Vasco

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

OS XERIFES DA COLINA - ORLANDO -3

 Cria do Fonseca, de Niterói, o caque Orlando Peçanha de Carvalho (era quarto zagueiro), formou dupla terrível com Hideraldo Luís Bellini, que emplacou na Seleção Brasileira campeã mundial-1958, na Suécia. Foi levado para a Colina, em 1953, pelo atacante Edmur, que já era cruzmaltino. 
Reprodução da Revista do Esporte
Nesse ponto, há uma história que parece lenda. Edmur nada teria falado ao treinador Carlos Volante e este não teria deixado Orlando treinar, por ver o seu físico aquém do que ele exigia para um zagueiro. Teria sido preciso um amigo comum de ambos pedir ao homem para dar-lhe uma chance. E, mesmo magrinho, o garoto mostrou que tinha muito veneno e foi convidado a voltar para o treino do sai seguinte. Foi campeão carioca juvenil, em 1954, e logo subiu ao time A. 
Com a altura de 1m79cm, boa altura para um zagueiro de sua época, Orlando calçava chuteiras 41 e, por jogar anto, foi levado pelo argentino Boca Juniors, em fevereiro de 1961,  por antigos Cr$ 16 milhões de cruzeiros, valor que se fosse  hoje seria uma ninharia. Tanto que, ao voltar ao  futebol brasileiro, em 1965, o Santos pagou Cr$ 99 milhões de cruzeiros (US$ 55 mil dólares) para repatriá-lo.
 PAI DE SANDRA, de Suzi e de Soraia, o craque vascaíno foi chamado, na Argentina, de “Senhor Futebol”. Mostrava que sabia tudo de bola e jogava onde fosse preciso, na defensiva. Convocado (juntamente com Bellini) para o escrete nacional, pela primeira vez, em 1956, pelo treinador Flávio Costa, Orlando dizia que ser inútil tentar fazer alguém sem pendor para empolgar a torcida, porque não via bancos escolares capazes de ensinar a matéria.
Mesmo contra “escolarizar” o futebol, Orlando era um “professor” para os novatos, aos quais recomendava evitar deixar a defesa desguarnecida, com subidas constantes ao ataque. Em agosto de 1959, sentindo não estar bem, mesmo recuperado de lesão durante o Torneio Rio-São Paulo, ele procurou o treinador Filpo Nuñez e pediu-lhe para encaminhá-lo ao time dos aspirantes (categoria extinta). Achava que seria a melhor maneira de recuperar o seu futebol e a forma física.
NASCIDO, em Niterói, em 20 de setembro de 1935, Orlando viveu até 10 de fevereiro de 2.100 e conquistou títulos importantes com a camisa cruzmaltina, como os Campeonatos Cariocas-1956 e 1958, o Torneio Rio-São Paulo-1958 (o Brasileirão da época)  e os torneios internacional de Paris e do Chile, ambos em 1957. Pela Seleção Brasileira, fez 34 jogos e ficou campeão, além do Mundial-1958, das Taças O´Higgins-1959 e do Atlântico-1960.  
Em 1969, Orlando  voltou a São Januário, jogou até 1970, encerrou  a carreira e depois foi nomeado auxiliar técnico.

 

HISTORI&LENDAS DA COLINA - RUSSOS

1 - Na noite da quarta-feira 4 de dezembro de 1957, pela primeira vez, uma equipe da antiga União Soviética-CCCP, jogou no Maracanã. Empatou, por 1 x 1, com o Vasco da Gama, que teve o seu gol marcado por Almir Albuquerque Morais. À direita da foto (reproduzida de Manchete Esportiva), ao capitão e zagueiro Bellini leva ao abraço cruzmaltino ao visitante que deu muito trabalho à  "Turma da Colina".
 
2 - O último grande goleiro feito em São Januário, Hélton, esteou com titular em 3 de agosto de 1999, diante do uruguaio, pela antiga Copa Mercosul, que virou Copa Sul-Americana.. De lá para cá, todos os goleiros utilizados vieram de outras equipes. A lista pós-Helton: Fábio - revelado no União Bandeirantes-PR;  Cássio - revelado no Olaria-RJ; Tadic - sérvio; - Éverton - tirado do Volta Redonda-RJ; - Fabiano Borges - saído do Criciúma-SC;  Elinton -buscado no Bangu; Erivélton, ex-Americano-RJ; Roberto - ex-Criciúma-SC; - Sílvio Luís - ex-São Caetano-SP; Tiago - ex-Portuguesa de Desportos-SP; Rafael - ex-Itumbiara-GO; Fernando Prass - repatriado doo União Leiria-POR; - Alessandro - ex-Grêmio-RS;  Michel Alves - ex-Criciúma; Diogo Silva - ex-Nova Iguaçu-RJ; Martín Silva - ex-Olímpia-PAR.
3 - O primeiro goleiro gringo cruzmaltino foi o paraguaio Víctor Gonzalez, que defendeu o clube nos anos de 1954 e 55, mas posteriormente se transferiu para o Fluminense. O segundo, marcou época na Colina. O argentino Andrada, um dos heróis do primeiro título brasileiro do clube, o Brasileirão-1974. Foram sete anos defendeu as redes do Vasco, tempo suficiente para se tornar ídolo e uma referência do time na década-1970. Trinta anos após os vascaínos levantarem a primeira taça de campeão nacional, o clube voltou a apostar em um estrangeiro para o gol. O sérvio Tadic aportou em São Januário por indicação de seu compatriota Petkovic, que na época vestia a 10 vascaína. Fracasso. Com atuações muito aquém do esperado, deixou o clube poucos jogos depois. Quase quatro décadas após o sucesso de Andrada, um sul americano voltou a vestir a camisa 1, o uruguaio Martín Silva.
 

