Vasco

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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A BELÍSSIMA MUSA CRUZMALTINA DO DIA

O "Kike"fez um rolé, hoje, pelo www.bing.com e viu esta linda vascaína em um site que promove o futebol "brasuca" feminino, encontrado clicando-se nas imagens de "lindas vascaínas". Então você verá imagens com esta da gloriosa Dani Torres, em "fotosdegilvan201". Este  Gilvan é uma fera feríssima. Fotografa as mais lindas mesmo, com categoria  de campeão no clic. Pra frente, o "Kike" vai mostrar outras belíssimas vascaínas clicadas por ele. Aguarde!
 
The "Kike" made a roll today, through www.bing.com and saw this beautiful vascaína, in a site that promotes women's "brasuca" soccer. Access the images of "beautiful vascaínas" and you will see wonderfull little girls like Dani Torres, in "fotosdegilvan201". This Gilvan is a terrible beast. Shoot the most beautiful ones ! With the category of champion in the click. To the front, the "Kike" will show other beautiful cruzmaltinas clicked by him. Wait!

XERIFES DA COLINA - ELY DO AMPARO-23

Ele foi um dos principais “xerifões” da história de São Januário. É o mínimo o que se pode falar de Ely do Amparo,  cruzmaltino entre 1943 e 1954. Após o vexame da Copa do Mundo-1950, quando os uruguis viraram o placar e nos venceram, dentro do Maracanã, ele foi a Montevideu, com o Vasco, e enfiou a porrada em Obdúlio Varela, que ficou quietinho.
Revelado pelo Canto do Rio, Ely não só foi “xerife”, mas, também, jogador disciplinado, um modelo para os colegas. Tornou-se líder no Vasco e na Seleção Brasileira. Inclusive, muitos achavam que, se ele tivesse enfrentado o Uruguai, “el chefe” Obdulio Varela não teria mandado no jogo.
A COFEDERAÇÃO BRASILEIERA de Desportos, no entanto, deixou para Ely xefrifar durante a conquista do Pan-Americano-1952 – disputou, também, o Sul-Americano de 1949 (campeão) e o Mundial-1954, na Suíça.
Nascido em  Paracambi-RJ, em 14 de maio de 1921, Ely viveu até 9 de março de 1991. Fez 19 jogos pelo escrete nacional. Com a jaqueta cruzmaltina, foi campeão carioca-1945/47/49/50/52 e, também, do Sul-Americano de Clubes Campeões-1948, no Chile e primeiro título de um clube brasileiro no exterior.
Após encerrar a carreira, Ely voltou ao Vasco como auxiliar-técnico, preparador de goleiros e treinador. Nestas novas tarefas, foi campeão do I Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro e da Taça Guanabara, ambos em 1965,  e do Torneio Rio-São Paulo-1966, embora este último com título dividido com Santos, Botafogo e Corinthians, devido a desorganização do futebol brasileiro.
Ely (D), com o irmão goleiro Osny, em reprodução de
www.tardesdepacaewnbu
COSME E DAMIÃO - Quando Duque foiu demitido como treinador vascaíno, o Vasco promoveu Ely ao cargo. Ele convidou o lateral-direito Paulinho de Almeida, em final de carreira, para ser o seu auxiliar e cuidar dos aspirantes, categoria já inexistente, imediatamente abaixo do time A.
Naquele trabalho, Ely e Paulinho trocavam idéias e até juntavam as gratificações das vitórias dos seus times, para dividi-las, igualmente. Era a primeira vez, em São Januário, que o técnico do time principal fazia aquilo. Como ainda tinha contrato como atleta, Paulinho ganhava mais (Cr$ 220 mil cruzeiros mensais). Então, o clube deu o mesmo salário a Ely, que dizia ter aprendido muito com os mestres Gentil Cardoso, Flávio Costa e Zezé Moreira.
Enquanto Paulinho cuidava do preparo físico e dos defensores, Ely ficava com os atacantes e os goleiros.  Para serem teinadores, eles tiveram uma larga experiência como atleta. Ely, que iniciou a carreira, em 1939, como juvenil do América, passou por Vasco, Sport-PE, Bonsucesso e Canto do Rio, pelo qual parou, em 1958. De sua parte, Paulinho começou no Internacional-RS e foi buscado, pelo Vasco, em 1954.      

A GRAÇA DA COLINA - ORDEM DO REI

Dom Manuel  intitulava-se, "pela graça de Deus”, Rei de Portugal e de Algarves, neste e no outro lado do mar, na África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia Índia” e tinha a obsessão de banir o islã da
 Devido àquela loucura, ele decepcionou-se com a falta de liderança de Pedro Alvares Cabral e o relegou ao ostracismo. Para dominar o comércio das Índias, só via um macho: Vasco da Gama que, desde os cinco de idade, já fazia parte da Ordem de Santiago, matadora de milhares de “infiéis”, pela ótica da igreja católica, em nome da fé cristã.
Don Manuel, em reprodução de
 www.memorialdodescobrimento
 Quando chegou ao Brasil, Pedro Álvares Cabral viajara levando no bolso do colete as informações de Vasco da Gama sobre a sua descoberta do caminho marítimo para as Índias. Por incompetência náutica, veio parar na Bahia, que achou ser uma ilha. Por aqui, nem pisou um pé no chão. Tempinho depois, Dom Manuel mandou Vasco da Gama voltar a navegar e fazer o preciso para ele libertar a Terra Santa, após limpar o comércio das Índias dos muçulmanos.
 O Vascão foi cruel, impiedoso. Bombardeou, matou, enforcou, pirateou, fez vassalos e levou para Portugal as riquezas que o rei queria, transformando a inexpressiva Lisboa no novo centro comercial da Europa, deixando Veneza para trás.
Com todo este bolão jogado durante a crueldade da conquista – antigamente, era assim – Dom Manuel deu-lhe o título de “Almirante da Índia”, podendo usar o “Dom. A formalização ocorreu em 30 de janeiro de 1502, na catedral de Lisboa. Mais tarde, ele tornou-se Conde de Vidigueira e Vice-Rei da Índia.
 Quando Pero Vaz de Caminha enviou carta ao rei, contando das riquezas da terra achada, Dom Manuel mandou dizer à rapaziada que iria recompensar geral. Para Vasco da Gama, que fornecera o caminho das pedras, criaria para ele, que gostava de remar, um clube de remo, o Club de Regatas Vasco da Gama. E, para a moçada da viagem de Cabral, um clube de tiro ao alvo. Poderiam matar todos os flamengos que voassem pela frente.
- Passou flamengo, flamingo pela frente, mande bala - ordenou.
 E a ordem foi cumprida, quando a moçada pegou o Flamengo pela frente, pela primeira vez, em 29 de abril de 1923. Mandou 3 x 1, pelo Campeonato Carioca.

