Vasco

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domingo, 21 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA-20 - ROLO TRICOLOR

 Rolava o Torneio Rio-São Paulo-1999 e a tabela marcava Vasco x Fluminense, para a noite da “Quarta-Feira de Cinzas”, no Maracanã. Com o Fluminense sem chances de título, os vascaínos solicitaram à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro-FERJ a mudança da partida, para São Januário, a sua casa.
 O Flu não aceitou e foi para o Maracanã, bem como o árbitro Alfredo Loebeling, enquanto o “Almirante” ficou esperando-o na Colina.  O jogo não rolou nos gramados, só no “tapetão”, onde os tricolores golearam: 7 x 1.
Pelo final de abril de 2006, houve um segundo “round” nos rolos ente os dois clubes por local de partida. Começava o Campeonato Brasileiro  o Vasco conseguira a transferência dos seus mandos de campo em clássicos cariocas para São Januário.
Entrou em ação o Ministério Público e, por liminar da juíza Maria da Penha Nobre, da 3ª Vara Empresarial, o pega Vasco x Fluminense foi marcado para o Maracanã.
O presidente vascaíno, Eurico Miranda, dizia que a partida seria em São Januário, ou cancelada. Mas a FERJ e a Confederação Brasileira de Futebol-CBF acataram a decisão judicial, baseada no artigo 13 do Estatuto do Torcedor e de parecer do Comando geral a PM-RJ, sobre o direito à segurança da torcida.
Erico Miranda reproduzido de www.netvasco.com.br Agradecimento
Eurico dizia ser impossível mudar a toda estrutura de uma partida, em 24 horas, e cobrava que o Ministério Público jamais se manifestara em outras ocasiões em que rolaram clássicos cariocas e até um jogo de decisão da Copa do Brasil, em São Januário.
Não adiantou o coro vascaíno. O prélio foi mesmo no Maracanã e terminou no 1 x 1, com o tento cruzmaltino marcado por Abedi.
O terceiro “round” aconteceu em 22 de fevereiro 2015. Por força de contrato com o consórcio que administra o Maracanã, assinado em 2013, o Fluminense passou a ter o lado direito da tribuna de honra usado pela sua torcida, local usado pelos vascaínos desde 1950, quando o estádio foi inaugurado.        
 Mais uma vez, Eurico Miranda ameaçou não mandar o Vasco a campo, caso a sua torcida não fosse para onde costumava ir. Como os mandos de jogos nos clássicos era da FERJ, esta resolveu a questão transferindo a partida para o Engenhão, onde o “Almirante” venceu, por 1 x 0, com gol marcado pelo zagueiro Luan – nesse rolo, o Vasco só perdeu no tapetão.

DOMINGO É DIA DEMULHER BONITA - A MULHER MARAVILHA É 'BRASUCA'?

Quando a primeira expedição militar e exploradora europeia desceu quase todo o curso do Rio Amazonas, entre 1541/1541,  o chefe espanhol Francisco Orellana e os seus 50 homens jamais imaginavam a quatidade de água que encontrariam pela frente.
A necessidade de abastecimento alimentar levou-os a entrar pelo Brasil amazônico, onde a rapaziada passou quase um ano sem conseguir voltar ao ponto de partido – sopés dos Andes –, devido a força da correnteza do impressionante rio. No embalo, passou a viver lutando, fugindo, fazendo alianças ou saqueando aldeias. Roubar os índios era preciso: ordem da barriga.
Quem registrou isso foi o frei dominicano Gaspar de Carvajal, membro da expedição e que aprendeu o
Durante um desses papos, os selvagens falaram-lhe sobre uma tribo de mulheres guerreiras que dominavam grande extensão de terra. Elas excluíam os homens de seus convívios, mas usavam índios em suas tropas de choque, sem explicar, no entanto, como os recrutavam.
 O Frei Gaspar, inclusive, deixou contado que teria presenciado uma batalha entre as tais guerreiras e os invasores espanhóis, em um local que os arqueólogos situam, hoje, entre os rios Nhamundá e Trombetas, no Pará.
 Mulheres guerreiras que desprezavam os machos existe na imaginação humana desde a mitologia greco-romana, que as situava vivendo pelas estepes do Mar Negro, entre o que hoje é a Ucrânia e parate norte da Turquia.
 Portanto, bem antes de o psicólogo William Moulton Marston (1893/1943) inspirar-se na ativista Margaret Sanger, que lutava pelo controle da natalidade nos Estados Unidos, e criar a Mulher Maravilha, a mais famosa das amazonas, saída dos traços do desenhistaa Herry George Peter, em 1941.
Como na época em que o Frei Carvajal disse ter visto amazonas guerreando ainda não havia  histórias em quadrinhos, naturalmente, abriram-se vertentes interpretativas para os seus relatos.
Embora jamais se encontrasse evidências arqueológicas de nenhum território dominado por elas, historiadores dos primeiros tempos da conquista espanhola do Novo Mundo não desprezavam os relatos do capelão de Orellana.
Enfim, não há achados arqueológicos sobre guerreiros amazônicos psicodélicos, com cabelos a la Beatles, e nem a respeito de mulheres que os acompanhavam em batalhas, dotadas de atribuições militares. Mas nada pode ser descarado.
 Nem mesmo que o Frei Carvajal tivesse, acidentalmente, fumado um chá à base de substâncias psicoativas, muito presentes na biodiversidade amazônica.
Assim, ficaria fácil mandar uma manchete sensacionalista no horário nobre do jornalismo da TV, dando conta de que a Mulher Maravilha nasceu no Pará, dançava carimbó, comia pato no tucupi, colocava peçonha nos pés e trepava no pé de açaí.
                      IMAGENS REPRODUZIDAS DE CAPAS DE GIBIS


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sábado, 20 de janeiro de 2018

BELÍSSIMA MUSA VASCAÍNA DO SABADÃO

O "Kike" viu esta lindíssima vascaína em seu passeio matinal de hoje, pela The Net, mas não encontrou o nome de quem postou. Aparece só que está em "jpeg". Por favor, quem sabe a origem da foto e o nome da bela cruzmaltina nos envie para o devido crédito. Combinado. No mais, veja, mais uma vez, que as mais lindas morenas brasileiras são, de corpo e alma, da galera do "Almirante". Este, por sinal, precisa criar um pouco de vergonha na cara e não perder mais para timecos, como na quinta-feira passada. Tudo bem! Vamos dar um desconto e esperar pela recuperação nesta rodada de final de semana, com a força da linda morena que, com certeza, estará na torcida .  
The saw this beautiful vascaína on his morning stroll today, by the Net, but did not find the name of who posted it. It just pops up in "JPEG." | Please, who knows the origin of the photo and the name of the beautiful Cruzmaltina send us to the proper credit. Combined. In the most, see, once again, that the most beautiful Brazilian brunettes are, in body and soul, of the galley of the "Admiral". This, by the way, needs to create a little shame on the face and not lose more to Timecos, like last Thursday. It's all right! Let's give a discount and wait for recovery in this weekend round, with the strength of the beautiful brunette who will definitely be in the crowd.

