Vasco

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domingo, 20 de maio de 2018

HISTORI&LENDAS DAS COLINA - GAROTAS


1 - 11 de junho de 2000 - O time feminino de futebol do Vasco passou por cima do seu maior rival, o Flamengo, mandando 2 x 0. E conquistou o penta do Campeonato Carioca.  Foi mesmo uma superioridade indiscutível das cruzmaltinas deslumbrantes e impiedosas! O Campeonato de Futebol Feminino-RJ vem sendo disputado desde 1983, quando foi organizado pela Divisão Feminina de Futebol de Campo. Nunca teve regularidade. A partir de 2008, passou para o comando da Federação de Futebol do Estado doa Rio de Janeiro. O Vasco é papão de canecos, já tendo carregado oito, seguido pelo Radar com seis. Para o Flamengo, sobraram dois vices. Confira algumas conquistas das gatinhas cruzmaltinas: campeãs brasileiras em 1994, 1995 e em 1998.

2 - Em 1993, o "Almirante" Vasco da Gama representou o selecionado do RJ e ficou campeão, também nessa. Os títulos estaduais conquistados pelas meninas foram: 1995/96/97/98/99/2000/2010/2012; da Taça Cidade de Nova Iguaçu-2010/2011; da Copa Almirante Adalberto Nunes-2010; do Torneio Início do Centro de Educação Física Adalberto Nunes-2010 e do Torneio Início do Rio de Janeiro-1999/2000.

TREMENDÃO TABELA COM PELÉ

Erasmo Carlos, reproduzido de www,netvasco.com.br
1 - A gravadora RGE acabara de colocar na praça, em 1964, o primeiro compacto simples de (vinil), de Erasmo Carlos, com as músicas "Terror dos Namorados" e "Jacaré". Pouco depois, ele foi divulga-lo em São Paulo, pois  no Rio de Janeiro, o futuro "Tremendão" não conseguia emplacar. Aos seus shows, só iam ele e os garçons do estabelecimento. 
Estava Erasmo em "Sampa", quando o "disckjoquei" Ademar Dutra convidou-o a se apresentar em uma boate de Santos. Usando só um violão, ele cantava, além das duas músicas já citadas, dois sucessos de Roberto Carlos – "Parei na Contramão" e "Splish Splash" –,  alguns sambinhas e alguns rocks. Estava, então, o show rolando, quando Erasmo cantou "Moleque Trinta", que terminava fazendo referência a Pelé.
 O que aconteceu? Pelé estava escondidinho, num cantinho da boate, com uma namorada, e achou interessante a letra da música. Avisado, Erasmo foi falar com o "Rei". Ao se abraçarem, o "Tremendão" foi desatando: "Eu estava no Maracanã (junho de 1957) e vibrei com três gols seus, com a camisa do Vasco (Torneio Internacional do Morumbi), naquele jogo (do Combinado Vasco/Santos, contra (os portugueses) os Belenenses. Quando se encontrou com Roberto Carlos, Erasmo não perdeu tempo. Foi logo contando: "Bicho! Sabe quem foi ao meu show? O Pelé!" 

O DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - TEREZA PRIMEIRA-DAMA E PRESIDENTE

Discurso firme e de cunho próprio

  A Brasília dos inícios da década-1960 hospedava dois presidentes. E moravam na mesma casa. Um comandava o país, João Goulart. O outro, isto é, a outra, a sua parceira, Maria Tereza, fora eleita para comandar a Legião Brasileira de Assistência-LBA -  por unanimidade.
 Uma das primeiras atitudes dela ao tomar posse foi convocar as mulheres à formação de um grupo voluntário para atacar obras sociais. Assumiu o cargo fazendo um discurso firme e objetivo, prometendo dirigir a agência estatal livre de influências personalistas e de interesses estranhos aos seus objetivos. Foi um recado de próprio punho, sem “ghost righter”. Por ele, elogiou uma sua antecessora, a conterrânea gaúcha Darci, mulher do presidente Getúlio Vargas, a quem considerou ter sido um exemplo de desprendimento e de amor ao próximo.   
 Com Maria Tereza, Brasília hospedava uma primeira dama de bom nível cultural. Escrevia poesias,e gostava da músicas dos mestres Mozart, Brahms e Lizst e das boas composições da música popular brasileira e da italiana. Elegante, ela não dispensava ser vestida pelos melhores costureiros do Rio de Janeiro.
A pobreza vista de perto
 Quem quisesse desagradar a primeira dama brasileira era chamar o seu marido de comunista. “Se fosse comunista, eu não teria me casado com ele”, reagia. À revista “O Cruzeiro”, disse:
 “Só quem não conhece a família Goulart pode chama-lo (o presidente) de comunista. Ele estudou em colégio de padre e as minhas cunhadas Neuza, Maria, Sila, Landa e Fia foram educadas em colégios de freiras. A minha sogra, a Dona Tinoca, vai à missa, diariamente. Colocar-se ao lado de interesses dos trabalhadores não significa tendências comunistas. É, sim, espírito cristão  e solidariedade ao próximo”.
 Maria Tereza só discordava de um detalhe da vida do presidente: seus horários de refeição, que poderiam ter o almoço às 17h e a janta às 03 da madrugada.     
Em seu segundo dia como presidente da LBA, Maria Tereza visitou uma favela do Rio de Janeiro e ficou impressionada com a miséria vista. Foi cercada por numerosos grupos de crianças lhe estendendo as mãos e pedindo uma esmola. Distribuiu tudo o que tinha dentro de sua bolsa e que não era dinheiro público. À imprensa, declarou: “Chocante! Mas não é com esmola que vamos resolver este problema” – não teve tempo para resolver.   
                                    





sábado, 19 de maio de 2018

VASCO DA GAMA 1 X 1 FLAMENGO

REPRODUÇÃO DE WWW.CRVASCODAGAMA.COM.BR

 No gramado do Maracanã, na noite deste sábado (19/05), o Vasco da Gama fez seu primeiro clássico nesta edição do Campeonato Brasileiro. A partida diante do Flamengo terminou com empate, pelo placar de 1 a 1. O gol do Gigante da Colina na partida foi marcado por Wagner. O próximo compromisso do Almirante será pela Libertadores, nesta terça-feira (22), diante da Universidad de Chile, na casa do adversário, às 21h30. Pelo Brasileirão, o time comandado por Zé Ricardo enfrenta o Bahia, no próximo domingo (27), às 16 horas, na Arena Fonte Nova. 