 

 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

MUSA CRUZMALTINA DO DIA - THAMIRES

 Foi em www.vascowiki.blogspot que o Kike viu esta  interessante foto do biquinho feito por Thamires Nunes. Cruzmaltina belíssima, inteligente e modelo que vai à luta, desfilando moda e talento pela passarela. A gloriosa "Tatá" quando está na galera vascaína, leva uma tremenda energia à rapaziada lá dentro do gramado. Torce com muito vigor, empurra o time. A turma do www.vacowike está de parabéns por ter postado esta linda imagem para colírio das moçada. Com esta jaqueta, ela presta uma homenagem aos primeiros atletas do futebol da Colina, que eram conhecidos por "Os Camisas Pretas"     



 

OS XERIFES DA COLINA - CLAREL-22

Em 1941,  o Grêmio-RS precisava, urgentemente, de um bom zagueiro central. De preferência, com o mesmo futebol, ou que se aproximasse do mostrado pelo aposentado Luiz Luz, jogador de Seleção Brasileira. 
Pela cara, mando dizer que era um "xerifão".
Os jogos se sucediam e ninguém aprovava. Um dia, o clube constatou que o seu grupo contava com um rapaz, de 19 de idade, que demonstrava pinta de “xerife”. Conferiram a sua ficha e promoveram Clarel Reynaldo Kauer ao time titular.
Em Montenegro, cidade onde nascera (13.10.1922), os seus amigos vibraram. Mas ele estava muito mais preocupado em segurar o seu emprego em uma biblioteca e estudar para ser um advogado, pois futebol, na época, não era coisa de futuro.
Com as boas partidas que vinha fazendo, chegou um momento em que Clarel precisou se decidir entre os livros e a bola. Ficou com a segunda opção e nunca se arrependeu.
 Atleta típico das zagas gaúchas, com boa estatura e físico forte, ganhava sempre as bolas pelo alto. Quando era preciso deixar a técnica de lado e usar a rispidez, no lance, mandava ver. Tornou-se o melhor de sua posição nos pampas, ajudou os gremistas a ganharem dois Estaduais e despertou a cobiça de Flamengo e Vasco da Gama, que levou a melhor.
Convocado para os treinamentos da Seleção Brasileira que disputaria a Copa do Mundo-1950, Clarel não chegou até lá. Mas, em março do ano seguinte, os vascaínos foram a Porto Alegre, com um checão de Cr$ 500 mil cruzeiros, e o levaram para a Colina. Estreou em.... de 1951, em Vasco x São Paulo.  Durante o Campeonato Carioca da temporada, atuou em  17 dos 20 jogos, pela formação-base: Barbosa; Augusto e Clarel; Ely, Danilo e Alfredo (Jorge); Tesourinha, Maneca, Edmur, Ipojucan e Friaça – os titulares Ademir Menezes e Chico passaram várias rodadas fora do time, devido lesões.
Clarel ficou par a temporada-1952 e participou de alguns prélios do Torneio Rio-São Paulo. Em seguida, mesmo respeitado por colegas, treinadores e crônica esportiva carioca, decidiu voltar para o Rio Grande do Sul e o seu Grêmio. Em 1953, saiu de campo. Viveu por 70 temporadas, até 29 de janeiro de 1993.

FERAS DA COLINA - ORLANDO FANTONI

Ele foi atleta e treinador vascaíno. Filho de uma família mineira descendente de italianos, era o irmão  de  Leonídio, o Niginho e de Ninão, e primo de  Otávio, o Nininho, o que lhe valeu ser chamado de Fantoni IV, quando tornou-se um dos primeiros  brasileiros a jogar no futebol italiano – com muito sucesso. Também, foi tio de Benito e Fernando, filhos do Ninão, todos jogadores do Cruzeiro-MG.
Como atleta, Orlando esteve vascaíno de abril de 1938 a abril de 1940, sem nunca ser titular. Nascido, em 13 de maio de 1917, em Belo Horizonte, viveu por  85 temporadas, até  5 de junho de 2002. Começou a rolar a bola quando o Cruzeiro ainda era Palestra Itália-MG e, antes de ir para a italiana Lázio, passou pelo América-MG. Foi quando voltou que vestiu a jaqueta cruzmaltina – depois, guardou as chuteiras.
A vida de treinador começou em 1957, pelo time da Universidad Central, da Venezuela. Em São Januário, esteve por
Reprodução da
Revista do Cruzeiro
duas vezes. A primeira, em 1977/78, quando foi campeão estadual (na primeira temporadas), e em 1980. Totalizou 80 jogos dirigindo a equipe, com 44 vitórias (55%), 26 empates (32,50%) e 10 quedas.
 A primeira partida do "Titio" Fantoni, como era chamado, como treinador cruzmaltino, rolou em 16 de outubro de 1977, no 1 x 1 Americano, de Campos, no Estádio Godofredo Cruz. A primeira vitória saiu uma semana depois, em São Januário, nos 3 x 0 no Brasília Esporte Clube, ambas valendo pelo Brasileiro.
 Coincidentemente, o último trabalho da fase teve os mesmos 3 x 0, mas no Estádio Augusto Bauer, sobre o catarinense Carlos Renaux, em 23 de março de 1978. 
 Fantoni reestreou na Colina em 23 de fevereiro de 1980,  com 1 x 0 América-RJ, no Maracanã, pelo Brasileirão. A nova despedida foi em 30  de abril do mesmo 1980, com 1 x 0 Deportivo Táchira-VEN, pela Taça Libertadores.  
FOTO REPRODUZIDA DA REVISTA DO CRUZEIRO


 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

HISTÓRIA DA HISTÓRIA - PAULINHO

  Em 15 de agosto de 1967 – há meio século –,  um dos astros vascaínos da década-1950, o lateral-direito gaúcho Paulinho de Almeida, assumia o comando técnico do Olaria, com a missão era armar um time capaz de chegar ao returno do Campeonato Carioca, que teria só oito times. Paulinho começou o trabalho escalando a base encontrada. Na carreira, desde 1963, quando pendurou as chuteiras, como vascaíno, primeiramente ele treinou os juvenis e aspirantes da Colina. Mais tarde, dividiu, com o também ex-zagueiro cruzmaltino Ely do Amparo, o comando do time. Mais adiante, foi treinar o Internacional-RS, o clube pelo qual iniciar a carreira. 
Reprodução da Revista do Esporte
 PAULINHO FICOU POUCO no Sul. Preferiu voltar ao Rio, no início de 1967, e cuidar dos seus negócios, pois deles dependiam o futuro dos filhos Cristina e Paulo André e, também, é claro, da mulher, Dona Vitória.  Pelos inícios de trabalho na Rua Bariri, ele nem sabia o nome dos jogadores promovidos ao time A. Estreou, perdendo do Flamengo (0 x 3, em 26.08.1967), do Botafogo (1 x 3) e do Fluminense (1 x 2). Obteve a primeira vitória sobre o Madureira (3 x 0, em 07.09.1967, no Maracanã) e engatou a segunda diante do São Cristóvão (4 x 2, em 01.10.1967) de forma convincente.
Uma semana depois, Paulinho surpreendeu o Vasco da Gama, na Rua Bariri (2 x 0), diante de incrédulos 5.372 pagantes. Passada mais uma semana, a nova vítima chamou-se Bonsucesso (2 x 1). E seguiram-se duas derrotas, ambas por 1 x 0, ante América e Bangu. Mas a recuperação foi rápida: 2 x 1 e 1 x 0, contra Portuguesa-RJ e Campo Grande, respectivamente.
Para quem iniciara trabalho a uma semana do início da disputa, seis vitórias e cinco derrotas eram um cartel  aceitável para os planos do clube, que terminou a etapa em quinto lugar, atrás dos quatro “grandes”, com 12 pontos, em 11 jogos, marcando 16 e sofrendo 14 gols.
 EMBORA A SUA CAMPANHA tivesse sido mais fraca do que a anterior, o Olaria venceu o Flamengo (2 x 1, em 10.12.1967, na Rua Bariri), e segurou o Vasco (0 x 0, em 29.11.1967, em São Januário). Exceto a goleada (0 x 5) ante o Bangu, que tentava o bi estadual, as outras quedas foram vendidas muito caras: 1 x 2 Fluminense; 0 x 1 Botafogo; 0 x 2 América e 0 x 1 Campo Grande – ficou em oitavo, um ponto atrás de Flamengo e Campo Grande e a dois do Vasco.
 Serviço mais do que aprovado, para um time pequeno, repleto de veteranos: sete vitórias, um empate e 10 derrotas. Tão aprovado que o Vasco da Gama foi buscá-lo para dirigir o seu time, em 1968, quando saiu-se vice-campeão carioca.    
 

