Vasco

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sábado, 30 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - PAULINHO

O Vasco da Gama já teve vários artilheiros em Campeonatos Brasileiros. Deles,  Roberto Dinamite (190 gols), Romário (82) e Edmundo (79) são os maiorais da turma, que inclui, ainda, Ramón Menezes, Valdir “Bigode”, Leandro Amaral, Juninho Pernambucano, Bebeto, Bismarck,  Paulinho,  Morais e Sorato.
 Quem se lembra de Paulinho? O carinha anda meio-esquecido, não é mesmo?
 Paulo Luiz Massariol, o Paulinho, com 19 bolas nas redes, foi o principal artilheiro do Brasileirão-1978, enquanto Roberto Dinamite disputava a Copa do Mundo, na Argentina. Totalizou 69 partida com a jaqueta cruzmaltina, entre 1977 e 1980, deixando na conta 28 tentos.
 Revelado pelo XV de Novembro de Piracicaba, Paulinho desembarcou em São Januário após voltar da Tunísia com a medalha de bronze do Mundial Sub-20, em 1977, pela Seleção Brasileira. Fez cinco jogos e marcou dois gols: nos 2 x 0 Itália (03.07.1977) e nos 4 x 0 Uruguai (09.03.1977) – as outras partidas foram Brasil 5 x 1 Irã (27.08.1977); 1 x 1 Costa do Marfim (30.06.1977) e 1 x 1 (5 x 3 pênaltis) México (06.07.1977).
Convocado pelo técnico Cláudio Coutinho, Paulinho só disputou um jogo canarinha pela equipe principal: o amistoso de 5 de julho de 1979, na Fonte Nova, em Salvador, no 1 x 1 Seleção da Bahia, apitado por Sebastião Rufino-PE e assistido por 47.780 pagantes. O time:  Carlos; Mauro (Carlos Alberto Barbosa), Rondinelli, Edinho e Pedrinho; Batista, Adílio e Guina (Tita); Paulinho (ZéSérgio), Juari e Zezé.   
 Depois do Vasco, Paulinho ainda defendeu o Palmeiras, por seis jogos e três tentos; o Grêmio-RS, por 12 veze e um gol, e, por fim, de 1983 a 1989, o Comercial, de Ribeirão Preto-SP.
FOTO REPRODUZIDA DE COLEÇÃO DE FIGURINHAS DO KIKE

O VENENO DO ESCORPIAO - O 'BESSARABO' DA AMAZÔNIA QUE QUERIA SER VAMPIRO

O picareta dos picaretas...
Durante o século 17, o Conde  de Saint Germain era íntimo de cortes europeias e chegado a escândalos. Francês e tremendamente malandrão, apresentava-se como cientista, alquimista, lapidador de diamantes, ourives, músico e compositor, entre outros, e dizia-se imortal, presenciador de fatos ocorridos há vários séculos.                                     
 O grande picareta nasceu em 1712 e viveu até 27 de fevereiro de 1784. Um dia, achou de "reencarnara-se" no Brasil, na pele de Henrik Jan Dadiani, "nascido em Kishenew, na Besssarábia, em 1897, descendente de um dos ramos da família imperial russa", embora o seu sotaque nada tivesse de "bessarabo".
 Era 1937 e um tal de Dadiani, medindo quase dois metros de altura e pesando 100 quilos, passou a ser falado pelas delegacias de polícia de São Paulo. Contavam que  falava com desenvoltura, tinha voz de barítono e modos nada bregas. A polícia levou 19 temporadas em seu encalço, acusando-o por oito crimes, a maioria por bigamia.
INCÓGNITO - Ninguém conseguia descobrir o verdadeiro nome de Dadiani. Segundo ele, adotara este para fugir dos comunistas, antigos “camaradaço”.  Ao ser preso, declarou chamar-se  Henrique João Fialho e ter nascido no Amazonas.
Das “bigamadas” desse “bessarabo”, uma poderia ser roteiro de fotonovela. Em 1948, residindo em Belo Horizonte, ele colocou anúncio na revista “Grande Hotel” à procura por noiva e dizendo-se médico “de meia idade”. Queria casar-se com moça recatada.
Lido em Santa Maria-RS, por Almerinda Lichter, de 14 anos, Dadiani passou 2.555 dias correspondendo-se com a gauchinha. Casaram-se no catolicismo e foram residir em Tatui-SP. Um dia, a mulher convidou a irmã Araci a visita-la. Esta foi, arrumou namorado na cidade e abominou o cunhado.        
...foi imitado por Dadiani, aqui na cadeia...

 O namorado de Araci desconfiou de que já tinha visto Dadiani, em alguma quebrada – em um jornal, apelidado por “Príncipe”. Durante as ausências dele em casa, Araci bisbilhotou os seus guardados e confirmou as suspeitas. O “médico” havia iludido a sua irmã. Procurou o juiz de direito da comarca, entregou o carinha e o caso passou foi entregue aos "zome".
VISTORIA POLICIAL na casa de Dadiani encontrou o quadro perfeito para ele ser preso e processado por falsificar identidade, certidões de nacimento e de casamento, além de posse sexual fraudulenta e de exercício ilegal da Medicina – vendia garrafadas, garantindo excelente desempenho na horizontal. 
 Dadiani conhecia o Código Penal  e citava artigos, como um mestre. Certa vez, fez a sua defesa em mais uma "bigamada", sendo absolvido. Escreveu o livro “Acusado sem crime”, que teve várias edições. Na época, ele  “havia nascido” na Polônia.
QUANDO ELE ERA João Chonsky, casou-se com Arlinda Walther. Pouco depois, Geralda Barbosa o acusou, no Rio de Janeiro, por bigania. Próxima? Era o doutor Carmelo Ribeiro Lorenzo e desposou, em São Paulo, Oacyr Rangel. Foi preso e logo solto. A seguir, tentou levar uma outra companheira, Maria Helena Ferreira, em Belo Horizonte, a compactuar com os suas picaretagens. Processado, escapou, de novo.
Em 1940, Dadiani desapareceu. Só foi descoberto e preso em 1956. Disse à policia que, antes de vir para o Brasil, era médico, em Paris. Não pudera ser por aqui, devido surdez que o impedira de passar por provas orais indispensáveis à revalidação do seu diploma. Também, que fora absolvido em cinco processos e que só se casara uma vez, tendo ficado viúvo e o casamento anulado.
...longe dos filhos com Almerinda
BASTISTA, PREBISTERIANO e membro do Exército da Salvação, como afirmava, Dadiani jurava arrependimento por todas  as picaretagens. Pretendia basear a sua defesa  no artigo 13 do Código Penal – arrependimento eficaz e desistência voluntária antes de o delito entrar em domínio público.
Compare o picareta Dadiani com os picaretas presos pela “Operção Lava Jato”. Ele, que falava, com desenvoltura, sobre os grandes filósofos da humanidade, tinha imaginação de escritor de ficção. Na verdade, tinha mente precisando de tratamento médico. Afinal, só queria ser vampiro, passear de século em século, variar no uso de "perseguidas" e vender "garrafadas produzidas por laboratórios parisienses". 
 EM RELAÇÃO AOS plíticos e empresários corruptos que estão na cadeia, Dadiani era um “santinho”. Afinal, não robou milhões do dinheiro púlbico; não quebrou a Petrobras; não recebeu propina para favorecimentos graciosos; não aplicou dinheiro da corrupção em bancos estrangeiros e nem liberou “tutu” para emendas de parlamentares que votassem contra  apuração de denuncias contra o pagador.   
Diante desses, Dadiani merecia ser canonizado. Em compensação, deputados e senadores corruptos não podem ser acusados de terem vendido “garrafadas milagrosas”, para ninguém endurecer.........o espírito público. Confere?       

