Vasco

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

CLÁSSICO DOS ESTADINHOS

De acordo com Mário Filho,  o maior cronista da história do futebol brasileiro, Vasco da Gama e Flamengo gostavam de viver histórias de amor e ódio. E conta casos interessantes dessa relação, que inclui uma boa dose de lendas.
 Nesse rolo, o Flamengo já brigou com o Vasco por este escalar negros e brancos pobres; já contou com ajuda de juiz para não deixá-lo ser campeão carioca invicto; já o convidou para inaugurar o seu estádio e já formou equipes conjuntas para disputas de amistosos, entre outros. E o principal: ele garantia, por suas crônicas em Manchete Esportiva, na década-1950, que o Vasco sentia ciúmes do Fluminense, quando o Flamengo dava muita importância ao Fla-Flu. Queria os rubro-negros só pensando em vence-lo.
O mais esquisito nisso tudo fora que, certe vez,  o time vascaíno não compareceu ao seu próprio estádio, em São Januário, para encarar os flamenguistas, que ficaram vencedores, por W x 0 – grandes histórias.
O craque húngaro Florian Albert reforçou os rubro-negros
Em 1967, os rubro-negros convidaram os vascaínos para dois amistosos e estabeleceram que dois resultados iguais levariam a Taça Rivadávia Correa Meyer (antigo presidente da Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF) para as prateleiras da Colina.
Como promotor do evento, queria ser gentil com o convidado. Os vascaínos acharam gentileza demais. Mas toparam, pois era inicio de temporada e não tinham muito o que fazer.
Na verdade, o maior rival vascaíno achava que venceria as duas partidas, sobretudo depois de mandar 2 x 0, em 15 de janeiro, na Gávea.
Naquele dia, uma tarde de domingo de muito sol de verão, foi uma festa completa. O clube rubro-negro patrocinava visita, ao Rio de Janeiro, do grande craque húngaro Florian Albert (e esposa), que atuou pela sua equipe e fez passe perfeito para um dos gols.
 Sete meses antes, o atacante havia ajudado a destroçar a Seleção Brasileira, nos 3 x 1 do estádio Goodison Park, em Liverpoll, pela Copa do Mundo da Inglaterra-1966.       
Veio, então, o segundo jogo, no dia 19, assistido por 4.531 almas –, no primeiro, 6.526. Com gols de Oldair Barchi, batendo pênalti, e de Morais, o “Almirante” devolveu o placar, no botafoguense estádio da Rua General Severiano, e ganhou a primeira taça diante do “rivalaço” em estádios pequenos. 
O ex-craque rubro-negro Zizinho (Thomás Soares da Silva) era o treinador vascaíno e escalou, no primeiro combate: Edson Borracha; Ari (Tinoco), Sérgio, Ananias e Oldair; Maranhão (Salomão) e Danilo Menezes; Nado (Zezinho), Bianchini (Acelino), Adílson (Rubilota)  e Morais. No segundo, usou esta formação: Edson Borracha; Paquetá, Sérgio, Ananias e Oldair; Maranhão (Salomão) e Danilo Menezes; Zezinho (Nado), Bianchini, Adílson e Morais.
DETALHE: Arnaldo César Coelho apitou o primeiro e José Mário Vinhas o segundo amistoso contra um Flamengo treinado pelo argentino Armando Renganeschi.

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