FUXICOS DA COINA -19 - VIRADA DE MESA


 
Antônio Calçada (E), ao lado do já cartola  Roberto Dinamite,
era o presidente vascaíno, em 1986, e...
 Em 9 de outubro de 1986, em jogo valendo pelo Grupo C do Campeonato Brasileiro (então chamado por Copa Brasil), o Vasco da Gama foi ao gramado de São Januário, diante de 6.248 pagantes e venceu o Piauí, por 2 x 0, com gols de Fernando e Gersinho.
Naquele dia, o treinador Joel Santana escalou: Acácio; Paulo Roberto ‘Gaúcho’, Juninho, Fernando e Pedrinho Vicençote; Mazinho, Gersinho e Geovani; Mauricinho (Santos), Romário e Zé Sergio.
 Após o apito final de Bráulio Zanotto-PR, o time vascaíno comemorou, evidentemente. Só que não tinha o que comemorar, pois a sua pontuação o deixava fora da segunda fase da competição. Problema resolvido três dias depois.
Por ter a Portuguesa de Desportos ido à Justiça comum, contra a cobrança, pela Federação Paulista de Futebol, de 5% da renda dos seus jogos caseiros, a Confederação Brasileira de Futebol-CBF eliminou seu time da nova etapa e passou a vaga para o Vasco da Gama. Imediatamente, os cartolas vascaínos começaram a buzinar nos oritimbós do presidente e do diretor de futebol, para não perderem a vaga no "tapetão", esperando uma inevitável luta nos tribunais conta a "Lusa do Canindé".   
 Rolo rolando, a “Lusa do Canindé” conseguiu liminar junto à 28º Vara Cível carioca, suspendendo todos os próximos jogos do Grupo K, mas só ela não jogou. A CBF não tomou conhecimento da ordem judicial, alegando não ter o documento sido entregue por oficial de justiça. Então, os clubes paulistas fecharam não jogar mais, enquanto a Portuguesa não fosse reintegrada ao certame.
... Eurico Miranda o diretor de futebol.
Foto reproduzida de www.guerreirosdacolina
Agradecimento
  O Vasco reuniu a cartolada toda em São Januário e conseguiu aprovar a proposta de incluir mais três times – Joinvile-SC, Náutico-PE e Sobradinho-DF – na segunda fase daquele Brasileiro, aumentando, para 36, os preliantes da etapa. De sua parte, a Portuguesa seguiu se mexendo e voltou à disputa por ordem do Conselho Nacional de Desportos.
 O Vasco ganhou por ali, mas envergonhou a sua torcida, terminando o campeonato em 13º lugar, atrás do "pequeno" Joinville, somando 10 derrotas, oito empates e 10 vitórias. Destas, só uma foi sobre um “grande”, o Internacional-RS. Nove rolaram contra os “lebréias” Tuna Luso-PA, Operário-MT, Piauí-PI, Sobradinho-DF (2 vezes), Criciúma-SC, Nacional-AM (2 vezes) e Ceará-CE.
Diante do acontecido, os cartolas da oposição ficaram fuxicando pelos corredores da Colina, dizendo que seria melhor o time vascaíno ter caído fora antes. Acusaram o comando do clube de incompetente, incapaz de dar à torcida  time pra ganhar. E que de nada adiantara a virada de mesa.    

                                       

O VENENO DO ESCORPIÃO -58 - MENTIRAS QUE TERMINRAM VIRANDO VERDADE

Durante alguns anos passados, falava-se que o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, teria dito que o ditador nicaraguense Anastácio Somoza “pode ser um grande  filho da puta, mas é o nosso filho da puta predileto".

Presidente Roosevelt reproduzido de
 www.nationalarchives.gov.uk
Vários pesquisadores, porém, jamais encontraram evidência dessa frase atribuída ao chefe norte-americano, nem mesmo na biblioteca presidencial do dito cujo. Isso começou a circular pela edição de 15 de novembro de 1948 da revista norte-americana   “Time”, voltando a ser lembrado em 17 de março de 1960, durante programa radiofônico da rede CBS. Mas atribuindo a consideração a um outro ditador, Rafael Trujillo, da República Dominicana.
Com o passar do tempo, nem só Somoza e Trujillo foram considerados os “filhos das puta preferidos pelos Estados Unidos”. A frase virou lenda e passou a ter vários outros ditadores como destinatários. Virou uma espécia delena, como aquela do locutor esportivo chamado pelo repórter, anunciando: “Cachorro em campo!”. E o cara indaga: “Em lugar de quem?”. Tem vários pais a história.
 De acordo com o pesquisador Andrew Crawley, a declaração atribuída ao presidene Franklin Roosevelt, na veredade, foi criada pelo próprio Somoza, para se promover.
De Gaulle
 É uma mentira que jánem mais  tem teor negativo, pois Anastácio Somoza, fundador de uma das ditaduras mais cruéis que a América já conheceu, na verdade, foi mesmo um grande filho daquela senhora que não assinou contasto na jurisdição voluntária do Estado. Ou um grande “deputado sem dedo” – tire as duas prmeiras (de) e últimas letras (do) do substantivo deputado e veja no que dá. Se bem que é muito desmecimento para elas, ter um filho assim.  

2 – “O Brasil é um país que não deve ser levado à sério”. A frase é atribuída ao general francês Charles de Gaule, mas negada por historiadores. Estes dizem que a consideração ao país fora proferida, na verdade,  por um embaixador brasileiro na França, Carlos Alves de Souza, dita ao jornalista Luiz Edgar de Andrade, na época correspondente,em Paris, do "Jornal do Brasil".
Depois de discutir, com o líder francês sobre a "guerra da lagosta", em 1962, quando barcos franceses pescavam o crustáceo na costa brasileira, Souza concedeu entrevista  a Edgar sobre o que rolou no papo.
Contou que falaram até sobre o samba carnavalesco "A lagosta é nossa" e das caricaturas que faziam de De Gaulle no Brasil. E terminou  falando em francês: "Edgar, o Brasil e um país que não deve ser levado a sério."
 O jornalista mandou a matéria para o jornal e a frase terminou sendo atribuída ao presidente francês, que jamais a proferiu. 
OBS: A ARTE SOBRE A FOTO DO PRESIDENTE CHARLES DE GAULLE FOI VISTA, SEM CRÉDITO, PELA INTERNET, ABRINDO O WWW BING.COM 

 

 

 

