Vasco

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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - MENGADAS

1 - Paulo Magalhães, cidadão carioca, nascido em 22 de janeiro de 19000,  era um sujeito muito simpático entre os flamenguistas. Autor de 105 peças teatrais encenadas e com 50 livros publicados, fora, também, músico e compositor. Mais: goleiro no “hockey’ (antiga grafia), jogador de basquete e inscrito como atleta na Federação de Remo.
 Certa vez, o Flamengo iria enfrentar o Vasco da Gama, no “water polo” (hoje, pólo aquático) e, pelos instantes de o time rubro-negro adentrar à piscina, descobriram que faltava o goleiro. Não deu outra: escalaram o Paulo. Afinal, não era um cara do ofício? Tudo em cima – para a torcida do Vasco sorrir muito - explica-se abaixo:
 Encerrado o primeiro tempo, todos os atletas mudaram de lado. Menos o goleiro do Flamengo, que não sabia nadar e ficou agarrado à trave.             

2 - Certa vez, o Flamengo compareceu a campo com dois treinadores - Joaquim Guimarães e Raphael Candiota - para enfrentar o Vasco da Gama. Mesmo assim, levou 1 X 0. Foi em um domingo, no estádio das Laranjeiras, valendo pelo Campeonato Carioca-1929, com o gol da rapaziada marcado por Russinho, batendo pênalti, em nome desta rapaziada valente: Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Paschoal, Russinho, Oitenta-e-Quatro, Mário Mattos e Santana. Aquele foi o 12 jogo entre os dois clubes, com seis vitórias vascaínas e dois empates, em confronto iniciado em 29 de abril de 1923, com Vasco 3 x 1.

3 – Em 1936, o Flamengo inaugurava o seu estádio, na Gávea. Grande festa, com as presenças do prefeito do Rio de Janeiro, Pedro Ernesto, e do arcebispo da cidade. O pontapé inicial foi dado pelo garoto Mariozinho de Oliveira, cuja família doara cinco mil contos de reis para a construção da obra. De sua parte, o Vasco doou uma goleada: 5 x 2.

4 – O compositor Wilson Batista, parceiro de Noel Rosa, compôs: “Vamos lá que hoje é de graça no boteco do José/ Entra homem, entra menino/ Entra velho, entra mulher/ É só dizer que é vascaíno/E é amigo do Lelé” - um dos goleadores vascaíno da década....Foi buscado no Madureira, juntamente com Jair Rosa Pinto e Isaías

  

 

 

 

 

  

ARQUEIROS DA COLINA - PEDRO PAULO - 18

 Pernambucano, nascido em 29 de junho de 1943, em Recife, este goleiro foi cria de São Januário, partindo do time juvenil de 1963. Quando subiu as aspirantes, tornou-se campeão carioca, em 1964 e em 1966, da categoria existiu entre 1941 e 1970, sem promover a disputa de 1969 – o Vasco da Gama foi o maior ganhador, com 11 títulos ( 1942/43/46/47.
  Pedro Paulo Fonseca da Silva jamais foi badalado pela imprensa, mesmo sendo um goleiro que passava confiança aos companheiros. Chegou a defender pênalti cobrado por Quarentinha, atacante que fez história no Botafogo e tinha um dos chutes mais fortes do futebol brasileiro. Medindo 1m81cm de altura, estava no rol dos considerados de bom tamanho para vestir a camisa de número 1 de sua época. Hoje, seria “baixinho?         
Pedro Paulo esperou pela chance de jogar pelo time principal durante quatro temporadas. Quando sentia-se pronto, foi preterido pelo treinador Gentil Cardoso, que o deixava na reserva até entre os aspirantes. Aborrecido, chegou a pensar em abandonar o futebol e voltar para Pernambuco. Com a queda de Gentil, também pernambucano, e a subida de um outro conterrâneo, o ex-atacante Ademir Menezes, que cuidava das divisões inferiores vascaínas, ele foi aconselhado a ficar e a lutar pela vaga de ser titular, que conquistou.    
 Com Ademir Menezes no comando do time, vários jogadores foram afastados, inclusive ídolos da torcida, como Brito e Fontana, famosa dupla zaga cruzmaltina e jogadores que já haviam vestido a camisa da Seleção Brasileira. Então, Pedro Paulo teve Sérgio e Álvaro, jovens revelações promovidas por Gentil Cardoso, jogando à sua frente. Mas Ademir não durou muito. Foi substituído por um outro ex-jogador vascaíno, Paulinho de Almeida, que o manteve titular, com as voltas de Brito e Fontana à zaga.


Pedro Paulo, Brito, Buglê, Fontana, Lourival e Ferreira, em pé; Nado, Danilo Menezes, Nei Oliveira, Bianchini e Silvinho,
 Com Sérgio e Álvaro, seus contemporâneos nas divisões inferiores, Pedro Paulo sabia que teria (e teve)  protetores de pouca gritaria, mas que jogavam sério. Já a novidade Brito-Fontana colocou diante dele “xerifões” exigentes, que exigiam dos colegas chegada no lance no tempo da bola, no instante exato. Com as duas duplas, ele manteve-se titular durante a campanha que deu ao “Almirante” o vice-campeonato carioca-1968, época em que o Botafogo de Rogério, Gérson, Jairzinho e Paulo César Lima era quase imbatível. Foi campeão carioca de aspirantes em 1964/66/67) e, além de ser atleta, atuava, ainda, como tesoureiro da Fundação de Garantia ao Atleta Profissional-FUGAP-RJ.  Seu primeiro Vasco-base foi: Pedro Paulo; Jorge Luís, Álvaro, Sérgio e Oldair; Paulo Dias e Danilo Menezes; Nei, Adilson, Valfrido e Silva.  
Católico, devoto de Cosme e Damião, o PP mantinha o peso de 74 quilos, bem vigiados pelo treinador Paulinho de Almeida. Além de atleta e diretor da FUIGAP, estudava Direito e tinha por meta repetir o ex-zagueiro Weber, do Madureira, que encerrara a carreira dono de um “canudo” e, naquele 1968, era juiz substituto do então Estado da Guanabara. 
Do goleiro titular vice-campeão carioca-1968, Pedro Paulo foi barrado quando Pinga (José Lázaro Robles, ídolo da torcida vascaína na décadas-1950) substituiu Paulinho de Almeida no comando técnico. Os sete primeiros jogos do time no Estadual-1969 tiveram Valdir Apple em sua vaga. Ele só voltou a jogar em 26 de abril, quando o treinador já era Evaristo de Macedo e o time tendo sido: Pedro Paulo; Fidélis, Brito, Fernando e Eberval; Alcir (Benetti) e Buglê; Nei Oliveira, Adilson (Nado), Valfrido e Silvinho. Disputou mais três partidas como titular e, na quarta, entrou no segundo tempo. Era o dia 11 de maio e, na tarde daquele domingo, no Maracanã, começava a “Era Andrada”, do argentino que foi um dos maiores goleiros da história cruzmaltina. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

HISTORI&LENDAS - O AMIGO DA ONÇA

1 - Certa vez, no primeiro do novembro de 1987, o Vasco venceu o gaúcho Internacional, por conta de "amigo da onça" colorado. Pois bem, tchê, o lateral-esquerdo Aírton Fraga marcou gol contra, aos 49 minutos do segundo tempo, quando os "acréscimos" eram chamados de "descontos". Barbaridade".  Naquela temporada, o futebol brasileiro estava em crise política e os "grandes" promoveram a Copa União. O triunfo cruzmaltino rolou em um domingo, no Maracanã, pelo Módulo Verde, a Série A da disputa que previa o cruzamento com o campeão do Módulo Azul, a Série B.  Com Sebastião Lazarone no leme, a esquadra do "Almirante" transportou: Acácio; Paulo Roberto Gaúcho, Donato, Moroni e Mazinho; Humberto, Geovane e Osvaldo (William); Mauricinho, Roberto Dinamite e Romário.
 
