Vasco

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terça-feira, 12 de setembro de 2017

VASCO DA GAMA DOS ALBUQUERQUE


Pelo número 436, de 15 de julho de 1967,  a “Revista do Esporte” tentou vender a imagem de que o atacante Almir era um conselheiro do seu irmão vascaíno Adilson Morais de Albuquerque.
 O primeiro foi um dos ídolos das torcida vascaína durante a segunda metade da década-1950, contribuído, decisivamente, para as conquistas do Torneio Rio-São Paulo e do Campeonato Carioca-1958, o Super-Super.
 Como voltara ao futebol do RJ (após passar por São Paulo, Argentina e Itália), para defender o Flamengo, a semanário aproveitou um jogo entre seus dois times e fotografou os dois rivais.
Sob o título “Conselhos de Almir ao mano Adílson”, a revista dizia que ao primeiro mandava ao irmão “fazer o que eu digo, mas não o que eu faço”, já que tinha o currículo repleto de confusões pelos gramados. Também, recomendava se dedicar aos treinos e se alimentar bem, fato que não o fazia, tanto que chegou a ser afastado do time por estar subalimentado. “Almir tem se mostrado um irmão muito consciencioso ao aconselhar Adílson a respeitar os dirigentes, os companheiros de equipe e adversários, a acatar as ordens dos árbitros e compreender as manifestações  de aplausos ou desagrados dos torcedores”, escreveu (forma original da época) a revista.
 Adílson não deve ter aprendido nada com o irmão. Na rodada de 19 de novembro do Carioca-1967, ele aprontou uma das maiores pancadarias já vistas no Maracanã. Agrediu, a pontapés, o caído apoiador Denílson, do Fluminense. A partir de então, iniciou-se um conflito generalizado, levando o árbitro Cláudio Magalhães a expulsar de campo quase todos os jogadores e a encerar a partida aos 35 minutos do segundo tempo.
Naquela tarde domingueira, Adílson dava um péssimo exemplo a  13.445 menores que engrossavam o público total de 47.794 pagantes. Depois, o Vasco ainda jogou por outras seis rodadas, mas o treinador Ademir Menezes não mais escalou.

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