Vasco

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

HISTORI&LENDAS DA COLINA - LONGE

1 - O Vasco jamais esteve mais tempo do que Flamengo e Fluminense sem ser campeão carioca, como apregoam os torcedores da dupla. Os cruzmaltinos já ficaram de 1959 a 1969 na fila, enquanto os tricolores penaram entre 1925 a 1935 e os rubro-negros de 1928 e 1938. Logo, tudo na mesma sacola.

2 - O pernambucano Manoel Amaro de Lima apitou jogos do Vasco nas datas 18 e 19 de novembro. Na primeira, com goleada cruzmaltina, por 4 x 0, sobre o Botafogo da Paraíba, pelo Campeonato Brasileiro de 1979, no estádio Caio Martins, em Niterói. Na segunda, 10 anos antes, pela marcação do milésimo gol de Pelé, quando ele viu o pênalti que o "Rei do Futebol" cobrou, no Maracanã, em Vasco 1 x 2 Santos.

3 - A mais importante das vitórias que deu ao Vasco da Gama o título de "O Time da Virada" aconteceu em 1949, em São Januário. A rapaziada perdia, por 2 x 0, do Flamengo, seu maior rival, e virou, para 5 x 2. Naquela temporada, o título ficou na Colina, com time invicto e um recorde ainda imbatível: 84 gols em 20 partidas.

4 - Quase todos os grandes craques brasileiros marcaram gols para o Vasco: Leônidas da Silva, Fausto dos Santos, Feitiço, Ademir Menezes, Pelé, Garrincha, Tostão, Amarildo e até Nílton Santos. Este foi em 15 de novembro de 1959, um gol contra, em Vasco 4 x 2 Botafogo, pelo Campeonato Carioca.
5 - Em janeiro de 1957, o time vascaíno viajou até o Peru, onde tinha um bom mercado, para disputar três amistosos. Respectivamente, nos dias 23, 26 e 31, se deu bem em todos eles, mandando 4 x 3 para cima do Deportivo Municipal, e 1 x 0 sobre o Sporting Cristal, ambos pelo Torneio de Lima, e 3 x 1 contra o Universitário, não valendo nada, só um amistosão. A revistas carioca“Manchete Esportiva”, que valorizava muito uma boa fotografia, mostra o zagueiro Orlando encara o atacante Montano, do Universitário.

6 - Para a decisão do título brasileiro de 1983, contra o Fluminense, o técnico vascaíno Edu Coimbra, vestiu, pela manhã, a camisa branca que usava em todas as partidas depois que passou a treinar o Vasco. Nem esqueceu de deixar para fora da camisa a medalha benta de São José que beijaria durante o jogo. Não funcionou. O placar de 0 x 0 deu o título ao adversário.
 

7 - O cabelereiro Paulo César compareceu ao Hotel Atlântico, onde o Vasco estava concentrado, para pintar, com spray vermelho, sobre um fundo branco, uma cruz de malta nos cabelos dos jogadores. Era pra dar Vasco na cabeça. Só o meia Mário e o goleiro Acácio toparam. Acácio disse que queria chegar ao Maracanã com visual de vitória. Paulo César ia sempre à concentração cortar os cabelos dos vascaínos. Da última vez, o Vasco vencera o Uberlândia, em jogo muito difícil.

8 - O meia Lorico viveu por 70 anos, até a madrugada de 20 de dezembro de 2010. Jogador clássico, começou a carreira em 1959, na Portuguesa Santista. Em 1960, já estava no Vasco, ficando por seis temporadas. O próximo time foi a Prudentina, de Presidente Prudente-SP. Seguiu para a Lusa, em 67, ficando nela até 1972. Depois, seguiu rumo ao Noroeste, de Bauru-SP, seu time até 1976. A última parada foi o Botafogo, de Ribeirão Preto, no considerado melhor time da história do “Botinha”, que tinha Sócrates e Zé Mário.

9 - Tempos depois de se consagrar em São Januário, o ponta-direita Catinha trocou a grafia do seu apelido, para Katinha, com “K”, dava mais status do que o “C”. Registrado como Elcir Andrade Branco, ele foi cria do Atlético-PR, desde os 11 anos de idade, e teve uma passagem de apenas 28 jogos pelo Avaí-SC. Em sua estreia com a camisa cruzmaltina, em 1979, contra o Flamengo, fez o cruzamento para o segundo tento a moçadas, na partida em que o Vasco botou o “Urubu” pra voar. Depois de deixar a Colina, Katinha defendeu o Ceará Sporting, o Joinville-SC e o Fortaleza-CE, pelo qual parou, em 1997.

10 - Roberto Dinamite disputou uma Copa do Mundo e esteve em outro, como reserva, sem entrar em campo. Por sinal, o massagista Santana tirava um sarro com ele, dizendo que precisou fazer uma trabalho para o lateral-direito Zé Maria sofrer um problema "joelhar", e o atacante Nunes um "tornozelar", durante os treinos, para garantir-lhe a vaga no Mundial-1978. Roberto chegou a Mar del Plata, local dos jogos iniciais, como reserva. Após 1 x 1 Suécia e 0 x 0 Espanha, entrou no 1 x 0 Áustria para marcar o gol que classificou a Seleção Brasileira à fase seguinte. Em 1982, ganhou a convocação às vésperas da Copa da Espanha começar, devido a contusão de Careca. Quando foi informado, Roberto disputava o primeiro tempo de um amistoso Vasco x Taguatinga, em Taguatinga-DF

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