2 - A "Turma da Colina" já derrubou dois times do interior do RJ nos 31 de outubro, por 7 x 1. Em 1991, a vítima foi da cidade de Campos, o Goytacaz,  coincidentemente, pela mesma Taça Rio e em uma quinta-feira. Só que em  São Januário.  Orlando Gomes Leonor foi o juiz, Antônio Lopes seguia treinador e mandante do "mesmo tipo de "crime, cometido por: Carlos Germano; Pimentel, Jorge Luís, Alexandre Torres e Cássio;   França, Geovani, Bismarck (Macula) e William; Sorato e Bebeto (Mauricinho). Na marcha da contagem,  Jorge Luís, aos 2; William, aos 8, e Bebeto, aos 45', abriram a porteira; Bebeto, aos 21; Alexandre Torres, aos 39; Bismarck, aos 43, e Sorato, aos 45 da etapa final, fizeram o resto.

3 - O outro 7 x 1 foi pra cima do  Volta Redonda, pelo Etadual-1985., mas no Maracanã  Naquele jogo, Romário marcou quatros gols, tendo Roberto Dinamite, Santos e Gersinho completado a balaiada. O "delegado" Antônio Lopes fo 9 mandante do massacre, aprontado por: Acácio; Heitor, Fernando, Newmar e Paulo César; Vitor, Luis Carlos Martins e Gersinho; Santos (Silvinho), Roberto Dinamite (Geovani) e Romário.


 

"SÃO MARTIN CLASSIFICA O "ALMIRANTE"

O "santo" e os fiéis se cumprimenta, em foto de Carlos Gregório Júnior,
de www.crvscodagama.com.br
O grande goleiro apareceu na hora certa. Martin Silva foi o maior responsável pela classificação vascaína à fase de grupos da Taça Libertadores. Durante o tempo regulamentar, a "A Turma da Colina" fez uma de suas piores partidas, levando três gols em 16 minutos, todos por falhas de marcação em sua área.
Completamente envolvido pelo Jorge Wilstermann, física e tecnicamente, o Vasco levou 0 x 4 e ganhou a classificação nos pênaltis, tendo perdido dois – Desabato e Rildo – e Martin defendido três. Andrés Ríos, Yago Pikachu e Wellington converteram as suas, levando a rapaziada para o Grupo 5, juntanso-se a Cruzeiro-MG, Racing-AR e Universidad de Chile.
O primeiro compromisso pela nova etapa será 13 de março, uma terça-feira, diante dos chilenos, em São Januário, a partir das 21h30.

CONFIRA A FICHA TÉCNICA - 21.02.2018 - VASCO 0 (3) X 4 (2) JORGE WILSTERMANN. PRÉ-lIBERTADORES. Estádio: Olímpico Páteria, em Sucre-BOL. Juiz: Wilmar Roldán-COL.. Público e renda: não divulgados. Gols:: Zenteno, aos 5 do primeiro e aos 25 do segundo tempo); Pedriel, aos 10l, e Chávez, aos  16 da etapa inicial. VASCO DA GAMA: Martín Silva; Yago Pikachu, Paulão, Ricardo e Henrique; Desábato, Wellington, Wagner (Rildo) e Evander (Thiago Galhardo); Andrés Ríos e Paulinho (Riascos). Técnico: Zé Ricardo. JORGE WILSTERMANN:  Arnaldo Giménez, Meleán, Alex Silva, Zenteno, Aponte e Saucedo (Jorge Ortiz); Cristhian Machado, Pedriel (Lucas Gaúcho) e Cristian Chávez (Melgar); Serginho e Gilbert Álvarez. Técnico: Roberto Mosquera. 
OBS: o vascaíno Thiago Galhardoi foi expulso de campo.





 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

FERAS DA COLINA - BRITO RUAS

 O glorioso “Britão da Mangueira”, que não perde um desfile de escola de samba, com a turma rosa-e-verde, esteve no sonhos do time do Rei Pelé, mas nunca vestiu a camisa 3 do Santos. 
O “Kike” fez uma pesquisa em antigas publicações e encontrou, na página 12 da “Revista do Esporte Nº 291, de 3 de outubro de 1964, uma matéria  –  “Os cariocas que o Santos namora” –, cujo texto diz:
 “O zagueiro Brito, por exemplo,  está nas cogitações do grêmio santista há algum tempo. Recentemente, aliás, chegou a ser feito um lance de CR$ 70 milhões (de cruzeiros) pelo passe do beque, mas o Vasco da Gama recusou, dizendo que seu defensor é inegociável. O Santos, porém, não tirou anda Brito de suas cogitações”.
O carioca Hércules Brito Ruas, nascido em 9 de agosto de 1939, foi zagueiro cruzmaltino entre 1957 a 1969. Nesse período, quando não estava sendo  preparado para, futuramente, substituir Hideraldo Luís Bellini, esteve emprestado ao Internacional, de Porto Alegre, em 1958. Pouco depois, foi emprestado a outro Inter gaúcho, o de Santa Maria, pois Bellini era,
Quando voltou, levantou a I Taça Guanabara-1965 e o Torneio Rio-São Paulo-1966, titulo dividido com o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha e o Corinthians. Como juvenil, aos 19 anos, disputou 35 minutos da final do Torneio de Paris (14.06.1957), o Mundial da época, quando o Vasco foi campeão, mandando 4 x 3 (fora o baile) no melhor do  mundo, o espanhol Real Madrid.  Depois do Vasco, Brito passou por Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, Corinthians, Atlético Paranaense e River, do Piauí. Logo, Marivaldo. Brito nunca foi um Santos(s). (foto reproduzida da mesma reviSta citada no texto da matéria).

HISTORI&LENDAS DA COLINA - FLUSARCA


1 - A data 11 de março de 1923 marca o início dos confrontos do Vasco da Gama contra o Fluminense. O primeiro deles rolou no campo da Rua Figueira de Melo e teve vitória da “Turma da Colina”, por 3 x 2.  A maioria dos clásscos foi no Maracanã e os principais públicos foram 128.781 (0 x 0 de 27.05.1984, pelo Brasileiro) e 127.123 (2 x 2, de 29.08.1976, pelo Estadual). Com vitória vascaína, o maior foi  126.619 (3 x 0, de 21.03.1999). Onze desses jogos atingiram, ou passaram dos 100 mil assistentes. O Vasco já decidiu cinco títulos estaduais contra os tricolores – 1976, 1980, 1993, 1994 e 2003 -,  levando a melhor nas três últimas. Da mesma forma, em três finais do Torneio Municipal – 1945,1946 e em 1948. Pela Taça Libertadores, estão igualados, com dois empate: 0 x 0 e 3 x 3, ambos em 1985.