OS XERIFES DA COLINA - JAU -21

Ele era um armário na zaga vascaína. Pela imagem que vemos, entrava  no lance com a energia de um tanque de guerra. Que o diga Leônidas da Silva, um dos atacantes que o enfrentou.
O comentário é sobre um cidadão paulistano, registrado por Euclydes Barbosa, nascido em 17 de dezembro de 1909 e que viveu até 26 de fevereiro de 1988.
Jahu chegou a São Januário em 1938, após ter sido campeão paulista, pelo Corinthians, na mesma temporada em que  disputou uma partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, na França.
Este jogo foi em 14 de de junho, no Estádio Municipal de Bordeaux, com 15 mil torcedores assistindoo |à vitória brasileira, por 2 x 1, e o time sendo: Walter Goulart, Jahu e Nariz; Brito, Brandão e Argemiro; Roberto, Luisinho, Leônidas da Silva, Tim e Patesko, foi o tiume dirigido por Ademar Pimenta.
A formação contou, também, com Argemiro (Pinheiro da Silva, nascido (02.06.1915), em Ribeirão Preto-SP, vascaíno até 1946 e colega de Jahu na Colina desde o mesmo 1938). Jau, no entanto, jogou mais partidas pelo escrete brasileiro, totalizando 10, com cinco vitórias, um emapte e quatro escorregadas.  Desses jogos, a FIFA só considera sete oficiais.
Pelo Vasco da Gama, ele figurou nas nas escalações de 1938 a 1941, quando cinco treinadores – Edgar Noronha de Freitas, Ramón Platero, Gentil Cardoso, Hary Welfare e Telêmaco Frazão de Lima – passaram pela Colina. O seu primeiro Vasco alinhava:  arryh Welfasre e Telêmaco Frazão de Lima – pasasram pela  Joel, Jahu e Florindo; Oscarino, Zarzur (Aziz) e Argemiro (Calocero); Lindo (Orlando), Alfredo (Bahia), Niginho (Fantoni), Villadoniga (Gabardinho) e Luna.
Ao deixar o “Almirante”, Jahu rodou por Madureira, Portuguesa-SP e Santos. Conta-se que passou dias sem lavar as mãos, por ter sido cumprimentado pelo presidente Getúlio Vargas, quando este foi  levar o seu apoio aos jogadores que treinavam para representar o país durante a Copa do Mundo-1938.
    FOTO REPRODUZIDA DE WWW.NETVASC O.COM.BR AGRADECIMENTO
 

HISTORI&LENDAS DA COLINA- FLAZADA


1 - Em 3 de dezembro de 1997, no Maracanã, o Vasco mandou 4 x 1 Flamengo e Edmundo, em sua melhor temporada, marcou três gols, atingindo 29 no Campeonato Brasileiro e quebrando um recorde vigente há 28 temporadas. Valeu pela segunda fase da disputa, apitado por  Paulo César de Oliveira-SP e com o "Almirante" escalado assim pelo técnico Antônio Lopes: Carlos Germano; Filipe Alvim (Maricá), Alex Pinho, Mauro Galvão e César Prates; Nélson, Nasa, Juninho Pernambucano e Ramon; Edmundo e Evair (Fabrício Eduardo) Ilustração reproduzida de www.ol eole.com.br Agradecimento.

2 - A data 3 de dezembro  marca uma outra vitória vascaína sobre o maior rival: 3 x 2 Flamengo, no Estádio Engenheiro Araripe, em Vitória-ES, diante de 15.902 pagantes,  pelo Torneio Quadrangular de Vitória-1976. Aquele foi o sexto duelo entre os dois fora do Rio de Janeiro. Nos anteriores, os cruzmaltinos haviam empatado um - - Torneio Gilberto Alves, em 31.01.1965, por 0 x 0, no Estádio Pedro Ludovico, em Goiânia-GO – e vencido dois amistosos -  em 31.03.1966, 2 x 1, e em 10.05.1967, ambos no já demolido Estádio Nacional de Brasília-DF.

3 - Esta foi pelo  Estadual-1981. Vasco 1 x 0 Flamengo, com  Roberto Dinamite explodindo a rede aos 42 minutos do segundo tempo. Era a noite de quarta-feira 2 de dezembro, no Maracanã, com 45.704 pagantes. A "Turma da Colina" do dia era: Mazaropi; Rosemiro, Serginho, Ivan e Gilberto; Dudu, Marco Antônio Rodrigues e Amauri (Ticão); Roberto Dinamite e Silvinho. (Foto de Roberto Dinamite reproduzida do arquivo  Jornal de Brasília. Agradecimentos).

4 - Literalmente, se pode dizer: matou no final da batalha. Nei Oliveira abriu a conta, o uruguaio Danilo Menezes aumentou e ele mesmo fechou a conta, aos 90 minutos das pugna Vasco 3 x 0 Flamengo, em 2 de dezembro pelo Campeonato Carioca-1967, em um sábado, perante 12.794 pagantes. Os derrubadores de "Urubu" foram: Pedro Paulo; Jorge Luís, Álvaro, Sérgio e Oldair; Paulo Dias e Danilo Menezes; Zezinho, Nei, Valfrido e Silva.

5 - Um sábado à tarde, em São Januário, em 22 de outubro: Vasco 2 x 1 Flamengo, pela 12ª rodada do returno do Campeonato Brasileirão-2005. Havia 10.543 pagantes na casa em que Wagner Diniz abriu os trabalhos, complementados pelo hoje senador Romário. Renato Gaúcho era o treinador desta rapaziada: Roberto; Wagner Diniz, Fábio Braz, Anderson do Ó e Diego: Ives, Amaral, Abedi (Eder) e Fernandinho (Robson Luís); Alex dias e Romário. 


6 - Na data 24 de outubro, o Vasco já encarou o Flamengo em quatro oportunidades, com duas vitórias  um empate. Confira abaixo: 
VASCO 3 x 2 FLAMENGO em um domingo no estádio da Gávea, a casa rubro-negra, valendo pelo  Campeonato Carioca-1948. O treinador da moçada era o "flamenguista" Flávio Costa, os gols foram marcados por Chico, Dimas e Ademir Menezes, e o time teve: Barbosa, Augusto e Wilson; Ely, Danilo e ..; Maneca, Ismael, Ademir, Dimas e Chico. 
VASCO 1 X 0 FLAMENGO -  V vitória pela 14ª rodada do segundo turno do Campeonato Brasileiro-2004, em um domingo, no Maracanã, com gol de Marco Brito. Joel Santana era o treinador vascaíno e seu time alinhou: Cássio; Thiago Maciel (Claudemir), Fabiano, Henrique e Émerson; Ygor, Coutinho, Chiquinho (Diego), Petkovic e Róbson Luis; Ânderson (Marco Brito).
VASCO 1 X 1 FLAMENGO  - Terceiro "Clássico dos Milhões" dos 24 de outubro. Válido pela 31ª rodada do Brasileirão-2010, também em um domingo, mas no Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, com 21.519 pagantes. Paulo César Gusmão era o treinador desate time cruzmaltino: Fernando Prass; Fagner, Cesinha, Dedé, Diogo e, Rafael Carioca; Rômulo, Felipe (Fellipe Bastos), Zé Roberto (Jadson Vieira), Eder Luis, Nunes (Renato Augusto).