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA-18 - BOLA NAS COSTAS

Esta é um históriaque teve os personagens explicitados pelo jornalista Léo Dias, do carioca “O Dia”. Trata-se de uma “triangulação de meio-de-campo”, envolvendo o meia vascaíno Andrezinho, um “irmão” de adolescência e a mulher deste.
Os dois últimos estavam separados, de corpos, há um ano, mas seguiam casados no pepel. Antes de Léo Dias entrevistar o ofendido, o colunista Ancelmo Gois, de “o Golobo” já havia hnoticiado a agressão a um jogador vascaíno, mas sem citar o nome. Também, sites esportivos como os do “Lance” e de “Futebol Interior” repercutiram o fato que foi divulgado bastante em 27 de janeiro de 2017. 
Andrezinho reproduzido de foto divulgação
de  www.crvascodagama.com.br
 
 De acordo com o divulgado, ao passar pelo Condomínio Península, na Barra da Tijuca, e ver as luzes do apartamento do velho chapa ligadas, o cara decidir fazer uma passadinha pelo “apê” do “amigo”, para dar-lhe um abraço . Surpreendentemente, deparou-se com o carro de sua mulher no estacionamento, telefonou-lhe e ouviu que ela jantava com uma amiga.
Como ia muito à casa de Andrezinho, o sujeito foi autorizado, pelo porteiro, a subir, sem muita conversa. Então, encontrou a sua ex-mulher no colo deste, aos beijões. Quebrou o pau.
 Andrezinho havia morara, dos 15 aos 18 de idade, de favor, na casa do "amigo", enquanto jogava pelas categorias de base do Flamengo. De acordo com o “O Dia”, o fato, não fora registrado em delegacia de policia, “para evitar escândalos”. E que, antes da descoberta da “cornologia”, a mulher de Andrezinho tornara-se ex,  por encontrara no celular do atleta uma conversa quente entre ele e a “outra”.
“O Dia” infrmou, ainda, que Andrezinho e seu "amigo"e chifrudo eram tão amigos, que chegavam a se tratar por ‘padrinho’. E que Andrezinho pedira perdão e chegara para treinar em São Januário, no dia segunte, com hematomas no rosto.

MUSA CRUZMALTINA - PAIXAO GUERREIRA

Mais uma produção criativa do belo site www.paixaovascao, cujo artista que não tem o seu nome citado imaginou uma guerreira vascaína.
No entanto, ela não participou das Cruzadas, época em que a Ordem dos Templários mandou ver. Mais tarde, esta foi recomposta, pelo rei de Portugal, e divulgou a cruz que você vê na faixa, com o nome de Ordem de Cristo.
Aliás, vale ressaltar que a Ordem de Malta também usou este símbolo, o que significa que chamar os vascaínos de cruzmaltinos não está totalmente errado.
 This is another creative production of the grate, beautiful website www.paixaovascao.com.br. But she did not participate in the Crusades, a time when the Order of the Templars was sent to see. Later, it was recomposed, by the king of Portugal, and disclosed the cross that you see in the strip, with the name of Order of Christ. In fact, it is worth mentioning that the Order of Malta also used this symbol, which means that calling the Vascularists of cruzmaltinos is not totally wrong.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA - 17 - CLUÁDIO X GERSINHO, UM RAIO QUE SE REPETIU

Gersinho é o segundo agachado, da esquerda para a direita,
em foto reproduzida de www.almanakdovasco
 Aos 13 de idade, quando saiu de casa, em Pirassununga, para morar  na concentração do Guarani, em Campinas, o garoto Gersinho chegou sonhando com o sucesso no time infantis bugrino e chegada à Seleção Brasileira. Aos 17, o treinador Paulo Emílio o relacionou para o banco dos reservas do time A, que tinha Careca, Renato e Zenon, todos craques que um dia foram canarinhos.
 Em 1978, Gersinho entrou em vários jogos e ajudou o clube campineiro” a ser campeão brasileiro, armado por Carlos Alberto Silva. A torcida e os cartolas o adoravam. No entanto, tudo desmoronou, em 1979, quando o time foi entregue ao treinador Cláudio Garcia. Este o via driblando muito e prendendo a bola ainda mais. E o dispensou.
 Gersinho passou quatro temporadas escondido no time, da segunda divisão paulista, do União Agrícola, de Santa Bárbara D´Oeste. Até que a Ponte Preta surgiu em sua vida. Ao lado de melhores jogadores, ele voltou a crescer e fez o Vasco da Gama desembolsar Cr$ 170 mil cruzados (moeda da época) para leva-lo, em julho de 1985.
A torcida vascaína queria Gersinho jogando...
 Gersinho voltou a sonhar com a Seleção. Só não contava que, em 1986, São Januário recebesse o mesmo Cláudio Garcia, que o dispensara, em Campinas. E o raio caiu, pela segunda vez, no mesmo lugar. Aos 25 de idade, era desprestigiado, novamente, pela mesma pessoa. E rolavam fuxicos na Colina, pois muitos dirigentes não aceitavam o clube pagar caro por um atleta que não jogava.
 Contratado para substituir Antônio Lopes, que caíra por perder o título estadual para o Flamengo, a vida vascaína de Garcia também  passou a ser um inferno. Seu time não emplacava no Brasileirão (então chamado Copa Brasil), e ele foi demitido, após 0 x 1 Rio Branco-ES, em 21 de setembro – substituído por Joel Santana.
 Sob nova direção, Gersinho foi titular no jogo seguinte, marcando gol nos 3 x 0 Tuna Luso-PA. E voltou à rede nos 6 x 0 Operário, de Várzea Grande-MT, e nos 2 x 0 Piauí – Acácio; Paulo Roberto “Gaúcho”, Juninho, Fernando e Pedrinho Vicençote; Mazinho, Geovani e Gersinho; Josenilton, Roberto e Romário passou a ser o time-base inicial de Joel, contando, ainda, com Santos, Mauricinho e Zé Sérgio como opções ofensivas mais imediatas.  
... mas o treinador Cláudio Garcia não - reprodução de
www.soumaisflu.comlbr
  Para os cartolas que queriam Gersinho jogando, ele ajudara a elevar o índice técnico vascaíno e fora decisivo na chegada da rapaziada à segunda fase do Brasileirão, marcando três tentos, em quatro partidas. De sua parte Gersinho lembrava a  um repórter de rádio: “Marquei o primeiro gol do Vasco após a saída de Cláudio Garcia” – 0 x 1 Náutico-PE; 0 x 1 Bahia; 0 x 1 Guarani-SP; 0 x 0 Santos; 0 x 0 Cruzeiro; 0 x 1 Rio Branco.
 Roberto Dinamite, maior ídolo da torcida vascaína, que via Romário crescendo, também entrou no fuxico, alfinetando Garcia, pela revistas “Placar” – Nº 858, de 03.11.1986 –, considerando Gersinho exímio lançador. “Torna o time mais veloz”. Mauricinho, também foi nessa, afirmando que Gersinho criava mais opções de jogadas. De sua parte, o “próprio” garantia que um terceiro raio jamais esvaziaria a sua bola.