2 - Em 1954, o Vasco da Gama excursionou ao exterior, entre fevereiro e abril, apresentando-se em gramados de Costa Rica, Guatemala, México e Peru. Os resultados foram: 01.02 – Vasco 2 x 0 Deportivo Saprissa-CR; 03.02 - Vasco 1 x 1 Herediano-CR; 07.02 – Vasco 4 x 0 - Comuicaciones-GUA; 14.02 – Vasco 3 x 3 Puebla-MEX; 21.02 – Vasco 5 x 2 Tampico-MEX; 25;02 – Vasco 5 x 1 Necaxa-MEX; 28.02 – Vasco 1 x 0 Marte- MEX; 04.03 – Vasco 3 x 1 E Oro-MEX; 07.03 – Vasco 1 x 3 Toluca-MEX; 11.03 – Vasco 5 x 4 América-MEX; 14.03 – Vasco 3 x 0 León-MEX; 17.03 – Vasco 1 x 0 Guadalajara-MEX; 20.03 – vasco 4 x 1 Combinado Universitário/Sport Boys-PER; 24.03 – Vasco 1 x 0 Combinado Sucre/Sporting Tabaco-PER; 27.03 – Vasco 3 x 0 Combinado Municipal/Centro Iqueño-PER; 31.03 – Vasco 1 x 1 Alianza-PER; 03.04 - Vasco 1 x 1 Universitário-PER.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

ARQUEIROS DA COLINA - GAINETE -17

Reprodução de www.netvasco.com.br
 Ele foi o goleiro campeão da I Taça Guanabara, em 1965. Carlos Gainete Filho, gerado por Carlos Gainete e Maria Luísa Duarte Gainete, nasceu escorpiano, em 15 de novembro de 1940, na catarinense Florianópolis.
Como 1m76cm de altura – hoje, baixo para um goleiro -, pesando 72 quilos e calçando chuteiras-39, Gainete estava dentro do padrão normal dos goleiros brasileiros do seu tempo. Cabelos castanhos claros, olhos esverdeados e católico, casou-se Marilene e não tinha filhos quando levantou o título da disputa carioca.
Gainete foi estudante de Economia e as suas primeiras propriedades conquistadas com o dinheiro da bola foram um apartamento e um automóvel.
O primeiro salário só chegou a Cr$ 15 cruzeiros, o primeiro contrato foi assinado com o Guarani, de Bagé-RS, e o primeiro clube foi, também, um Guarani, mas de Florianópolis. Mas ele ainda não era goleiro, mas centroavante.
No jogo em que o Vasco venceu o Botafogo de Garrincha, por 2 x 0, e conquistou a I Taça GB, o treinador Zezé Moreira escalou: Gainete; Joel Felício, Brito (capitão), Fontana e Oldair; Maranhão e Lorico; Luisinho Goiano, Célio, Mário ‘Tilico’  e Zezinho.  
Gainete ficou na história vascaína, também, por um outro motivo: foi o primeiro goleiro a levar um gol oficial de Roberto Dinamite (foto reproduzida de Jornal dos Sports) , que ganhou tal apelido pela potência do chute disparado contra o então camisa 1 do Internacional-RS.

 
 


 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - NA REAL

1 - Em 1956, o espanhol Real Madrid era considrado o time mais forte do planeta. Em 18 de julho daquele ano, em uma quarta-feira, o Vasco da Gama empatou com ele, por 2 x 2, no Estádio Olímpico de Caracas, na Venezuela, pela Pequena Copa do Mundo. Sabará abriu o placar, aos 56 minutos. Real empatou, aos 61 e desempatou, aos 70. Mas Astolfi reempatou, aos 71. Martim Francisco era o treinador daquela “Turma da Colina”: Carlos Alberto, Dario, Bellini e Coronel; Laerte e Orlando; Sabará, Livinho (Pinga), Vavá, Walter e Djair (Artoffi). O Real Madrid era: Alonso, Atienza, Marquitos e Lesmes; Muñoz e Zárraga; Joselito, Marsal, Di Stéfano, Rial e Gento. O árbitro fo o venezuelano Benito Jackson.

2 - O  Vasco da Gama já encarou o paraense Paysandu em 20 oportunidades, conseguindo vitórias cruzmaltinas (55,56%) e dois empates (11.11%), Foram 37 gols da rapaziada, média de 2,06 por peleja. Confira todos os duelos: 11.03.1953 – Vasco 9 x 3; 03.04.1955 – 0 X 1; 17.09.1955 – 3 x 3; 11.10.1964 – 1 x 0; 24.03.1974 – 0 x 0; 31.01.1982 – 3 x 1; 10.02.1982 – 2 x 0; 16.02.1992 – 2 x 0; 31.05.1994 – 1 x 2; 05.10.1994 – 0 x 1; 22.10.1995 – Vasco 6 x 1 Paysandu; 11.02.2002 – 0 x 2; 12.07.2003 – 0 x 2; 05.11.2003 – 2 x 1; 15.05.2004 – 2 x 1; 07.09.2004 – 0 x 1; 10.08.2005 – 2 x 0; 20.11.2005 – Vasco 4 x 0 Paysandu; 18.06.2016 - Vasco 0 x 2 Paysandu-PA; 04.10.2016 - Vasco 1 x 3 Paysandu-PA.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - JANE, A LINDA PARCEIRA DO MESTRE


A homenageada de hoje é a gloriosa Dona Jane, a mulher um dos maiores craques da história do futebol brasileiro, o meia Zizinho, que disputou dois amistosos com a camisa do Vasco e era o ídolo do "Rei Pelé".
 Jane foi uma das morenas cariocas mais lindas de sua época. A foto mostras isso. Neste abraço ao "Mestre Ziza", como a imprensa chamava o craque, maior nome da Copa do Mundo-1950, ela despedia-se  dele, que partia para um compromisso da Seleção Brasileira no exterior
.
The honoree today is the glorious Mrs. Jane, the wife of one of the best players in the history of brazilian football, Zizinho half, the idol of "King Pelé". Jane was one of Rio's most beautiful brunettes of his time. The photo shows it. In this embrace of the "Master Ziza," as the press called the ace, biggest name World Cup-1950, she said goodbye to him leaving for a

     FOTO REPRODUZIDA DE MANCHETE ESPORTIVA

HISTORI&LENAS DA COLINA - LADO DE LÁ


O 'Doutor Rubis" chegou batendo no filó
Não é coisa nova o Vasco contratar ex-ídolos rubro-negros. E vice-versa. Entre os muitos exemplos, São Januário importou os zagueiros Júnior Baiano e Rondinelli; o volante Andrade; o meia Jair Rosa Pinto e o atacante Bebeto, para não ir muito longe.
 De sua parte, o ‘Urubu” carregou no seu bico o coringa Alfredo; os laterais Leonardo Moura e Pimentel; volante Leandro Ávila; o meia Wiliam e o atacante Romário.
 Nessa roda viva de um rival correr atrás dos astros do outro, um dia, quem pintou na Colina foi o meia Rubens, o “Doutor Rubis”. E ele estreou marcando gol. Rolou no domingo 13 de outubro de 1957, pelo segundo turno do Campeonato Carioca, em Conselheiro Galvão.
 Naquele dia, o Vasco mandou 3 x 0 pra cima do Madureira, com o estreante comparecendo à rede aos 18 minutos do segundo tempo, colocando o “Garoto do Placar” para trabalhar pela segunda vez – Vavá, aos 45 da etapa inicial, cobrando pênalti, e as 25 do segundo, vez os outros.
A “Turma da Colina” da estreia de Rubens foi: Carlos Alberto Cavalheiro; Paulino de Almeida, Bellini e Viana; Orlando e Coronel; Lierte, Livinho, Vavá, Rubens e Pinga. José Monteiro apitou e a renda foi de Cr$ 303.030,00. (foto reproduzida de "Manchete Esportiva" Nº 100, de 19.10.1957).