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Andrés Ríos em ação diante do Flamengo - Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

O JOGO

A partida começou equilibrada para Vasco e Flamengo no Maracanã. No primeiro minuto, Martín Silva efetuou uma ótima defesa quando Éverton Ribeiro tentou finalizar na área. Na sequência, o Gigante respondeu com belo arremate de Thiago Galhardo. Ainda no lance, Wagner cobrou escanteio com perigo e a defesa adversária subiu para afastar. Aos três minutos, Thiago Galhardo recebeu na intermediária, limpou a marcação e chutou na direção do gol de Diego Alves, que precisou se esticar para livrar o rubro-negro do tento cruzmaltino. 
Mais tarde, aos 13, o time da Gávea marcou: Flamengo 1 a 0. O Vasco logo respondeu e começou a pressionar em busca do empate. Foi o que aconteceu aos 17, quando Pikachu cobrou escanteio, Ríos conseguiu a casquinha para trás e Wagner completou de cabeça: VASCO 1 a 1. A partir dali o jogo passou para o controle do Cruzmaltino, que pressionou e não deu espaço para o adversário. Aos 23 minutos, Werley saiu cara a cara com Diego Alves, mas acabou chutando em cima do defensor do Flamengo. Mais adiante, Wagner recebeu e chutou de primeira, obrigando o camisa 1 do rubro-negro a se esticar para mandar para fora.

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Wagner marcou para o Vasco da cabeça - Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Na volta para o segundo tempo, aos 11 minutos, o Gigante teve sua primeira chance. Wagner deu belo passe para Bruno Silva, em boas condições para finalizar. Ele chutou mas a redonda acabou ficando com o adversário. Mais tarde, aos 26 minutos, Evander cobrou falta com categoria. Na sequência, Pikachu chutou de primeira e deu trabalho para o goleiro do Flamengo. As equipes seguiam buscando criar oportunidades, mas a etapa final do duelo acabou ganhando ares mais mornos no Maracanã. Antes do apito que decretou o fim do clássico, Pikachu subiu pela esquerda, deixou os marcadores para trás e finalizou com muito perigo, mas Diego Alves se esticou para ficar com a redonda.
AGUARDAR FICHA TÉCNICA

HISTORI & LENDAS DA COLINA - CAPITÃO

1 - Final do Estadual-1958 – Um cartola vascaíno “achou de achar” que  a "Turma da Colina" caíra, inesperadamente, de produção, porque gente importante, como os zagueiros Bellini e Orlando, o meio-campista Écio e o atacante Almir, entre outros, andavam badalando pelas agitadas “night” de Copacabana, aliado à insatisfação pelo valor dos “bichos” por vitórias. O capitão Bellini, que dividia um apartamento com Almir, na “zona de fogo ardente de Copa”, conseguiu apagar o incêndio, convencendo os dirigentes que eles estavam vendo fantasmas. O time foi para o supercampeonato, venceu o Botafogo e empatou com o Flamengo e carregou a taça para a Colina, em 17 de janeiro já de 1959. Mas deixara Bellini muito magoado.
SINCERAMENTE, se frequentando inferninhos, o Bacalhau virava o diabo, imagine se tivesse um time só de santinhos!.
Bellini comanda a volta olímpica pela conquista do SS-1958, em foto da
revista carioca Manchete Esportiva 
SINCERAMENTE, se frequentando inferninhos, o Bacalhau virava o diabo, imagine se tivesse um time só de santinhos!.

 2 - Antes da final carioca-1958, o Vasco só havia decidido, com o Flamengo em 29.10.1944, no jogo em que o argentino Valido empurrou um zagueiro vascaíno, para fazer Fla 1 x 0, com a anuência de um árbitro botafoguense, que desejava impedir o título cruzmaltino. Há foto do lance provando o erro da arbitragem. O Vasco respondeu, em 13 de junho de 1976, levando a Taça Guanabara, com 5 x 3 nos pênaltis, após 1 x 1 no tempo normal de jogo, e em 28 de setembro de 1977, carregando a Taça Rio, por 5 x 4 nos pênaltis, após 0 x 0 durante os 90 minutos. 
SEGURAMENTE, esta é uma guerra de batalhas eternas de choro livre bilateral.

3 - Final de 1999 – O atacante Edmundo volta a conviver, em São Januário, com Romário, com quem brigara em 1998. O ‘Animal’, inicialmente, aceita o ‘Baixinho’, com a promessa do presidente Eurico Miranda, de que Romário ficaria só para o Mundial de Clubes da FIFA, em janeiro de 2000. Ambos fazem uma trégua e arrasam o inglês Manchester United. Edmundo, de costas para o marcador Mikaël Silvestre, com um toque na bola, chapelou o adversário, deixou-o ao chão, aplicou outro toque na pelota, encobriu o goleiro Mark Bosnich e levantou a torcida vascaína no Maracanã. Vasco 3 x 1, naquela tarde domingueira.
AALÉM DE ATLETA, o ‘Animal’ tinha outra profissão: chapeleiro.