              

 
 

VASCO DA GAMA 1 X 1 CHAPECOENSE

Em sua última partida com os portões de São Januário fechado à torcida, o "Almirante" cometeu um erro infantil – goleiro adiantado, sem necessidade – e perdeu dois pontos, hoje, dentro de casa. Com isso, ficou com 33 pontos e manteve-se na nona colocação do Campeonato Brasileiro da Série A. A próxima partida será contra o Avaí, no dia 11, a partir das 21h45, no Estádio Ressacada, em Florianópolis-SC.
Assim como no jogo passado – 1 x 1 Sport-PE – o Vasco abriu o placar, com seu gol marcado por Andrés Rios, aos 24 minutos. Wellington lançou Madson, na direita, e este cruzou para o meio das pequena área. A zaga não conseguiu cortar o lance e o atacante vascaíno surgiu livre paras fazer: Vasco 1 x 0. 
Paulo Fernandes, de www.crvascodgama.com.br, captou o
lance do argentino Andrés Rios abrindo o placar
A bobeira do empate foi aos 18 do segundo tempo. Reinaldo dominou a bola de frente para a área, tenteou cruzar, errou o chute, mas surpreendeu Martín Silvas que estava adiantado: Vasco 1 x 1 Chapecoense.
 
CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 30.09.2017 (sábado)  -Vasco 1 x 1 Chapecoense-SC. 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Wilton Pereira Sampaio-GO. Gols: Andrés Ríos, aos 24 min do 1º tempo, e Reinaldo, aos 19 min do  2º tempo. VASCO: Martín Silva, Madson (Manga), Breno, Anderson Martins e Ramon; Jean (Evander), Wellington, Yago Pikachu, Mateus Vital e Nenê; Andrés Ríos (Thalles). Treinador: Zé Ricardo. CHAPECOENSE: Jandrei; Apodi, Douglas Grolli, Fabrício Bruno e Reinaldo; Moisés Ribeiro, Elicarlos (Dodô) e Lucas Mineiro; Arthur, Wellington Paulista (Tulio de Melo) e Alan Ruschel (Penilla). Treinador: Emerson Cris. OBS: não há público e renda, pois o jogo foi com portões fechados, pois os vascaínos cumpriam punição devido mau comportamento de sua torcida durante o final do clássico contra o Flamengo, no premir turno.
 



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - ZÉ MARIA

  Zico, o maior ídolo da história do Flamengo, foi vascaíno por 45 minutos; Garrincha, o mais amado pela galera do Botafogo, por 90; Zizinho, o maior craque brasileiro pré-Pelé, por 180, e Pelé, o “Rei do Futebol”, por 360. Quem esteve também vascaíno, e poucos sabem, foi um dos maiores ídolos da nação corintiana, o lateral-direito Zé Maria.
 Na época, José Maria Rodrigues Alves pertencia à Portuguesa de Desportos e ainda não tinha a fama que valeu-lhe, no Parque São Jorge, o apelido de “Super Zé”. O Vasco o teve durante a Taça Guanabara-1968 e a sua vascaínagem durou apenas 180 minutos, o tempo dos jogos contra o Bonsucesso e o Flamengo.
Imagem reproduzida de álbum de figurinhas
Pode-se dizer que ele foi quebrar um galho para o “Almirante”, que precisava, urgente, de um lateral-direito, pois os especialistas da posição – Ferreira, Jorge Luís e Ari – ficaram contundidos ao mesmo tempo.
O treinador Paulinho de Almeida lembrou-se do garoto convocado para a reserva de Carlos Alberto Torres e que entrara em alguns jogos da recente excursão da Seleção Brasileira à Europa, México e Paraguai, atuando muito bem.
A  “Lusa do Canindé”, no entanto,  não deixou o “có-irmão lusitano” se animar muito. Avisou que precisava do seu jogador para o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, também chamado Taça de Prata.
 Zé Maria nasceu em Botucatu-SP, em 18 de maio de 1949. Filho de Durvalino Rodrigues Alves  e de Maria dos Santos Alves, jogava usando chuteiras-41, pesando 72 quilos, condizentes com seu 1m75cm de altura – 85cm de cintura. Ele sentiu-se em casa, em São Januário, por conviver com o clima “lusitano” em que vivia em São Paulo. Deixou saudadas na torcida pelas duas partidas disputadas n Maracanã:
03.08.1968  - Vasco 1 x 1 Bonsucesso, com arbitragem de Luís Carlos Félix e público de 9.427 pagantes. Vasco do dia: Pedro Paulo (Errea); Zé Maria, Brito, Moacir e Eberval; Buglê, Alcir e Danilo Menezes; Nado, Nei e Raimundinho (Silvinho).
08.08.1968 – Vasco 0 x 1 Flamengo, apitado por Armando Marques e assistido por 86.102 pagantes, 21.400 menores 5.415 caronas. O time: Pedro Paulo; Zé Maria, Brito (Moacir), Ananias e Eberval; Buglê (Paulo Mata), Alcir e Danilo Menezes; Nado, Nei e Silvinho.