sábado, 17 de fevereiro de 2018

ARQUEIROS DA COLINA - 16 - BORRACHA

 O Vasco já cedeu sete  goleiros à Seleção Brasileira: Nélson Conceição, Jaguaré, Rei, Barbosa,  Carlos Germano, Régis e Acácio. 
O oitavo poderia ter sido Edson Borracha, se as negociações com o Fluminense tivessem ocorrido mais cedo. O cara era tricolor quando foi chamado a disputar a posição com o botafoguense Manga e o palmeirense Valdir.
Edson Luiz de Carvalho, o Borracha, nascido em Tarumirim-MG, em 21 de outubro de 1941, esteve tricolor entre 1962 a 1966.
 Após passar por São Januário, defendeu o  Nacional-AM-1972/1973, o Paysandu-PA-1973/1974 e a Anapolina-GO-1979/1980). Ele foi parar no /Vasco, em 1966, após uma excursão do Fluminense ao Norte do país. Em um jogo em Belém, desentendeu-se com o zagueiro Valdez e foram aos tapas.  Na volta ao Rio, foi trocado pelo zagueiro Caxias, além de o Vasco pagar mais Cr$ 1 milhão de cruzeiros.
Foto reproduzida do álbum do ex-goleiro vascaíno Valdir Apple  
Edson Borracha começou a aparecer quando o lendário Carlos Castilho precisou fazer uma cirurgia de amídalas. Campeão carioca de aspirantes-1964, o substituiu e fez o nome, em um jogo do Torneio Rio-São Paulo, contra o Corinthians, defendendo um chute do goleador Flávio, da marca do pênalti, rumo a um dos ângulos da sua baliza. Pulou e foi buscar a bola, caindo com ela segura. Aplaudidíssimo, começou a armar o caminho para tornar-se canarinho. Em um dos treinos do escrete nacvional, protagonizou defesa idêntica, em chute de Gerson.
No Vasco, Edson Borracha estreou com zaga formada por Ari, Brito, Ananias e Mendez. Durante as suas duas temporadas em  São Januário,  jogou nestas formações-bases: 1966: Edson Borracha (Amauri), Ari (Joel/Mendez), Brito, Fontana (Ananias) e Oldair; Maranhão (Alcir) e Salomão (Danilo Menezes/Lorico); Nado (Luizinho Goiano/William), Célio (Acelino) Madureira (Picolé/Paulo Mata) e Zezinho (Tião)
 Em 1967, ele esteve ao lado de: Franz (Édson Borracha/Pedro Paulo), Jorge Luís, Brito (Sérgio), Fontana (Álvaro) e Oldair; Salomão (Paulo Dias) e Danilo Meneses; Nei (Nado, Zezinho), Valfrido (Paulo Mata), Adílson (Paulo Bim) e Silva (Tião/ Luisinho).


O VENENO DO ESCORPIÃO - ESTREPOLIAS DAS FIGURINHAS QUE FUGIRAM DO GIBI

 1 – O governador gaúcho Peracchi Barcelos acabara de inaugurar a Ponte da Concórdia,  entre Quaraí e Artigas, no lado uruguaio. Ao ser convidado pelo governo vizinho para mandar pra dentro uma dose de champanhezinha, em seu território, Barcelos foi obrigado a ficar com o pescoço seco por dentro. Esquecera-se de pedir licença à Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul para dar um chego fora do país – ficou a poucos passos da farra. 

2 – O presidente Costa e Silva visitava a sua terra, a gaúcha Taquari. Quando preparava-se para ir embora e despediu-se do irmão, este o indagou: “Bá! Mas já vais, tchê?” E ouviu de resposta: “Bem que eu gostaria de ficar e comer um grude em sua casa. Mas tenho que ir, o Governo me espera”. Retrucou o irmão: “Mas como enche o saco este tal de Governo, Artur?”

3 – Antes de ir a Taquari, o presidente Costa e Silva fizera questão de visitar Pelotas e uma afilhada, de 16 de idade. A moça era filha de Horcílio Vasconcelos, um grande amigo seu durante as cinco temporadas em que ele comandara o 9º Regimento de Infantaria. Velho amigo, e afilhada ficaram muito gratos pela visita, mas decepcionados porque o presidente não se lembrava do nome da moça: Yolanda, em homenagem à esposa dele e então primeira-dama do país.

4 – Para casar-se, a Miss Rio Grande do Sul, Brasil e Universo-1963, Ieda Maria Vargas convidou para padrinhos o governador gaúcho Perachi Barcelos, o antecessor, Ildo Menegheti, e os mais fortes candidatos à sucessão, o ministro Tarso Dutra e o deputado Florisceno Paixão – estava eleita Miss Namoradinha do Poder.

5 – Durante as escaramuças entre policiais e estudantes, em Brasília, quem se deu bem foi a costureira Maria Luíza, que mantinha aberta, na cidade satélite de Taguatinga, uma portinha por onde entravam, no máximo, dois clientes, por dia. Com o pau quebrando no DF, ela recebeu, em três dias, 96 visitas, pedindo consertos para 74 calças e 22 paletós.Na brincadeira, ela alava para a rapaziada: “Meninos, vejam se vocês brigam mais”.        

7 – O deputado Fernando Gama recebera muitas cartas de eleitores do interior do Paraná, reclamando das altas taxas cobradas pelas prefeituras no emplacamento de carroças. Ao indagar a um dos eleitores reclamões sobre o que fazer para resolver o problema, ouviu: “Deputado, faça um projeto para a placar ser colada no burro, e não na carroça. Aí, vão passar o ano inteiro discutindo isso, e a gente não paga”.

8 - O ministro Carlos Thompson Flores, do Supremo Tribunal Federal, convidou o advogado Carlos Rosa para ser o seu secretário jurídico e a servidora Margarida Silva para secretária da casa – estava formando o primeiro gabinete florido, hippy, da história do STF.         

9 - Um repórter questionou ao ministro Jarbas Passarinho sobre o motivo de tanto empenho pela regulamentação rápida da lei que concedia dois hectares individuais aos lavradores nordestinos. Resposta: “Enquanto a chuva grossa não vem, um chuvisquinho não faz mal nenhum, né mesmo?”

10 - Aproximava-se a campanha eleitoral de 1986. Leonel Brizola convidou Luís Inácio Lula da Silva para um papo no Rio de Janeiro. No meio da conversa, Brizola achou que tivesse conseguido o seu objetivo e cobrou: “Então, tudo ok, né! Eu saio para governador e você a senador”.  Lula rebateu: “Mas como? Já apoio o Jorge Bittar para o governo carioca (já era do Estado do Rio de Janeiro) e eu não quero ser senador por São Paulo e muito menos pelo Rio de Janeiro” -  Lula desapontou o engenheiro (que nunca fincou uma estaca na vida)  e ganhou o apelido de “Sapo Barbudo”.

