Vasco

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sábado, 12 de maio de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - CARTER


1 -  Em 25 de julho de 1976, o então governador Jimmy Carter, do norte-americano estado da Geórgia, visitava o Rio de Janeiro e manifestou ao governador Chagas Freitas o desejo de assistir uma peleja no Maracanã. A tabela do Estadual marcava Vasco x Botafogo, com Armando Marques no apito.  O futebol ainda não era bem difundido nos Estados Unidos e Carter passou o jogo inteiro fazendo perguntas, como o nome do atleta, a importância da jogada que acabara de assistir e porque certos lances foram praticados. Mostrou-se muito curioso. Quanto ao jogo, ficou no 1 x 1, com Dé “Aranha” comparecendo à rede para o time treinado por Paulo Emilio que escalou: Mazaropi; Gaúcho, Abel Braga, Renê e Marco Antônio; Zé Mário, Luís Carlos Martins e Helinho; Luís Fumanchu (Marcelo), Dé e Roberto Dinamite. O clássico teve público de 42 mil pagantes. 

2 – Com o término da primeira metade do seu mandato rolando, o presidente Ernesto Geisel devolveu ao Rio de Janeiro, por uma semana, a sede da capital do país. Uma homenagem à cidade que ainda mantinha as presidências de importantes agências governamentais, como Petrobras, Eletrobras, Nuclebras, Furnas, Itaipu, Siderúrgica Nacional (combustíveis, aço e átomo); Institutos Brasileiro do Café e do Alcool; Interbras, Cobec; BNDE, BNH (comercialização, exportação e habitação) e de outras entidades privadas importantes, como Confederações da Indústria, do Comércio e da Agricultura; Sesi, Sesc, Senai e Senac (órgãos de classe); Fundação Getúlio Vargas, Serpro e IBGE (este federal entre os órgãos que mediam os índices mensais do custo de vida) e a Escola Superior de Guerra. Durante aquele período, o Vasco disputou dois jogos pelo Campeonato Carioca: 1 x 0 Goytacaz, com gol de Dé, e 4 x 0 Volta Redonda, com Jair Pereira, Dé, Luís Fumanchu e Luís Carlos Lemos balançando a rede.   

Reprodução de álbum de figurinhas da Copa 
3 - Rolava o 12 de outubro de 1987. No gramado do Maracanã, o Vasco encarava os corintiano, pela Copa União. Como era um dia dedicado à celebração das padroeira do Brasil, a rapaziada preferiu ir à praia. Só 6.339 torcedores compareceram ao recinto do então maior estádio do mundo, levando a grana de Cr$ 659 mil, 510 velhos cruzeiros, a moeda daquela época de inflação alta. Quem não foi perdeu um show do "Baixinho". Mas quem abriu a festa foi o glorioso Vivinho, aos cinco minutos. O lateral-direito gaúcho Paulo Roberto, numa "pixotada espetacular", marcou um gol contra, presenteando o alvinegro paulistano, 11 minutos depois: 1 x 1. Sem problemas: aos 21, Romário começou o seu traçado, fechando a etapa com a "Turma da Colina"  na frente do placar: 2 x 1. No segundo tempo, o "Peixe" fez mais um, aos dois minutos. E, aos 17, fechou os trabalhos do jogo apitado por Sílvio Luiz de Oliveira-RS. O Vasco do dia goleou com: Régis; Paulo Roberto, (Milton Mendes), Donato e Mazinho; Josenilton (Humberto), Luiz Carlos e Oswaldo; Vivinho, Romário e Zé Zérgio. 

4 -   O zagueiro Abel Braga, uma das principais peças defensivas das equipes vascaínas da década-1970, estreou como “xerifão” da zaga em 19 de fevereiro de 1976, em amistoso disputado no alagoano Estádio Rei Pelé, em Maceió, com o “Almirante” colocando na maleta Cr$ 80 mil cruzeiros de cota, uma boa grana. Foi o compromisso 2.913 da rapaziada, que o venceu, por 1 x 0, com gol marcado pelo meia Jair Pereira. Para a estreia do Abelão, foi anunciadas esta escalação: Mazaropi; Toninho, Abel, Renê e Alfinete; Lopes, Zanatta e Zandonaide;  Luís Fumanchu, Roberto Dinamite e Luiz Carlos Lemos.  

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