Vasco

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domingo, 6 de maio de 2018

FRIAÇA E O NÚMERO 13

Pelas contas da edição 27 da revista carioca “Manchete Esportiva”, de 1956, o atacante Albino Friaça passou 50 minutos campeão mundial, em 1950, ao abrir o placar de Brasil 1 x 2 Uruguai, no 16 de junho, no   Maracanã.
Na verdade, foram 77 minutos, pois o gol de Gigghia que virou o placar saiu a 13 minutos do final. Dessa marca, desconte-se dois minutos, o tempo em que Friaça passou desmaiado, devido tanta gente pular sobre ele comemorando seu gol. Logo, foram 75 minutos como campeão mundial, título interrompido por um 13 fatal, para os supersticiosos.
Friaça era presença constante no fustigo ao adversário
Sobre aquele seu tento, ele comentou com a “Manchete Esportiva”: “...quase todos nós tínhamos absoluta confiança na vitória...a certa altura (do segundo tempo), Bauer controlou a bola no meio do campo, passou por Obdúlio Varela e a entregou a Zizinho, que fez alguns passos e lançou no buraco. Eu acompanhava o lance, livrei-me, na corrida, do meu marcador, Rodrigues Andrade, e finalizei. com um tiro forte e endereço certo”.
Para Friaça, o time brasileiro era o melhor da Copa-50, deixando, após os 6 x 1 Espanha, o grupo convencido  da vitória final, sobretudo por achar os espanhóis os melhores depois do Brasil. E apontou o ponta-esquerda Gainza como o mehor jogador da competição. Também, elogiou o treinador Flávio Costa.
 Albino Cardoso Friaça disputou 13 jogos pela Seleção Brasileira e em três dias 13 defendeu o escrete nacional – 13.05.1950 – Brasil 3 x 3 Paraguai; 13.06.1950 – Brasil 6 x 1 Espanha; 13.04.1952 – Brasil 5 x 0 Panamá. Quando estava em sua temporada-13, defendia o Vasco da Gama, pelo qual, com 13 bolas nas redes, ele foi o principal artilheiro do time que conquistou o Torneio Municipal-1947.
 Em São Januário, no entanto, Friaça não precisava de coincidências numéricas para tornar-se um dos ídolos da torcida vascaína. Fazia parte de uma “máquina” chamada por “Expresso da Vitória” e ficou campeão carioca-1945/47/49.
Fazer gols valia esta sempre requisitado pelos repórteres
Friaça chegou à Colina, em 1943, e integrou a equipe dos aspirantes. Mas não demorou para o treinador uruguaio Ondino Viera subi-lo ao time-A. Ele dedicou oito das 15 temporadas de sua carreira ao “Almirante”. Saiu algumas vezes – defendeu São Paulo, Ponte Preta e Guarani de Campinas – e, sobre o “Expresso da Vitória”, comentou com a mesma “Manchete Esportiva”: “Que timão possuíamos...um esquadrão como o do Vasco custaria (em 1956) uma fortuna incalculável”- e citou os colegas Barbosa, Augusto, Rafagnelli, Berascochea, Ely do Amparo, Argemiro, Jari Rosa Pinto, Ademir Meneses,  Isaías, Chico, Elgen e Lelé, artilheiro do Campeonato Carioca-1945, com 13 choros de goleiros – excluiu-se da lista do grandes “Matadores da Colina”.  
 Friaça é o artilheiro-14 (vizinho de 13) da história vascaína, com 191 jogos em 106 gols – os 13 maiores são Roberto Dinamite (617), Ademir Menezes (272), Romário (251), Pinga (250), Russinho (225), Sabará (165), Vavá (150), Lelé (147), Valdir ‘Bigode’ (144), Maneca (137) Chico (127), Bismarck (112)  e Edmundo 110.
Nascido em Porciúncula-RJ, em 20- de outubro de 1924, ele viveu por 84 temporadas, até 12 (vizinho do 13) de janeiro de 2009. Portanto, 84 temporadas: 8 + 4 = 12, vizinho do 13.     
                        FOTOS REPRODUZIDAS DE MANCHETE ESPORTIVA
     
                       

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