Vasco

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

TRAGÉDIAS - A TARDEA EM QUE SALOMÉ PINTOU NA COLINA E PEDIU 2 CABEÇAS

O começo da temporada-1972 não fora nada animadora para os vascaínos. Em sete amistosos, foram cinco derrotas e duas vitórias, uma delas para a fraca seleção do Zaire.
Pelas próximas cinco partidas, já valendo pelo Campeonato Carioca, a rapaziada só venceu – Madureira, Bangu, Olaria e Portuguesa-RJ – times bem mais fracos, por 1 x 0. E ficou no 0 x 0 com Fluminense e América, além de levar uma chinelada (0 x 3) do Botafogo. Quem era o culpado? Claro! O treinador – foram livradas as caras de Tião, Moisés, Miguel, Paulo César, Eberval, Suingue, Alcir, Luís Carlos Lemos, Ferreti (autor do gol) , Roberto Dinamite e Marco Antônio.
O Vasco daqueles inícios de temporada estava entregue a Zizinho, em sua segunda passagem pela Colina. No dia 9 de setembro, fazendo mais uma franca apresentação penou para ficar no 1 x 1 São Cristóvão, em São Januário.
Empatar com uma zebra que não pastava na Colina, frequentemente, era até perdoável. Mas passar quase uma hora (54 minutos) correndo atrás do empate e levar olé do São Cristóvão,  era demais, passava da conta da paciência. A torcida, então, deu uma de Salomé e pediu a cabeça do treinador na bandeja – sobrou, também, para o presidente do clube.   
OBS: o episódio bíblico conta que Salomé pediu, ao chefão da paróquia, a cabeça de João Batista, em uma bandeja, para ele babar, vendo a sua estonteante figura requebrar pelo recinto. O carinha achou o negócio de bom tamanho e fechou com ela, no ato. Moral da história: Salomé pediu, mas quem dançou foi Zizinho. 

 

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