 

 

 

 

                          


 

A MUSA DO DIA DA COLINA - ADRIANA

A vascaína abriu o coração e avisou: aqui, ninguém tasca. Só o "Almirante", enquanto eu estiver no meu mais perfeito juízo. Vascaína não vira a casaca, por nada deste mundo. E nem de outros, se houverem por aí. Ela, com toda a formosura que o "Homem Lá de Cima"  lhe deu leva energia à galera em dia de jogos, empurrando a rapaziada à vitória. Tantas, quer dizer, pois já perdeu a conta de quantas vezes saiu de São Januário com o sorriso atravessado nos lábios. O nome da moça é Adriana Pires e o Kike a viu em www.vascalinda.com.br. Agradecimento deste blog que não e comercial, só de exaltação ao glorioso Club de Regatas Vasco da Gama. 
The vascaína opened her heart and warned: here, nobody tasca. Only the "Admiral," as long as I am in my best judgment. Vascaina has not seen the coat. For nothing of this world. And neither of the others, if there are any. She, with all the beauty that the "Man Over There" gave her takes energy to the crowd on the day of games, pushing the boys to victory. So many, that is to say, because he has already lost count of how many times he left St. Januarius with a smile crossed his lips. Okay or want more?
 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - AMÉRICA

 1 -  Faltavam quatro rodadas para o final do segundo turno do Campeonato Carioca-1958, e o Vasco teria o América pela frente, em uma tarde de domingo, no Maracanã.  Se havia ido bem no turno, naquela nova fase o "Almirante" andava enganador. Goleara o Canto do Rio (6 x 3), mas tivera  dificuldades para fazer 2 x 0 em Bangu (2 x 0) e 1 x 0 Madureira. Passou vexames contra os pequenos São Cristóvão (1 x 1) e Bonsucesso (3 x 3), além de se enganchar no freguês Fluminense (1 x 1). Mas, como o América era mais freguês, levou 2 x 0, no 23 de novembro, com Almir ‘Pernambuquinho’ e Pinga sendo os "filomenos", os homens no filó. E a casa ficou menos desarrumada.      

2 - Vasco 1 x 0 Santos, em um 17 de novembro de 2010, entra no rol dos jogos “bregas” que os vascaínos disputam pelo Brasil a fora, catando níquel. Um empresário colocou os dois times no avião e os deixou no gramado do estádio Alberto Silva, em Teresina, no Piauí, “tirando o pé das divididas”. Jogado em uma noite de quarta-feira, o Vasco venceu, por 1 x 0, com gol de Rafael Coelho, aos 38 minutos do primeiro tempo. Afonso Amorim (PI) apitou e o “Time da Colina”, treinado por Paulo César Gusmão, esteve assim: Tiago; Fernando (Douglas), Jadson Vieira, Titi e Allan: Fumagalli (Caíque) e Carlinhos; Rafael Coelho (Diego Rosa) e Nunes (Patric).

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - DUNGA

 Alguém se lembra que Dunga foi jogador do glorioso Club de Regatas Vasco da Gama?
 Nascido em 31 de outubro de 1963 e capitão do tetra da Seleção Brasileira-1994, Carlos Caetano Bledhorn, o Dunga, foi vascaíno em 1987. Ele estreou, em 26 de fevereiro de 1987 e ficou campeão estadual da temporada, tendo, no primeiro jogo, vencido o Goytacaz, em São Januário, por 3 x 0, dirigido por Joel Santana, que foi substituído, por Sebastião Lazaroni, no decorrer da competição.
Dunga disputou 23 jogos com a jaqueta cruzmaltina e marcou três gols. Deixou São Januário levando quatro canecos: Taça Guanabara, Campeonato Estadual, Copa de Ouro e a Copa TAP, os dois últimos  em torneios amistosos internacionais.
 A estreia do volante da “Turma da Colina valeu pela Taça Guanabara, o primeiro turno do Estadual-RJ, foi apitado por Aluísio Felisberto da Silva e assistido por 1.499 pagantes. Lira, aos  25, e Vivinho, aos  42 minutos do primeiro tempo, e Romário, aos  10 do segundo, balançaram as redes. O time teve: Acácio; Mílton Mendes, Donato, Morôni e Lira; Dunga (Mazinho), Geovani e Vivinho; Mauricinho, Romário e Zé Sérgio (William). Técnico: Joel Santana.
                              CONFIRA TODOS OS JOGOS DO DUNGA VASCAÍNO
 ESTADUAL - 26.02. 1987 – Vasco 3 x 0 Goytacaz ( Estadual); 08.03.1987  - 0 x 0 Americano; 15.03.1987 - 0 x 0 Botafogo; 18.03.1987 - 4 x 1 Mesquita; 21.03.1987 - 3 x 0 América; 25.03.1987 - 1 x 0 Avaí-SC; 29.03.1987 - 3 x 0 Bangu; 01.04.1987 -  3 x 0 Porto Alegre; 05.04.1987 - 2 x 2 Campo Grande; 08.04.1987 - 3 x 0 Portuguesa; 12.04.1987 - 0 x 3 Fluminense; 15.04.1987 - 2 x 0 Cabofriense;  19.04.1987 - 0 x 0 Flamengo; 23.04.1987 - 1 x 1 Olaria; 26.04.1987 - 2 x 1 Botafogo; 29.04.1987 - 6 x 0 Cabofriense; 03.05.1987 - 0 x 0 Fluminense; 06.05.1987 - 6 x 0 Mesquita; 19.07.1987 - 0 x 0 Flamengo.
 AMISTOSOS -  11.06.1987 5 x 0 América-MEX; 14.06.1987 - 3 x 0 Benfica-POR; 09.07.1987 - 0