TRAGÉDIAS DA COLINA - VASCO 0 X 2 BANGU

O Vasco da Gama começou a Taça Guanabara pisado na bola. Hoje à noite, perdeu do Bangu,  em sua primeira partida oficial da temporada-2018. E o pior: o jogo foi em São Januário. No domingo, a partir das 17h, a rapaziada tentará a reabilitação, diante do Nova Iguaçu
CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 18.01.2018 (quinta-feira). VASCO 0 X 2 BANGU. Estadual-RJ (Taça Guanabara - 1ª rodada. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Wagner do Nascimento Magalhães-RJ. Público e renda: jogo com portões fechados. Gols: Rodney, aos 41 min do 1º tempo, e Anderson Lessa, aos 37 min do 2º tempo. VASCO: Martín Silva; Yago Pikachu, Luiz Gustavo (Desábato), Ricardo Graça e Henrique; Wellington (Caio Monteiro), Evander (Andrey), Wagner (Guiherme Costa) e Nenê; Paulinho e Andrés Ríos (Paulo Vitor). Treinador: Zé Ricardo. BANGU: Célio Gabriel; Valdir, Michel, Dalton (Rogério Xodó) e Guilherme; Marcos Júnior, Rodney (Oliveira), Magno, e Almir; Sidney e Nilson. Treinador: Alfredo Sampaio. OBS: o vascaíno Nenê foi expulso de campo.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA - BOB X CHARUTEIRO

Roberto Dinamite (D) fez de Roberto Carlos vascaíno oficial
No dia 4 de agosto de 2015, o presidente vascaíno Eurico Miranda reuniu a imprensa em uma entrevista coletiva e acusou o seu antecessor, Roberto Dinamite, de “ter provocado  um rombo nas contas do Vasco”. Na semana, a “Turma da Colina” ocupava a penúltima colocação do Campeonato Brasileiro e enfrentaria o catarinense Joinville.
 Eurico, que gosta de intitular-se “Rei Sol”, em alusão a Luís XIV, da França, afirmou ter pago mais de R$ 30 milhões, em dividas, após suceder o Dinamite, ao qual acusou de passar-lhe o cargo sem pagar salários, há três meses, além de não conceder, há oito meses, a ajuda de custo aos garotos das bases.
“Tivemos de pagar imposto para obter a certidão negativa de débito. O imposto era a lista de obrigações não cumpridas. O Vasco não pagava as contas de água, chamava um carro-pipa e, também, não pagava. Provocou um acordo (com a empresa de águas e esgotos) no valor de R$ 10 milhões”, bateu Eurico.
 O presidente vascaíno bateu mais. Disse não ter contratado mais reforços, porque tivera de assumir dívidas deixadas pelo desafeto junto ao colombiano Nacional, pela negociação envolvendo o meio-campista Montoya; cobrança do espanhol Málaga, por Sandro Silva; do português Benfica, por Éder Luís; da Federação Paraguaia de Futbol, pela liberação de Benítez, e do também paraguaio Libertad,  pelas cessões de Guiñazu e de Tenório.
 Eurico Miranda e Roberto Dinamite tiveram pouquíssimos momentos de proximidade em suas vidas vascaínas. Antes, criticavam-se de leve. Nesta pancadaria de agosto de 2015,   o primeiro afirmou ter encontrado uma “herança maldita...irresponsável” em São Januário. “O que ele fez  no Vasco foi um crime”, bateu mais forte.
Eurico reproduzido de www.blogdomarinho.com.br
 Vice-presidente de Antônio Calçada, entre 1983 a 2001, Eurico assumiu o comando do Vasco, até julho de 2008, quando entrou Roberto Dinamite, que ficou até novembro de 2014, quando voltou Eurico. Segundo este, conforme publicação do jornal “Lance” – Nº 6457, Ano 17, de 05.08.2015, página 9 –, em junho de 2006, a dívida vascaína era de R$ 192 milhões, subindo a R$ 354 milhões, com Roberto.
 “Agora é de R$ 688 milhões”, afirmou, pela mesma edição citada acima, acrescentando que isso representou “dívida equivalente a um período de 110 anos de existência do clube”.
 Como presidente do Vasco, Roberto Dinamite acumulava a função de deputado estadual, para a qual não reelegeu-se, em 2014. O jornal carioca alegou não tê-lo localizado, em 4 de agosto de 2015, para responder a Eurico Miranda. Para o editor Maurício Oliveira, “mesmo considerando a administração Dinamite catastrófica... é, no mínimo, curioso ouvir de Eurico...que seu antecessor levou o Vasco à bancarrota” –  fuxico que não demorou na imprensa carioca.

 

 

   

 

BELA DO DIA - PORTUGUESA, COM CERTEZA

O "Kike" viu esta bela em www.sukarame.net  Simplesmente, maravilhosa. Deve ser musa de  um time ligado à colônia portuguesa no Brasil, dado as cores de Portugal na camisa. Como não havia o nome dela e nem do time que representa, se alguém souber, por favor, informe para os devidos crer´ditos. Combinado?

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA-15 - SEM MANANDATO

A demissão do treinador Paulinho de Almeida desagradou à torcida vascaína, que recuperara o futebol do time e o levara ao vice-campeonato carioca-1968, mexeu com muitos conselheiros e torcedores.
Um grupo da galera, que se denominava "Leões Vascaínos", confeccionou uma faixa e a levou a São Januário, antes de um jogo noturno, saudando o demitido Paulinho e mais um antigo presidente, Cyro Aranha, dos tempos do "Expresso da Vitória", quando o time do "Almirante" ganhou muitos títulos, entre metade da decda-1940 e até 1952.
 Enquanto exibia a faixa, os agitados e insatisfeitos torcedores não paravam de gritar: "Fora Reinaldo, fora Reinaldo".
Para evitar mais constrangimentos ao comandante de São Januário, o cartola Iraci Brandão telefonou-lhe, pedindo-o para não comparecer ao estádio naquela noite. Ao mesmo tempo, conselheiros contra a sua permanência no cargo saíram pela casa solicitando assinaturas para a convocação do Conselho Deliberativo, a fim de pedirem a cassação do mandato do mandato do chefão.
 O documento conteve 60 assinaturas, mas não ficou só nele. Um outro foi providenciado por associados que concordavam com os conselheiros, atingindo 300 assinaturas, também pedindo a reunião extraordinária.
Os dois documentos foram enviados ao presidente do Conselho Deliberativo, Medrado Dias, que atendeu aos pedintes. E após a reunião dos "Cardeais da Colina", Reinaldo Reis estava com o seu mandato cassado – primeiro caso no futebol carioca.     