74 - O VENENO DO ESCORPIÃO - UM NÃO ERA O OUTRO E O OUTRO NÃO ERA O UM

    Durante muito tempo, era comum aos brasileiros tornar mulheres e homens xarás. Assim  tivemos os e as Valmir, Valdecir, Coaraci, Juraci, etc. Também, Maria José e José Maria. Mas é sobre um  outro nome comum aos dois sexos que vai rolar uma história interessante. Vamos lá!
Reprodução da Revista do Rádio
 Corria 1955 e, pelos campos de futebol do Rio de Janeiro, havia um jogador chamado Nair José da Silva. Pelo mesmo momento, apresentava-se pelos palcos  da terra a cantora batizada e registrada por Nair José da Silva. Ao saber do fato, o radialista Paulo Roberto não perdeu tempo para turbinar o seu programa, “Nada além de dois minutos”, pela Rádio Nacional, a dona da maior audiência no país. 
 Neste seu programa, de meia-hora, patrocinado pelo Sabonete Gessy - no ar desde 1947 – Paulo Roberto (10.09.1903 a 13.12. 19730, na verdade, José Marques Gomes, mineiro, de Dom Silvério, médico obstetra e orientador de jovens colegas, abordava vários temas, a partir das 20h dos domingos, horário nobre da emissora, pouco antes de as rainhas do rádio, Emilinha Borba e Marlene, se apresentarem.
 Pois bem! Nair José da Silva não entendia nada quando lhe telefonavam perguntando pelo seu show de sábado. Da mesma forma que Nair José da Silva, quando ligavam para avisar que o treino da tarde mudara de local. Juntados por Paulo Roberto, divertiram bastante pela Nacional. Tanto que a Revista do Rádio – disputava com a revista O Cruzeiro e a própria Rádio Nacional a liderança do jornalismo de entretenimento e fofocas do meio artístico – tratou, correndo, de fazer duas páginas com os dois xarás, sob o título: “Jogador de futebol ou cantora?”.
Reprodução da Revista do Esporte
 Com Nair José da Silva vestida de jogador de futebol e Nair José da Silva  de cantor, ao pé do microfone, o ensaio fotográfico valeu sete “clics” para a edição N 303, de 2 de julho de 1955. Quando foram a um gramado, a Nair mulher surpreendeu, demonstrando conhecer futebol e revelando que, quando garota, jogava muita bola pelo meio da rua onde morava, sendo bamba nas peladas dos meninos e não levando desaforos para casa. Ninguém roubava o seu time.
 Nair mulher, um dia, resolveu usar o apelido da irmã Belinha (Isabel) e virou Belinha Silva. Começou a vida artística pela Rádio Guanabra, passou por várias outras emissoras até chegar à Rádio Nacional. Quanto ao Nair homem, as  suas últimas bolas rolaram pelo time amador do Esporte Clube Parames, de Jacarepaguá.
 Esta história, no entnto, não termina por aqui. Há, ainda, um outro Nair José da Silva no lance e que teve mais brilho do que o xará da bola, tendo sido considerado jogador de nível de Seleção Brasileira.
 Nascido, em Itaperauna-RJ, em 20 de maio de 1937, Nair passsou pelo Madureira, Botafogo de Ribeirão Preto-SP, Portuguesa de Desportos, Corinthnans e Atlético-PR. Embora tenha-se revelado muito bom de bola, é mais lembrado por um bola fora: em 17 de dezembro de 1966, aos 42 minutos do segundo tempo, perdeu o pênalti que poderia ter encerrado o tabu, de nove temporadas sem vitórias do Corinthian sobre o Santos de Pelé, por Campeonatos Paulistas – nessa, Nair não foi.  

sexta-feira, 18 de maio de 2018

DORA BRIA, A ETERNA MUSA DA COLINA

The cover of this edition of the Magazine of the Vasco stamped the beauty of the championship (windsurfing) Dora Bria, declared fan of the "Turma da Colina". She, however, should have been the cover of the entire collection. He stepped on the ball to the editor, not doing this. He deserved to be fired for his incompetence. Dora, today, is in Heaven cheering a lot for the boys. Discussing ideas, with the "Admiral", to never miss cups in São Januário.

ROMÁRIO É UMA GRAÇA (DA COLINA)

  1 - A vida que pulsa no coração de São Januário oferece grandes momentos para a turma da ponta do lápis.
Esses movimentos, lances e relances divertem leitores de jornais e revistas, de há muito, autorizados pelo espírito festivo do povo brasileiro.
Veja o caso destas duas charges. À esquerda, Lane aproveitou a invenção do então presidente vascaíno, Eurico Miranda, de fazer do atacante Romário o treinador do time vascaíno", em 2007, durante a vitória, por 1 x 0, sobre o América do México, pela Copa Mercusul.
 Romário escalou-se no banco e entrou no segundo tempo. Foi por ali que Lane fez a brincadeira, pelo “Jornal de Brasília”, tocando, ainda, no fato de que o goleador (em final de carreira) sempre fora apreciador das “nights cariocas” e abominador de treinos.
Na outra charge, do semanário goiano Opinião, de 15 a 21 de abril de 2007, a brincadeira era com a louca corrida de Romário pelo seu milésimo gol (pelas suas contas). O chargista J. Lima o via tentando subir uma ladeira, com Pelé, que já tinha mais de mil na conta, puxando a corda, em um momento em que o “tento tentado” pelo ‘Baixinho’ não saía. Ainda no desenho, torcedores querendo pegar o artilheiro no porrete, por conta, exatamente, do desencontro do camisa 11 com as redes. Mas o gol saiu, cobrando pênalti, no mês seguinte.

The rich, busy and hectic life that beats in the heart of São Januário has offered great moments for the pencil end of the class. These movements, throws and glimpses amuse readers of newspapers and magazines, long ago, authorized by the festive spirit of the Brazilian people.Take the case of these two charges.
On the left, Lane took the invention of then Vasco president Eurico Miranda, making Romario attacker had "taken wave vascaíno technical" in 2007, during the victory by 1 x 0 on the America of Mexico in the Copa Mercusul .
He climbed on the bench and entered the second half. It was there that Lane made the joke, the "Jornal de Brasilia", playing also in the fact that the striker at the end of career had always been fond of "cariocas nights" and abominador training.In another cartoon, the goiano weekly View from 15 to 21 April 2007, the game was with the mad rush of Romario for his thousandth goal by their accounts.
 The cartoonist J. Lima saw him trying to climb a hill, with Pelé, who had more than a thousand in the account, pulling the rope, at a time when the "try tempted" by the 'Shorty' would not come out. Still in the design, fans wanting to catch the top scorer in the club, because exactly the mismatch shirt with 11 on goal. But the goal came, charging penalty, the following month.

2 - A revista "LANCE A +" fez esta interessante montagem com o ex-atacante vascaíno Romário, na capa do seu Nº 220, que circulou com data de 13 a 19 de novembro de 2004. O artilheiro que encerrava a carreira, além de botar goleiros pra chorar, era famoso, também, por rasgar ao verbo quando achava que deveria. Por isso, ganhou da revista carioca esta brincadeira que inclui a língua-símbolo dos Rolling Stones.                                 The magazine "LANCE A +" made this interesting assembly with former striker Romario vascaíno, on the cover of his No. 220, circulated dated 13 to 19 November 2004. The striker who ended his career, and put goalkeepers to cry, it was famous also for tearing the verb when he thought it should. Therefore, he won the carioca magazine this game that includes language-symbol of the Rolli

quinta-feira, 17 de maio de 2018

JANEIRO NA ESQUINA DA COLINA

O primeiro mês de cada temporada está no caderninho do “Almirante” como de muito trabalho para o garoto do placar. A nau vascaína já provocou, nos janeirões, estragos como 9 x 2 Bangu; 8 x 1 Jabaquara, este da cidade paulista de Santos, e 7 x 0 seleção da Argélia.   
Com menos intensidade, mas ainda com impiedade, a rapaziada já mandou  6 x  0 Botafogo e 6 x 1 Guadalajara, do México.  Na "escala cinco", anote: 5 x 0 Oro, um outro mexicano, e 5 x 1 Olaria.
Também,  "deixou de quatro" estes times aí: 4 x 0 Fluminense;  4 x 1 Madureira; 4 x 1 Bonsucesso;   4 x 0 Ceará; 4 x 0 Internacional-RS; 4 x 1 Atlético-MG; 4 x 1 Corinthians e 4 x 1 Flamengo. Um bom cartel, não é mesmo?