 
 
 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

QUEDA LIVRE PARA A ZONA

|Já é hora de o presidente Eurico Miranda,  que decide tudo em São Januário, começar a olhar, com mais atenção, o trabalho do treinador Milton Mendes. O time que era o sexto colocado, há pouco tempo, já está em 13º. Desce, em queda livre, par a zona de rebaixamento, rumo à Série B do Campeonato Brasileiro, onde já esteve, em duas oportunidades, em 2009 e em 2014. E, depois que entra na zona, é duro pra sair.
Há quatro jogos sem vencer, tendo marcado somente um gol nestas partidas, o Vasco pode ser o 17º colocado na 21º rodada do Brasileirão, caso perca do Bahia, em Salvador, e Ponte Preta, São Paulo e Chapecoense vençam os seus compromissos. Possibilidade nada difícil para um time que, dos sete jogos que venceu, só convenceu em um deles, nos 2 x 1 Atlético-MG, fora de casa.
Como foram as vitórias de Milton Mendes? 1 = 2 x 1 sobre o Bahia, que usou metade do time sendo reservas, pois preservara os principais jogadores para a decisão da Copa Nordeste. O jogo foi em São Januário e o Bahia ainda perdeu um gol incrível;  2 = 3 x 2 Fluminense, em São Januário, com gol em impedimento, no último minuto; 3 = 1 x 0  Avaí, que jogou com três reservas, também, em São Januário; 4 = 1 x 0 Atlético-GO, em São Januário quando o adversário era o lanterna do Brasileiro; 5  2x 1 Sport-PE, em São Januário, levando um sufoco no final da partida; 6 = 4 x 1 Vitória, que era o penúltimo colocado e marcou gol contra, e 7 = 2 x 1 Galo, no Mineirão.
 Com se vê, das cinco vitórias, cinco foram em casa, por um gol de diferença. Enquanto isso, Milton Mendes vai aos jogos negando ser um vascaíno, sem usar o uniforme do clube, para desfilar belos tornos europeus, imitando os treinadores do Velho Mundo, onde o clima é mais frio. Houve um jogo em que os termômetros marcavam 32 graus centígrados e o bobão estava lá todo empaletozado, elegantérrimo. Já está na hora de ser fritado. Não tem currículo para clube grande. Não sabe ensinar aos seus zagueiros que bola alta, cruzada para a área, é dele. Contra  Flamengo e Palmeiras o Vasco levou o mesmo tipo de gol: bola cruzada para a área e o atacante visitante cabeceando no meio da zaga. Teve temo suficiente para corrigir o erro. Trabalhou onde, antes, este cara?
Contem com o perigo do "Almirante" na zona no domingo que vem. E é capaz de Eurico não demitir o "mané"

OS XERIFES DA COLINA - ÁLVARO-20

Considerado baixo para ser um zagueiro cruzmaltino,  principalmente porque seu antecessor na posição, Fontana, era alto, o defensor baiano ponderava ter 1m75cm de altura, enquanto Pelé, mais baixo, vivia levando a melhor contra zagueiros mais altos, devido a sua boa impulsão. Além do mais, também rejeitava os conselhos de jogar com a virilidade do antigo titular, por achar que, se chegara a ser o dono de sua posição, não precisava mudar de estilo.
 Álvaro era um dos mais baixos zagueiros do futebol carioca, mas o treinador Gentil Cardoso, quando o lançou no time de cima, acreditou em seu futebol firme. De sua parte, ele treinava duro as saídas do chão, para não ter dificuldades nas bolas pelo alto.
Foto do arquivo do ex-goleiro vascaíno Valdir Apple, em que o zagueiro
Álvaro é o quarto, em pé, da esquerda para a direita.
 Álvaro Monteiro de Matos, nascido em Ubaíra, na Bahia, em 20 de abril de 1947, cresceu na mineira Nanuque.
 Foi defendendo o time infantil do Bralanda, em 1959, aos 12 anos de idade, que decidiu ir adiante. Por acha-lo uma ferinha, o “Seu Aécio”, comandante do Concórdia, de Teófilo Otoni, pagava-lhe, dominicalmente,  NCr$ 20 novos cruzeiros, além de passagens e estadia, para defender o seu time.
De tão entusiasmado que ficou com o seu futebol, o sujeito procurou Antônio Calçada e mandou seu pupilo para São Januário.
 Baiano bom de papo, rapidamente, Álvaro fez a praça com os infanto-juvenis e até com a moçada do time A.
 Em menos de dois meses na Colina, escreveu para os pais – Álvaro Cardoso de Matos e Umbelina Monteiro de Matos –, avisando que o futuro esperava por ele. Para alegria dos irmãos Ariosvaldo, Zé Geraldo, Edvaldo e Édson. Contou que recebia NCr$ 30, além de casas e comida, ao chegar ao Vasco, e fora reajustado, para NCr$ 120, ao tornar-se titular do time dos infantos. Nesta categoria, foi campeão carioca-1965. 
Quando subiu ao grupo principal, Álvaro cuidava muito do peso (64 quilos). Calçando chuteiras-40, dono de cabelos pretos e olhos castanhos, era namorador e não dispensava cinema, praia,  gibis e filmes “bang-bang”. Antes de firmar-se como titular do time A, aconteceu-lhe um fato incomum. Mesmo já tendo jogado pela equipe principal, voltou aos infantos, para atender ao treinador Ademir Menezes, que estava sem nenhum quarto-zagueiro para escalar a sua meninada. Colaborou e, depois, foi prestigiado por aquele, quando substituiu Gentil Cardoso no comando da esquadra principal do “Almirante”.      

DELEGADOS DA COLINA - HÉLIO VÍGIO

Lopes e Vígio, em foto de www.newtvasco
 Após os jogadores vascaínos travarem contato com o karatê e o jiu-jitsu durante os treinamentos físicos, um outro fisicultor, Hélio Vígio, levou para a Colina a filosofia de incluir dois itens  seriam indispensáveis ao atleta para ter mente sadia: psicologia e o mesmo jiu-jitsu da experiência de Paulo Baltar.
Segundo Vígio, a primeira opção ajudava a ter paz, tranquilidade e coragem, enquanto a segunda não oferecia vantagem física, mas fornecia um meio de defesa.
 Policial muito citado pela imprensa, por grandes caçadas a marginais, Vígio seguia lotado em uma delegacia policial carioca. Também, era proprietário de uma academia de ginástica e dava instruções aos colegas policiais. Professor de Educação Física, estava finalizando graduação em Psicologia e cursando o quinto ano de Direito.
Foi a sua convivência com Paulo Baltar, dentro de uma academia de jiu-jitsu, onde ambos eram associados, que o encaminhou para São Januário. Estudioso e proprietário de uma coleção de livros dos maiores especialistas do planeta em preparação física, Vígio prometia dar ao time vascaíno condições de correr durante 135 minutos.
Vígio foi um do responsáveis pelo aparecimento do treinador Antônio Lopes, que era seu colega na polícia carioca e tornou-se um dos que mais dirigiram o time vascaíno e ganhou mais títulos. 

domingo, 13 de agosto de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - LÚCIA, A MOÇA DO ÚLTIMO BOLERO