4  - O capitão Bellini foi chamado pelo chefe da seleção brasileira campeã mundial na Copa do Mundo-1958, na Suécia, para abrilhantar o desfecho de uma promoção da empresa aérea Panair do Brasil, já inexistente. Foi recepcionar o mascote, o Chiquinho, que fez muito sucesso junto à equipe canarinha. E era pé-quente. O danadinho, ao voltar ao Brasil, desapareceu, misteriosamente. Foi encontrado em um subúrbio do Rio de Janeiro, para alegria dos jogadores e dos membros da comissão técnica do escrete canarinho.

 5  - Em 23 de fevereiro, pelo Torneio Rio-São Paulo de 2000, o zagueiro Mauro Galvão atingu a marca de mil jogos. Foi na partida em que o Vasco venceu o São Paulo, por 2 x 1, com dois gols de Romário, aos 8 minutos do primeiro temp e aos 41 do segundo, em uma quarta-feira, em São Januário, perante 7.750 pagantes. O jogo valeu pelas semifinais da competição e foi apitado por Romildo Corrêa (SP). Para atingir a marca, o capitão vascaíno havia atuado, antes, por Internacional-RS, Bangu, Botafogo e Seleção Brasileira. O seu time do "Jogo1000" foi: Helton; Jorginho (Maricá), Odvan, Mauro Galvão e Giberto; Válber, Felipe (Alex Oliveira), Amaral e Paulo Miranda (Rogério); Viola e Romário. Técnico: Antônio Lopes. 
 

BATE-BOLA COM BEBETO

Nascido em Salvador, em 16 de fevereiro de 1964, José Roberto Gama de Oliveira, o Bebeto, Bebeto tornou-se um vascaíno em 1989. Em São Januário, ficou até 1992, e melhorou sua média de gols: 0,51, ou 60, em 116 compromissos. Em 2.001, ele voltou à Colina, fez mais oito jogos e dois gols, e depois encerrou a carreira no futebol árabe, disputando apenas cinco partidas e deixando só um gol.
Campeão mundial, pela turma do “tetra”-1994, nos Estados Unidos, ele estreou na Seleção Brasileira em 28 de abril de 1985, contra o Peru, tendo jogado 75 partidas e balançando a rede em 45 vezes, média de 0,6 por encontro. Como canarinho, perde para Pelé (77 gols em 92 jogos) e Zico (52 tentos em 73 refregas).  Ele bateu esta papinho com o Kike da Bola:
Reproduzido de
www.vasco.com.br
1 - Como foi vestir a camisa do Vasco?
 - Aconteceu, porque Deus permitiu. Tenho um filho vascaíno roxo, o Roberto Nilton, o mais velho, que vai a todos os jogos do Vasco. Fui recebido com muito carinho pela torcida vascaína, o que me fez defender o clube com muito orgulho.  Por sinal, o meu avô chamava-se Vasco e eu sempre tive muita admiração pelo Roberto Dinamite.

2  -Você chegou a fazer parceria com o Dinamite?
- Tive a felicidade de jogar com o Beto (Roberto Dinamite) uma vez, apenas, pelo Campeonato Carioca. Creio que contra a Portuguesa. Naquele dia, ele me fez um passe e eu o gol.

3 – Além da Seleção Brasileira, chegou a jogar com o Romário vascaíno?
- Com o Roma (Romário) creio que foi um jogo só, também, pois ele estava de saída e do Vasco e machucado. Mas aquela foi uma parceria de Deus. Foi o melhor parceiro de ataque que tive.

4 - Qual foi o seu grande momento vascaíno?
- Ser campeão brasileiro-1989, vencendo o São Paulo por 1 x 0, dentro do Morumbi. Foi um título importantíssimo pra gente.

5 - O Vasco de 1989 foi um campeão, campeão, ou os outros deixaram ser?
- Não se conquista nada sem méritos. Aquele meu Vasco era um time muito forte. Me lembro de quando o presidente Eurico Miranda perguntou se queríamos fazer o segundo jogo da decisão em casa, ou no Morumbi, e eu respondi:  Presidente, bota lá, que seremos campeões, lá! E não deu outra. Pelo time que tínhamos, a confiança era muito grande.