The first month of each season is in the "Admiral" notebook as a lot of work for the boy on the board. The Vasco da Gama ship has already provoked, in the janeirões, damages like 9 x 2 Bangu; 8 x 1 Jabaquara, east of the city of Santos, and 7 x 0 selection of Algeria.
With less intensity, but still with impiety, the boys have already sent 6 x 0 Botafogo and 6 x 1 Guadalajara-Mex. On the "scale five", note: 5 x 0 Oro, Mexico, and 5 x 1 Pottery.
Also, "left four" there: 4 x 0 Fluminense; 4 x 1 Madureira; 4 x 1 Bonsucesso; 4 x 0 Ceará; 4 x 0 International-RS; 4 x 1 Atlético-MG; 4 x 1 Corinthians and 4 x 1 Flemish. A good sign, is not it?

ÁLBUM DA COLINA - PÁGINA DÉCADA-1960

O meia paulista Lorico, à esquerda, o ponteiro baiano Da Silva, no meio, e o centroavante gaúcho Saulzinho, formavam no ataque da "Turma da Colina", pelos inícios da década-1960, quando a rapaziada vivia um impaciente jejum de canecos e faixas, após o "Almirante" desbravar a conquista do SuperSuperCampeonato Cariocas-1958. 
Falava-se que João Farias, o Lorico, só não chegava à Seleção Brasileira porque para a suas posição havia Gérson de Oliveira Nunes, um dos maiores meias-armadores que o futebol mundial já teve. Da Silva era um jogador que atendia às necessidades do treinador, mas não dava para sonhar com o escrete nacional.
 De suas parte, Saul Santos Silva foi o principal artilheiro do Campeonato Cariocas-1962, com 18 gols, deixando para trás feras como Amarildo e Garrincha, do Botafogo, bem como Henrique Frade e Dida, do Flamengo, entre outros. Esteve em várias listas de selecionáveis, mas só vestiu a camisa canarinha quando o selecionado gaúcho representou o Brasil em uma disputa com o Chile, em 1966.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

PAIXÃO DO DIA DA COLINA - GUITARGIRL


O site www.paixãovascao.com.br conta com artistas para criar lindas vascaínas, como esta que é fera na guitarra e que o Kike reproduz para você. O que é belo deve ser visto, para se reverenciar o talento do criador. Além de que a beleza das gatas cruzmaltinas supera tudo. O Kike agradece ao paixãovasco pela reprodução nete blog que não é comercial, apenas divulgador da história do Club de Regatas Vasco da Gama.

The website www.paixãovasco.com.br counts on artists to create beautiful vascaínas, like this one that is beast in the guitar and that the Kike reproduces for you. What is beautiful must be seen, to revere the talent of the creator. In addition to that the beauty of the crossmalines catches everything. Kike thanks the passion for the net reproduction blog that is not commercial, only divulging the history of the Club of Regatas Vasco da Gama.

HISTORI&LENDAS DA COLINA - DUPLAZAÇA


1 -  8 de junho de 1966 - O Vasco havia dividido (por falta de datas para uma decisão), o título do Torneio Rio-São Paulo, com Santos, Botafogo e Corinthians. E colocado Brito, Fontana, Oldair e Célio entre os convocados para a Seleção Brasileira que treinaria para a Copa do Mundo da Inglaterra. Por aquela época, a dupla de zaga Brito-Fontana era uma das mais famosas do país. Ela usou a camisa canarinha durante Brasil 3 x 1 Peru, amistosamente, no Maracanã, assistido por 109.380 pagantes, em uma rodada dupla – ol time que teve Pelé venceu a Polônia, por  2 x 1.

2 - Da partida em que Brito e Fontana estiveram juntos, pode-se brincar e dizer que todos os gols foram vascaínos. Para o Brasil, marcaram o banguense Fidélis e o cruzeirense Tostão, que vestiram a camisa cruzmaltina, tempos depois. E o gol peruano foi marcado por Brito, contra.  O time, escalado pelo técnico Vicente Feola, teve: Ubirajara; Fidélis, Brito, Fontana e Oldair; Roberto Dias e Denílson; Paulo Borges, Alcindo, Tostão e Edu Américo.    

3 - Final do Campeonato Carioca de 1987 - Mílton Queiroz da Paixão, o meia-atacante  vascaíno tinha valentia, habilidade, velocidade e boa pontaria. Campeão brasileiro-1989, e da Taça Guanabara-1990, ele marcou o gol do título estadual-1987, na final contra o Flamengo. E comemorou correndo com a camisa encobrindo o rosto, gesto que passou a ser imitado pelo país inteiro.
DATA FATAL: para os flamenguistas, que revelaram Tita, aquilo não poderia ter sido verdade. E Tita nascera no “Dia da Mentira” – em primeiro de abril de 1958.

terça-feira, 15 de maio de 2018

VASCO DAS CAPAS E DAS CONTRACAPAS

Acima, o glorioso capitão Hideraldo Luís Bellini, das décadas de 1950 e 1960. Ganhou muitos títulos com a "Turma da Colina" e era um líder positivo indiscutível. Por isso, frequentava, constantemente, as capas das revistas, como esta de "Esporte Ilustrado".
Também, era considerado um dos homens mais bonitos do seu tempo, tendo, inclusive, sido convidado a participar de um filme.
 Abaixo, uma formação cruzmaltina de 1968, com Andrada, Orlando Peçanha, Moacir, Buglê, Eberval, Fidélis, Ney Oliveira, Bianchini, Valfrido, Alcir e Acelino. Saiu na contracapa de uma edição da "Revista do Esporte".  