 Jovem, loira, bonita e muito bem casada. Diziam que que ela só não parava o trânsito porque só saía de casa dentro de um carro. Era considerada, pelo colunista social mais badalado do jornalismo carioca, Ibrahim Sued, uma das melhores anfitriãs da Cidade Maravilhosa.
Isso tudo aí estava na pele de Maria Lúcia Pedroso, a mulher do deputado José Pedroso. No sexto andar do Edifício Golden Gate, com janelas abertas par o mar de Copacabana, na Avenida Atlântica, ela promovia grandes festas. Ficaram famosos os coquetéis levados aos convidados por mordomos vestidos de vermelho e banquetes de fazer inveja a reis e rainhas.
 Foi durante uma destas festas que Maria Lúcia iniciou um caso, em 1958, com o presidente Juscelino Kubitscheck, que era casado com a mais querida de todas as primeiras-damas do país, a Dona Sarah,  ou Sarah Lemos, o seu nome de solteira.
Após a primeira dança com o JK, durante um de suas festas noturnas, Maria Lúcia não parou mais de dançar com o convidado especial. No último bolero daquela noite, ela foi convidada para um chá no Palácio do Catete, a sede executiva do governo, no Rio de Janeiro da década-1950. Depois disso, tornaram-se amantes.
Foto reproduzida de
 www.deolhoseouvidos.com.br
JUSCELINO KUBITSCHECK era um chefe de estado que modernizava o Brasil e construía Brasília, a nova capital do país. Tinha a fama de boêmio e apreciador de rodas de danças. Também, cantava e molhava o pescoço por dentro, embora sem encher a cara. Mas não dispensava, com moderação, champanhe rosé e uísque. No dia em que uma dança iniciou o seu caso com Maria Lúcia, ela oferecia-lhe um jantar comemorando aos seus 56 de vida. Estava com 23. Portanto, 33 mais nova do que ele, que poderia ser seu pai.  
O amor clandestino só chegou ao conhecimento do marido dela uma década passada, em 1968. Sarah já era, embora tentasse salvar o casamento, proibindo-o de ir ao Rio de Janeiro, para não ver a “outra” no apartamento em que se encontravam, secretamente, no Leme. De sua parte, o marido deputado, para evitar um escândalo que prejudicasse a sua imagem com parlamentar, passou a dormir em quarto separado, sem providenciar a separação. 
HÁ TRÊS SEMANAS de celebrar 74 de vida, com Sarah falando em desquite, o JK , que já havia passado por enfartes e sofria com pressão alta, gota e diabetes, viajou, clandestinamente, ao Rio de Janeiro, para encontrar Maria Lúcia. Não a encontrou.
No domingo 22 de agosto de 1976, o Chevrolet Opala cinza metálico em que  viajava foi fechado por um ônibus da Viação Cometa, no quilômetro 165 da Via Dutra, perto de Resende-RJ, no sentido São Paulo-Rio de Janeiro.
 Desgovernado, atravessou a pista, colidiu, de frente, com uma carreta emplacada em Orleães-SC, transformando-se ferragens retorcidas, com vidros estilhaçados e o corpo do ex-presidente e do motorista Geraldo Ribeiro irreconhecíveis. O motorista do ônibus, Josias Nunes de Oliveira, foi julgado duas vezes e absolvido.
Quando a TV Globo mandou ao ar uma mini-série sobre a vida do JK, Maria Lúcia queixou-se à Lili Marinho, a mulher de Roberto Marinho, o dono da casa, que ele fora tratada como uma prostituta, pelo roteiro. O que não era e nunca fora. Simplesmente, fora o grande amor do JK.

OS XERIFES DA COLINA - MOACIR -19



Moacir é o quarto, em pé, da esquerda para a direita, ao lado de Renê e de Eberval, no time campeão carioca-1970
Zagueiro que o Vasco contratasse, pelas metades das décadas-1960, já sabia: seria para a reserva de Brito ou de Fontana. E não deveria ser diferente com Moacir, tirado do Villa Nova-MG. Mas, se haviam pago NCr$ 300 mil novos cruzeiros pelo seu passe, porque investir aquela boa grana para um quarto-zagueiro não jogar?
Moacir disse, por suas primeiras entrevistas como vascaíno, que fora para São Januário disputar posição e via-se em condições de atuar em qualquer clube grande do país. Ademais, a experiência dos “xerifões” da zaga cruzmaltina lhe dava ânimo para lutar, pois não saíra de sua terra para se acomodar no banco dos reservas.
PELO ESTADUAL-1968, Brito e Fontana foram titulares absolutos, pela maior parte da competição. Mais para o final, zaga ficou sendo Brito e Ananias. Algumas vezes, jogou Sérgio. E, com eles, o time do técnico Paulinho de Almeida foi vice-campeão carioca. Próxima disputa? A Taça Guanabara. Já que Moacir confiava tanto em seu futebol, o treinador Paulinho de Almeida deu-lhe uma missão dos infernos para a estreia vascaína: marcar o botafoguense Jairzinho, um dos mais perigosos atacantes brasileiros.
 Era 28 de julho e 33.642 almas esperavam pelo que Moacir iria encarar, no Maracanã, diante de Jair Ventura Filho, titular da Seleção Brasileira. Sem falar que o Botafogo tinha um dos dois melhores times do futebol brasileiro – naquele dia, o treinador Mário Jorge Lobo Zagallo escalou: Cao; Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Valtencir; Carlos Roberto e Gérson (autor do gol); Rogério Hetmanek , Roberto Miranda, Jairzinho e Paulo César Lima. De arrepiar!
A princípio, como todo estreante, Moacir ficou nervoso. Mas logo se tranquilizou e mostrou, no clássico encerrado no 1 x 1 que não era bom só de palavras. O Vasco abriu o placar, aos 19 minutos, por intermédio de Buglê, e ele cumpriu bem o seu papel – Pedro Paulo; Lourival (Zé Carlos, Brito, Moacir e Eberval; Buglê, Alcir e Danilo Menezes; Nado, Nei e Raimundinho (Silvinho), sendo aprovado para jogar ao lado de Brito. Precisava, depois, fazer o mesmo ao lado de Fontana. E aconteceu, no 31 de julho, no mesmo local e com mesmo placar, diante do Bangu, diante de 4.819 testemunhas.
 PARA ENCERRAR a temporada-1968, o Vasco disputou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, ou Taça de Prata, um dos embriões do atual Brasileirão. A dupla Brito-Fontana voltou à ativa, mas Moacir entrou em alguns jogos, as vezes como substituto, ou saindo jogando. Por aquela época, o time começava a contar, também, com Fernando Silva (ver matéria, em 10.08.2017), mais um aspirante a vaga de “xerife”.
Nascido em Ouro Preto-MG, em 24 de março de 1944, Moacir Eustáquio Antunes tinha 11 irmãos e dizia ao xará seu pai e à mãe Maria de Lourdes Silveira Antunes que não seria só jogador de futebol. Iria tão longe nos estudos quanto o irmão engenheiro. Passou pelo Colégio Agrotécnico (interno, por cindo anos)  a Escola Preparatória de Cadetes da Aeronáutica, ambos em Barbacena-MG. Com estudos equivalente ao atual segundo grau, não foi adiante. O futebol era o seu futuro, história que rolava desde que o presidente do Olimpic conseguira autorização do colégio para ele treinar à noite, entre os juvenis.
 Em 1963, aos 19 anos de idade, Moacir já estava no Villa Nova, de Nova Lima, que lhe pagava a mixuruca quantia de NCr$ 40 novos cruzeiros, para tomar conta de sua zaga. Para chegar à Colina, teve de abrir mão dos 15% sobre o valor do passe (previstos por lei), o exigido, também,  de Eberval e Raimundinho, que foram juntos com ele para a Colina.
 COM BOA ESTATURA (1m77cm) para os zagueiros brasileiros da época, Moacir usava a filosofia de que “jogador de defesa não pode ayuar macio”. Coincidia com o pensamento de Brito e de Fontana, dos quais foi bom substituto durante a conquista do título vascaíno de campeão carioca-1970, o final do jejum, de 12 temporadas sem faixas do Estadual – dirigido por Elba de Pádua Lima o Tim, a equipe-base era: Andrada; Fidélis, Moacir, Renê e Eberval; Alcir e Buglê; Luiz Carlos Lemos (Jaílson), Valfrido, Silva e Gilson Nunes. Em 1971, Moacir brigou por vaga com Miguel e Joel Santana. Em 1972, já não aparecia mais nas escalações vascaínas.