UMA VOLTINHA FORA DA COLINA - FRIAÇA

 Buscado, pelo “Almirante”, no futebol amador do interior de Minas Gerais, o atacante Friaça esteve vascaíno em três oportunidades: 1943 a 1949; 1951 a 1952 e 1953 a 1954. Nesse período, fez três “passeiozinhos” fora dos muros das Colina, ficando são-paulino, de  1949 a 1950; ponte-pretano, em 1953, e bugrino, do Guarani de Campinas, entre 1957 a 1958.
Atacante capaz de atuasr em todas as posições do ataque, Friaçaça era rápido, chutava muito forte  e apavprava goleiros. Em sua época de vascaíno, não havia preocupação com estatísticas, mas há pesquisas que lhe dão mais de 120 gols e cerca de 200 jogos pela “Turma da Colina”.
Torcedor confesso do Vasco da Gama, o atacante – nascido em Porciúncula-RJ, viveu entre 20.10.1924 viveu até 12.01.2009 –, quando voltou a Campinas, para defender o Guarani, foi eleito, por concurso promovido pela local Associasção dos Cronistas Esportivos, o jogador mais simpático da cidade.
 Em texto para a “Gazeta Esportiva”, o jornalista Fernando Panattoni escreveu: “Profissional correto e grande cumpridor de suas obrigações, Albino Friaça Cardoso, desde que ingressou nas fileiras do Guarani, despertou a simpatia de todos os adeptos do clube”. Disse, também, os votos foram conquistados “com amplos méritos”e que Friaça obteve 31.317 votos, contra 28.262 do segundo colocado, Paulinho, da Ponte Preta.
Na foto, clicada por Tomaz Pereira, o goleador Friaça aparece agachado, no centro do ataque bugrino, tendo ao seu lado esquerdo o meia Benê, que defendeu o São Paulo e foi à Copa do Mundo-1962 como reserva.
Titular no time do Vasco, a partir de 1947, Friaça ajudou o clube a ser campeão carioca naquela temporada e, também, o I Campenato Sul-Americano de Clubes Campeões, percussor da Taça Libertadores das América.
 

 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CANTUSCA

1 - Em 24 de novembro de 1957, em Vasco 3 x 0 Canto do Rio, a rapaziada atingiu (em São Januário)  23 jogos invictos diante do adversário. Totalizou 31 vitórias, em 35 confrontos com o “Cantusca”, pelo Campeonato Carioca. Wilson Moreira (2) e Almir 'Pernambuquinho' foram os homens nas malhas do rival, com time dirigido por Martim Francisco.
2 - No 21 de novembro de 1959, Pinga estava quente. Em Vasco 5 x 2 São Cristóvão, ele jogou pro Santo quatro goles na caneca – Almir "Pernambuquinho" completou a tonteira.
O sacode foi pelo Campeonato Carioca e na casa do adversário, a Rua Figueira de Mello, em um sábado.  Pinga, isto é, José Lázaro Robles – vascaíno entre 1953 a 1962 – é o quarto artilheiro da história do "Almirante", só suplantado por Roberto Dinamite, Romário e Ademir Menezes. 
Pinga viveu entre 11 de fevereiro de1924 a 8 de maio de 1996, aparecendo, em algumas estatísticas, com 250 gols, e em outras com 232, em 466 jogos. A diferença de 18 gols é porque, antigamente, não havia preocupação com as estatísticas.

3 - Em um 25 de novembro, o Vasco humilhou o flamengo. O enfrentou com time misto, escalando um dos piores goleiros que vestiram a sua camisa, Caetano. Mas zaga esteve soberba. De saída, Valdir ‘Bigode' encaçapou um, com um minuto de jogo. Aos 16 do segundo tempo, França fez o segundo. Valeu pela Copa Rio-1993, em uma quinta-feira, no Maracanã – rubro-negrada maracanazza.
                  FOTO REPRODUZIDA DE ÁLBUM DE FIGURINHAS

 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - DUQUE

Duque e as suas bolas coloridas
  Foram vários os atletas que, algum dia, dirigiram o time vascaíno – Yustrich, Ely do Amparo, Ademir Menezes, Paulinho de Almeida, Pinga, Alcir Portela, Orlando Fantoni, Carlos Alberto Zanatta, Mauro Galvão, Gaúcho, Tita e até Romário.
Nesse time, entra, também, um ex-zagueiro, ainda que só por quatro meses na Colina: Davi Ferreira, o Duque, que esteve "xerifando" na zaga cruzmaltina entre finais de 1953 e inícios de 1954.
  Nascido em Belo Horizonte-MG, em 15 de maio de 1926, Duque era auxiliar técnico de Jorge Vieira, no Olaria, quando este saiu para São Januário. Ao herdar o cargo, Duque classificou o time da Rua Bariri para  o Torneio Rio-São Paulo-erdasndo-lçhe o cargo, Duqie cl1964. E, quando Jorge deixou a Colina, a vaga foi sua, novamente.
 Mas Duque demorou pouco como treinador vascaíno. Segundo ele, porque tinha ideias muito modernas e “o clube não estava preparado para recebê-las”, conforme afirmou à Revista do Esporte Nº 504, em novembro de 1968.
- O Vasco é um clube de grandes paixões e só admite vitórias, criticou Duque, garantindo que, se os vascaínos tivessem lhe dado tempo para desenvolver o trabalho que idealizou, “tomaria um impulso sem precedentes em sua história”.
  De repente, poderia até estar certo, pois saiu da Colina para ser campeão pernambucano, pelo Náutico, invicto.
  Em 1965, voltou ao Olaria e foi vice do Torneio de Acesso. Em 1966, tirou o venezuelano Tiquiri  Flores do último lugar do campeonato venezuelano, e o levou ao terceiro posto.
 Voltou ao futebol nordestino, faturou cinco títulos e levou o Náutico ao terceiro lugar da Taça Brasil-1967. Mesmo assim, o sucesso pelo Nordeste não fez o Vasco se reinteressar pelo seu trabalho. Nunca mais ele voltou à Colina.

Aoherdar

HISTORI&LENDAS DA COLINA - SANTANA

   Durante a noite em que o Vasco quebrou o tabu, de 12 anos, sem conquistar um título no futebol profissional carioca, em 1970, o massagista "Pai" Santana não deixou de fazer a sua festa particular.
Vestido de branco, acendeu 22 velas no gramado do Maracanã, segundo ele, para agradecer à ajuda do caboclo Pena Branca.  Além daquilo, espalhou sal pelo pedaço. 
 Depois, Santana trancou a porta do vestiário, escondeu a chave e avisou aos jogadores que ninguém poderia pisar no campo, antes do horário marcado, para subir o túnel que levava ao gramado.
 Se alguém lhe desobedecesse,  cortaria a sua corrente de energia positiva para a vitória, avisou. Assoprado o apito final, o "Pai" Santana “garantiu ter garantido” Vasco 2 x 1 Botafogo, com gols de Gílson Nunes e de Valfrido, por conta de sua reza brava.