Above, the glorious captain Hideraldo Luís Bellini, from the 1950s and 1960s. He won many titles with the "Turma da Colina" and was an undisputed positive leader. For this reason, he constantly visited magazine covers, like this one of "Illustrated Sport". Also, he was considered one of the most beautiful men of his time, having even been invited to participate in a film. Here below, a crossmalina formation of 1968, with Andrada, Orlando Peçanha, Moacir, Bugle, Eberval, Fidélis, Ney Oliveira, Bianchini, Valfrido, Alcir and Acelino. It was on the back cover of an issue of "Sports Magazines".

MUSA DO DIA DA COLINA - MARCELA

segunda-feira, 14 de maio de 2018

PAIXÃO DO DIA DA COLINA

Esta é mais uma musa virtual que o Kike reproduz do belíssimo site www.paixaovascao.com.br,  que conta com um grande artista na criação de belas "Garotas das Colina". A primeira reprodução você pode conferir na data 05.01.2017. 
This is another virtual muse that Kike reproduces from the beautiful site www.paixaovasco.com.br, which has a great artist in the creation of beautiful "Girls of the Hill". The first reproduction you can check on 05.01.2017. 

VASCO DAS PÁGINAS - COPEIRÃO

O time vascaíno, que conquistara o I Torneio Internacional do IV Centenário do Rio de Janeiro, vencendo (3 x 2) a seleção da Alemanha Oriental e goleado (4 x 1) o seu maior rival, o Flamengo, além de ter carregado, para São para São Januário, a I Taça Guanabara, colocou o botafoguense Mané Garrincha na roda. Só que, depois daquilo, passou a escorregar. A torcida esperava vê-lo lutar, como um dos favoritos ao título do Campeonato Carioca, da temporada de tantas festas na Cidade Maravilhosa. Mas a rapaziada pareceu desaprender tudo. O que rolou?
Com a manchete "Taça Guanabara fez mal ao Vasco", a “Revista do Esporte”, única publicação esportiva nacional que chegava a todos os cantos do país, afirmava que das razões dos tropeços teria sido a confiança excessiva do clube, que achou estar tudo estava bem e não se reforçou mais. Assim, logo saiu da luta pelo caneco estadual, como você confere abaixo:
12. 09 - Vasco 1 x 2 Bangu; 19.09- Vasco 1-1 Fluminense; 02.10 –Vasco 2 x 0 Portuguesa-RJ; 09.10 - Vasco 1 x 2 Flamengo; 17.10 - Vasco 2 x1 Botafogo; 24.10 – Vasco 0 x 2 Bonsucesso; Vasco 4 x 1 América; 07.11 - Vasco 1 x2 Fluminense; 14.11 -Vasco 3 x-1 Portuguesa; 20.11 - Vasco 1 x 0 Bangu; 28.11 – Vasco 0 x 1 Flamengo; 04.12 - Vasco 1 x 2 Botafogo; 12.12 - Vasco 5 x 1 Bonsucesso; 15.12 - Vasco 1 x 2 América.
Sem vencer a dupla Fla-Flu, nos dois turnos, a irregularidade da rapaziada levou a equipe a uma situação incomum: de quem ganhou no turno, perdeu ano returno, e vice-versa. Nesse batidão, terminou em quinto lugar, somando sete vitórias, um empate e seis derrotas. Marcou 24 e sofreu 17 tentos. Totalizou 15 pontos, ficando a sete do Fla; a cinco do Bangu e a dois de Fluminense e Botafogo. À frente só do Bonsucesso (9), do América (7) e da Portuguesa (5). Quando nada, teve o terceiro artilheiro da temporada, Célio Taveira Filho, com sete tentos (igualado a Sabará, do “Bonsuça”), distante dois de Silva (Fla) e de Paulo Borges (Bangu), e três de Amoroso (Flu).

Mas a queda vascaína já vinha desde o Torneio Início, disputado em 7 de setembro, no Maracanã. Venceu a Portuguesa, por 3 x 1, nos pênaltis, com Saulzinho de batedor, após 0 x 0 no tempo regulamentar. A seguir, fez 1 x 0 no São Cristóvão, mas, na hora de passar pelo Flamengo, para decidir o caneco, caiu, por 0 x 1 – o Fla perdeu a final, para ao Flu.
Gainete, Joel, Brito, Maranhão, Fontana, Oldair (em pé), Luisinho, Lorico, Célio, Mário e Zezinho, formação da Taça GB

domingo, 13 de maio de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - IGUALADA

O capitão Pinga (D) cumprimenta o corintiano Olavo
Após conquistar o SuperSuperCampeonato-RJ-1958, em 17 de janeiro já de 1959, o time do Vasco da Gama só abriu  a nova temporada em 4 de fevereiro. Pouco mais de duas semanas para a moçada descansar. Ainda não se falava em pré-temporada, mas os times faziam muitos amistosos até o início da primeira grande disputa do ano, que era o Torneio Rio-São Paulo.
 O “Almirante”, então, iniciou a temporada-1959 fazendo 12 amistosos, tendo em dois deles goleado o Ypiranga-BA, por 6 x 1, e o Marítimos-MT, por 6 x 2. Para o torcedor, não interessava se quem estava do outro lado era muito mais fraco. O time vinha de uma parada, de muita farra pelo caneco do “SS-58” e podia-se dar um desconto pelas escorregadas nos primeiros jogos – quatro vitórias, cinco derrotas e três empates.
Mesmo assim, a galera esperava o bi do Rio-SP, afinal o Vasco era um supercampeão. Veio  a estreia vascaína, em  9 de abril, e  a “Turma da Colina” foi ao Pacaembu, em São Paulo, em uma noite de quinta-feira, encarar o Corinthians.
 Mesmo jogando em casa, o alvinegro paulistano não era favorito, pois vivia uma inquietante crise política e o seu time mais pisava do que acariciava a bola. Sorte dele que o Vasco, também, andou pisando nela, pois não era noite de Rubens, o que desandou o seu meio-de-campo, levando o anfitrião a dominá-lo e a abrir o placar, os 29 minutos. Pelo rádio, no Rio de Janeiro, a turma execrava o que ouvia. Ainda bem que, aos 16 minutos do segundo tempo, o mesmo Rubens que escorregava no tomate, empatou a pugna, finalizada em 1 x 1, com apito de Eunápio de Queiroz.   
Vasco deixou de bater em um Corinthians em crise por conta de: Barbosa, Paulinho de Almeida, Viana e Dario; Écio e Russo; Sabará, Almir, Osvaldo (Roberto Peniche), Rubens e Pinga. 
                         FOTO REPRODUZIDA DE MANCHETE ESPORTIVA