VASCO DA GAMA 1 X 1 PALMEIRAS

Lá se vão quatro jogos sem vencer. Foto de
 Carlos Gregório Júnior, de www.crvascodagama.com.br
 
Vasco da Gama x Palmeiras é um pega que chegou, hoje, a 125 edições. Os alviverdes paulistanos venceram 56 e os cruzmaltinos 31. Houve, também, 38 empates.
Com esta igualdade, o "Almirante" chegou a quatro partidas sem sair de campo na frente do placar. O próximo compromisso será no domingo que vem, dia 20, contra o Bahia, em Salvador.

O Vasco é o ... colocado, com sete vitórias e 25 pontos, em 20 compromissos. A partida foiá no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, porque São Januário está interditado, por conta das confusões provocadas por torcedores bagunceiros vascaínos ao final da partida contra o Flamengo.
Foi a terceira apresentação da rapaziada naquela praça de esportes, tendo perdido para o Atlético-PR e o Cruzeiro, antes.  

CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 13.08.20917 (domingo) - VASCOI 1 x 1 PALMEIRAS. 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda-RJ. Juiz: Roberto Alves Junior- PR. Pico: 4.306 pagantes. Renda: R$ 129.885,00.  Gols: Guerra, aos 31, e Manga Escobar, aos 41 min do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; Gilberto, Rafael Marques, Breno e Ramon; Jean, Wellington (Manga Escobar), Paulinho (Paulo Vitor), Mateus Vital e Wagner (Nenê); Luis Fabiano. Treinador: Milton Mendes. PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Luan, Michel Bastos; Tchê Tchê (Borja), Thiago Santos, Bruno Henrique (Keno), Alejandro Guerra (Zé Roberto); Róger Guedes e Deyverson. Treinador: Cuca.

sábado, 12 de agosto de 2017

KIKE EDITORIAL (OU O VENENO DO ESCORPIÃO-36) - JORNAL DA BAHIA - Nº1º

1 -  Em 1962, Portugal mandou  para cá uma réplica da imagem de Nossa Senhora da Esperança, a que viajara com Pedro Alvares Cabral, em 1.500, quando ele descobriu o Brasil. Então, três mil baianos reuniram-se na Praça das Pedrinhas, em Porto Seguro, para comemorar os 462 anos do acontecido, com missas celebrada por  Don Policarpo da Costa Vaz, Bispo da Guarda, e com a presença, também, de 17 prefeitos de portuguesas vilas da Beira. Mas, como a missa aconteceu a cerca de dois quilômetros onde os historiadores acreditam ter sido o local em que o Frei Henrique de Coimbra rezara a primeira por aqui, a galera de Cabrália boicotou Jesus. Não aceitava a glória ser da vizinha Porto Seguro – por dois quilômetros de fronteiras municipais, a fé religiosa baiana tinha limites, quatro séculos depois.                          

www.ba.gov.com.br
2 – De olho nas eleições de 7 de outubro de 1962, foi anunciado que o ministro da Educação,  Oliveira Brito (foto), o secretário Vieira de Mello e os deputados Aluísio de Castro e Régis Pacheco estavam unidos  para isolarem, dentro do PSD-Partido Social Democrático, o ex-governador Antônio Balbino. Ao tomar conhecimento do fuxico, o deputado Antônio Carlos Magalhães, que era da UDN, achou esquisito aquilo, pois Balbino ainda detinha a maior influência pedessista na Bahia. E anunciou solidariedade ao homem, mesmo sendo de um outro partida. Depois da Revolução de 31 de Março de 12964, só ACM sobreviveu. Enxergava mais longe.

3 – No dia 22 de novembro de 1979, após o presidente da República, o general João Batista de Oliveira Figueiredo enviar ao presidente do Congresso Nacional, o baiano Luís Viana Filho, o texto que extinguia a Aliança Renovadora Nacional-ARENA e o Movimento Democrático Brasileiro-MDB, ao tomar conhecimento do fato, o presidente da última legenda citadas, o deputado Ulisses Guimarães, gritou: “O general acha que o Congresso é a cocheira dos seus cavalos”.   

4 – Pelo final da década-1980, ao ser preso, em Salvador, como estelionatário,  José Carlos Tenório da Silva, de 23 de idade, dissera ao delegado que ele era um jogador famoso do Vasco da Gama, que atuara ao lado de Lorico e Saulzinho (astros da década-1960)  e que estava sendo confundido com algum homônimo. Investigação feita, ficou constatado que o sujeito contava com vários inquéritos abertos pela Delegacia de Defraudações e Falsificações e tivera algumas entradas na de Furtos e Roubos. E não passara de juvenil vascaíno.

5 – Passado algum tempo, José Carlos Tenório da Silva foi preso quando assistia a um jogo no antigo Estádio Otávio Mangabeira, mais conhecido por Fonte Nova. Reconhecido por uma de suas vítimas, que chamou a policia, ele jurou ser o goleador Dario, o “Dadá Maravilha” – Dario José dos Santos, que passara por Atlético-MG, Flamengo e Bahia, entre outros –, do qual tinha roubado a documentação fornecida pela então Confederação Brasileira de Desportos-CBD e atual CBF (de Futebol). Mais? Portava, ainda, um talão de cheques roubado do então presidente do Vitória, Carlos Palma – não desistia do crime e nem da bola. E tinha currículo sensacional para ser o goleador do time da penitenciária.

HISTORI&LENDAS DA COLINA - BANGU

1 - No 12 do 12 de 1953, em sua primeira temporada após tirar dos trilhos o "Expresso da Vitória", o Vasco mandou 4 x 1 Bangu, no 68º encontro entre ambos pelo Campeonato Carioca, em um sábado, no Maracanã. Exatamente, uma temporadas depois, o "Almirante" repetiu o placar: 4 X 1 São Cristóvão, em  São Januário, no 66º pega entre ambos, pelo Estadual. Vavá, que havia marcado gol diante dos banguense, repetiu-se diante do "Santo". Na mesma data, a rapaziada coleciona seis empates por placares progressivos, sem ordem temporal: 1990 - 0 x 0 Fluminense; 1959 - 1 X 1 Flamengo; 1964 - 1 x 1 Madureira; 1979 - 1 x 1 Coritiba; 1982 - 1 x 1 Internacional-RS  e 1998 - 2 x 2 Goiás.  

