesona”, vencê-la não fora mais do que uma obrigação do Vasco da Gama, que já havia lhe mandado 4 x 0 na primeira rodada do primeiro turno. Naquela temporada, o campeonato teve 12 times e o sistema todos contra todos, em duas etapas.
Treinado por Martim Francisco, o Vasco alinhou: Carlos Alberto Cavalheiro, Dario e Belline; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará,  Livinho, Vavá, Válter e Pinga. Quatro atacantes desta formação estavam entre os principais artilheiros do certame: Válter, com 10; Vavá e Livinho, ambos com nove, e Pinga, com seis tentos.
O gráfico foi desenhado por William Guimarães, que é o autor de todos os demais já publicados e a publicar, reproduzidos da revista carioca "Esporte Ilustrado".

TRAGÉDIAS DA COLINA - "ININTENDÍVEL"

Em 6 de março de 1972, o Vasco da Gama fez aquilo que o brasileiro costuma classificar de “coisa de português”: convidou o Pinheiros, clube já inexistente do Paraná, para um amistoso no Rio de Janeiro, onde não tinha torcedor. Venceu, por 3 x 0, com gols de Suingue (de pênalti), Marco Antônio e Jaílson, mas contabilizou um grande prejuízo. O prélio, em uma noite de uma quinta-feira, arrecadou o que não deu para pagar as despesas do convite: Cr$ 2 mil, 864 cruzeiros.
 Talvez, tenha acontecido para o “Almirante” não acumular tantos vexames. Quatro dias antes, havia ficado no 0 x 0 América, pela Taça Guanabara, e, três depois, no 1 x 1 São Cristóvão, pela mesma disputa. Passada uma semana, 0 x 1 Flamengo, também pela Taça GB.
A turma da época era: Andrada (Tião), Paulo César, Miguel, Moisés (Renê), Eberal, Alcir, Buglê. Suingue, Roberto Dinamite, Silva (Ferreti) e Marco Antônio.

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terça-feira, 14 de novembro de 2017

MUSA VASCAÍNA DO DIA - CAMPEONÍSSIMA

A modelo e lutadora Jamila Sandoro é a campeã de pingadas de colírio nas vistas da galera vascaína, aqui no "Kick". O seu "facebook" é repleto de belas fotos dos seus ensaios, nos quais ele aparece vestindo camisas vascaínas de vários modelos e cores. A desta foto acima é um desenho alternativo lançado há cinco temporadas. Vendeu bem e, além dela, muitas outras torcedoras da "Turma da Colina" foram aos estádios dar uma força à rapaziada, usando-a. Jamila, no entanto, fica "trilegal", como dizem os gaúchos, com qualquer jaqueta cruzmaltina, pois a sua estampa foi produzida pelo "Homem Lá de Cima" para emoldurar bem qualquer tela, como a que você vê abaixo.  

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA 1956


A foto – reproduzida de "Esporte Ilustrado Nº 968, de 25.10.1956 – é do jogo Vasco da Gama 5 x 0 Portuguesa-RJ, em 21 de outubro, pelo Campeonato Carioca da temporada em que o caneco foi parar em São Januário. Com 3 x 0 no primeiro tempo, a "Turma da Colina" saiu de campo líder, com 22 pontos ganhos e quatro perdidos, em 13 partidas, com 12 vitórias, dois empates e uma escorregada. Seu ataque somava 42 tentos e a sua defesa levara 12, ficando com o impressionante saldo de 30.
Naquele goleada, Vavá (2), Válter Marciano, Pinga e Livinho batera, na rede. Mário Vianna foi o juiz e Cr$ 217 mil, 668 cruzeiros passaram pelas bilheterias do estádio (do América) das Rua Campos Sales, abrindo o segundo turno. Treinado por Martim Francisco, o Vasco alinhou: Carlos Alberto Cavalheiro, Dario e Bellini; Laerte, Orlando e Coronel; Sabará. Livinho, Vavá, Válter e Pinga. 