  



VASCO DA GAMA 2 x 3 X VITÓRIA

 Se disputasse o Campeonato Baiano, o Vasco correria o sério risco de ficar na lanterna, pois perder de times da Bahia, ultimamente, tem sido o seu esporte predileto. Após levar 3 x 0 do Bahia, na quarta-fera, pela Copa do Brasil, na Fonte Nova, em Salvador, perdeu do Vitória,  hoje, em São Januário, por 2 x 3.
André Rios, fotografado por www.vasco.com.br, fez um gol
A próxima partida da rapaziada será a partir das 19h de sábado, contra o Flamengo, no Maracanã.    
CONFIRA A FICHA TÉCNICA – 13.05.2028 (domingo) – VASCO 2 X 3 VITÓRIA-BA. Estádio: São Januário-RJ. Juiz: Jean Pierre Goncalves Lima-RS.
Público: 3.143 pessoas. Renda: R$ 81.630,00. Gols: André Lima, aos 17, e Yago Pikachu, aos 39 min do 1o tempo; Lucas Fernandes, aos 25; Werley, aos 30, e André Ríos, aos 37 min do 2 tempo. 
VASCO - Martín Silva; Rafael Galhardo, Breno, Werley e Henrique; Desábato, Bruno Silva (Bruno Cosendrey), Wagner (Riascos) e Yago Pikachu; Andrés Rios e Caio Monteiro (Kelvin). Técnico: Zé Ricardo. VITÓRIA - Caíque; Lucas, Kanu, Walisson Maia e Jeferson; Willian Farias, Fillipe Soutto, Wallyson e Rhayner (Lucas Fernandes); Neilton e André Lima (Denilson). Técnico: Vagner Mancini.


DOMINGO É DIA DE MULHER BONITA - NINFAS ESVOAÇANTES FAZEM FÍSICA

Antigamente, homens e mulheres brasileiros aprendiam os mesmos exercícos físicos. Um dia, a Escola Nacional de Educação Física, no Rio de Janeiro, lançou a ginástica feminina moderna.
A graça e a beleza da mulher brasileira...
  O novo momento, par a mulher, associava expressão rítmica  de movimentos a uma preocupação estática e plástica, abolindo a ginástica masculina enrijecedora de músculos. A mulher passava a fazer o que se fazia na Europa, exercícios adaptados à sua condição e característica morfológicas e fisiológicas.   
O primeiro passo para a mulher brasileira sair da ginástica geral para dois sexos foi a vinda da professora Margarete Frohlich a São Paulo, a fim de ministrar cursos de ginástica moderna feminina. 
Ela mostrou que se deveria atribuir grande importância à alma dos exercícios, sua forma, ritmo e expressão estática, com base em exercícios naturais e dinâmicos. 
... em movimentos mais leves e femininos.
Era a hora de dizer não a movimentos estilizados, estereotipados, trocando-os pelos naturais,  como expressão de vida psíquica e estática, por apresentar, segundo ela, uma sensível predileção pela “linha curva, variada e rica de fantasias”
No Rio de Janeiro, a revista “O Cruzeiro" reuniu alunas da Escola Nacional de Educação Física e fez um ensaio com elas, cujas fotos você vê aí.
De acordo com a semanária, as professoras Maria Jaci Nogueira Vaz e Érica Saur foram as principais imprimidoras  dos novos rumos à ginástica feminina            “brasuca”, após a primeira assistir o que faziam os professores europeus Hilma Jalkanen e Ernest Idla, sobretudo, libertando a ginástica feminina da rigidez dos exercícios geométricos.
 O Brasil adotava os métodos da ginástica francesa de Joinville le Pont, introduzida por aqui, em 1929, por uma missão militar, sem levar em conta as condições da mulher brasileira. Foi assim que, por mais de duas décadas, rapazes e moças faziam os mesmos exercícios rígidos, estáticos e anatômicos para desenvolvimento muscular.
Veja as fotos de um ensaio com as alunas da Escola Nacional de Educação Física, “ninfas esvoaçantes”, chamadas assim por “O Cruzeiro” de 1 de agosto de 1953,  clicadas por João Martins, tendo por cenário colunas dóricas e um lago da Ilha dos Amores, da carioca Quinta da Boa Vista.      

In the past, Brazilian men and women learned the same physical exercises. One day, the National School of Physical Education, in Rio de Janeiro, launched the modern feminine gymnastics.
Érica Sur, professora e praticante
  The new moment, associated with the woman, associated rhythmic expression of movements with a static and plastic preoccupation, abolishing the muscular gymnastic male gymnastics. The woman began to do what was done in Europe, exercises adapted to their condition and morphological and physiological characteristics.
The first step for the Brazilian woman to leave the general gymnasium for both sexes was the arrival of the teacher Margarete Frohlich to São Paulo, in order to teach women modern gymnastics.
 She showed that great importance should be attached to the soul of exercises, its form, rhythm and static expression, combining in natural and dynamic exercises. It was time to say no to stylized, stereotyped movements, exchanging them for the natural ones, as an expression of psychic and static life, for presenting, according to her, a sensitive predilection for the "curved, varied and rich line of fantasies"
In Rio de Janeiro, the magazine "O Cruzeiroe" gathered students from the National Physical Education and did an essay with them, whose photos you see there.
According to the weekly, the teachers Maria Jaci Nogueira Vaz and Érica Saur were the main imprint of the new directions to the "brasuca" feminine gymnastics, after the first watch what the European teachers did Hilma Jalkanen and Ernest Idla, above all, releasing gymnastics the rigidity of geometric exercises.
Cenário da Quinta da Boa Vista 
 Brazil adopted the methods of French gymnastics of Joinville le Pont, introduced here, since 1929, by a military mission, without taking into account the conditions of the Brazilian woman. Thus, for more than two decades, boys and girls did the same rigid, static and anatomical exercises for muscular development.
See the photos of an essay with the students of the National School of Physical Education, "nymphs fluttering", named after "O Cruzeiro" of August 1, 1953, clicked by João Martins, with Doric columns and a lake of the Island dos Amores, from Rio de Janeiro. 

sábado, 12 de maio de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CARTER


1 -  Em 25 de julho de 1976, o então governador Jimmy Carter, do norte-americano estado da Geórgia, visitava o Rio de Janeiro e manifestou ao governador Chagas Freitas o desejo de assistir uma peleja no Maracanã. A tabela do Estadual marcava Vasco x Botafogo, com Armando Marques no apito.  O futebol ainda não era bem difundido nos Estados Unidos e Carter passou o jogo inteiro fazendo perguntas, como o nome do atleta, a importância da jogada que acabara de assistir e porque certos lances foram praticados. Mostrou-se muito curioso. Quanto ao jogo, ficou no 1 x 1, com Dé “Aranha” comparecendo à rede para o time treinado por Paulo Emilio que escalou: Mazaropi; Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário, Luís Carlos Martins e Helinho; Luís Fumanchu (Marcelo), Dé e Roberto Dinamite. O clássico teve público de 42 mil pagantes. 

