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quinta-feira, 5 de abril de 2018

4 - CHARGISTAS NO ESPORTE - LUZARDO


 LUZARADO Alves da Costa foi um artistas nascido no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, na Paraíba. Viveu por 84 temporadas, entre 1932 e 2016. Aos oito de idade, descobriu a vocação pelo desenho, usando carvão e pedaços de tijolos. Usava como tela as calçadas da rua onde morava.
Reproduzido da "Revista do Esporte"
 Além de criar para revistas e jornais paraibanos, ele trabalhou, também, no Rio de Janeiro, onde viveu a última fase  da “Revista do Esporte”, semanária que existiu entre 1959 e 1970. Por ali, ele assinava a página humorística “bola ao quadrado”, titulada com letras minúsculas, por se tratar só de “bolas fora” da rapaziada.
Entre os personagens de Luzardo na “RE” estavam, o gozador botafoguense Zé Foguinho e o vascaíno Vasconcelos.  Na Paraíba, para o jornal “O Norte”, de João Pessoa, em  1973, ele criou mascotes para os times do futebol paraibanos, como “Botinha, o Xerife do Nordeste”, para o Botafogo, e “Macaco Altino”, para o Auto Esporte. 
Filho de Antônio Alves Cassiano e Júlia Alves da Costa, aos 15 deidade, Luzardo começou a trabalhar como encadernador no jornal “A União”. De vez em quando, fazia alguns desenhos a pedido do gerente. Na época, criou o personagem “O Sapo de Orós”.
Reproduzido de
 www.paraibacriativa.com.br
 Antes de deixar João Pessoa, ele foi camelô e gravador de objetos. Pela década-1960, atuando como desenhista de um programa da pernambucana TV Jornal do Comércio, foi descoberto pelo megaempresário Assis Chateaubriand, que o levou para a revista “O Cruzeiro”, no Rio de Janeiro, onde atuou ao lado de grandes nomes dos desenhos, como Péricles, Carlos Estevão, Henfil, Millôr Fernandes, Juarez Machado, Nilson, Redi, Ciça, Daniel Azulay, Ziraldo, Zélio, Jaguar e Fortuna.
Luzardo passou, também, pela “Revista do Rádio” e os jornais “Correio da Manhã” e “O Dia”, além de ter produzido capas para as revistas de quadrinhos “Bolinha” e “Luluzinha”, entre outros. Em 1971, voltou à Paraíba e a ser gravador. Fundou o jornal  “Edição Extra”, da linha de “O Pasquim”, e criou o o personagem “Bat-Madame”, sacaneando o “Batman” e os costumes da região. Pelo mesmo período, publicou a “Charge da Semana”, folheto patrocinado por comerciantes de João Pessoa e, distribuído gratuitamente. Seu personagem era o Pataconho, analista e crítico de momentos político-econômico-sociais.

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