2 - A "Turma da Colina" já teve dia de jogar para as moscas. Em Vasco 3 X 0 Bangu,  em 9 de dezembro de 1990,  pelo Torneio Adolpho Bloch, só 482 "testemunhas" compareceram ao evento, em São Januário. Quer dizer: não tinham nada pra fazer naquele domingo, a não ser Júnior e Marco Antônio "Boiadeiro", que mexeram no placar, bem como o banguense Eduardo Gaúcho, que deu uma de "Amigo da Onça" e fez um gol contra. Por falar em Onça, o Lobo (Mário Jorge Zagallo) era o chefe vascaíno de: Carlos Germano, Ayupe, Célio Silva, Tosin, Cássio (França), Zé do Carmo (Andrade), William, Luciano, Júnior e Sorato. A renda não foi divulgada. Renda? Que renda? 

3- Dizem que mulher de malandro apanha num dia e no outro quer mais. Caso do Flamengo, que apanhou do Vasco duas vezes na data 30 de novembro. Em 1947, na cassa dele,  o estádio da Gávea, pelo Campeonato Carioca, levou 5 x 2, com Friaça (2), Maneca (2) e Lelé nas redes, para o  time dirigido pelo "flamenguistas" Flávio Costa, que alinhou: Barbosa, Augusto e Rafagnelli; Ely, Danilo e Jorge; Friaça, Dimas, Maneca, Lelé e Chico.   O Vasco era tão superior que terminou turno e returno do Carioca invicto, com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Botafogo.  Em 20 jogos, venceu 17 e empatou três.
 
4 - Passados 21 anos, o "Almirante" voltou a botar o "Urubu" pra voar na mesma data 30 de novembro. Daquela vez, em 1968, pela última rodada do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (embrião do Campeonato Brasileiro), em um  sábado, no  Maracanã. A rapaziada mandou   2 x 0, com Nado e Valdrido saíndo pro abraço. O Vasco, treinado por seu ex-lateral-direito Paulinho de Almeida (década-1950), formou com: Pedro Paulo; Ferreira, Brito, Fontana e Eberval; Alcir e Bugleux (Benetti); Nado, Adílson, Bianchini e Danilo Meneses (Valfrido).   

5 - Quando chegou a São Januário, o zagueiro Hércules Brito Ruas era meio-campista, atuando como volante. Então, o treinador Martim Francisco sacou que a sua altura e compleição física ficava melhor para serem usadas na zaga. E o puxou para o setor, onde foi um dos grandes xerifões vascaínos por longo tempo. Para Brito ir se acostumando com a nova posição, Martin propôs-lhe: "Jogue como Bellini". Quando saiu da Colina, Brito declarou que chegara a jogar sob o comando de um treinador que entendia de futebol por dois, Zezé Moreira. E disse ter jogado, também, sob o comando de um técnico estrangeiro que "não entendia nada de futebol". Como não citou o nome deste, pode ter sido um dos dois argentinos, Abel Picabea ou Filpl Nuñes, os gringos que passaram pela Colina enquanto ele foi vascaíno.   

XERIFES DA COLINA - FERNANDO S - 18

FERNANDO SANTOS é o segundo zagueiro com este nome a defender Vasco e Flamengo, em épocas distintas, evidentemente. Cria rubro-negra, ele chegou ao Flamengo aos 16 de idade, em 1996. Passou quatro temporadas nas bases e, nesse tempo, apareceu como grande promessa, ajudando a Seleção Brasileira a ser campeã mundial-sub 17, em 1997.
Reprodução de
 www.crvascodagama.com.br
Ao subir ao grupo A flamenguista – foi um dos zagueiros de maior estaturas na zaga rubro-negra, com 1m,91cm de altura – sagrou-se campeão dos Estaduais-2000/2001 e da Copa dos Campeões-2001. Em seguida, experimentou aventuras pelo futebol alemão e austríaco, mas, em 2005, estava de volta à Gávea.
Carioca, nascido em 25 de fevereiro de 1980, Fernando não esteve bem durante o início do Brasileirão-2006. Barrado, foi o alemão Duisburg. Novamente, não ficou pela Alemanha. Voltou ao futebol carioca, defendeu o Vasco da Gama e participou do  rebaixamento do clube e à Série B do Brasileiro, em-2008.
No entanto, ajudou a “Turma da Colina” a voltar à elite  da bola "brasuca", sendo campeão da Segundona-2009. Em 2011, ganhou mais um título vascaíno, o da Copa do Brasil. Depois, foi embora e nunca mais passou nem por perto da Colina.

 

 

 

 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

XERIFES DA COLINA - FERNANDO M - 17

Xerifão na zaga vascaína da década-1980,  Fernando Cézar de Matos não tinha dúvidas quando precisava espanar bola ou atacante. Mas após encerrar a carreira, quando lhe pediam palpite  para jogo entre times que defendera, no ato, fazia questão de ficar, literalmente, em cima do muro.
- Não tenho o direito de torcer contra antigos companheiros, por ter vivido momentos importantes com as camisas dos clubes que defendi.  O Vasco, por exemplo, estará, para sempre, no meu coração, e não me dá esse direito, disse, numa dessas ocasiões.
Cria da Portuguesa Santista, em 1980, Fernando foi trabalhado pelo treiandor Ari Marta e, em 1984, o Santos o levou, para participar do título paulista da temporada, quando aprendeu as malandragens de Rodolfo Rodriguez, Márcio Rossini, Toninho Carlos, Paulo Isidoro e Zé Sérgio, aquela galera.
Nesta foto reproduzida do arquivo pessoal do atleta, Fernando Matos é o quinto em pé, da esquerda para a direita.
Nascido, em 17 de junho de 1961, na paulista José Bonifácio, o xerifão teve a sorte de ser dirigido pelos treinadores da moda da sua época, como Carlos Castilho e Chico Formiga, no Santos, e Antônio Lopes, Carlos Aberto Zanatta e Sebastião Lazaroni, no Vasco. Desembarcou em São Januário, em 1985,  e inscreveu o seu nome na galeria do xerifado da Colina.
Bicampeão estadual-1987/1988, Fernando ajudou a rapaziada a trazer dois canecos importantes do exterior, os espanhóis Ramón de Carranza e Tereza Herrera, jogando ao lado de feras como Acácio, Donato, Mazinho, Zé do Carmo, Tita, Geovani, Mauricinho e  Romário. Ele considera a conquista da Taça Guanabara-1986, pouco depois de sua chegada à ao Vasco da Gama, como o seu momento mais emocionante como cruzmaltino, pois a moçada não o caneco  há quase uma década.
Por ser um zagueiro técnico e que marcava gols, Fernando não demorou a cair no gosto da galera. Quem sofreu muito com a sua forte marcação foi o baiano Bebeto, quando era flamenguista e magrinho. Fernando deixou o Vascoa, em 1989, para defender o português Louletano. Em 1991, voltou e pulou para o outro lado do balcão, jogando pelo maior rival vascaíno, o Flamengo. Ficou campeão da Copa do Brasil da temporada, dirigido pelo ex-meia vascaínoJair Pereira e totalizou 115 jogos e 11 gols rubro-negros.