2 – Com o término da primeira metade do seu mandato rolando, o presidente Ernesto Geisel devolveu ao Rio de Janeiro, por uma semana, a sede da capital do país. Uma homenagem à cidade que ainda mantinha as presidências de importantes agências governamentais, como Petrobras, Eletrobras, Nuclebras, Furnas, Itaipu, Siderúrgica Nacional (combustíveis, aço e átomo); Institutos Brasileiro do Café e do Alcool; Interbras, Cobec; BNDE, BNH (comercialização, exportação e habitação) e de outras entidades privadas importantes, como Confederações da Indústria, do Comércio e da Agricultura; Sesi, Sesc, Senai e Senac (órgãos de classe); Fundação Getúlio Vargas, Serpro e IBGE (este federal entre os órgãos que mediam os índices mensais do custo de vida) e a Escola Superior de Guerra. Durante aquele período, o Vasco disputou dois jogos pelo Campeonato Carioca: 1 x 0 Goytacaz, com gol de Dé, e 4 x 0 Volta Redonda, com Jair Pereira, Dé, Luís Fumanchu e Luís Carlos Lemos balançando a rede.   

Reprodução de álbum de figurinhas da Copa 
3 - Rolava o 12 de outubro de 1987. No gramado do Maracanã, o Vasco encarava os corintiano, pela Copa União. Como era um dia dedicado à celebração das padroeira do Brasil, a rapaziada preferiu ir à praia. Só 6.339 torcedores compareceram ao recinto do então maior estádio do mundo, levando a grana de Cr$ 659 mil, 510 velhos cruzeiros, a moeda daquela época de inflação alta. Quem não foi perdeu um show do "Baixinho". Mas quem abriu a festa foi o glorioso Vivinho, aos cinco minutos. O lateral-direito gaúcho Paulo Roberto, numa "pixotada espetacular", marcou um gol contra, presenteando o alvinegro paulistano, 11 minutos depois: 1 x 1. Sem problemas: aos 21, Romário começou o seu traçado, fechando a etapa com a "Turma da Colina"  na frente do placar: 2 x 1. No segundo tempo, o "Peixe" fez mais um, aos dois minutos. E, aos 17, fechou os trabalhos do jogo apitado por Sílvio Luiz de Oliveira-RS. O Vasco do dia goleou com: Régis; Paulo Roberto, (Milton Mendes), Donato e Mazinho; Josenilton (Humberto), Luiz Carlos e Oswaldo; Vivinho, Romário e Zé Zérgio. 

4 -   O zagueiro Abel Braga, uma das principais peças defensivas das equipes vascaínas da década-1970, estreou como “xerifão” da zaga em 19 de fevereiro de 1976, em amistoso disputado no alagoano Estádio Rei Pelé, em Maceió, com o “Almirante” colocando na maleta Cr$ 80 mil cruzeiros de cota, uma boa grana. Foi o compromisso 2.913 da rapaziada, que o venceu, por 1 x 0, com gol marcado pelo meia Jair Pereira. Para a estreia do Abelão, foi anunciadas esta escalação: Mazaropi; Toninho, Abel, Renê e Alfinete; Lopes, Zanatta e Zandonaide;  Luís Fumanchu, Roberto Dinamite e Luiz Carlos Lemos.  

O VENENO DO ESCORPIÃO - MALVADEZAS E TERNURAS DE TONINHO "REI DA BAHIA"

1 – Entre 10 de fevereiro de 1967 a 6 de abril de 1970, Antônio Carlos Magalhães foi prefeito de Salvador. Durante o seu mandato, o consumidor da capital baiana esteve proibido, no Mercado Modelo, por três sabados, de curtir uma saborosa batida de limão com lambreta. Êpa! Nada de colisão entre uma fruta cítrica e um veiculo móvel de duas rodas. Lambreta, na Bahia, é o apelido de um pequeno molusco parecido com ostra e que a rapaziada convoca para tira-gosto com algo que molhe o pescoço por dentro. De repente, a combinação tornou-se uma das principais atrações do mercadão, tendo feito a cabeça de gente “vip” como os escritores franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, e o ator norte-americano  David Niven. Sem falar do baiano Jorge Amado, para quem a batida era “divina”.
Jorge Amado reproduzido de www.jorgeamado.org.br

2 – Um administrador do Mercado Modelo, o tal de José de Souza Brito, decidiu proibir na casa o consumo da batida de limão com lambreta, dizendo que a moçada ingeria uma “dupla fatal”. Via exageros nos apetites alcoólicos dos sábados, havendo até, segundo ele, o risco de as meninas fazerem “strip-tease”. Para ele, isso não seria só um atentado ao pudor, como um desrespeito à rainha Elizabeth II, da Inglaterra, que visitara o local, em novembro de 1968.

3 - A atitude dotal Souza Brito levou edis baianos a fazerem vários discursos contra a medida, recebendo aplausos de todo o plenário da Câmara de Vereadores soteropolitana. Ao tomar conhecimento do caso, o prefeito Antônio Carlos Magalhães não perdeu tempo. Mandou uma canetada e proibiu a proibição.  Taí uma das razões porque o Toninho Malvadeza não perdia eleição na Bahia, onde sempre havia mais bêbados (aos sábados,fora do expediente) do que abstêmios         

4 – Toninho Malvadeza era prefeito de Salvador (1967 a 1970) e, bebendo uns pileques caseiros, com amigos, em um final de semana, após muitas brincadeiras, disse-lhes: “Vou construir uma estrada pra botar muito filho da puta pra fora da Bahia”. Abriu concorrência pública, mandou ver 32 quilômetros de asfalto ligando Salvador do Aeroporto Dois de Julho e liberou para o turismo a litorânea Avenida Otávio Mangabeira. A Bahia aplaudiu, ele ganhou muitos votos futuros por aquilo e, aos mesmos amigos, disse: “Depois, eu é que sou filho da puta!”  
Reprodução de capa da revista com título acima
  
Em  1994, como governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães marcou a sua desincompatibilização do cargo para 2 de abril, avisando que seria candidato ao Senado. Mas deixando explícito que, se passasse pela sua frente um cavalo presidencial encilhado, ele montaria – não passou.