                   DA COR DE CARREIRA DE JEGUE 
 Piada que corria em Brasília, em 1991. O presidente da República, Fernando Collor de Mello, muito vaiodoso, gostava de exibir-se como superatleta.
Entre outros, Collor deslizava pelo Lago Paranoá a bordo de “jet ski”, jogava vôlei de areia em companhia do astro Bernard e chegou  a anunciar que iria treinar com a Seleção Brasileira que preparava-se para a Copa do Mundo-1990. Nem pilotar aviões de caça F-5 escapou dos seus marketings megalomaníacos. 
Com tantas bravatas, começaram a contar que ele havia convocado o ministro de Relações Exteriores, querendo saber quanto custaria ter a sua última morada no Santo Sepúlcro, em Jerusalém. Ao ouvir que seria por volta de U$ 10 milhões de dólares, indagou ao chanceler: “E Jesus Cristo tinha tanta grana assim?”        
                       REPRODUÇÃO DE FOTO OFICIAL

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

HISTORI&LENDA DA COLINA - ASTRAÇOS

1 - Ademir Menezes era um jogador disciplinado. Mas, também, chegou a ser expulso de campo. O fato, por sinal, foi bem explorado pela revista "Goal" (como se escrevia), Ano II, Nº 7, datada de março/abril de 1950. Aconteceu em 5 de fevereiro, em Vasco 3 x 2 Botafogo, pelo Torneio Rio-São Paulo. O jogo rolou em São Januário, com os tentos vascaínos marcados por Ipojucan, Chico Aramburo e Maneca. Diz a publicação que Ademir foi expulso "por desrespeito ao árbitro", Gama Malcher, e que a "Turma da Colina" era: Barbosa , Augusto e Wilson; Ely do Amparo, Danilo Alvim e Alfredo; Tesourinha, Maneca (Álvaro), Ademir Menezes, Ipojucan (Lima) e Mário (Chico).
O 'QUEIXADA' QUEIXOU-SE DO JUIZ E SAIU DE CAMPO COM MUITAS QUEIXAS
 
 2 -Temporada 2003 - Com três meses defendendo o japonês Urawa, Edmundo rescindiu o seu contrato, alegando saudades da família. E voltou ao Vasco. Criticou a qualidade do grupo e, ao final do ano, foi embora, reclamando de atrasos salariais. Em 2004, já estava no Fluminense, com o aval de Romário, com quem brigara, na década de 1990, e se acertara, em 2003.
                       JÁ NÃO SE FAZEM MAIS DESAFETOS COM ANTIGAMENTE


 
 

ARQUEIROS DA COLINA - 15 - AMAURI

Certa vez, o então aposentado atacante Telê Santana deu um tempo na aposentadoria, para voltar a jogar, Defendeu o Vasco,  do amigo e treinador Zezé Moreira, que estava na Colina. desde janeiro de 1965. Depois, foi a vez. do goleiro Amauri guardar o pijama para atender o mesmo “Seu Zezé”, um sujeito muito elegante, no trato com as pessoas, e no vestir-se.   
Cria dos juvenis botafoguenses de 1950, Amauri subiu ao time A, cinco anos depois, para ajudar o time de Garrincha ser o campeão carioca, em 1957. Em 1962, debandou-se para o futebol mexicano. Passou dois anos defendendo o Monterrey e mais um com a camisa do Vera Cruz. Em março de 1966, voltou ao Rio de Janeiro, para iniciar-se em uma nova profissão, a de vendedor de passeios turísticos. Durante o ano em que ficara parado, não assistira a nenhum jogo, não conversara, com amigos, sobre o futebol e nem jogaras peladas. Era dedicação total ao novo ofício. Até o dia em que, depois de um treino individual, aceitou o convite do “revertedor”  Zezé Moreira paras participar de dois coletivos com a sua rapaziada.
 Já que mostrara-se, ainda, dando conta do recado, Amauri seguiu Telê e aposentou-se da aposentadoria. Para o sócio Renê Fernandes, na Onitur, a suas empresa, passou a obrigação de gastar mais tempo na organização de um grupo turístico que mandaria para a Copa do Mundo-1966, na Inglaterra. Entre os clientes, um deles, Henrique Rios, diretor do Clube Ginástico Português e chapinha da cartolagem cruzmaltina, fo quem armou para ele treinar com a “Turma da Colina”. Seria, apenas, para perder peso E foi então que tudo recomeçou.
Amauri, no entanto, não viu o Vasco vivendo uma boa temporada. Tanto que, após ter sido o campeão da I Taça Guanabara, no ano anterior, o time do Seu Zezé  somou, apenas, três pontos na Taça GB-66, proveniente de um empate (1 x 1 Bonsucesso, em 18.08) e uma vitória (2 x 0 Bangu, em 08.08), quando ele teve a sua única atuação na competição, na qual os vascaínos terminaram à frente só do “pequeno” “Bonsuça”.
Embora tivesse desaposentado Amauri, o treinador vascaíno Zezé Moreira só dera ao se pupilo uma chance de jogar, durante os dois turnos do Campeonato Carioca-1966. Assim mesmo, entrando no decorrer dos 0 x 3 América, (10.11), em São Januário, substituindo Valdir Appel, que era o reserva imediato de Edson Borracha.
Amauri revezou-se, com  Edson Borracha e Valdir Apple, debaixo das traves cruzmaltinas, durante a temporada-1966.  Seus outros colegas de equipe foram: Ari, Joel, Mendez, Brito, Fontana, Ananias, Oldair; Maranhão, Alcir, Salomão, Danilo Meneses, Lorico; Nado, Luisinho Goiano, William, Célio, Acelino, Madureira, Picolé, Paulo Mata, Zezinho e Tião.   (fotos reproduzidas da Revista do Esporte). 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

VSCODATA



TRAGÉDIAS DA COLINA - ESCORREGADAS

 
Durante a excursão de 1956, o Vasco escorregou no tomate. Só venceu os turcos Besiktas (07.04 – 2 x 0 - e 15.04 – 3 x 1) e Galatassaray (11.04 – 1 x 0), com todos os jogos em Istambul. No mais, só escorregadas: 31.03 - 2 x 5 Anderlecht, em Bruxelas, na Bélgica; 08.04 – 0 x 2 Fenerbhacen, em Istambul; 14.04 – 3 x 4 Ankara, em Ankara, na Turquia; 18.04 – 0 x 0 Estrela Vermelha, em Belgrado, na extinta Iugoslávia. 22.04 – 2 x 4 Roma, em Roma, na Itália; 25.04 – 0 x 2 Grasshopers, em Zurique, na Suíça.

ESCORREGOU NÃO SÓ NO TOMATE, MAS NA HORTA INTEIRA.


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

VASCO DA GAMA 4 X 0 WILSTERMANN



O placar representou importante vantagem para a partida de volta, no próximo dia 21, na casa do adversário, na boliviana Sucre, onde jogará pelo empate, tendo por outro  adversário a altitude. Mas o time está embalado por já ter feito 14 gols em três jogos – antes, 4 x 0 e  2 x 0 Universidad Concepción-CHI.
Se confirmar a classificação, o "Almirante" irá par a Chave 5, tendo por concorrentes Cruzeiro-MG, Racingp-ARG e Universidad de Chile.

