Vasco

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

OS XERIFES - BRILHANTE E ITÁLIA-8

Alfredo Brilhante da Costa, antes de firmar-se como zagueiro, atuou pela (antiga) linha média do time vascaíno, que reunia três homens protegendo a zaga.  Nascido em 5 de novembro de 1904, no Rio de Janeiro, viveu até 8 de junho de 1980, tendo sido vascaíno entre 1924/1933.
Reprodução da revista

Levado para São Januário, pelo treinador uruguaio Ramón Platero, que gostou de vê-lo em ação com a camisa do Bangu, como o seu nome, foi tão brilhante em sua posição que chegou à Seleção Brasileira e formou uma zaga cruzmaltina, com Itália (Luís Gervazoni), no primeiro  jogo da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, contra então Iugoslávia, no 14 de julho de 1930, no gramado do Parque Central, em Montevidéu, no Uruguai – Joel, Brilhante e Itália; Fausto, Hermógenes e Fernando Giudicelli; Nilo, Araken, Preguinho  e Teófilo foi o time escaldo por Píndaro de Carvalho Rodrigues.
Aquele, no entanto, aquele ficou sendo o seu único jogo pelo escrete nacional, pois o seu colega de time vascaíno Fausto dos Santos o acusou de não ter atuado com pegada forte e forçou a sua barração para a partida seguinte, os 4 x 0 Bolívia, oito dias depois, com Itália mantido.  
Em 1924, Brilhante estava no time campeão carioca, pela Liga Metropolitana de Desportos Terrestres – houve um outro campeonato, pela preconceituosa Associação Metropolitana de Esportes Athléticos, que reunia os “grandes” América, Botafogo, Flamengo e Fluminense.
 O Vasco, excluído da entidade, venceu os 16 jogos contra 21 times considerados “pequenos” e acusados de terem atletas com “profissão  duvidosa”. O torneio espalhou os participantes por três séries e o Vasco, vencedor do seu grupo, decidiu a disputado em um triangula final entre os dois outros ganhadores de chaves, Engenho de Dentro e Bonsucesso –Nelson, Leitão e Mingote; Brilhante Claudionor e Artur; Pascoal, Torterolli, Russinho, Cecy e Negrito foi o time-base durante o torneio que teve 22 times.
 
ITÁLIA - O zagueiro Itália, registado por Luís Gervasoni, formou dupla "chega junto" e junto com o companheiro, representou a zaga do Vasco da Gama durante o primeiro jogo do Brasil em um Mundial.
Nascido no Rio de Janeiro, em 22 de maio de 1907, viveu até 1963, tendo sido um vascaíno entre 1926 a 1937. Era capitão devido a sua liderança dentro de campo, o que mostrou bem durante as conquistas dos títulos regionais de 1929/1934/1936, nesta última temporada quando foram disputados dois Estaduais e o Vasco venceu o da Federação Metropolitana de Desportos – a outra entidade era a Liga Carioca de Football.
  Além da participação na primeira Copa do Mundo, o zagueirão ajudou o Brasil a ganhar a Copa Rio Branco-1932, nos 2 x 1 Uruguai, em 4 de dezembro. Totalizou nove jogos pelo escrete nacional, vencendo oito e caíndo em um.
Pelo Vasco da Gama, ficou campeão carioca em três oportunidasdes: 1929 – Jaguaré, Brilhante e Italia; Tinco, Fausto e Mola; Pascoal, Russinho, Carlos Paes, Mário Mattos e Santana; em 1934 – Rey, Domingos da Guia e Itália; Gringo, Faustgo e Mola; Orlando, Almir, Gradim, Nena e D´Alessandro – e em 1936 – Rey, Poroto e Itália; Oscarino, Zarzur e Calocro; Orlando, Feitiço, Kuko, Nena e Lima.
Itália é um dos primeiros ídolos do Vasco e participante de uma geração que ajudou o Vasco se firmar como potência do futebol brasileiro, depois de várias brigas com os “grandes” da época e que não conseguiam aceita-lo escalando negros, pobres e operários em seu time.

 

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