COM QUE ROUPA O "ALMIRANTE" VAI?

Ao longo das temporadas, o desenho das camisas do Vasco da Gama mudou muito. Compare esta de cima, da década-1950, com a de baixo, de 1970.   

 Vemos aqui Barbosa, Ely do Amparo, Clarel, Danilo Alvim, Jorge Sacramento, Noca, Ademir Menezes, Albino Friaça, Ipojucan e Jansen (o último à direita de sua tela é o massagista Mário Américo) usando jaqueta sem gola, com uma boa área de ventilação para o peito. Este foi o modelo adotado pela "Turma da Colina" durante a sua melhor fase, a do "Expresso da Vitória", que rolou pelos trilhos do futebol brasileiro entre 1945 a 1952.     
Nesta foto, do inicio da década-1970, já vemos a rapaziada – Joel Santana, Renê, Benetti, Hélcio, Eberval , Fidélis (agachados, da esquerda para a direita), Luis Carlos Lemos, Silva, Valfrido, Dé "Aranha" e Gilson Nunes (além do massagista Santana, na extrema direita), vestindo um modelo com gola ampla. Este desenho vigou por toda a década-1960 e a seguinte. Muitos acham que a camisa preta seja a número dois, mas é a número um. A branca veio bem depois, quando percebeu-se que a cor era mais apropriada para o calor carioca.   

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A BELA MUSA DO DIA - NORMA BENGEL

Esta foto é da metade da década-1960, quando a atriz Norma Bengell era presença obrigatória na revista carioca “O Cruzeiro”, da qual foi reproduzida. Ela viveu até 2013 e foi uma das atrizes mais badaladas do cinema brasileiro.
À época da ditadura dos generais-presidentes, Norma vivia reclamando de perseguição. Em 1968, por exemplo, por levar ao teatro, em “Cordélia do Brasil” – peça de Antônio Bivar –,  uma mulher que se prostitui para sustentar o marido. 
 Durante uma encenação, no Rio de Janeiro, a  polícia chegou a atirar uma bomba de gás lacrimogênio dentro do teatro. Dois anos antes, as mulheres de Belo Horizonte a amaldiçoaram por causa do seu (primeiro no país) nu frontal do filme  "Os Cafajestes".
 De tanto ser detida pela ditadura militar, Norma exilou-se na França, em 1971. Em 2010, foi reconhecida como anistiada política.
Norma foi, também, diretora e acusada, pelo Tribunal de Contas das União, de irregularidades na prestação de contas dos recursos captados (R$ 2,99 milhões) para a produção do filme “O Guarani”. Ela teve bens bloqueados e foi indiciada pela Polícia Federal, mas sempre negou a acusação. 
 
At the time of the dictatorship of the generals-presidents, Norma lived complaining of persecution. In 1968, for example, for bringing to the theater, in "Cordelia of Brazil" - Antônio Bivar's play - a woman who prostitutes herself to support her husband. "The police even threw a tear gas bomb inside the theater where she staged in Rio de Janeiro.  Two years earlier, the women of Belo Horizonte cursed her because of her (first in the country) naked front of the movie "The Cafachestes."  Since being detained by the military dictatorship, Norma was exiled in France in 1971. In 2010, she was recognized as an amnesty policy.
Norma was also director and had problems with the Trbunal de Contas das União, which accused her of irregularities in the rendering of accounts of the funds raised (R $ 2,99 million) for the production of the film "O Guarani".
She had property blocked and was indicted by the Federal Police, but always denied the accusation.