ALMIRANTE VASCO DO REI E DA GAMA

Dom Manuel  intitulava-se, "pela graça de Deus”, Rei de Portugal e de Algarves, neste e no outro lado do mar, na África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia Índia” e tinha a obsessão de banir o islã do planeta.
Reprodução de www.biography.com
Devido àquela loucura, ele decepcionou-se com a falta de liderança de Pedro Alvares Cabral e o relegou ao ostracismo.
Para dominar o comércio das Índias, só via um macho: Vasco da Gama que, desde os cinco de idade, já fazia parte da Ordem de Santiago, matadora de milhares de “infiéis”, pela ótica da igreja católica, em nome da fé cristã.
Pedro Álvares Cabral viajara levando no bolso do colete as informações de Vasco da Gama sobre a sua descoberta do caminho marítimo para as Índias.
 Por incompetência náutica, veio parar no Brasil, que achou ser uma ilha. Por aqui, nem pisou um pé no chão. Tempinho depois, Dom Manuel mandou Vasco da Gama voltar e fazer o que fosse preciso para ele libertar a Terra Santa, após limpar o comércio das Índias dos muçulmanos.
 O Vascão foi cruel, impiedoso. Bombardeou, matou, enforcou, pirateou, fez vassalos e levou para Portugal as riquezas que o rei queria, transformando a inexpressiva Lisboa no novo centro comercial da Europa, deixando Veneza para trás.
Com todo este bolão jogado durante a crueldade da conquista – antigamente, era assim – Dom Manuel deu-lhe o título de “Almirante da Índia”, podendo usar o “Dom. A formalização ocorreu em 30 de janeiro de 1502, na catedral de Lisboa. Mais tarde, ele tornou-se Conde de Vidigueira e Vice-Rei da Índia.
Como Vasco da Gama deu as coordenadas para Cabral descobrir o Brasil na Bahia, por isso, baiano é muito macho. Vai à casa do desafeto, mete a mão na cara dele e ainda derruba seu treinador. Quando o juiz e o bandeirinha não ajudam, até goleiro pegador de pênaltis vira aluno do Mureta. Que Deus tenha piedade de vocês. Joel Sanana taí aí na esquina, pois é sempre chamado para tais ocasiões, na Gávea.

HISTORI&LENDAS DA COLINA - PORTO

1 - Almirante embarca e desce onde? No porto, evidentemente. Então, o vascaíno não tinha outra coisa a fazer, em 13 de agosto de 1964, a não ser bombardear o Porto: 3 x 0 pra cima do português Futebol Clube do Porto, pelas comemorações do 66º aniversário do Club de Regatas Vasco da Gama. Aconteceu no Maracanã, diante de 20.914 pagantes.

2 - Comandado por Mário Jorge Lobo Zagallo, o Vasco foi à Croácia, em 12 de agosto de 1980, e mandou 2 x 1 Dínamo, pelo amistoso internacional nº 270 da  história do "Almirante". Com o seu time tendo Pintinho, PC “Caju” e Roberto Dinamite, o treinador Zagallo virou o Lobo da Cortina de Ferro dentro do estádio de Zagreb.  

3 - Em um dia 11, como hoje, o Vasco disputou o seu jogo 111 contra o Bangu. Venceu, por 1 x 0, com gol marcado por Roberto Dinamite, no único pega ente os dois clubes, em 1974. Na temporada, o clube ficou no quarto lugar do Estadual, com sete vitórias, um empate e três quedas, marcando 18 e sofrendo 15 tentos. Mas foi o campeão brasileiro, o primeiro título de um clube carioca no Nacional. Se 1974 é um número maior do que 1947, na história dos placares vascaínos, é menor. Naquele ano distante 30 do outro, o Vasco mandou 4 x 1 no mesmo Bangu. Era menos econômico na rede.  

4 - Na temporada carioca-1947, o Vasco não fez mais do que a
sua obrigação goleando quem aparecesse pela frente. Era "SuperSuperior" à concorrência. Naquele Estadual, só maltratou: 14 x 1 Canto do Rio; 5 x 1 São Cristóvão; 5 x 3 Fluminense e 5 x 2 Flamengo, só para citar poucas goleadas. Por isso, foi campeão invicto, com 17 vitórias e três empates. 

5 - Em 10 de agosto de 1946, o Vasco mandou 5 X 1 América.  Se o “Diabo” dizia que era quente, o "Almirante" foi fervendo para aquele jogo do Campeonato Carioca. Um sábado infernal, em São Januário, com Santo Cristo virando o capeta e marcando dois gols – Lelé (2) e Dimas completaram o serviço feito por esta rapaziadas: Barqueta, Augusto e Sampaio; Berascochéa, Danilo e Jorge; Santo Cristo, Lelé, Dimas, Jair Rosa Pinto e Djalma.

6 - Coincidentemente, a data 9 de agosto contempla três vitórias internacionais cruzmaltinas: VASCO 2 X 1 ARSENAL, terceiro triunfo sobre o adversário inglês. Em em um sábado, pelo Torneio de Belgrado, na antiga Iugoslávia, em 1980, com Paulo César ‘Caju’ e Roberto Dinamite comparecendo às redes – os outros triunfos foram por 1 x 0, em 25 de maio de 1949, e por 4 x 0, em 12 de junho de 1951, ambos no Rio de Janeiro; VASCO 5 X 0 MARÍTIMO teve Roberto Dinamite explodindo dois petardos nas redes portuguesas. Amauri, Silvinho e Ticão completaram o serviço, feito em um domingo, no Estádio dos Barreiros. Valeu pelo Troféu Autonomia, do Torneio Ilha de Funchal, em 1981; VASCO 2 x 1 HAMBURGO rolou no Estádio do Bessa, na portuguesa Porto, pelo Torneio Cidade do Porto, em 1992. Bismarck abriu o placar, aos 42 minutos do primeiro  tempo. Júnior, aos 20 do segundo, fez o outro. 

7 - No domingo 8 de dezembro de 1968, em Vasco 3 x 2 Internacional-RS, no Maracanã, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, aconteceu o inusitado na vida vascaína. As estatísticas passaram a marcar três empates e quatro gols para cada time, até então, pela competição. O grandalhão Valfrido "Espanador da Lua", o "gringo" Danilo Menezes e o nanico Nado derramaram na rede o chimarrão dos gaúchos", no jogo 2.419 da história da bola da Colina.

8 - O Vasco, clube eminentemente católico, já havia jogado em São Paulo, São Luís, Santos. Em 8 de dezembro de 1987, para arrumar uma graninha e pagar a sua folha salarial, com o 13º, deixou oa lances do Céu e foi à terra de um padre,  Frei Paulo, em Sergipe. De quebra, como o time local, chamado Corinthians, não rezou direito,  Romário (2) e Josenílton o castigaram: 3 x 1.

9 - No domingo 11 de janeiro de 1949, Vasco 2 x 1 Botafogo teve o atacante Heleno de Freitas encarando o clube com o qual se identificava. Valeu pelo segundo turno do Campeonato Carioca, em São Januário, apitado por  Mário Vianna. Mas foi Ademir Menezes que compareceu à rede durante a nevegação 1.227 do "Almirante" e o 54º duelo pelo Campeonato Carioca entre suas rapaziadas – Barbosa, Augusto e Wilson: Ely, Danilo e Alfredo; Ademir, Maneca, Heleno de Freitas, Ipojucan e Chico foi a da Colina.

10 - Vasco da Gama 4 x 0 Santos, em 30 de julho de 1933, pelo primeiro Torneio Rio-São Paulo, foi a primeira goleada da "Turma da Colina" sobre um rival paulista.  Aconteceu em São Januário, com gols de Carreiro (2), Orlando e Carniere, tendo o treinador Harry Welfare formado esta “Turma da Colina”: Rey; Tuíca e Itália; Tinoco, Fausto e Gringo; Orlando (Bahiano), Almir, Quarenta, Carnieiri e Carreiro.