Vasco

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

FIGURAÇAS DA COLINA - CORONEL

 Antônio Evanil Silva. Já ouviu falar? Não? E de Paulinho, Bellini, Orlando e  Coronel? Pois este é o próprio. Formava naquela zaga vascaína que foi uma das mais seguras do futebol brasileiro, durante a segunda metade da década-1950. Tanto que todos tornaram-se “canarinhos”. Coronel, com um Detalhe: foi o único lateral-esquerdo a jogar pelo decorrer do longo domínio absoluto de Nílton Santos, considerado o maior lateral-esquerdo da história do futebol.
Humilde, Coronel conta a sua história assim: “Questão de sorte. Sempre acontecia alguma coisa e sobrava uma vaguinha para mim. No Sul-Americano de 1959, na Argentina, o Nílton (Santos) se machucou, entrei no time e fomos à final. Já curado, ele pediu ao nosso técnico (Vicente Feola), para não me barrar. Achava que seria uma injustiça.
A seleção com Coronel titular voltou vice, com os argentinos levando o troféu. Mas, naquele ano, ele foi campeão da Taça Bernardo O´Higgins, batendo o Chile. Totalizou oito jogos canarinhos, com seis vitórias e dois empates.
LATERAL COPEIRO - Campeão carioca, em 1956 e em 1968, mesmo ano da conquista do Torneio Rio-São Paulo, Coronel carregou vários canecos para a Colina, como o do francês Torneio de Paris, derrubando o Real Madrid, então melhor time do mundo, e o espanhol Troféu Teresa Hererra, só para citar poucos. Estes foram bom momentos da carreia. A dureza? Encarar, constantemente, os melhores pontas-direitas do futebol brasileiro, os terríveis Mané Garrincha, do Botafogo, e Joel Martins, do Flamengo.  
 “O homem da patente mais alta do futebol Brasileiro!”, como gritava o locutor Waldir Amaral, pela Rádio Globo do Rio de Janeiro, ganhou o apelido porque um tio o via com jeito de líder. Pegou na hora, lá em Quatis (então distrito de Barra Mansa), a sua cidadezinha do interior fluminense, onde batia as suas peladas, sem sonhar que, em 1956, estaria jogando ao lado “cobras” como Válter Marciano, Pinga e Sabará, grandes nomes da conquista do título estadual daquela temporada. 
Bom papo, Coronel conta muitas histórias, como, por exemplo, dos seus duelos contra Garrincha e das “fominhagens” de Sabará. “Devo muito ao Garrincha, por me elogiar, dizer que eu era o seu melhor marcador. O Sabará era uma figuraça. Bastava eu pega na bola, para ele gritar, do outro lado do campo: “Coró, vira o jogo!”.
CERTIDÃO - Nascido no 27 de janeiro de 1935, Coronel teve dois filhos e três netos. Foi vascaíno entre 1952 e 1964. Depois, defendeu o Náutico-PE, em 1965, a Ferroviária de Araraquara-SP, em 1966, e encerrou a carreira pelo colombiano Unión Madallena, entre 1966 a 1971. 
Aposentado, Coronel seguiu indo a São Januário, assistir aos jogos do Vasco, “uma grande paixão, me recebeu quando eu era um garoto”, sempre fez questão de frisar.  
 

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