VASCO DOS GRÁFICOS - DUELO "PORTUGA"

Era época de decisão de Copa do Mundo. Enquanto Alemanha e Hungria decidiam o título, no 4 de julho de 1954, em Berna, na Suíça, o Vasco da Gama ia ao Maracanã, na véspera, vencer a Portuguesa de Desportos, por 3 x 2, com gols marcados por Ademir Menezes (2) e Amauri.
Mesmo ainda não havendo televisão transmitindo final de Mundial para o Brasil, apenas 8.255 pagantes e 2.799 caronas (total de 11.054 almas) foram ao estádio ver o "Clássico Luso", assim chamado pelo fato de os dois preliantes serem clubes de colônias portuguesas.    
Alberto da Gama Malcher apitou a pugna, que rendeu Cr$ 160 mil,.378 cruzeiros e 70 centavos, tendo a "Turma da Colina" sido: Barbosa, Dário e Belline; Amauri, Laerte e Dodô; Alfredo (Iedo), Ademir, Vavá, Naninho e Alvinho (Hélio).
A vitória deixou a rapaziada em quarto lugar, com sete pontos ganhos e nove perdidos, tendo assinalado 13 e levado 17 gols, em oito jogos, com três vitórias, um empate e quatro escorregadas – terminou em quinto lugar, com quatro vitórias, um empate e quatro pancadas, em nove jogos, totalizando nove pontos, 14 gols pró e 17 contra.
A disputa reunia (ordem alfabética) América-RJ, Botafogo, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Santos e São Paulo.
GRÁFICO POR WILLIAM GUIMARÃES, DE "ESPORTE ILUSTRADO". 
 

VASCO DAS PÁGINAS - DINAMITE PURA


domingo, 12 de novembro de 2017

O DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - A DOMADORA DE ÁGUAS BRAVIAS - POLIANA

Ela é uma mulher que sai no braço. Literalmente! Para passa-la para atrás só mesmo com muita técnica e força muscular. Trata-se de uma brilhante maratonista aquática que, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016, tornou-se a primeira brasileira a tornar realidade o sonho da medalha olímpica (de bronze) em natação. 
Poliana Okimoto – paulistana, nascida em 8 de março de 1983 – levou para as águas cariocas a experiência da participação nas Olimpíadas de Londres-2012, embora sem sucesso.
as a temporada-2013 viria para ela ir ao Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos e voltar da espanhola Barcelona trazendo a medalha de prata  da maratona aquática de 5 km; o ouro dos 10 km e o bronze por equipe (com Allan do Carmo e Samuel Bona, e, nas outras duas provas, com Ana Maria Cunha, que sempre chegou depois dela).
 Para formar currículo assim, Poliana nada desde dois de idade. A partir dos sete, passou a competir.
O seu primeiro grande resultado foi vencer a Travessia dos Fortes-2005.  Em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, ficou prateada nos 10 km.
 O seu grande show aquático, porém, aconteceu durante a Copa do Mundo de Maratona Aquatica-2009, na italiana Roma, vencendo nove das 11 etapas e tornando-se a primeira brasileira campeã da modalidade.
Naquele mesmo Mundial, Poliana foi bronze na maratona aquática de 5 km, encerrando 15 temporadas de jejum de pódios pelos “brasucas” na disputa que a fez de sua primeira brasileira medalhada.
 Em 2011, na mexicana Guadalajara, Poliana  repetiu a medalha de prata dos Jogos  Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007, nos 10 km. Como se vê , uma mulher de braços e velozes.
                        FOTOS REPRODUZIDAS DA REVISTAS"SWIM"
She's a woman out in the arm. Literally! To pass it back only with a lot of technique and muscular strength. She is a brilliant aquatic martonista who, during the Olympic Games of Rio de Janeiro-2016, became the first Brazilian to win Olympic (bronze) medal in swimming.
Poliana Okimoto - born in São Paulo on March 8, 1983 - took to Rio de Janeiro the experience of participating in the London 2012 Olympics, although without success. But the 2013 season would come for her to go to the World Cup of Aquatic Sports and return from the Spanish Barcelona bringing the silver medal of the aquatic marathon of 5 km; the gold of the 10 km and the bronze by team (with Allan do Carmo and Samuel Bona, and in the other two races, with Ana Maria Cunha, who always cheogu after her).
 To form such a curriculum, Poliana has nothing since two years of age. From the seven, started to compete.
His first great result was to win the Travessia dos Fortes-2005. In 2007, at the Pan American Games in Rio de Janeiro, it became silver in the 10 km. Her big water show, however, took place during the Martona Aquatica-2009 World Cup in Rome, winning nine of the 11 stages and becoming the first Brazilian champion of the sport.In that same World Cup, Poliana was bronze in the aquatic marathon of 5 km, finishing 15 seasons of fast of podiums by the "brasucas" in the dispute that did of its first Brazilian medalhada.
 