TRAGÉDIAS DA COLINA - ELIMINADO

O Vasco recebia a visita do Corinthians, no Maracanã, na tarde do domingo 26 de maio de 1957. E poderia ter liquidado o placar na primeira etapa, mostrando maior volume de jogo, diante de um time eu era o lanterna do Torneio Rio-São Paulo. Abriu o marcador,  por intermédio de Válter Marciano, mas ficou por aquilo. Quando se esperava que a "Turma da Colina" trucidasse o time visitante na etapa final, rolou o contrário.  A moçada embaralhou o meio-de-campo e permitiu a virada do adversário, com gols de Zé Carlos e de Paulo. De quem?
O resultado eliminou qualquer possibilidade de o time vascaíno conquistar o título. Culpa de: Carlos Alberto Cavalheiro, Paulinho de Almeida e Bellini; Orlando, Laerte e Dario; Sabará, Castelo Livinho, Vavá, Válter e Pinga.
Um tal de Paulo, do lanterna do campeonato, aos 46 do segundo tempo,
virou o placar contra o Vasco. Foto e Manchete Esportiva
O prélio rendeu Cr$ 380 mil, 960 cruzeiros e foi assistido por 17.012 almas, sendo 12.902 pagantes e 4.110 não pagantes.
Pela opinião do treinador Martim Francisco, a culpa pela tragédia fora da maratona que o seu time vinha enfrentando, de cinco jogos em oito dias.
- Para o Vasco ganhar, seria preciso colocar três gols de vantagem. E, mesmo assim,  não seria nada garantido", chorava ele – choro de perdedor.   

terça-feira, 26 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - BOUGLEUX



Buglê (D) ao lado de Kosilek, em foto
reproduzida de www.tardesdepacaembu
O Vasco da Gama sempre teve grandes capitães. No começo da década-1950, o “cargo” era do carecão Augusto da Costa, que o exerceu, também, na Seleção Brasileira. Depois, veio o "lideraço" Hiderldo Luís Bellini, que ergueu as taças do “SuperSuper” Campeanto Carioca-1958 e a Jules Rimes, pela mesma temporada. 
A partir dali, foram 12 anos de seca na Colina. Até que, em 1970, o título estadual choveu, de novo, na horta da rapaziada e o capitão José Alberto Bougleux ergueu o troféu, em um domingo de muito sol, no Maracanã.
 Bougleux já estava nos planos do Vasco muito antes de chegar a São Januário. Mas, como o Atlético-MG, do qual era ídolo de sua torcida, pedia muita grana para libera-lo – Cr$ 200 milhões de cruzeiros pelo seu passe (antiga sistemática para vincular um atleta) –, o “Almirante” pulou fora dessa onda.
Em 1967 e 1968, Bougleux já estava ao lado do “Rei” Pelé, no Santos, que até tirou mais de grana do cofre do que o “Galo” pedia, para não perder o meia que tanto desejava. Temia que os comerciantes portugueses que ajudavam ao Vasco juntassem uma boa grana, de uma hora para outra e o levassem.
Atleta dos tempos em as meninas amavam os Beatles e dos Rolling Stones, Bougleux, para elas, era um “pão” (gíria para o atual gatão). Cabeludo, desfilava carrão peças ruas de Belo Horizonte, o que fazia os cartolas conservadores do Galo a lhe verem como "playboy".
  No Vasco da Gama, Bougleux ele emplacou rápido. Com a mesma velocidade, a imprensa carioca  mudou a grafia do seu nome, de descendência francesa, para Buglê. Tinha muito repórter que não acertava escrever corretamente.
Torcedor vascaíno com menos de 50  de idade não o conhece. Campeão carioca-1970 e brasileiro-1974,  hoje, ele reside em Brasília e tem um sítio onde cria galinhas e produz ovos. De vez em sempre, sai com o amigo Toninho Cerezzo para pescarem.
Turma do título carioca-1970, com o técnico Tim (C), em foto
reproduzida de www.paixaocanarinha. Agradecimento
Bom contador de prosas, como todo mineiro de São Gotardo, onde nasceu – 26 de julho de 1944 –, em sua terra, José Alberto Bougleux é o popular “Zé Aibeto”, que jogava um bolão em um time de peladas chamado Real Madrid.
 Quando a sua família mudou-se para BH, ele enturmou-se com a galera do futebol de salão do Cruzeiro. Depois, prestando o serviço militar e jogando pelo time do quartel, foi descoberto pelo treinador Wilson Oliveira, que o levou para os juvenis do Atlético-MG, que o contratou, em 1963.           
 Das prosas que o "minêrim Zé Aibeto” conta, uma é muito boa: “O  Andrada (goleiro argentino que defendeu o Vasco e levou o milésimo gol de Pelé) ficava uma fera quando a moçada o chamavam por ‘Arqueiro do Rei’. Na época (1969), estava na moda o uísque ‘King's Arch’ (tradução do apelido). A turma sacaneava: ‘Ô gringo, manda um uísque aí”. Ele rebatia: Non quiero esta brincadêra, non!’. A rapaziada encarnava mais. Teve de se acostumar”. 
 O chacareiro pescador e torcedor vascaíno Bougleux, com se declara, acima de tudo, é um boa praça.
    

VASCO DOS GRÁFICOS - 2 X 0 'CANTUSCA'


 
 
Valia pelo Campeonato Carioca-1955 e os vascaínos andavam com uma tremenda sede de vitória, pois  caminhavam para a terceira temporada sem um título estadual.
Em momentos como aqueles, sempre a torcida cobrava muito e os cartolas se escondiam, de tanta vergonha, pois lidavam com a possibilidade de o maior rival, o Flamengo, ser tricampeão estadual.
No dia quatro de dezembro, a moçada recebeu a visita do Canto do Rio, em São Januário, e mandou 2 x 0, com gols marcados por Pinga, em um tarde de domingo.
  O "sargentão" Flávio Costa era o treinador e o time do dia teve: Hélio; Paulinho de Almeida, Haroldo, Orlando e Dario; Sabará, Valter Marciano, Parodi, Vavá, Pinga e Maneca.
Por aquele tempo, uma das atrações da imprensa esportiva para os torcedores eram os gráficos que William Guimarães desenhava para  a semanária Esporte Ilustrado, dos gols da rodada.
Um repórter atuava como observador e lhe passava a posição dos atletas envolvidos no lance. Neste compromisso, o auxiliar do desenhista foi José Rebello.
No que dizia respeito ao jogo em si, o "Almirante" não fez mais do que a sua obrigação, vencendo em casa, principalmente porque o "Madura" era um grande freguês. De caderninho! 