 

   

 

 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - BAIXINHOS

O Vasco da Gama iniciou a temporada-1982 com uma fato que os malandros apelidaram por "Branca de Neve e os Sete Anões": contava com um atacante alto, como referência na área, cercado por baixinhos por todos os lados.
A "Branca de Neve" seria o artilheiro Roberto Dinamite, medindo 1m84 centímetros de altura ideal para brigar com os zagueirões de Flamengo, Fluminense e Botafogo, todos com mais de 1m80cm.
Já os sete anões seriam o meia Arthurzinho, de 1m62cm; o ponteiro-direito Mauricinho, de 1m63cm; o atante Marquinho, de 1m68cm, e os volantes Pires e Geovane, ambos medindo 1m69cm, a mesma estatura do atacante Mário e do lateral-esquerdo Aírton.
Geovani foi o baixinho que mais cresceu. A revista Placar" o
considerou "o cara" de uma temporada, o que foi destacado,
também, pelo grande importante www.netvasco.com.br
 
Mas não ficava só nisso. Também, o treinador Edu Coimbra, que fora atleta vascaíno, na década-1970, figurava no time dos baixinhos, com 1m63cm.
Ainda bem que altura não era documento no futebol brasileiro de antigamente, quando havia muitos craques.
 Tanto que o baixinho Arthurzinho fora o segundo artilheiro do Campeonato Carioca-1983, marcando 18 gols, só quatro a menos do que o principal "matador", o americano Luisinho Lemos.
Dos  sete "anões" da Colina que ainda poderiam ganhar alguns centímetros, só havia Geovane, de 19 de idade.   

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

FUXICOS DAS COLINA -14 - NO VASCO, TINHA LIMITES AS VONTADES DO REIS

Paulinho de Almeida
Quando Reinaldo Reis assumiu a presidência vascaína, ele desconsiderou as pressões dos conselheiros e, como gostava do trabalho do ex-lateral-direito vascaíno Paulinho de Almeida, fez valer a sua vontade e  foi busca-lo  no Olaria.
O Vasco terminou a temporada-1968 com Paulinho treinado o time A e o ex-ponta-esquerda Pinga comandando os juvenis. Trocado o calendário, Pinga subiu e Paulinho saiu de São Januário.
 Duas versões circularam sobre a queda de Paulinho: o Vasco teria lhe oferecido Cr$ 3,5 milhões de cruzeiros antigos (a moeda sofrera modificação) para renovar contrato, e ele pedira 5 milhões, além de bicho dobrado. Teria havido falta de acordo financeiro.
A outra versão assegurava terem alguns “cardeais” da Colina vetado a continuidade de Paulinho, com o endosso do presidente, por ter o treinador perdido dois títulos em 1968, o Campeonato Carioca e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, também chamado de Robertão e de Taça de Prata.
 Comentou-se, adicionalmente, que o Vasco teria consultado Orlando Fantoni, treinador do Cruzeiro, para ser o seu supervisor, o que poderia manter Paulinho no cargo, mas o mineiro recusara. E que pesava, também, contra o ex-lateral cruzmaltino, o fato de ele não escalar o centroavante Bianchini, que já defendera a Seleção Brasileira.
Com Paulinho, o “Almirante” só vencera um jogo – 2 x 1 América – da Taça Guanabara-1968 e perdera o título carioca-1968, para o Botafogo. Então, os cartolas voltaram a pressionar Reinaldo pela contratação de Tim.
No entanto, o presidente resistiu, dizendo que Paulinho merecia uma nova chance durante o Torneio Roberto Gomes. Mas, como o time vascaíno não fez boa campanha na disputa, Paulinho de Almeida não ficou para o inicio da temporada seguinte, tendo o ex-ponta-esquerda Pinga assumido a sua vaga.

TRAGÉDIAS DA COLNA - GALINHO MAU

Se tem algo que torcedor vascaíno não perdoa é perder para o Flamengo, ou sofrer gol de jogador que  passou pelo clube rubro-negro. Mas, em 7 de agosto de 1983, a galera teve de anotar mais uma decepção às custas de Zico, que havia maltratado muito o "Almirante" na década-1970, quando este ficou tri vice-campeão carioca para o "rivalaço", assistindo ao maior rival carregar as taças de dos Estaduais-1974/78/79.
 Daquela vez, Zico defendia a italiana Udinese e jogava contra o Vasco, decidindo um torneio amistoso, na cidade de Udine. O "Galinho", mesmo não tendo marcado gols – Virdis, Marchetti e De Agostini bateram na rede – comandou o seu time na vitória, por 3 x 0. 
O vexame do dia foi por conta de: Acácio; Galvão, Chagas, Celso e Jorge Luís; Serginho, Ernâni e Amauri; Pedrinho, Marcelo (Geovani) e Marquinho (Dudu). A Udinese teve: Brini; Galparoli (Cattaneo), Tesser (Pancheri), Edinho (ex-Fluminense) e Gerolin; Mauro (Urban), Marchetti e Zico;  Causio, Virdis (De Agostini) e Borin.



domingo, 14 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA-13 - OS SEM CANECOS

Buglê, em foto do álbum do atleta, foi
um dos banidos.... 
Entre 1959 e 1969, os times do Vasco da Gama passaram todo este tempo sem conquistar o título do Campeonato Carioca. Três razões eram apontadas como causas: 1 - falta de sorte; 2 – arbitragens prejudiciais: 3 – política interna. Dizia-se que o Vasco érea imenso por fora e pequeno por dentro.
 Sobre esta crítica, quem a sustentava chamava atenção para um fato: em 32 anos de Federação Carioca de Futebol, todos os filiados já tiveram gente sua dirigindo o Departamento de Arbitragens, menos os vascaínos.
Concordava-se que os chefes de arbitragens influíam em favor dos seus clubes, embora não ostensivamente. E lembravam que a “Turma da Colina” contava com árbitros seus torcedores – José Gomes Sobrinho, Gualter Gama de Castro, Gualtr Portela Filho e José Mário Vinhas –, mas estes eram repudiados pelo clube, por tentarem provar que eram isentos e terminavam  prejudicando o clube.
 Dentro desses casos, citava-se a anulação de um gol marcado por Pinga, durante a decisão do título estadual de 1958, quando bastava empatar com o Botafogo, após mandar 2 x 0 no Flamengo. Gualter Gama de Castro o anulou e depois admitiu que errara, levando a rapaziada a uma nova rodada decisiva (que acabou em título).
Barbosinha, segundo da esquerda para a direita,
também foi dispensado
 Pelo lado político, criticava-se o Vasco por não ter um Conselho Deliberativo formado pelas suas figuras mais representativas, bastando ser parente do amigo do amigo de um membro influente, ou de conselheiro, para ingressar na patota, como “eleitores de cabresto”.
Assim, os períodos eleitorais influenciavam, negativamente, a atuação dos jogadores, sendo que muitos deles entravam nas escaramuças politicas, levados pelos “cardeais”.
 Sobravam críticas, também, para jogadores considerados líderes, como os defensores Brito e Barbosinha, acusados de fazerem a cabeça de companheiros de menor importância no grupo, durante renovações de contratos, tornando tudo mais difícil.
 Em razão desses fuxicos, em sua volta como diretor, 27 anos depois, o ex-presidente Cyro Aranha afastou 16 jogadores, entre eles Brito, Barbosinha, Buglê e Nei Oliveira, que seriam titulares na maioria dos times brasileiros. O Vasco era um caldeirão que fervia muito. Só voltou a ser campeão estadual em 1970.
   

