Vasco

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

OS ARQUEIROS DA COLINA - LEVS - 12

 Grande sacanagem da malandragem! E olha que o cara tinha até um nome pomposo: Levs (sem “i”) Bispo de Sá.  Em outros tempos, no mínimo, seria um ajudante do governador Mem de Sá, durante a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro.
Tempinho depois de enturmado com a rapaziada, o “Tia Maricá” – apelido anterior – teve este sulista caçado. Passaram a chamá-lo de “Sabonete”, pois havia um com o nome de "Lever". Quando ele contava que fora motorista, no Paraná, a turma lhe pegava pelo pé, dizendo que só poderia ter sido caminhão transportador de sabão -  tirava tudo na brincadeira.

Em foto reproduzida da "Revista do Esporte"
Levs sacaneia o atacante Célio

Nascido em Curitiba (22.02.1940), Levs era um dos goleiros mais altos do futebol carioca da década-1960: 1m86cma, com 85cm de cintura. Pesava 81 quilos, calçava chuteiras e sapatos nº 41, seus olhos e cabelos castanhavam no claro e ele não escondia que adorava ser  presenteado, pela mulher, com um perfume “Avon”.
 - Rapaz, sabonete já é cheiroso. Você não precisa de perfume, não”, sacaneava o gozador zagueiro Brito, que encarnava, também, quando o colega acendia um cigarro (Minister): ”Capiau do Paraná tem que fumar é cigarrim de paia, rapaz!”, brincava. Levs sorria.
O bom humor do goleiro, segundo o próprio, vinha de seus pais (José e Augusta de Sá), que eram católicos e entendiam que sorrir era uma vontade de Deus. Por sinal,  Britão contava que, sempre que a capelinha de Nossa Senhora das Vitórias estava aberta, o goleiro entrava e rezava. “Mas era devoto de uma outra Nossa Senhora, a das Graça”, avisava.             
 Como Levs mostrava-se um paranaense cintura dura, horrível de samba no pé, quando revelou que dançar (e ir ao cinema) eram os seus programas prediletos, Britão passou a levá-lo para sacudir esqueleto festas da  Ilha do Governador, quando estavam de folga, nos domingos.  
Levs começo a ser goleiro não time do Huracan São Vicente,  Série C de uma liga amadora de Curitiba. Ao final de 1961, assinou o seu primeiro contrato profissional, com o Olímpico, de Irati-PR, ganhando Cr$ 8 mil cruzeiros.
 Quando chegou ao Vasco, Levs dizia não ter absolutamente nada , a não ser uma grande vontade de ganhar a camisa 1. Mas teve que esquentar muito o banco, pois Seu Zezé Moreira preferia escalar o time assim: Gainete; Ari, Brito, Fontana e Oldair; Maranhão e Lorico; Luizinho Goiano, Célio, Mário e Zezinho.
Levs jogou por este time campeão da I Taça Guanabara-1965 durante a partida em que o Vasco mandou 5 x 0 no Fluminense.

 

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