ÁLBUM DA COLINA - LIZETE ALVES

Quem pinta, hoje, por aqui é uma das jovens nadadoras do Club de Regatas Vasco da Gama na década-1950, Lizete Alves, que a semanária manchete "Esportiva", do grupo empresarial Adolpho Bloch, mostrou com um dos brotinhos que participavam, ativamente, dos Jogos da Primavera, tradicional promoção do "Jornal dos Sports", reunido estudantes-atletas.
Na época em que promovia o grande momento de encontro desportivo, o idealizador e realizador Mário Filho não aceitava patrocínios comercias. Certa vez, ele chegou a sair catando os anúncios que foram despejados pelas arquibancadas do estádio de São Januário, por um comerciante.
Os Jogos da Primavera tiveram as presenças na aberturas dos presidentes (da República) Juscelino Kubitscheck e João Goulart, e só não teve a de Jânio Quadros porque ele não esperou a estação chegar, renunciou antes.
A programação, convenhamos, deveria ser reproduzida hoje, pois motivava bastante os estudantes-atletas. É hora de os patrocinadores pensarem no tema. 
De suas parte, Lizete tornou-se uma grande nadadora, tanto em piscina como em provas em mar aberto. Foi uma das glórias do "Almirante" na modalidade.  

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - LOLA E NOCA


O centro-médio capixaba Lola
  Nesses tempos modernos,  de grande e rápida evolução da tecnologia da informação, o jovem torcedor só recorre ao noticiário veiculado pela Internet. Pior para os atletas do passado. A galera de agora não é de pesquisar em revistas antigas, onde  eles apareceram. Simplesmente,  não existem. Assim, só grandes pesquisadores, como Mauro Prais e  Gustavo Cortez, são capazes de destrinchar todos aqueles que deram sangue e suor com a jaqueta cruzmaltina. Em tempos muitos antigos.
Na época do “Expresso da Vitória”, entre 1945 e 1952, quando o Vasco era um dos mais fortes do planeta, seus treinadores podiam contar com três times de bons atletas, pois o sonho de todos era ir para São Januário. No entanto, como as equipes ganhavam  formação-básica constante, muitos jogadores tinham poucas chances de atuar. São os mais do que esquecidos de hoje. Caso, por exemplo, de Lola, Sarará, Cabano e de Noca, só para citar quatro, inicialmente. A sorte deles é que havia a categoria de aspirantes, para não ficarem parados.

O ponta-direita Noca
Em 1951, quando Oto Glória comandava o time vascaíno, o então médio (atual volante) Danilo Alvim  recebeu três jogos de suspensão. Apelar para improvisações de Jorge e Alfredo não deu certo. Então, Lola teve mais sorte do que Sarará e a sua chance. O que não sorriu para Aldemar, que foi se consagrar no Palmeiras, como um dos melhores marcadores de Pelé.
 Com Ademir Menezes também desfalcando a equipe, mas por contusão,  a vez foi de Edmur, buscado no Canto do Rio. Como seria titular por tempo marcado, o jeito foi ir para Portugal.  Quanto a Cabano, que não conseguia vaga na ponta-direita do timer principal, a disputava entre os aspirantes, com Célio e Jansen.
                             PRÓXIMA PARADA
 TEMPOS  EM QUE O TIME DO VASCO  TIRAVA "SS"
  Encerada a viagem do “Expresso da Vitória”, o Vasco voltou a ser carregador de taça em 1956. Duas temporadas depois, tornou-se “SS”, isto é, “SuperSuper” campeão carioca,  com uma nova geração. Quem são os “supersuperesquecidos” daquela rapaziada? Já ouviu falar de Ramos?  De quem? De Frederico Ramos. Um capixaba, de Vitória, nascido em 1931, dono de um emprego público e que custara Cr$ 200 mil cruzeiros ao Vasco. Jogou uma partida da campanha de 1958, substituindo Sabará.  Mesmo caso de Roberto Peixoto Peniche, mineirinho, de Palmas. Ainda era juvenil, quando o treinador Gradim, surpreendentemente, o fez substituir Pinga, que foi substituído, também, por um outro mineiro, o Dominguinho, isto é, Domingos Abdala, juvenil da Colina, desde 1956.
História idêntica à dos dois substitutos de Pinga viveu o baiano Teotônio. Os vascaínos o viram em um treino e pagaram Cr$ 1 milhão para tê-lo, com 23 anos de idade.  Só fez um jogo do “SuperSuper”, pois a camisa 9  tivera, entre outros “vestintes”, o campeão mundial Vavá – da Copa  da Suécia. Também, Wilson Moreira, por sete jogos.  Campeão, também, no Torneio Rio-São Paulo, aos 23 anos, seguiu o destino de Vavá e foi para o futebol espanhol.  
Os gaúchos Cabano e Sarará
Como se observa, Pinga tem sido muito citado. Foi um dos maiores ídolos da torcida vascaína da década-1950, autor de  250 gols vascaínos. Mesmo assim, o José Lázaro Robles já está no time dos poucos lembrados. E olhe que foi capa de revistas em várias ocasiões. Bem como Paulinho de Almeida, Laerte, Dario, Válter Marciano e até mesmo Orlando Peçanha de Carvalho e Hideraldo LuísBellini, outros campeões mundiais em 1958.
QUEM DIRIA!
                ATÉ ELES?
Se campeões do mundo são esquecidos, o que não dizer de Ortunho e de Viana? Integraram o grupo campeão carioca em 1956/1958; dos Torneio Início-RJ-1958;  Rio-São Paulo-1958; Paris-1957 e Tereza Herrera-1957. O primeiro, era um gauchão muito forte, um “armário”. Substituiu o lateral-esquerdo Coronel em três pugnas do “SS”, pois mandava ver em qualquer setor defensivo.  De sua parte, Viana,  com três substituições, também,  era reserva do capitão Bellini. Aos 22 anos, vangloriava-se de ter marcado e vencido o então maior atacante do mundo, Di Stefano, do Real Madrid, na final do torneio parisiense. A galeria dos esquecidos é grande. Confira em "post" vindouros. (fotos reproduzidas do Nº 662 da revista "O Globo Sportivo", lançada em 20 de outubro de 1951, em sua 13º temporada de circulação.) Agradecimento. 