6 – Quantos títulos você conquistou com a camisa cruzmaltina?
-  Fui campeão brasileiro-1989; da Taça Guanabara-1990; do Torneio de Verão-RJ-1990; da Taça Adolpho Bloch-1990 e do Torneio da Amizade-1991. 

7 – Torneio da Amizade! O que foi isso?
-  Fiquei sabendo que foi a única conquista vascaína em gramados africanos. Fomos ao Gabão e vencemos o Bahia e um time de lá,  este com um gol meu.
OBS: Vasco 2 x 0 Bahia foi em 13.10.1991, com gols de Sorato e de William, e Vasco  3 x 0 Sogara foi no dia seguinte, com gols de Sorato, Bismarck e Bebeto.  
8 – A torcida vascaína mais jovem não deve saber o que foi o Tornei Adolpho Bloch. Pode contar?
- Lembro que jogamos contra o Fluminense, o Botafogo e o Bangu. Dos placares, não me lembro mais.
OBS: o Vasco foi campeão com estes resultados:  24.11.1990 - 2 x 1 Bangu; 28.11 - 3 x 1 Fluminense;  02.12 - 2 x 2 Botafogo; 09.12 - 2 x 1 Bangu 12.12 – 0 x 0 Fluminense; 16.12 - 1 x 1 Botafogo.

   
 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

MUSA DA COLINA - SÔNIA BRAGA

 
Não atraiu às primeiras revistas esportivas brasileiras estampar atrizes em suas capas. Pelo final da década-1950, por pertencer ao grupo que lançada a "Revista do Rádio", a "Revista do Esporte" arrumava um gancho e publicava duas páginas com uma artista falando de futebol. Só depois do surgimento de "Placar", nos anos-1970, as belas da tela começaram a ganhar a página 1 das publicações mais consumidas pelos homens. Sônia Braga, famosa, principalmente, pela atuação no filme norte-americano "O Beijo da Mulher Aranha", foi uma das brindadas, com capa e matéria no interior da semanário. Claro, exibindo a sua cruzmaltinice!

Not attracted the first brazilian sports magazines stamping actresses on their covers. By late-1950, belonging to the group that launched the "Radio Magazine," the "Journal of Sport" arranged a hook and published two pages with an artist talking about football. Only after the emergence of "Score" in the years 1970, the beautiful screen started to gain page one of the most consumias publications by men. At No. 45, October 1 and 979, Sonia Braga, famous, mainly for his performance in the Hollywood film "Kiss of the Spider Woman", was one of brindades with cover and matters in the weekly. Of course, displaying their cruzmaltinice!





 
 

 
 
 
 

 

 
 

 

 
 

 
 



 
 

 

 
 
 
 
 


 
 
 


 

 

 

OS XERIFES DA COLINA -1

O técnico Zezé Moreira, em 1966, pedia e eles jogavam duro. Brito e Fontana formavam a dupla mais temida do futebol carioca, na década de 1960. De acordo com a Revista do Esporte, Da explicação para o rigor de suas atuações tinha uma explicação só: ... “venceram pela perseverança. Tiveram que lutar bastante e enfrentar muitos obstáculos” para serem titulares no Vasco.
No caso de Hércules Brito Ruas, a revista lembra que, depois de se destacar no time amador do Flexeiras, da Ilha do Governador, passou pelos times de juvenis, não pode subir para os aspirantes vascaínos, porque havia Viana barrando-lhe a vaga de zagueiro central. O jeito foi ser emprestado do Internacional, de Porto Alegre, onde Sílvio Pirillo, o primeiro a convocar Pelé para a Seleção Brasileira, era o treinador. Brito esteve emprestado, também, a um outro Inter gaúcho, o de Santa Maria, e só pode mostrar veneno na Colina depois da saída de Bellini, em 1961.
Antes da chegada de Zezé Moreira a São Januário, Brito brincava muito na área. Depois disso, o homem mudou completamente a sua forma de atuar. Nascido na ilha onde rolava a bola, em 9 de agosto de 1939, Brito deixou de enfeitar jogadas, passando a ser o que a imprensa chamava de “zagueiro enxuto”.
Fontana, quarto-zagueiro, trilhou caminho parecido com o de Brito. Tinha dois fortes concorrentes pela frente, Russo, nos aspirantes, e Barbosinha, no time A. assim, arrependia-se de não ter aceito convites do Fluminense e do São Cristóvão, pelo qual chegara a preencher ficha de inscrição como amador.
José de Anchieta Fontana, capixaba de Santa Tereza, nascido em 31 de dezembro de 1940, quando subiu, pegou uma noite brava pela frente. O Vasco vencia o Santos, pro 2 x 0, e ele sacaneava Pelé. A dois minutos do final, o “Rei do Futebol” empatou a partida, o que poderia ter liquidado a sua carreira. Mas recuperou-se, para falar muito durante as partidas, xerifar, transtornado. Reclamava dos colegas, ao mínimo, e era mestre em irritar o adversário. Fora de campo, assegura o ex-capitão vascaíno Buglê,“era um santo”, como o xará jesuíta José de Anchieta.