 
CONFIRA A FICHA TÉCNICA -  14.02.2018 (quarta-feira). Vasco 4 x 0 Jorge Wilstermann-BOL. Pré-Taça Libertadores. Estádio: São Januário-RJ: Fernando Rapallini-ARG. Público: Renda: Gols: Paulão, aos 18, e Paulinho,aos 40 min do 1 tempo; Pikachu, aos 42/, e Rildo, aos 48 min do 2 tempo. VASCO DA GAMA: Martín Silva; Yago Pikachu, Paulão, Ricardo e Henrique; Desábato, Wellington, Wagner (Rildo) e Evander (Thiago Galhardo); Andrés Ríos (Riascos) e Paulinho. Técnico: Zé Ricardo. JORGE WILSTERMANN: Arnaldo Giménez, Alex Silva, Ronny Montero (Cristian Chávez), Zenteno, Aponte e Saucedo; Cristhian Machado, Bergese (Gilbert Álvarez) e Meleán; Serginho e Lucas Gaúcho. Técnico: Roberto Mosquera.
 
Estatística levantada pelo site oficial www.crvscodagama.com.br sobre o confronto da rapaziada contra os bolivianos:  14.02.1948 - Vasco da Gama 2 x 1 Litoral; 08.07.1967 - 2 x 1 Combinado de Santa Cruz de la Sierra; 09.07.1967 - 4 x 1 Blooming; 04.02.1968 - 1 x 0 Destroyers; 07.02.1968 - 1 x 1 Aurora; 11.02.1968 - 2 x 1 Bolívar; 13.02.1968 - 1 x 3 Jorge Wilstermann; 18.02.1968 - 2 x 2The Strongest; 05.10.2011 - 1 x 3 Aurora 3 x 1; 26.10.2011 - 8 x 3 Aurora; 14.02.2018 - 4 x 0 Jorge Wilstermann.
Vibra Paulão! O zagueiro foi fotografado por Paulo Fernandes, de www.crvascodagama.com.br

OS GOLS:  O primeiro gol saiu aos 18 minutos. Evander cobrou falta, Ricardo cabeceou a bola pra cima do arqueiro, sobrou rebote e o zagueiro Paulão conferiu: VASCO 1 x 0.
Aos 40, Evander cruzou bola, defesa boliviana rebateu, o volante Wellington pegou o rebote, a bola quicou na área e sobrou para Paulinho cabecear e fazer: VASCO 2 x 0, placar da etapa inicial.
No segundo tempo, os vascaínos só foram à rede nos minutos finais. Aos 42, Riascos serviu  e Pikachu bateu rasteiro para escrever: VASCO 3 x 0.  Nos acréscimos, Thiago Galhardo cruzou na medida para Rildo fechar a conta: VASCO 4 x 0. 

ARQUEIROS DA COLINA - VALDIR APPLE-2


                  

 
Reprodução de www.valdirapple.blogspot.com.br


 O Vasco estava concentrado no Hotel das Paineiras e Valdir era colega de quarto do atacante Nado. Pela manhã, o frio atacava. Ser eles não saíssem debaixo dos cobertores, perderiam o café fumegante que seria servido só até as 8h30.

 Naquele dia, Valdir almoçou salada de tomate, feijão com arroz, bife grelhado e purê de batata. De sobremesa, gelatina e água mineral. Depois, todos fizeram uma caminhada.
 Às 13h30, a turma ouviu uma preleção tática do treinador José Lázaro Robles, o Pinga, que deixou os detalhes individuais para o vestiário do Maracanã, antes do aquecimento físico e da tradicional oração católica.

 
JOGO CONTRA O BANGU - O Vasco abriu o placar, por Adilson Albuquerque. Logo em seguida, perdeu um pênalti, com o meia Buglê quase mandando a bola para as arquibancadas do estádio. Aos 44 minutos, o centroavante alvirrubro Dé “Aranha”, dominou a bola de costas para a baliza vascaína, entre a marca do pênalti e a risca da grande área. Girou o corpo e mandou um chamado “sem-pulo”, rasteiro, para o canto direito defendido por Valdir, que fez  grande defesa e ganhou aplausos.

 Valdir levantou-se, coma bola nas mãos, observou as colocações de Eberval e de Silvinho, pela esquerda de sua  área, a fim de repor a pelota para rolar duante aa última volta do ponteiro do cronômetro do juiz Arnaldo César Coelho. E escolheu Silvinho. Foi então que uma tragédia aconteceu.

 - O meu braço fez uma alavanca e a bola saiu forte de minhas mãos. Perdi o equilíbrio. As pontas dos meus dedos tocaram-na, levemente, mudou a sua trajetória e levou-a a chocar-se, com força, com o meio do poste esquerdo do meu arco. E foi parar no fundo da rede, conta Valdir, que havia feito uma “defesa espírita, pouco antes.



SEM TEMPO - Não sobrou minuto nem para uma nova saída de bola. Valdir era consolado pelo atacante adversário Mário ‘Tilico’ e os colegas de time, quando foi cercado pelos repórteres. Explicou o lance esquisto por “acidente de trabalho”. E ouviu aplausos tímidos de alguns torcedores.

 - Cheguei próximo do banco dos reservas. Pinga, Evaristo de Macedo (supervisor), Arnaldo Santiago (médico) e Carlos Alberto Parreira (preparador físico) me aguardavam. Apressaram a minha descida para o vestiário. Atordoado, eu disse: “Espero que ninguém pense em me barrar, alegando falta de condições psicológicas”. O (treinador) Pinga respondeu: “Apenas desça, para evitar maiores assédios”, relata Valdir.
O lance fatal foi reproduzido de www.vascofotos.wordpress.com 
Agradecimento 

No vestiário, Valdir ficou batendo bola, com Parreira, também, treinador de goleiros. Na volta para o segundo tempo, o apoiador Alcir perguntou-lhe se estava tão tranqüilo quanto aparentava. Respondeu afirmativamente. Pouco depois, um repórter ofereceu-lhe um fone de ouvidos, para falar com o maior goleiro vascaíno de todos os tempos, Moacir Barbosa, presente ao estádio.

- Levante a cabeça. Comigo, foi muito pior, disse Barbosa, referindo-se ao gol de Gigghia, que tirou do Brasil o título da Copa do Mundo-1950, naquele mesmo gramado, ante o Uruguai.

Valdir voltou a campo e jogou bem pela etapa final, com o placar de 1 x 1 se mantendo.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O QUE É QUE O CARNAVAL DA BAHIA TEM? MENINAS NA FOLIA NO PEITO E NA RAÇA

No Carnaval da Bahia, as belíssimas meninas têm peito e raça pra se exibirem na folia, seja cantando no trio elétrico, ou dançando no meio da rua. Isso, a qualquer momento, sem interrupções.
O atento observador site  www.bahiatodahora.com.br clicou esta belíssima musa carnavalesca soltando a voz e mostrando os seus atributos físicos, o que as índias baianas mostraram em Porto Seguro, sem apresentar o mínimo,  menor constrangimento.
Rolou quando as caravelas dos portugueses se afastaram demais para o leste, quando iam para as Índias, e vieram bater em Pindorama. Em Salvador, brinca-se um Carnaval sem vergonha de ser feliz.