HISTORI&LENDAS DAS COLINA - PICOLÉ

1 - O “Ybis”, um barco iole-2, lançado às águas em julho de 1912, foi um dos grandes vencedores vascaínos, remados por Carneiro Dias e Claudionor Provenaço.  De fabricação italiana, com ele, o Vasco foi tri, valendo à embarcação ser carregada nos ombros dos remadores, durante as comemorações que rolavam pela Praça XV de Novembro, no Rio de Janeiro. Afinal, 19 vitórias consecutivas mereciam a honraria. O “Ybis” só foi vencido em 1917, segundo os historiadores vascaínos, muito mais por “uma pixotada dos seus remadores, do que por méritos do adversário”.
UMA “DERRAPADA ÁQUÁTICA”, digamos, com licença da metonímia.

Picolé
2 - O treinador Antônio Lopes não foi o único delegado de polícia a prestar serviços em São Januário. Houve, também, um centroavante, na década de 1960, apelidado por Picolé. Registrado como José Geraldo de Camargo, antes de chegar à Colina, ele passara pelos paulistas São José de Cerquilho, Comercial de Tietê, São Bento de Sorocaba, XV de Piracicaba e Palmeiras. Viveu até 19 de fevereiro de 2007. Depois do futebol, formado em Direito, foi delegado classe especial da Polícia Civil de São Paulo.
ESFRIOU VÁRIAS TORCIDAS e congelou, de vergonha, vários goleiros. (foto reproduzida de sovasco.blogspot.com)

3 - Classificações vascaínas em Brasileiros - 1993 - 20º lugar, em 14 jogos, com 5 vitórias, 3 empates, 6 derrotas, 19 gols pró e 20 contra; 1994 - 13º lugar, em 25 partidas, com 8 triunfos, 8 quedas, 9 empates, 23 gols a favor e 25 sofridos;
1995 - 20º lugar, em 23 confrontos, vencendo 7, empatando 3, perdendo 13, marcando 32 e levando 39 tentos; 1996 – 18º colocação, em 23 disputas, alcançando 8 vitórias, 3 igualdades, 12 reveses, 37 bolas nas redes e 43 contra.

1997 - 1º lugar (campeão), em 33 jogos, com 21 vitórias, 7 empates, 5 derrotas, 69 gols marcados e 37 sofridos; 1998 - 10º lugar, em 23 jogos, vencendo 9, empatando 7, perdendo, com 34 gols pró e 24 contra; 1999 - 6º lugar, em 24 prélios, com 10 vencidos, 8 empatados, 40 gols marcados e 31 sofridos; 2000- 1º (campeão) após 26 jogos, com 12 vitórias, 7 empates, 7 derrotas, 42 marcados e 42 sofridos.
OBS: de 1971 a 2000 são 688 jogos, com 292 vitórias, 221 empates, 175 derrotas, 1000 gols marcados, 689 sofridos e saldo de 311. CAMPEÃO-1997/2000. Até 2000, em termos de gols, fez mil.

4 - Em 21 de março de 1956, o Vasco foi convidado para se apresentar na cidade paranaense de Rolândia, amistosamente. Venceu o Nacional local, por 2 x 1, com dois gols de Astoff. O técnico daquela época era Martim Francisco e o time formou com: Wagner, Dario e Haroldo; Laerte, Orlando e Coronel; Antônio Luís, Ademir Menezes, Vavá (Astoff), Pinga (Livinho) e Parodi (Dejayr).
O JUIZ MANUEL MACHADO não derrubou o Vasco, ao rolar por Rolândia.

5 - Treinadores cruzmaltinos na década de 1970 – Elba de Pádua Lima, o Tim (1970, campeão carioca); Paulo Amaral e Admildo Chirol (1971); Zizinho e Célio de Souza (1972); Mário Travaglini (1872/1974 – campeão brasileiro); Paulo Emílio (1976 – campeão da Taça Guanabara); Orlando Fantoni (1977/1978 – campeão carioca e da Taça Guanabara); Carlos Froner e Otto Glória (1979).
OTTO não teve a glória de fazer chover taça em temporada de seca de faixas.

VASCO DA GAMA 1 X 1 SPORT RECIFE

O Vasco saiu da Ilha do Retiro, hoje, em nono lugar no Campeonato Brasileiro. Não soube aproveitar o fato de jogar com um homem a mais, desde o primeiro tempo, quando o Sport teve o seu principal jogador, o meia Diego Souza, expulso de campo por reclamação.
O time do técnico Zé Ricardo criou chances de gols e abriu o placar aos 38 minutos do primeiro tempo. No lance, o zagueiro Anderson Martins esticou um passe para a ponta-direita, onde estava Yago Pikachu, que fez cruzamento para a entrada das área, onde estava o meia Nenê, que não perdoou.
Anderson Martins (D) fotografado por Carlos Gregório Júnior, de
www.crvascodagama.com.br
O Vasco sofreu ao empate, no segundo tempo, em falha de marcação de sua defesa. Bola cruzadas para área, com a zagas deixando o atacante André, que já foi vascaíno, se antecipar à marcação e cabecear.
Ainda na etapa, o árbitro Sandro Meira Ricci  marco pênalti, durante cruzamento de bola do Sport parta a área, quando a pelota teria tocado no braço direito de Anderson Martins, que colocou os dois para trás. Alertado pelo bandeirinha Marcelo Carvalho Van Gasse, o árbitro anulou o pênalti, que Anderson Martins juras não ter cometido. Segundo ele, a bola bateu em seu peito.   
Vasco e Sport-PE chegaram a 40 partidas, com 15 vitórias vascaínas, 13 e 11 triunfos do adversário. O próximo jogo vascaíno será no sábado, contra a Chapecoense, começando às 16h, em São Januário.
FICHA TÉCNICA - 25.09.2017 (segunda-feira) - Vasco 1 x 1 Sport-PE. Campeonato Brasileiro- 26ª rodada. Local: Ilha do Retiro, em Recife-PE. Juiz: Sandro Meira Ricci-SC. Público: 17.190 presentes. Renda: R$ 253.860,00. Gols: Nenê, aos 38 min do 1ºtempo, e André, aos 39 min do 2ºtempo. VASCO: Martín Silva; Madson (Bruno Paulista), Breno, Anderson Martins e Ramon; Jean (Andrey), Wellington, Yago Pikachu (Guilherme Costa), Mateus Vital e Nenê; Andrés Ríos. Treinador: Zé Ricardo. SPORT: Magrão; Raul Prata, Oswaldo Henríquez, Ronaldo Alves e Mena; Anselmo (Thallyson), Rithely, Wesley (Osvaldo), Diego Souza e Rogério (Lenis); André. Treinador: Vanderlei Luxemburgo.