 

 

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - DIANA, A MARAVILHA DE THEMYSCIRA


Reprodução de capa de revista
Quando as primeiras heroínas dos quadrinhos surgiram, elas serviam, meramente, para, digamos, “contracenar” com os heróis.
Não foi o caso de Diana Prince, moldada no barro, pela sua mãe, a Raínha Hipólita, que pediu aos deuses Poseidon, Hermes, Zeus e Afrodite, entre outros, para dar vida à moça. Tudo como mandava a mitologia grega.
 Diana Prince nasceu em 1941, quando ressurgia o movimento feminista que ganhara força, em 1910, nos Estados Unidos e brigava pelo controle da natalidade. Sua verdadeira mãe fora a ativista Margaret Sanger e o seu verdadeiro pai o psicólogo William Moulton  Marston (1893/1947), que condernava as histórias em quadrinhos, por não ver nelas nada de educativo, relevante.
 A crítica de Marston mexeu com o editor Maxwell Gines e, da pancada, surgiu, na ilha de Themyscira, onde homem não entrava, a Mulher Marvilha, princesa amazônica lutando por liberdade, justiça, paz e igualdade entre os dois sexos.
 A busca pelos quatro ideais básicos da moça foi a público no 31 de dezembro de 1941, pelos quadrinhos da All Star Comics Nº 8, o que significa que, há mais de 75 temporadas, ela vai à luta – desde maio de 1942, em sua própria revista.
 Sempre combatendo a superioridade masculina, Diana nunca se sujeita a eles. Havia outras heroínas na década-1940, mas foi o seu discurso, sem pregar superioridade feminina, mas a igualdade dois direitos e oportunidades, quem tocou as mulheres, embora ela jamais se declarasse feminista. Afinal, não havia o masculino em Themyscira. 
Gal Gadot, em reprodução de cartaz divulgação
 do filme da Warner
 Mesmo portando caráter admirável, Diana Prince leva criticas pelo erotismo que a sua figura passa, enfeitiçando o olhar deles.
Mas a culpa não é dela, mas deles, que sempre roteirizaram e desenharam os seus quadrinhos, mostrando-a em trajes generosos aos olhos da rapaziada. Por exemplo, na TV da década-1970, uma estonteante Linda Carter exibia um belo  par de coxas e indicativos de seios fartos.
 Para as feministas, erotismos não seria apropriado para uma “Deusa da Guerra”, como Diana já foi retratada, simplesmente, por ter ido para o mundo machista sem uma proposta do gênero.
 Atualmente, a Mulher Maravilha forma, com Batman e o Super-Homem, o trio dos maiores vendedores de histórias em quadrinhos. É desenhada pelo paraibano Mike Deodato Júnior, desde 1991, quando estava em baixa e quase deixando de circular.  
No segundo semestre de 2017, ganhou o seu primeiro longa metragem cinematográfico, dirigido por Patty Jenkins e estrelado por uma ex-miss Israel, Gal Gadot, em lançamento da Warner, que apostou no excesso de violência, bem ao gosto norte-americano. 

  

    

sábado, 13 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA-12 - UM TIME NO QUAL NINGUÉM QUERIA COBRAR UM PÊNALTI

O jogo do 17 de maio, pela primeira rodada do returno do Campeonato Carioca-1969 era para a torcida vascaína ir em peso ao Maracanã. O Vasco time reestreava o zagueiro Orlando Peçanha de Carvalho, campeão da Copa do Mundo-1958 – de volta à “Turma da Colina”, oito anos depois de passar pelo argentino Bocas Juniors e o Santos – e promovia os retornos do centroavante Bianchini – que já fizera dupla de ataque, com Pelé, na Seleção Brasileira – e do ponta-esquerda Raimundinho.
Além daquilo, fora anunciada a segunda apresentação do grande goleiro argentino Andrada, que custara NC$ 330 mil novos cruzeiros, uma granaça para a época – estreara em 11 de maio, durante parte dos 0 x 3 Flamengo, sendo substituído por Pedro Paulo. 
Evaristo (E), que substituiu Pinga, como treinador, foram
adversários quando jogadores. 
 Os torcedores, porém, não se motivaram. Para empurrar a rapaziada do treindor Evaristo de Macedo à recuperação diante do Bangu, só 28.086 almas disseram presentes – no jogo anterior, o público fora de 86.071 decepcionados e irados  cruzmaltinos que não engoliram a pancada levada ante os rubro-negros.
Pra piorar, diante do Bangu, o Vasco de Evaristo levou o gol de abertura do placar, teve um pênalti ao seu favor e ninguém disposto a cobra-lo. Estava feia a coisa!
 Já que estava assim a coisa, o zagueiro Brito foi à marca fatal, fechou os olhos, soltou uma paulada e empatou a partida, que assim ficou até o penúltimo minuto.
Diante do terrível momento vascaíno. o empate estava até bom. Mas, aos 89, Mário “Tilico”, que o Vasco havia dispensado, marcou o gol da vitória banguense. Era o fim das esperanças de Evaristo de lutar pelo título.
No meio da fuxicaiada que tomou conta até dos telhados de São Januário, quem era o maior culpado pelas 11 temporadas sem o caneco nas prateleiras da Colina? Apontaram os cartolas. 
                         FOTO REPRODUZIDA DE ESPORTE ILUSTRADO  

O VENENO DO ESCORPIÃO - CABRAL NÃO ACHOU O BRASIL. FOI A "NEGA LUZIA"