In the Carnival of Bahia, the cats are girls have a chest and race to show off in the party, whether singing in the electric trio or dancing in the middle of the street. The www.bahiatodahora.com.br clicked on this beautiful carnival muse, letting go of her voice and showing her physical attributes, which the Bahian Indies showed in Porto Seguro, without the slightest embarrassment, when the caravels of the Portugese moved too far to the east, on a voyage to the Indies, and came to beat Pindorama. In Salvador, a Carnival is played without being ashamed to be happy.

ARQUEIROS DA COLINA - 14 - VALDIR APPLE -1

Chances, ele tinha – várias. Mas as desperdiçava. Brigava com a sorte. As vezes, levava gols que, facilmente, poderiam ser evitados. E tome-lhe banco de reserva. No entanto, Valdir Appel não desistia. Trabalhava duro durante os treinamentos para voltar a merecer a confiança do treinador. Até que se superou e tornou-se titular da camisa 1 do Vasco da Gama.
“Foram muitos treinos e bastante paciência, uma luta tremenda. Muitas vezes, chguei a chorar. Pensei até em arrumar as malas e voltar para Brusque (a sua terra, em Santa Catarina). Mas o amor pelo futebol foi mais forte”, contou Valdir à “Revista do Esporte”, após um ano lutando para ser o dono de sua posição.
 Valdir definia-se como um goleiro bem controlado, que não se deixava levar pela emoção. “Nã sou totalmente frio, mas não me desespero sem mais nem menos”, afirmou à mesma semanária, pela qual criticou os goleiros que fugiam dos treinamentos: “...estão cometendo um crime contra a sua profissão, assinando a sua sentença de fracasso”.
Valdir, nascido em 1º de maio de 1946, jogava com uma boa altura para os goleiros de sua éoca – 1m86cm. Vigiava legal o seu peso de 81 quilos, para não engordar. Seu começo de carreira foi pelo Paisssandu, de Brusque, pelo qual profissionalizou-se, em 1963, e de onde saiu, em 1965, para tentar agarrar bolas para o América-RJ. Com não rolou acordo financeiro com o “Diabo”, foi para a Colina, já que o “Almirante” gostou do seu veneno debaixo das traves e o contratou, em 1966. F campeão carioca nos aspirantes-1966/677.
Mesmo esquecido pela torcida vascaína, porque saiu da Colina há quase meio-século, Valdir está presente, diariamente, na “vida eletrônica” dos amigos, com um belíssimo site em que registra muitas histórias do futebol e de sua carreira -  http://valdirappel.blogspot.com.br. Também, já lançou livros que representam um bom meio de pesquisas para os jovens jornalistas que não conheceram os craques do passado – “Boca do Gol-2006”; “O Goleiro Acorrentado-2010 e “Onde ele pisa nascem histórias-2014”. E o mais importante: é um sujeito boa praça, sempre aberto a um bom papo. 
                              FOTO REPRODUZIDA DO BLOG DO FOCALIZADO

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O QUE É QUE O CARNAVAL DA BAHIA TEM? BELAS MENINAS MORENAS E DOURADAS

A bela mulher brasileira se inventa e se reinventa. Por exemplo, durante os três dias do  Carnaval, a maior festa popular do país, ela assume várias formas de encantamento: de "Eva Dourada" até o que mais possa imaginar.
Muitas dessas mulheres ficam anônimas assim que o "Carná" passar, como esta que se esbaldou na folia de Salvador e que o "Kike" encontrou folheando o jornal "A Tarde", ao qual agradece pela reprodução da foto que mostra a todo o mundo como é belíssima e criativa a mulher baiana.

The beautiful Brazilian woman invents and reinvents itself. For example, during the three days of Carnival, the most popular party in the country, it takes several formass of enchantment: "Golden Eve" and goes to what else imaginable. Many of these women are anonymous, like this that guzzled in the revelry of Salvador and the "Kike" found flipping through the newspaper "A Tarde", thanks to which the photo reproduction showing the world how the woman is beautiful and creative Bahia.

HISTORI&LENAS DA COLINA - BAIXOTES

Geovani foi o baixinho que mais cresceu. A revista Placar" o
considerou "o cara" de uma temporada, o que foi destacado,
também, pelo grande importante www.netvasco.com.br
 O Vasco da Gama iniciou a temporada-1982 com uma fato que os malandros apelidaram por "Branca de Neve e os Sete Anões": contava com um atacante alto, como referência na área, cercado por baixinhos por todos os lados.
A "Branca de Neve" seria o artilheiro Roberto Dinamite, medindo 1m84 centímetros de altura ideal para brigar com os zagueirões de Flamengo, Fluminense e Botafogo, todos com mais de 1m80cm.
Já os sete anões seriam o meia Arthurzinho, de 1m62cm; o ponteiro-direito Mauricinho, de 1m63cm; o atante Marquinho, de 1m68cm, e os volantes Pires e Geovane, ambos medindo 1m69cm, a mesma estatura do atacante Mário e do lateral-esquerdo Aírton.
 Mas não ficava só nisso. Também, o treinador Edu Coimbra, que fora atleta vascaíno, na década-1970, figurava no time dos baixinhos, com 1m63cm. Ainda bem que altura não era documento no futebol brasileiro de antigamente, quando havia muitos craques.
 Tanto que o baixinho Arthurzinho fora o segundo artilheiro do Campeonato Carioca-1983, marcando 18 gols, só quatro a menos do que o principal "matador", o americano Luisinho Lemos.
Dos  sete "anões" da Colina que ainda poderiam ganhar alguns centímetros, só havia Geovane, de 19 de idade.   

domingo, 11 de fevereiro de 2018

DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - LIDI, PERFEITA PREFEITA OSTENTAÇÃO


Foto reproduzida do facebook de Lidiane
Recentemente, a ex-prefeita da maranhense Bom Jardim, Lidiane Leite, conhecida por "Prefeita-Ostentação"', exibiu momentos de sua vida pelas redes sociais.
Ela encontra-se condenada à prisão domiciliar, desde outubro de 2017, pelo juiz Raphael Leite Guedes.
  Lidiane foi beneficiada pela prisão domiciliar, por ter dois filhos menores, um 11 de idade e um bebê que tinha seis meses à época da condenação. De acordo com o site
www.uol, de onde esta texto foi reescrito, a bela mulher maranhense publicou fotos pela Internet, aparecendo juntamente com os filhos e com marido, Julyfran Catingueira, vereador do  também município maranhense de Lagoa de Pedra. Em uma outra foto, Lidiane aparenta estar em um restaurante com o marido. 
Lidiane, acusada de praticar corrupções, entre 2012 e 2015, apareceu em redes sociais usando roupas caras e exibindo veículos de luxo. Seu advogado, José Berilo de Freitas Leite Neto, informou que ela cumpre prisão domiciliar permitida pelo "entendimento do Superior Tribunal de Justiça, por ser lactante" e nega que ela tenha descumprido as medidas cautelares determinadas pela Justiça para não sair de casa, mesmo com as fotos publicadas nas redes sociais.
  "Ela cumpre a prisão normalmente e é frequentemente monitorada. Caso não estivesse cumprindo, certamente já teria sido reprimida pelo juiz. O monitoramento dela é feito por escoltas policiais", disse o advogado, explicando que as escoltas são feitas pela Polícia Civil.
A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária do Maranhão informou que Lidiane não é monitorada por tornozeleira eletrônica porque o juiz responsável pela sentença não especificou a medida

OS ARQUEIROS DA COLINA - MARCELO -13


Marcelo, Paulinho de Almeida, Brito, Odmar, Barbosinha e Pereira, em, pé, da esquerda para a direita; Joãozinho, Altamiro, Célio, Lorico e Milton,agachados, em 1964.
 
