Vasco

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domingo, 3 de setembro de 2017

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - A CATARINENSE QUE DESISTIU DE DESISTIR

 Conta a história dos primórdios do futebol no Brasil, quando a modalidade era coisa de elite, que as lindas moças casadoiras das boas famílias cariocas iam aos “matches” levando lencinhos que os torciam à media em que as coisas se complicavam para os seus irmãos, primos, namorados ou noivos dentro do gramado. E não iam além disso.
 Hoje, as mulheres vivem o esporte tanto sendo atletas como gandulas, médicas, nutricionistas, psicólogas, preparadoras físicas, dirigentes. Neste último caso, tivemos Patrícia Amorim, uma antiga nadadora que chegou a presidente do clube mais popular do Brasil e o de maior torcida mundial, o Flamengo, e Marlene Matheus, eleita para o topo do também clube de maior torcida em seu estsado, o Corithians, de São Paulo. Na segunda metade da década-1950, Dulce Rosalinda tornou-se a primeira delas a chefiar uma torcida predominantemente masculina, a do Vasco da Gama. E, por aí, vai.
AS MULHERES SÃO, também, participantes de grandes catimbas desportivas. Uma delas, durante um prélio dos inícios do futebol carioca, tentou promover a primeira propina a um atleta. A apareceu atrás da linha de fundo e prometeu ao goleiro dar-lhe um beijo caso ele facilitasse a vitória do time dela.
Em Santa Catarina, rolou o primeiro golpe em concursos de beleza no cenário desportivo nacional. Aconteceu em Itajaí, cidade costeira do Atlântico sul brasileiro e que serviu de porta de entrada para o imigrante eurpeu no Século XIX.
Por lá, durante o primeiro trimestre de 1919, a cidade tinha de pouco mais de 5 mil habitantes e o Clube Náutico Marcílio Dias, reunindo a sua elite política e cultural. A treita foi revelada para leitores da atualidade pelo pesquisador Francisco Alfredo Bran Neto, ao vasculhar as empoeiradas coleções dos jornais “O Commercio” e “O Pharol”.
Enquanto Fontes desaguo na desistência definitiva, Demoro foi rapidinha na volta ao futuro 
PELAS RESPECTIVAS EDIÇÕES anuciou-se a escolha de duas madrinhas para embarcações de remo, o que um outro jornal – “A União” – chamou de “yoles”. A senhorita Laura Andrade fora eleita para madrinhar uma delas, enquanto, na outra votação, ficaram igualadas as candidatas Marietta Demoro e Virgínia Fontes, que abriu mão da glória, “para preservar a amizade entre os associados”. Pouco depois, Marietta fez o mesmo.
Diante do impasse, a diretoria marciliense marcou uma nova sessão eleitoral, tentando eleger uma terceira jovem. Foi quando Marietta desistiu de desitir e mandou tocar o rebu. Ficou com o “cargo” e provocou a ira de quem não gostara da sua reconsideração. Estes abandonaram a associação e fundaram, em 11 de maio de 1919, o Clube Náutico Almirante Barroso, que foi um ferrenho rival do Marcílio, no futebol, até fechar o seu departamento da modalidade, na década-1970 – Marietta arrumou bagunça no remo e a catimba foi parar nos gamados!    

OBS: 1 - Marcílo Dias foi um soldado gaúcho considerado herói durante a Guerra da Tríplice Aliança – Argentina, Brasil e Uruguai x Paraguai. 2 – O Almirante Barroso era portugûes, integrou a marinha imnperial brasileira e levou-a à importante vitória na “Batalha de Riachuelo”, em 1865, reduzindo enormemente a capacidade guerreira paraguaia em águas fluviais.  

 

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