Vasco

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domingo, 6 de maio de 2018

HISTORI&LENDAS DA COLINA - PRUSSIANA

1 - Há coroas com a cruz igual à da faixa do Vasco da Gama. Trata-se da "Cruz de Ferro", inicialmente, condecoração militar criada pela extinta Prússia. Passou para o império alemão, chegou até a II Guerra Mundial e foi adotada pelo Terceiro Reich, com o símbolo nazista. Após maio de 1945, tornou-se proibida. Quando lançada, em 1813, pelo rei Frederico III, para condecorar os cavaleiros teutônicos bons de guerra, o símbolo era um ramo de carvalho. Foi a grande honraria da guerra Franco-Prussiana e da I Guerra Mundial. Atualmente, é usada por militares alemães, mas com o ramo pioneiro do Frederico.

2 - Conta-se que uma enfermeira nordestina, voluntária da Força Expedicionária Brasileira, chamada Elza Cansanção, dera de testa com um alemão, e o dominara, com a sua peixeira, em agosto de 1944, na Itália. Voltando ao acampamento, com a presa no cabresto, ao ser indagado pelo comandante porque não o liquidara, ela teria respondido: “Mas o senhor acha que eu iria matar um vascaíno”. O alemão fora salvo pela "Cruz de Ferro" que levava no peito. Senão, caía na peixeira da nordestina condecorada, por bravura, com 38 medalhas, durante a II Guerra Mundial. Êta vascaína pai d´égua!

3 - Muitos pensam que a camisa branca, com a faixa em diagonal, seja a do uniforme número 1 do Vasco. Mas é a 2. Na década-1940, ele foi substituindo, gradativamente, o primeiro, com camisas e calções pretos, relançados em 1º de agosto de 2001, quando a rapaziada voltou a jogar totalmente de negro. Aconteceu na estreia do “Time da Colina” no Campeonato Brasileiro, em 0 x 0, com o Gama, por 0 x 0, em uma noite de quarta-feira, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

4 - A volta do “Black Vasco” teve 19.743 pagantes, arbitragem do baiano de Lourival Dias Lima Filho e rapaziada alinhando com: Hélton; Patrício, Odvan, Alexandre Torres e Gilberto; Jorginho, Botti, Juninho Paulista e William; Euller e Romário (Paulo César). Técnico: Joel Santana. O Gama era: Ronaldo; Wilson Goiano, Gerson, Jairo e Rochinha; Deda, Lindomar, Robston (Jefferson) e Luiz Fernando Gomes (Rodriguinho); Romualdo e Anderson Barbosa (Alessandro). Técnico Flávio Lopes.

5 -  Inicialmente, o Vasco adotava um uniforme totalmente negro com a faixa horizontal na camisa dos seus remadores, pois fora fundado – em 21 de agosto de 1898 –para ser um clube dedicado às regatas. Na virada do século 19, para o 20, a faixa passou a ser em diagonal, como aparece em fotos de remadores de 1901, em uma tripulação de canoa a quatro remos e uma outra de baleeira de seis remos.

6 - Durante muito tempo, rolou a história de que a faixa diagonal teria sido sugestão do treinador argentino Ondino Vieira, para lembrar o uniforme do River Plate, de Buenos Aires. Lenda! Da mesma forma, que teria sido imitação da camisa da Ponte Preta, de Campinas, surgida em 11 de agosto de 1900, dois anos após o Vasco. Para historiadores vascaínos, seria difícil um clube do interior paulista influenciar uma agremiação dedicada ao remo, na capital do país.

7 - A partir de 26 de novembro de 1915, quando abriu o seu departamento de futebol, o Vasco adotou a camisa totalmente negra, com punhos brancos e a cruz no peito esquerdo, o que fez os seus jogadores serem chamados de “camisas pretas”. A jaqueta branca, com a faixa preta em diagonal tem como data de estreia 16 de janeiro de 1938, durante a goleada, em São Januário, por 4 x 1, sobre o Bonsucesso, com gols de Niginho (2), Lindo e Luna, valendo ainda pelo Campeonato Carioca de 1937. Naquele dia, o time jogou com: Rey, Poroto e Itália; Rafa, Zarzur e Lindo: Alfredo I, Feitiço, Luna e Niginho.

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