Era noite de 27 de outubro de 1964. O Vasco pegava o Flamengo, e o Maracanã viveu uma de suas histórias mais sinistras. Aconteceu no primeiro minuto do segundo tempo.
 O Vasco vencia, por 1 x 0, com gol de Célio, aos 31 minutos. Aos 44, quando administrava o placar, para virar de etapa na frente, o volante rubro-negro Carlinhos, empatou. O treinador vascaíno, Ely do Amparo, ficou uma fera com o seu goleiro, Marcelo, acusando-o de falha no lance. O clima ficou quente entre eles, no intervalo, e quase foram aos tapas. Mas o bem pior ainda viria. Pouco depois da saída de bola para a fase final, o meia flamenguista Nelsinho  livrou-se da bola, desferindo um chute fraco e despretensioso, da intermediária. Marcelo, incrivelmente, deixou a bola passar por entre as pernas. Abalado, ele foi até Ely do Amparo e pediu que o substituísse, pois considerava-se descontrolado emocionalmente, para continuar. Durante 15 minutos, os colegas tentaram serenar o seu estado psicológico, e até os rubro-negros lhe foram solidários, também o pedindo para ficar. Mas de nada adiantaram os apelos. Marcelo saiu de campo chorando, aplaudido pelo público de 44.346 torcedores.  Deixou o gamado, para nunca mais voltar.
 Marcelo Antônio de Araújo Cunha, nascido em 04.11.1938, em Itanhandu-MG, começou a carreira pelo Yuracan, de Itajubá-MG. Depois, passo por São Paulo, Palmeiras, Ferroviária, de Botucatu-SP e Bonsucesso, antes de chegar à Colina. O Vasco daquela tragédia foi: Marcelo (Levis), Joel, Caxias, Fontana e Barbosinha; Maranhão e Alcir; Zezinho, Célio, Mário e Ronaldo. O Flamengo teve: Marcial; Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Beirute, Paulo Alves e Osvaldo. Técnico: Flávio Costa. O juiz foi Frederico Lopes.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O QUE É QUE A BAHIA TEM? VENHA PRA SALVADOR E VEJA, MEU REI. TITIRRANE!

                                          TÁ DE MAL COM A VIDA, FIO?
SE TÁ,VENHA PRO CARNAVAL DA BHIA
AQUI TEM FRUTA PARA TODOS OS GOSTOS. SE BEM QUE TEM GENTE QUE NÃO GOSTA. PREFERE UMA CENOURINHA E MANDIOCA
FOTOS REPRODUZIDAS DE WWW.BAHIANOAR E DE WWW.BLOGDOPUPA

O VENENO DO ESCORPIÃO - PRIMEIRA VISITA DE PRESIDENTE DE PORTUGAL

Almeida em reprodução de www.youtube
O primeiro presidente da república portuguesa a visitar o Brasil foi Antônio José de Almeida, o sexto do seu país e que cumpriu mandato entre 5 de outubro de 1919 A 5 de outubro de 1923.
 Convidado pelo seu colega Epitácio Pessoa, ele veio prestigiar as comemorações do centenário da independência da antiga colônia, em 1922. Mas nem tanto.
 Explica-se: a embarcação que o trazia – um vapor - ainda não estava toda pronta par a viagem e esta atrasou-se,  por dois dias, começando em 28 de agosto. Pra pior, avarias no frigorífico obrigaram a comitiva a parar na espanhola Las Palmas, nas ilhas Canárias, após três dias de navegação.
 Só com 10 dias de atraso, em 17 de setembro, o presidente português desembarcou no Brasil, passando no Atlântico o dobro do tempo que gastava-se na época naquele trajeto. O Almeida conquistou os brasileiros com a sua simpatia. Hospedou-se no Palácio Guanabara e, de cara, mandou uma tremenda balela: “ Já me sinto bem, só de estar no Brasil”, disse, após 20 dias de atribulada viagem e que teve os imprevistos atribuídos a sabotagens de monarquistas desse e do outro lado do Atlântico.
 Sacanagens monarquistas, ou não, o Almeida  foi recebido por uma grande galera, que não se programara para ir ao porto, pois a meteorologia previa para o domingo 17 de setembro muita chuva. No entanto, pintou um sol de rachar e o presidente português foi delirantemente aplaudido, sem falar de ter faturado todas as manchetes dos jornais.
Os portugueses definiam Antônio José de Almeida, sujeito de barbas brancas, como uma figura – além de simpática – de “perfil oriental, alma romântica  e olhos ardentes”, cabendo tudo isso dentro de um caudilho que fora um dos principais responsáveis pela república em Portugal.    

 Contribuiu muito para a simpatia dos cariocas pelo Almeida, de acordo com repórteres que o acompanharam, o seu dom de orador que sabia impressionar,  um autêntico “Rolando Lero” – personagem enrolão, dos programas de Chico Anísio  na TV.
Reprodução de www.jangadadatijuca.blogspot.com
 Ao responder discurso de Epitácio Pessoa, durante banquete no Palácio do Catete, o presidente português chamou o Brasil de “grande pátria” e disse que a sua independência fora um fato espontâneo e natural, consequência de evolução inexorável que nenhuma força poderia impedir. Disser, também, que a nossa independência não partira do “Grito do Ipiranga”, mas vinha sendo formado na consciência nacional.
E não ficou por aí. O “Rolando Lero” português afirmou que o Brasil, mesmo quando colônia, fora, dede cedo, uma nação, com mais condições de vida própria do que muitos outros povos que passavam por independentes, “mas não passavam de organismos subordinados a outros mais poderosos que os dominavam”.      
Pronto! Com uma prosopopeia daquelas, o Almeida tornou-se uma autêntica máquina de fazer discursos. Onde ia, teria que discursar. Durante a visita de 20 de setembro à Câmara dos Deputados, nem “Rolando Lero” seria capaz de dizer o que ele disse: “ ...estou aqui em nome de Portugal, para agradecer aos brasileiros o favor que eles nos prestaram, proclamando-se independentes...”. 
Grande favor! Portugal cobrou do Brasil dois milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência brasileira, dinheiro que o Brasil não tinha e precisou pedir emprestado à Inglaterra.
Portanto, se o que o Almeida falou não fosse “una broma”, como dizemos espanhóis, Portugal não iria até 29 de agosto de 1825 para assinar o “Tratado de Paz e Aliança” e reconhecer o Brasil independente, negociado, por Don Pedro I, com o apoio, principalmente, dos Estados Unidos e da Inglaterra.
Ainda bem que, no Rio de Janeiro, a rapaziada leva tudo na sacanagem. Inclusive, “rolandos leros” portugueses.