 Vasco da Gama, após descobrir o caminho marítimo paras Índias e regressar a Portugal, em 10 de junho de 1499,  passou dois meses papeando com Pero Alvares Cabral, o comandante militar e diplomático da expedição que o Rei Don Manuel, o Venturoso, enviaria no repeteco de sua rota (lançada ao mar em 8 de março de 1500).  Disse-lhe que vira gaivotas voando para o oeste e sugeriu-lhe fuxicar a questão, pois poderia descobrir novas terras pelo caminho. E deu no que deu.
Cabral chegou por aqui e, tempos depois, a terra achada, oficialmente, por ele,  rendeu belas morenas e mulatas, de enloquecer os mais chegados no produto genuinamente “made in Brazil”. Cá entre nós, como brasileiro gosta muito de um fuxico, vamos fuxicar?
Como Pedro Álvares o Cabral, oficialmente, achou o Brasil, o seu
 cruzeiro marítimo valeu uma nota
Pois bem! Cabral não descobriu porra nenhuma, mas os pilotos – Gaspar de Lemos, Sancho Tovar, Diogo Dias, Bartolomeu Dias, Ayres Gomes da Silva, Simão Pina, Vasco Atayde, Nicolau Coelho, Pero Atayde e Nuno Leitão da Cunha – das 10 naus, de três caravelas e de uma naveta de mantimentos. Sem falar que, antes dele, o português Duarte Pacheeo Pareira, em 1498, e o espanhol Vicente Iáñez Pinzón já haviam feito um rolé por estas bandas.
Além do que está fuxicado acima, antes de Cabral ser o dono da história do achamento do Brasil, de acordo com arqueólogos e os palente.., há 12 mil temporadas, uma galera que saíra do nordeste asiático atravessara a Beríngia – faixa de gelo que permitia caminhar sobre ele, entre a Sibéria e o Alasca – viera bater em Lagoa Santa, nas atuais Minas Gerais, no período Pleistoceno, onde miou a primeira gata do pedaço, a “Nega Luzia”, em homenagem à engraçadíssima mulher-macaco Lucy,  que vivera três milhões de tempos antes dela, no continente africano, portando as suas características morfológicas.
Reproduzidas de www.lagoinha.com, as gaivotas deram a dica a
a Vasco da Gama  onde ficava o Brasil   
 Pois bom, os “portugas” chegaram e, mesmo estando pelo mar há um tempão, numa seca federal, não se atreveram a correr atrás da “perigosa” das índias, que “não tinham vergonha de suas vergonhas”, segundo o repórter da esquadra, Pero Vaz de Caminha, na primeira crônica sexy destas plagas. Então,  como se noticiou, não houve tempo para o providenciamento de brasileirinhos modernos, encomendando-as aos buhchos de nativas que ainda viviam na Idade da Pedra, mais precisamente, entre o Paleolítico e o Neolítico.      
 A “portugada” não pode nem mesmo reclamar os direitos autorais pelo nome Brasil. Embora muitos historiadores digam que isso surgiu devido ao comércio da árvore chamada por “pau brasil”,  mapas europeus, de 1351 a 1721, já mostravam um pontinho denominado “Brazil”, tendo a procura por ele rolado até 1624. Buscava-se Ilha do Brasil, ou  “Hay Brazil", ou Ilha de São Brandão, ou, ainda, Brasil de São Brandão.
Este tal de Brandão foi um monge irlandês, nascido em 460 (depois de Cristo, evidentemente) e que iniciara a sua navegação, em 565,  pela Irlanda, história mirabolante, pois o santo teria 105 de idade quando se lançara ao mar e chegara ao pedaço protegido por sinos que avisavam a aproximação de marujos, fazendoa-o fugir pelo oceano a fora – menos quando o avistou.
Quanto ao nome Brasil ser derivado de “pau brasil”, bem antes disso os povos celtas já falavam a palavra “bress’, que migrou para o idioma inglês e fez nascer o verbo “To bless”, significando “abençoar”, na tradução para o português. Daí que o “Brazil, bem antes de Cabral, já era "Terra Abençoada".

A revista paulistana 'Veja", da Editora Abril,  levou  Luzia para a sua capa
Nestes termos, Cabral nem chega a bode nesta história, ficando mesmo Cabral, em vez de Bodal. E nem pode ser o "descobrir moral" da Terra da Santa Cruz, como o Brasil foi “campeão moral” da Copa do Mundo da Argentina-1978. O título fica melhor com o glorioso almirante Vasco da Gama que, quando rumava para as Índias, sacou os voos das gaivotas para o oeste e deu o serviço ao nobre amigo. Afinal, o rei Don Manuel, o Venturoso,  achara documentos escondidos por Don João Primeiro e passara a perna nos espanhóis, assinando o Tratado de Todesilhas. Que valeu-lhe a ilha, que não era ilha, mas um verdadeiro continente e que viria a ser habitado por políticos filhos daquela senhora que jamais assinara nenhum documento na jurisdição voluntária do Estado – os filhos da... Da Divina Providência é que não são, confere?     


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA-11 - TIM SEGURA A PETECA QUE PINGA DEIXOU ENTORNAR

 Comandante da rapaziada amadora, em 1968,  Pinga estreou no time A vascaíno, amistosamente, com 1 x 0 América, no Estádio Caio Martins, em Niterói, com gol marcado por Buglê, em cabeçada, aos 15 minutos do segundo tempo, recebendo lançamento de Adílson Albuquerque.
 A crônica da época diz que a vitória vascaína fora mais produto da chance do que da qualidade técnica mostrada. Mas era cedo para o cobranças – Valdir Apple; Ferreira, Joel Santana, Fernando e Eberval; Benetti e Buglê; Nado (Antoninho), Nei Oliveira, Adílson Albuquerque e Silvinho foi o primeiro Vasco do “comandante” Pinga
Com o o  Vasco daquele final de década era um caldeirão em ebulição, como lemos na matéria anterior, Pinga não durou muito no cargo, que passou por Evaristo de Macedo, Paulinho de Almeida e Célio de Souza, até terminar sob o comando de Elba de Pádua Lima, o Tim, que  conseguiu acabar com o jejum de 12 temporadas sem o título estadual.
 O 13º título estadual  garantiu a Tim um ano no emprego. Como a campanha de sua rapaziada durante o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (o Robertão, embrião do atual Brasileirão)  foi fraca, abriu-se o caminho para Paulo Amaral ocupar o cargo, no começo de 1971.

ÁLBUM DA COLINA - GOLEADOR DELÉM

   Quem bate para o gol é o atacante Delém, um paulista que todos achavam que fosse gaúcho, pois o Vasco o descobriu defendendo o Grêmio Porto-Alegrense. Destacando- se  no ataque da "Turma da Colina", durante as primeiras temporadas da década-1960, ele chegou à Seleção Brasileira e foi negociado com o River Plate, da Argentina, onde passou a maior parte de sua carreira. Pelo finalzinho desta, ainda voltou ao futebol carioca e defendeu o América. 
                               Esta foto foi reproduzida da revista Manchete Esportiva.    