5 – Tempinho depois, Antônio Carlos chegou a ao Aeroporto Dois de Julho, em  Salvador, após viagem a Brasília, onde arrancara uma graninha “duzome”. Na volta, foi recebido por grande quantidade de políticos puxa-sacos, evidentemente, e eleitores a fim de também morderem alguma coisas. No meio da galera, havia um curioso bom número de rapazes com quase a mesma altura e todos com os cabelos cortados curtinhos. Eram guardas civis, à paisana, convocados para a segurança do governador. Ao saber do que se tratava, Toninho Malvadeza mandou dispensar aquela segurança, garantindo que, na Bahia, ele estava mais seguro do que a própria segurança.   
6 – Antônio Carlos Magalhães levou Cleriston Andrada à convenção do PDS baiano, com quase unanimidade para sucedê-lo no governo baiano. Dissidente só o ex-governador e então senador Lomanto Júnior. Mas este desistiu de candidatar-se. Só não desistiu de não comparecer à convenção. Ao saber disso, Antônio Carlos disse: “Estou tão preocupado com uma desistência, que nem tenho tempo para me preocupar com desistência de desistente”.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

SOL FORTE NA ESQUINA DA COLINA


O “Almirante” recebia a visita do “Santo”, durante a tarde de 12 de abril de 1959, quando rolava o Torneio-Rio-São Paulo. Era um domingaço de sol convidante à turma ficar mais tempo na praia. Legalaço para uma cervejinha estupidamente descente pescoço a dentro. Mesmo assim, uns fanáticos vascaínos preferiram deixar o velho chapinha mar na saudade e foram para o Maracanã. Bem feito! Mestre sol mandou avisar que a tarde era dele, e mandou tanto calor pra quem rolava a “Maricota” que a rapaziada quase se derreteu sobre o tapete verde do “Maraca”.
 Resultado: Vasco da Gama 0 x 0 São Paulo, uma “partida insipida”, pela segundo a edição 178 de “Manchete Esportiva”, execrando a falta de trabalho para o garoto do placar. Enfim, a pugna foi só bola pra lá, bola pra cá, por sinal, muito mal chutada, considerou a semanária carioca - Barbos, Paulinho de Almeida,  Viana, Russo e Dario; Écio (Laerte) e Rubens;  Sabará, Almir, Osvaldo (Pacoti)  e  Pinga foram os fritados (pelos raios de sol) vascaínos.         

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TRAGÉDIAS DAS COLINA – MÉXICO


No dia 11 de maio de 1958, a “Turma da Colina” adentrou a gramado mexicano para encarar o Toluca. Lamentável! O pau quebrou, com os 22 atuantes e mais os reservas das duas equipes saindo na porrada. O  Vasco, aliás, bateu, também, no placar, por 4 x 3, com Livinho (3) e Rubens balançando a rede.
Mesmo com aquela porradeira toda, no dia 25 do mesmo maio, os dois times voltaram a se encontrar, daquela vez, na mais santa paz d todos os deuses, com o Toluca devolvendo a derrota e mandando 5 x 3 -  Sabará, Wilson Moreira e Almir Albuquerque marcaram os tentos vascaínos.
A visita ao México constou de cinco amistosos, tendo o primeiro, no dia 4 de maio, sido 1 x 1,  com a seleção mexicana que participaria do Mundial da Suécia - Artof, marcou o gol da moçada, empatando a peleja, no segundo tempo, igualando a conta.
Os outros jogos foram Vasco 3 x 4 América da Cidade do México – Sabará, Wilson Moreira e Pinga na rede – e Vasco 4 x 2 Atlante – Livinho (2), Piga e Rubens bateram no filó 0, com o time-base do giro sendo: Barbosa (Hélio), Dario e Viana; Écio, Laerte (Ademar) e Coronel (Ortunho); Sabará, Livinho, Wilson Moreira, Rubens e Pinga, treinador por Gradim, isto é, Francisco de Souza Ferreira. 


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quinta-feira, 10 de maio de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CAPÃO


 1 - Wilson Francisco Alves, que os colegas apelidaram-no por Capão, o nome do morro de onde descera para os gramados, foi um vigoroso zagueiro vascaíno que chegou à Seleção Brasileira. Quando tornou-se treinador, era mais seguro, ainda. Não revelava nada do que ganhara com o futebol, pois temia uma mordida forte do “Leão” do imposto de renda. Nascido (21.12.1927) na então Guanabara – filho de Joaquim Francisco Alves com Corina da Silva Alves –, o que fazia questão de revelar só era garantir que ele era um sujeito camarada.


2 – Católico praticante, devoto de São Jorge, Wilson “Capão” casou-se com Margarida era fã da TV. Sagitariano, desdobrava-se nos treinos físicos para manter o peso de 85 quilos. Media 1m85cm, calcava chuteiras-41 e jogava com o normal de sua cintura sendo 95cm. Dono de par de olhos e de cabelos pretos, assinou o seu primeiro contrato, com o Vasco da Gama, em 1948, para ser um passageiro do “Expresso da Vitória”.   

3 – A manjadíssima história do clube que perdeu um craque porque o considerou muito pequeno, magrinho ou novo, poderia ter dado o apoiador Carlos Roberto ao Vasco da Gama. Consagrado no Botafogo, como parceiro de Gérson, no meio-de-campo, o atleta tinha 16 anos quando pediu uma chance aos vascaínos, por simpatizar com o clube. No entanto, acharam-no muito novo e mandaram-no voltar no ano seguinte. Então, Carlos Roberto de Carvalho, carioca, nascido no Engenho de Dentro, pediu pai para leva-lo para a escolinha botafoguense no campo do Nova América, em Del Castilho. Ficou e foi bicampeão carioca e da Taça Guanabara-1967/1968 (era disputa à parte).