In 2011, in the Mexican city of Guadalajara, Poliana repeated the silver medal of the Pan-American Games of Rio de Janeiro-2007, in the 10 km. As it turns out, a woman with arms and swift.





 

FIGURAÇAS COLINA - DUPLA FATAL

Depois de Hideraldo Luís Bellini, com Orlando Peçanha de Carvalho, durante o Mundial-1958, na Suécia, o Vasco da Gama só voltou a ter uma dupla de zaga na Seleção Brasileira-1966, na fase de preparação para a Copa do Mundo da Inglaterra.
 Ela foi formada por Hércules Brito Ruas e José de Anchieta Fontana, que atuaram juntos por três oportunidades. Da primeira vez com a camisa canarinha, os dois xerifões ajudaram a bater o Peru, por 3 x 1, diante de 109. 380 pagantes, no Maracanã, amistosamente.
Era 8 de junho e Brito marcou um gol contra –  Fidélis, Tostão e Edu Américo fizeram a favor. Naquele dia, o técnico Vicente Feola escalou: Ubirajara; Fidélis, Brito, Fontana e Oldair; Roberto Dias,  e Denílson; Paulo Borges, Alcindo, Tostão e Edu. O juiz foi o escocês William Syme.
Em 12 de junho, a “duplaça” cruzmaltina voltou a estar junta com canarinha, nos 2 x 1, também amistosos, contra a então Tchecoeslováquia, no mesmo “Maraca”, com 82.976 pagantes e apito por Archie Webster, da Escócia. Pelé marcou os dois gols e a equipe alinhou: Gilmar; Fidélis, Brito, Fontana e Paulo Henrique; Zito e Lima; Jairzinho, Alcindo, Pelé (Tostão), Amarildo e Edu Américo.   
A terceira parceria rolou três dias depois, nos 2 x 1 com os mesmos adversários, ainda no Maracanã, e com menos público: 62. 416 pagantes. William Syme voltou a apitar, e Pelé e Zito balançaram o filó. O time: Manga; Fidélis, Brito, Fontana (Altair) e Paulo Henrique; Zito e Lima: Jairzinho, Alcindo (Silva), Pelé e Amarildo (Edu Américo).
Quatro anos depois, em 10 de junho de 1970, Brito e Fontana já não eram mais jogadores do Vasco, mas voltaram a formar a dupla de zaga canarinha. Aconteceu durante a Copa do Mundo do México, nos 3 x 2 sobre a Romênia, com gols de Pelé (2) e Jairzinho, no estádio Jalisco, em Guadalajara.
 O apito esteve com o austríaco Ferdinand Marshall e o público atingiu 50.,804 pagantes. A equipe, dirigida por Mário Jorge Lobo Zagallo, era: Félix: Carlos Alberto Torres, Fontana e Everaldo (Marco Antônio); Wilson Piazza, Clodoaldo (Edu Américo) e Paulo César “Caju” Lima; Jairzinho, Tostão e Pelé.
Da dupla Brito/Fontana, só o primeiro segue vivo e residindo na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Fontana, nascido em 31.12.40, em Santa Teresa-ES, viveu até 10.09.80.
 Vascaíno, de 1962 até 1968, antes, passara pelos capixabas Vitória, em 1958, e Rio Branco, de 1959 a 1962. Defendeu, também, o Cruzeiro, de 1969 a 1972. Pela Seleção Brasileira, atuou em outras 10 partidas, com 8 vitórias, 2 empates e 1 derrota. Dessas, 7 foram contra seleções nacionais - 4 vitórias, 2 empates e 1 derrota - e 4 contra clubes e combinados, vencendo todas.