Who strikes to the goal is the striker Delém, a Paulista who everyone thought was a Gaucho, because Vasco discovered him defending Grêmio Porto-Alegrense. Standing out in the "Turma da Colina" attack of the first seasons of the 1960s, he reached the Brazilian national team and was traded with Argentina's River Plate, where he spent most of his career. Already at the end of this one, I still go back

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA-10 - PINGA ACUSADO DE NÃO BEBER UMA DOSE DE PALAVRAS

 Como Paulinho de Almeida não conseguira títulos, durante a temporada-1968, embora tivesse recuperado o futebol do time, que terminou vice-campeão carioca, o Vasco o dispensou e começou 1969 com o seu futebol entregue a um outro ex-ídolo da torcida, o antigo meia e ponta-esquerda Pinga, isto é, José Lázaro Robles.
Pinga, reproduzido de www.osgigantesdacolina
 é o último.agachado á direita
 Pinga, que fora íntimo da bola, como jogador, no entanto, demorou pouco como  treinador cruzmaltino.
Era acusado de não saber dialogar com a sua rapaziada. “Pinga conhece futebol, mas não se fazia entender pelos jogadores”, disse à imprensa o presidente vascaíno, Reinaldo Reis.

REALMENTE,  Pinga era de pouco falar. Em vez de ir embora de São Januário, aceitou ser auxiliar  técnico do sucessor Evaristo de Macedo.
  Para muitos, a troca de Pinga por Evaristo não surpreendia. Este último já estava no clube, atuando como supervisor, organizando o departamento de futebol, mas imaginava-se que, na verdade, estava à espera de assumir o comando da equipe, pois Pinga só dirigira os amadores vascaínos, enquanto ele era visto pelo presidente Reinaldo Reis como um “homem tarimbado”.
 Quando supervisor, Evaristo traçou planos e organogramas, e observou, detidamente, o trabalho de Pinga. Quando o Vasco perder dois amistosos, na Venezuela, veio a primeira crise para Pinga encarar. Logo falaram de sua demissão e da substituição por Evaristo. Mas não rolou. Evaristo fez questão de dizer que a sua missão em São Januário era bem outra.
 
CAMPEONATO CARIOCA-1969 - Pinga seguiu dirigindo a rapaziada. Das tribunas, os cartolas seguiam o criticando por falar pouco. Achavam que, daquele jeito, não seria possível orientar o time. E o jogaram no ralo.
Pinga caiu, invicto: 1 x 0 São Cristóvão; 1 x 1 Bangu; 2 x 1 Olaria; 1 x 0 Portuguesas e 0 x 0 Bonsucesso.  Em 13 de abril, Evaristo estreou, nos 2 x 2 América, mas não fez grande campanha pelo restante da disputa –  1 x 2 e 0 x 0 Fluminense; 0 x 1 e 2 x 0 Botafogo; 0 x 3 e 1 x 1 Flamengo; 1 x 2 Bangu; 6 x 0 Madureira; 4 x 0 Campo Grande; 3 x 1 Portuguesa, 0 x 0 Bonsucesso e 1 x 0 América.
 No mesmo 1969, Paulinho de Almeida voltou e o substituiu. Para depois ser substituído por Célio de Souza. O Vasco do final da década-1960 era uma máquina de moer treinadores.

 

 

TRAGÉDIAS DA COLINA - INTERROMPIDO

 Dos 10 jogos do primeiro turno do Campeonato Carioca-1952, o  Vasco da Gama venceu oito – 5 x 2 Madureira; 2 x 1 Canto do Rio; 5 x 2 Bonsucesso; 6 x 2 Bangu; 3 x 2 Flamengo; 2 x 1 Olaria; 3 x 0 América e 2 x 1 São Cristóvão – empatou um – 1 x 1 Botafogo – e escorregou em mais outro – 0 x 1 Fluminense, com Ademir Menezes desperdiçando um pênalti.
 Pelo finalzinho do returno, a rapaziadas seguia mandando ver – 3 x 1 São Cristóvão; 1 x 0 Canto do Rio; 1 x 0 Botafogo; 3 x 0 Madureira; 1 x 0 Flamengo; 2 x 0 América e 4 x 1 Bonsucesso. Chegado a oitava rodada, já invadindo janeiro de 1953, no dia 11, o adversário era o chato Fluminense.
 Chato, mesmo! O “Almirante” marcou dois gols no primeiro tempo, por Alfredo II e Chico Aramburo, e a sua galera começou a fazer um autêntico carnaval no Maracanã. Quem poderia imaginar que um timaço como o vascaíno, com dois gols de frente, iria entregar a rapadura? E não foi que entregou! Didi e Telê Santana empataram, fazendo a “Turma da Colina” adiar a conquista por mais uma semana.

AGAURDAR FOTO QUE TERÁ ESTA LEGENDA ABAIXO.
Didi chutou, de fora da área, e Telê, para não perder tempo, buscou a bola na rede. Barbosa nem imaginava o que viria pela frente.      

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

FUXICOS DA COLINA - 9 - FORA DO VASCO, ZIZINHO VISITA O RIO E ENTRA NO ROLO



Zizinho pré-Pelé, reproduzido
 da revista  "O Cruzeiro"
Treinador vascaíno em 1967, antes de Gentil Cardoso e de Ademir Menezes, o maior craque brasileiro pré-Pelé, o ex-meia Zizinho, também, entrou na fuxicaiadas vascaína. Mas em fevereiro de 1968, quando já treinava o Clube do Remo, em Belém do Pará.
Por aquela ocasião, ele voltou ao Rio de Janeiro, em férias, e declarou à imprensa que o Vasco da Gama era prejudicado pela “psicose do passado”, por não esquecer dos times campeões cariocas-1945/47/49. Profetizara o "Mestre Ziza"  que, enquanto o "Almirante" não vivesse o presente, nenhum treinador teria êxito em São Januário.
 Thomaz Soares da Silva, o Zizinho, disse, também, que aos treinadores vascaínos era proibido perder e que cada derrota virava um nó na corda no pescoço. Recomendou mudança de mentalidade e formação de um “time de verdade”.
Zizinho jogou dois amistosos ao lado
 do amigo Ademir no Vasco da Gama
 Zizinho colocou mais lenha na fogueira falando, também, que os cartolas da Colina jamais o perdoaram por ter jogado pelo Flamengo, o maior rival cruzmaltino, desconsiderando o seu muito tempo banguense. Para ele, esta teria sido a principal causa da sua saída do Vasco – o que não deveria ser verdade, pois ele voltou a ser treinador vascaíno, em 1972 (ler Tragédias da Colina abaixo).
 Zizinho declarou, ainda, não ter tido nenhum atrito com o dirigente Armando Marcial e nem sido sabotado por jogadores (muitos afastados, futuramente, por Ademir Menezes). Inclusive, elogiou Brito, como sendo "um sujeito de grande caráter".
Por fim, Zizinho mudou o discurso e terminou imputando a sua queda, rigorosamente, ao fato de não terem lhe dado um time forte, jamais recebido os reforços que pedira, pois o único que chegara, Paulo Bim, artilheiro no  Comercial de Ribeirão Preto-SP, ela não pedira.