Vasco

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ARQUEIROS DA COLINA - MAZZAROPI - 11


Reprodução dos cards Ping Pong
Um dia, um sujeito meio com jeito de caipirão chegou à Colina, animadaço. Queria arrebentar na chance que teria de treinar, para ficar. Terminada a prática, o zagueiro brincalhão Hércules Brito Ruas começou a sacaneá-lo. As roupas que o carinha usava, realmente, eram pra lá de fora de moda.
Um garotão simpático daqueles, alto, explodindo saúde, circulando pelo Rio de Janeiro, com aquelas indumentárias, estava mesmo pedindo para ser sacaneado. E, como mandara dizer que viera do interiozaço, o sacanão do Brito não perdoou. Colocou-lhe o apelido de Mazaropi, em alusão ao ator Amâncio Mazzaropi, que encarnava o papel do caipira no cinema brasileiro.
Geraldo Pereira de Matos Filho nem ligou para a brincadeira do ídolo cruzmaltino. Topou tudo, legal, pois o que ele queria era ficar em São Januário. E ficou, por méritos, diga-se, de passagem. Mostrou o seu veneno nos testes, comprovando o cartaz alardeado pelos amigos da mineirinha  Além Paraíba, onde estreara (no planeta), em 27 de janeiro de 1953.
Embora Moacir Barbosa e o argentino Andrada sejam apontados como os maiores goleiros da história do “Almirante”, o “caipirão Mazzaropi é um dos mais vitoriosos. Entre 1977 e 1978, ele ficou 1816 minutos sem sofrer gols, recorde mundial segundo a Federação Internacional de História do Futebol.

CARREGADOR DE FAIXAS - Enquanto esteve vscaíno, Mazaropi colecionou os títulos da Taça Guanabara de 1976/1977; do Estadual-RJ de 1977/1982 e do Brasileirão-1974. Saiu da Colina, em 1979.
 Campeão carioca juvenil, em 1971, quando subiu ao gupo principal, Mazzaropi teve duas passagens por São Januário: de 1970 a 1979 e de 1980 a 1983. Ao tornar-ser titular, em 1975, e só perdeu a vaga, em 1978, quando o Vasco contratou Emerson Leão. Um dos seus maiores momentos com a camisa 1 cruzmaltina foi na tarde do domingo 13 de junho de 1976, defendendo os pênaltis que deram o título da Taça Guanabara à “Turma da Colina” .
Após dois anos da fusão Guanabara/Rio de Janeiro, as federações de futebol dos dois antigos estados completaram o mesmo processo. E veio a Taça GB com times do interior, e final com Vasco e Flamengo igualados – 11 vitórias, dois empates e uma queda –, precisando de um jogo-extra. Nele, após 1 x 1 no tempo regulamentar e 0 x 0 na prorrogação, vieram as cobranças de pênaltis. O Fla tinha 4 x 3 a favor e só precisava o seu maior ídolo, Zico, sacudir a rede. Mas Mazaropi foi lá e catou. O Vasco igualou tudo o plaar (4 x 4) e saiu para nova série de penais. Geraldo “Assobiador” bateu e, de novo, “Mazzaropi foi buscar. Então, a “Turma da Colina” não desperdiçou a chance e matou: 5 x 4, muito graças ao heroi “Mazza”, diante de133.444 almas.
Mazzaropi foi um catador de pênaltis em cima dos rivais flamenguistas,
como mostra esta reprodução de www.netvasco.com.br 
TURMA DA VITÓRIA - Treinado por Paulo Emílio, o Vasco da grande tarde de domingo de Mazzaropi, teve mais: Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário e Zanata (Luís Augusto); Luis Fumanchu, Roberto Dinamite, Dé (Jair Pereira) e Luís Carlos Lemos.
O árbitro Agomar Martins-RS anotou das cobranças dos penais decisivos: Júnior 1 x 0; Abel perdeu; Zé Roberto 2 x 0; Gaúcho 1 x 2; Tadeu 3 x 1; Fumanchu 2 x 3; Toninho Baiano 4 x 2; Zé Mário 3 x 4; Zico perdeu; Roberto 4 x 4; Geraldo perdeu e Luís Augusto 5 x 4. 

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