VASCO DA GAMA 1 X 1 SÃO PAULO

Depois de quatro meses sem jogar em São Januário, punido devido arruaças promovidas pela sua torcida durante o primeiro turno do Brasileirão, o "Almirante" voltou ao velho gramado no velho estilo: jogando pouco em casa, como sempre, e sendo incompetente para vencer um time brega, como o do São Paulo.
Valeu pela 34ª rodada do Brasileirão e o Vasco deu, de presente, o gol de abertura do placar. Com a bola dominada, na frente da área, Jean deixou um adversário roubá-la, fazer dois passos e dar uma bicuda para o gol. Se o Vasco tivesse escalado um bom goleiro, este pegaria, pois era chute defensável.
O gol de empate saiu aos 30 minutos do segundo tempo. O péssimo atacante argentino André Rios chutou ao gol, da entrada da área, a bola bateu em Rodrigo Caio e sobrou para Caio Monteiro empatar: 1 x 1.
O Vasco ficou com 49 pontos, em nono lugar e terá por próximo adversário o Atlético-MG, em São Januário.
Nenê, fotografado por Paulo Fernandes,
de www.crvascodagama.com.br
CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 12.11.2017 (domingo) - VASCO 1 X 1 SÃO PAULO - Campeonato Brasileiro 34º rodadas. Estádio: de São Januário-RJ. Juiz: Leandro Pedro Vuaden-RS. Público: 16.439 pagantes. Renda: R$ 519.815,00. Gols: Gols: Marcos Guilherme, aos 39 min do 1º tempo, e Caio Monteiro, aos 30 min do 2º tempo. VASCO: Gabriel Félix; Madson, Rafael Marques, Paulão e Henrique; Jean (Wagner), Gilberto (Evander), Yago Pikachu (Caio Monteiro) e Nenê; Paulinho e Andrés Ríos. Técnico: Zé Ricardo. SÃO PAULO: Sidão; Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar; Jucilei, Petros, Hernanes e Maicosuel (Lucas Fernandes); Marcos Guilherme (Aderllan) e Pratto (Gilberto). Técnico: Dorival Júnior.  

sábado, 11 de novembro de 2017

A BELA MUSA DO DIA - WANDERLÉA

Chamada, pelos fãs, por Wandeca, a cantora nascida em Minas Gerais foi um fenômeno de popularidade nacional entre 1965 e 1969, a época do iê-iê-iê, participando do programa Jovem Guarda, ao lado de Roberto e Erasmo Carlos, na TV Record de São Paulo.
Era figura obrigatória nas capas da "Revista" do Rádio", a segunda que mais vendia no Brasil, depois de "O Cruzeiro".  
A publicação foi criada por Anselmo Domingos, um dos principais empresários do ramo jornalístico  brasileiro, entre 1959 e quase toda a década-1960. Além da RR, ele lançou, também, a "Revista do Esporte",  em 1959, aproveitando a euforia do torcedor brasileiro pelo título da Copa do Mundo-1958. Tirou perto de 600 edições.
Anselmo Domingo era, também, jornalista. Escrevia editorais nas duas revistas, tendo começado escrevendo novelas para o rádio. Além das duas publicações citadas acima, lançou, ainda, Vamos Rir,  Vamos Cantar e Revista de Portugal. Viveu  perto de meio-século.Na foto, Anselmo ao lado de Alda Garrido, em 1947, publicada pela revista Cena Muda.
Wanderléa era uma das musas imprescindíveis à "Revista do Rádio" – merecia!