Vasco

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sábado, 5 de maio de 2018

MARTIM "VASCO" FRANCISCO

     Os antigos portugueses que vieram morar no Rio de Janeiro pronunciavam “Basco”, em vez de Vasco, falando do time da colônia lusitana no Brasil, o Vasco da Gama. Treinador campeão carioca-1956, pelo “Almirante”, Martim Francisco trocou a Colina, pelos Pampas, em 1957, e deixou o Internacional-RS, em 1958, para ser, novamente, um “basco”.
Come esta rapaziada, reproduzida de Manchete Esportiva,
Martim Francisco bateu na trave, na
Espanha.
Explica-se: contratado para treinar o espanhol Atlético de Bilbáo (Atlhetic Bilbao), ele foi parar na Vascongada, extremo norte da Espanha, mais conhecida por região basca, que estende-se até o sudoeste da França. 
Traduzido para o português, região basca vira “vasca”, sendo os caras dali chamados por “os vascos”.
 Martim Francisco dirigiu um clube que só aceitava jogadores da etinia basca. Na época (1958 a 1960), a maioria dos seus atletas estudava na Universidade de San Mamés e, com eles, consegiu, em 74 jogos, dois terceiro lugares em campeonatos espanhóis – depois, um sétimo.
 Em seus grandes momentos dirigindo o time “vasco”, Martim Francisco mandou 9 x 0 Celta; 9 x 0 Gijón; 8 x 1 Osasuna; 7 x 1 Bétis e 4 x 1 Real Madrid. Aliás, bater este não era novidade para ele. Em três confrontos anteriores, havia vencido dois, empatado um e caído em um outro – 2 x 0, em 20.07.1956; 2 x 2, em 19.07.1956 e 2 x 5 em 01.07.1956.
ELOGIOS - Em abril de 1959, quando o Atlético de Bilbáo enchia os olhos de sua torcida, o seu presidente,  Enrique Guzman, considerava Martim o grande responsável por tudo, inclusive a excelente forma física dos atletas – na época, os treinadores eram, também, os preparadores físicos. Mais: o via revolucionando o futebol da moçada, devolvendo-a a sua tradicional fúria ofensiva, e introduzindo por lá o sistema tático 4-2-4 que levara a Seleção Brasileira ao título da Copa do Mundo-1958, na Suécia.
 Martim reproduzido de
 www.bdfutbol,com,
aderiu à  boina basca
 Para a imprensa basca, Martim era o “porteiro da modéstia”, por atribuir-se detentor de zero por 100 do sucesso do seu time. Indagado sobre a receita para vencer, enumerava: 1 – o treinador deve cuidar, primeiramente, da saúde do seu atleta; 2 – dar-lhe trabalho físico normal e treinamentos técnicos e táticos; 3 – ter diretores, médico, massagista e atletas unidos; 5 – estudar os adversários e ficar atento às condições de campos, deslocamentos, descansos alimentação, comportamento de torcedores e o estado psicológico de cada jogador. Enfim, checar todos os detalhes envolvendo uma partida, buscar razões para o que ocorre e encontrar soluções, para da confiança a cada pupilo.    
 Martim Francisco só não levou o seu time ao título espanhol de 1959 devido a uma inesperada derrota ante o Saragossa, com a sua rapaziada mandando três bolas contra as traves do anfitrião. Parecendo um basco, usando uma boina vermelha e branca, ele bateu na trave pela segunda vez em duas temporadas espanholas, vendo a sorte ser um fator imponderável. Só restava dizer: “Ya no ganamos la Liga”.       
 Ao deixar o time basco, Martim voltou a ser “vasco”, em 1961. Em final de carreira, dirigiu o Vasco, de Passos-MG, em 1973 - assuntos para outras matérias, aguarde.          

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