domingo, 24 de setembro de 2017

CLUBE DOS ESQUECIDOS - VALDIR APPEL

Chances, ele tinha – várias. Mas as desperdiçava. Brigava com a sorte. As vezes, levava gols que, facilmente, poderiam ser evitados. E tome-lhe banco de resrva. No entanto, Valdir Appel não desistia. Trabalhava duro durante os treinamentos para voltar a merecer a confiança do treinador. Até que se superou e tornou-se titular da camisa 1 do Vasco da Gama.
“Foram muitos treinos e bastante paciência, uma luta tremenda. Muitas vezes, chguei a chorar. Pensei até em arrumar as malas e voltar para Brusque (a sua terra, em Santa Catarina). Mas o amor pelo futebol foi mais forte”, contou Valdir à “Revista do Esporte”, após um ano lutando para ser o dono de sua posição.
 Valdir definia-se como um goleiro bem controlado, que não se deixava levar pela emoção. “Nã sou totalmente frio, mas não me desespero sem mais nem menos”, afirmou à mesma semanária, pela qual criticou os goleiros que fugiam dos treinamentos: “...estão cometendo um crime contra a sua profissão, assinando a sua sentença de fracasso”.
Valdir, nascido em 1º de maio de 1946, jogava com uma boa altura para os goleiros de sua éoca – 1m86cm. Vigiava legal o seu peso de 81 quilos, para não engordar. Seu começo de carreira foi pelo Paisssandu, de Brusque, pelo qual profissionalizou-se, em 1963, e de onde saiu, em 1965, para tentar agarrar bolas para o América-RJ. Com não rolou acordo financeiro com o “Diabo”, foi para a Colina, já que o “Almirante” gostou do seu veneno debaixo das traves e o contratou, em 1966. F campeão carioca nos aspirantes-1966/677.
Mesmo esquecido pela torcida vascaína, porque saiu da Colina há quase meio-século, Valdir está presente, diariamente, na “vida eletrônica” dos amigos, com um belíssimo site em que registra muitas histórias do futebol e de sua carreira -  http://valdirappel.blogspot.com.br. Também, já lançou livros que representam um bom meio de pesquisas para os jovens jornalistas que não conheceram os craques do passado – “Boca do Gol-2006”; “O Goleiro Acorrentado-2010 e “Onde ele pisa nascem histórias-2014”. E o mais importante: é um sujeito boa praça, sempre aberto a um bom papo. 
O “Kike da Bola” mantém boas relações com o glorioso Valdir Appel e, inclusive, já publicou boas histórias contadas por ele que, também, já forneceu várias fotos do seu arquivos, enrtre elas as dos tempos em que conviveu com Mané Garrincha em São Januário.  Grande Valdir!
                FOTO REPRODUZIDA DE WWW.NETVASCO.COM BR

VASCO DAS CAPAS - NADO E SALOMÃO

  Nado e Salomão, fotografados por Jorge Renato, são dois pernambucanos que figuram na capa da "Revista do Esporte", Ano VIII,  Nº 408, de 1º de dezembro de 1966. Na última página da publicação, sob o título "CAPA", escreveu o redator do semanário dirigido por Anselmo Domingos: "Nado e Salomão foram dois reforços que o
O ponta-direita veio do Náutico e o armador do Santos. Embora jogadores de excelentes qualidades, Nado e Salomão não conseguiram ajudar o Vasco a fazer boa figura no ano que está findando". Salomão, depois que encerrou a carreira, formou-se em Medicina e voltou para Recife, onde desenvolveu uma nova profissão. Nada, também, voltou para a sua terra. Mas, antes, ainda defendeu um time nordestino, o Ceará Sporting, quando já estava perto de pendurar as chuteiras. 

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - PAULA, A FILHA DO GOLEIRO DO VASCO

Beleza é um presente dos deuses para a família da triz Paula Burlamaquy. Seu pai, Mauro Matta Soares, que jogou como goleiro de três grandes clubes – Flamengo, Corinthians e Vasco da Gama – era considerado o jogador mais bonito do futebol brasileiro da década-1960. As revistas o chamavam de galã dos gramados. 
Paula começou a mostrar a sua graça aos brasileiros, em 1987, quando venceu o concurso “Garota do Fantástico”, de um programa dominical da TV Globo. Passado duas temporadas, lá estava ela na telinha global, participando das novela “O Sexo dos Anjos”. Mas, como só fez pequenos papeis pelos seis inícios de carreira, aceitou o convite da TV Bandeirantes e foi interpretar papeis mais interessantes em “Perdidos de Amor e “Serras Azuis’.

Talento mostrado, Paula encantava os telespectadores, de montão. Unia beleza e graça na tela, razão que levou a revistas “Playboy” a estampa-la em sua capa e a fazer um ensaio com ela nua na norte-americana Aspen, em 1996. A Globo, que tinha bons olhos espiando as voltas do mundo, foi busca-la, para novo convívio. E deu-lhe um papel de vilã na novela “Sabor da Paixão”.
No entanto, a novela mais marcante de Paula na emissora foi “América”, em 2005, que abriu-lhe caminho para a intepretações de personagens mais difíceis, como em ‘O Profeta” e “A Favorita”. Seus últimos trabalhos no horário nobre da Globo (depois do Jornal Nacional) foram as novelas “Avenida Brasil”, em 2012, e “A Regra do Jogo”, de 2015.
No cinema, Paula marca presença desde 2000. Já participou de sete películas da tela grande, mas está foras dela desde 2012, quando atuou em “Reis e Ratos”.
Em 2014, Paulo passou a assinar Burlamaquy com esta grafia, por recomendação de um numerólogo. Independentemente de uma letra a mais ou a menos, ela é uma das atrizes mais lindas e inteligentes do mundo artístico brasileiro. Um dos seus maiores fãs é o paizão Mauro, que reside em Niterói-RJ e foi um dos poucos goleiros a defender os dois maiores rivais do futebol carioca.
Já houve caso de namorada e esposa de jogadores de futebol que posaram nuas para revistas masculinas brasileiras, bem como de filhas de cronistas esportivos. Mas Paula foi a primeira filha de (ex) atleta a fazê-lo.   
Nascida , em Niterói, em 2 de fevereiro de 1967,  Anna Paula Burlamaqui Soares é o seu nome. Está há meio século brilhando por este planeta. Bom domingo!